Abaixo a reacção!

As justificações de Scolari para o seu comportamento violento são um caso dentro do caso. E caso bem mais grave. Se, quanto à agressão física, o poderíamos cobrir de misericórdia tivesse ele mostrado verdadeiro ou fingido arrependimento, já na sua recusa em assumir a responsabilidade pelo descontrolo não há perdão possível. Neste momento, Scolari já esteve em três ocasiões de comunicação pública — conferência de imprensa, declaração e entrevista na TV —, e em todas apresentou confrangedores e imbecis raciocínios de auto-desculpa.

Independentemente do gosto pela figura, da importância que cada um atribui ao futebol profissional e do que se pense do Governo, quem não o demitir, ou não pedir a sua demissão, é cúmplice de um velhaco pago pelo Estado.

6 thoughts on “Abaixo a reacção!”

  1. Está desculpado!

    Tá-se mesmo a ver que aquele vídeo foi feito pelos sérvios ou pelo clemente que deve ser amigo do saramago e quer juntar Portugal e Espanha e ser treinador da selecção da ibéria que eu julguei que era a companhia de aviação mas o meu pai diz que é tudo junto como a táctica do estebes e um advogado muito zangado até disse na sic que o sérvio parecia que já não era a primeira vez que era reincidente como o meu primo antónio que já chumbou duas vezes e vai ficar de castigo até ao ano 3000 e se calhar o sérvio já andou a apanhar murros noutros jogos para tramar as pessoas e o nosso scolari percebeu logo o que ele queria bater no menino quaresma e levantou a os braços e o sérvio chamou nome à família dele e eu não percebi por que é que o sérvio anda zangado com a família dele em espanhol e deu-lhe uma palmada na mão que doeu muito e ele levantou o braço e nem tocou num cabelinho mas os sérvios fazem fitas como o outro que se atirou para o chão a fingir que estava aleijado e o arbitro não marcou um impedimento e era amigo dos sérvios como se viu e se tivessem mandado os super dragões tomar conta do menino quaresma como tomaram conta da dona carolina no estádio da luz o sérvio nem se atrevia a chagar perto para não ficar todo partidinho como um senhor que apareceu todo enfaixado e que e a polícia anda à procura de quem lhe bateu mas aquelas já ninguém as tira e no fim disto tudo a minha tia Joaquina até …
    http://compapasebolos.blog.com/

  2. Meu caro Valupi, só um reparo: parece que a selecção tem patrocínios que são concedidos por o Felipão ser o treinador, e que ultrapassam mesmo o que o homem recebe. É indesculpável o que ele fez, sem dúvida, mas depois de um péssimo jogo, de uma arbitragem que nos afundou mais ainda, e de uma escramuça do tal não sei de quê com o Quaresma, há que descer um pouco o tom da condenação, creio eu. O Scolari é muito amigo dos “seus” jogadores. Se ouvisses como ele me falou do Pauleta, pelas suas qualidades humanas, compreenderias isto facilmente.
    No mais, de acordo.

  3. E não estás nada sozinho, ó afixe.
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    Caro Daniel, não duvido. Mas também não há dúvida quanto à natureza política, e já não desportiva, do acontecimento. Se errar é humano, assumir o erro é de homem. Infelizmente, aquilo a que assistimos é indigno de um apanha-bolas numa praia da Caparica, quanto mais do seleccionador nacional. Não há nenhuma outra solução digna que não passe pela demissão. Porque o Estado não pode ser conivente com a desonra, sob pena de promover o caos.

    Será exagerado querer que vá embora? Nesse caso, espera-se que a Federação emita uma circular a permitir as agressões dentro dos campos de futebol, desde que devidamente reconduzidas à ética do cérebro reptiliano em posteriores declarações públicas.

  4. Querido amigo Daniel,
    Concordo plenamente com as tuas palavras e sei o quanto o Scolari deve estar sofrendo por seu ato impensado. Sim,um rompante que deve ser resultante de uma grande provocação dentro de um quadro de ânimos exaltados. Seu sangue italiano de Caxias do Sul (RS)devia estar fervendo naquele momento. Agora, com certeza assumirá consequências legais e morais de seu ato destemperado com a cabeça erguida. Pois, está ciente que um pedido de desculpa não apaga o feito e mal feito. Porém,ninguém poderá atirar uma pedra contra o gaúcho Filipão, que é um apaixonado por Portugal, no que diz respeito a sua honra e lealdade ao País que o acolheu e a sua família. Um técnico que foi além de sua função, que amou ( e ama) os portugueses e levantou uma força nunca vista de apoio por sua seleção nacional e aplauso a seus jogadores. E esta atitude de respeito a Portugal não é só de fachada, não. É de fé. Conheço-o de longo tempo e sei que é um homem de bem.
    Infelizmente, “pisou na bola e pisou feio”.

  5. Ora viva, querida Lélia!
    A gente olha para a selecção de Portugal, vê aqueles nomes, e pensa: “Com estes temos obrigação de os comer a todos.” O pior é que muitos desse jogadores, vedetas famosas, não estão dispostos a comer a relva. O grande dom do Felipão foi fazer com retalhos de luxo uma manta bem urdida. É mais difícil do que parece pegar em “génios” e “ídolos” do futebol, e transformá-los numa equipa. Aqueles rapazes precisam mais de um psicólogo (mas que não seja um psicólogo maluco) do que de treinador. Aliás, uma selecção nacional nem dá para ser treinada, pois não há tempo para isso. Se o Scolari se for, não sei quem terá pulso para transformar em operários uns artistas com tendência para executivos.
    Um abraço.
    Daniel

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