Antes cigarras do que baratas tontas

Não se sabe muito bem quem são as cigarras no entender do ministro Miguel Macedo, há quem pense que se estaria a referir aos que sobrevivem graças aos apoios que recebem do Estado. Mas faz mais sentido que se estivesse a lembrar dos milhares que se têm manifestado e que têm ferido os ouvidinhos sensíveis do ministro com as suas cantorias. Também podem ser os analistas, comentadores, jornalistas que não se calam com as críticas ao Governo. Ou ainda os barões do PSD e do CDS, que estando de fora, todos os dias têm recados e sugestões para o Governo, por exemplo, que se substituam algumas das baratas tontas que se sentam ao seu lado nas reuniões do Conselho de Ministros.

Seja como for, o local que esta suposta formiguinha escolheu para chamar cigarras aos outros foi uma inauguração. Será que para este Governo tão avesso a obras, fazer inaugurações é trabalho de formiga ou cantoria de cigarra? Neste caso, nem uma coisa nem outra. O ministro anda tão desorientado com os assobios das cigarras que nem competência tem para fazer uma simples inauguração, parece que abandonou o local sem ter descerrado a placa à entrada do quartel de bombeiros que supostamente foi inaugurar, ilustrando bem aquilo que é: barata tonta.

8 thoughts on “Antes cigarras do que baratas tontas”

  1. O ministro só podia estar a olhar para dentro; vejamos: Relvas (a cantarolar enquanto lhe cozinhavam o curso), Passos Coelho (a cantarolar depois de anunciar mais um roubo aos trabalhadores) e o próprio Macedo (a cantarolar enquanto recebia um subsídio por viver “fora” de Lisboa). Cigarras, os outros? Pois…

  2. Ora aí está uma coisa onde o Estado podia poupar uma data de dinheiro – as inaugurações!
    Uma vez que, geralmente, os que inauguiram vão inaugurar obra planeada e decidida por outros, porque é que deve haver tanta festança à custa do zé pagante, tanta deslocação, tanto quilómetro andado, tanta ajuda de custo desperdiçada, tanto tempo útil desaproveitado, tanto dinheiro esbanjado, tanto…
    Se fizermos bem as contas, desconfio que ainda se poupariam uns milhões por ano.
    Ñão querewrá o Passos acabar com isto?
    Estarão as cigarras dispostas a acabar com a música?

  3. Eu sinceramente não sei a diferença entre cigarras e formigas, aquilo que eu posso dizer sobre animais é que um porco mesmo que esteja vestido com um fato, não deixa de ser um porco.

  4. não admito a este parasita incompetente que me venha chamar de cigarra… tou a trabalhar para o sustentar no cargo que mediocremente exerce – exerce? (porque uns colegas aqui do país assim mo impuseram…é a democracia). Embora, confesso, tenha todo o orgulho em assumir o meu lado de cigarra. A cigarra também faz falta à sociedade. “São as pessoas, estúpido”.

    (eu já só pedia uma coisa: que pusessem uma mordaça a estes biltres; ao menos éramos espoliados mas sem necessidade de sermos insultados por cima, “piegas histéricos” de merda, estes governantes. Que caiam antes do Natal, é o que desejo. O prejuízo não será maior do que se ficarem mais três anos).

  5. hoje vi um grafitti interessante, perto do Palácio de Belém:
    “real eyes
    realize
    real lies”

    (falado, dá, realize, realize, realize..)

  6. “Portugal não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas” – disse o Macedo.

    As famosas formiguinhas laboriosas sempre a dar no duro, enquanto as cigarras se divertem… na fila do desemprego, as malandras!

    Então o Macedo só se alembrou das inofensivas cigarras? Anda distraído, o gajo. Se olhasse à sua volta, não se deveria esquecer, para começar, dos seus amigos PAPA-FORMIGAS.

    E que seria da base de apoio do seu governo sem
    os piolhos,
    os percevejos,
    as melgas,
    as vespas,
    as pulgas,
    os chatos,
    as carraças,
    as sanguessugas,
    as tarântulas,
    as viúvas-negras,
    os gafanhotos,
    os lacraus,
    os moscardos,
    as moscas varejeiras,
    as baratas,
    as lesmas,
    as víboras,
    as gibóias,
    os tubarões,
    as cobras cuspideiras,
    as ratazanas,
    os jacarés,
    as hienas,
    as lombrigas
    e as ténias?

    Só falta pôr os nomes nos bois.

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