Toca aí o hino, mermão!

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Já devem ter visto por aí um anúncio de TV com o nosso hino por banda sonora. Uma coisa épica, cheia de bandeiras desfraldadas, de impante orgulho luso. Mas sabem a quem é que a PT, assim auto-proclamada “empresa privada que mais investe em Portugal”, foi encomendar o spot em questão? A uma agência brasileira. Depois, para dar um toque ainda mais genuíno à ode patrioteira, tratou de contratar uma produtora igualmente brasuca. Faz o que eu digo, não o que eu faço, né?

17 thoughts on “Toca aí o hino, mermão!”

  1. O que é isso, agência brasileira, produtora brasuca? As empresas, caro Luís Rainha, não têm pátria, não têm nacionalidade. Qualquer empresa que se preza, desde que ultrapasse uma certa dimensão, começa a atuar em diversos países. Isto é algo depor demais evidente no mundo atual. A agência não é brasileira – é multinacional. A produtora, idem. E a PT, também.

  2. O slogan do anúncio não está correcto, acho que devia ser o seguinte: “A empresa privada que mais rouba em Portugal”, porque é isso que a PT faz.

  3. Luís,

    A agência e a produtora são mesmo brasileiras. Multinacionais são aquelas empresas que estão implantadas em vários países, como a PT. Eu sou accionista e gerente de algumas empresas e garanto-lhe que são portuguesas, mesmo que ocasionalmente vendam serviços para Espanha ou outro país qualquer.
    Mas não tenho qualquer ideia proteccionista em mente. Apenas apontar o ridículo óbvio que é terem precisado de ir ao outro lado do mundo para comprar aquela ideia pífia e aquela produção eivada de lugares-comuns. Ainda por cima, para gabar precisamente os investimentos que a PT faz em Portugal.

  4. é para isto que servem os blogues, investigar, investigar, investigar sempre. congrats luís, se foste tu a fazer o trabalhinho de casa.

  5. E alguém sabe se é legal uma empresa (pública ou privada, mas com fins lucrativos) usar dois dos símbolos da república – hino e bandeira – para promover os seus produtos e serviços???

  6. Tanto quanto sei, pelo Código da Publicidade que aqui tenho, só é proibido o uso “depreciativo” dos símbolos nacionais.

  7. essa da multinacionalidade nao me convence… Se por exemplo fosse a BBDO não me passaria pela cabeça que o anúncio não recoresse à BBDO portuguesa.

  8. Concordo com o João Pedro da Costa, acho que já não chega o nome reduzido (PT) da Portugal Telecom ser igual ao do nosso país (.pt na Internet, o escudo era PTE, etc) e agora ainda se põem a usar o hino e a bandeira nacionais. Quem pensam eles que são? A empresa oficial do regime?

  9. Bem, a única coisa boa do dito anúncio foi mostrar-me que a porcaria de hino que temos até pode soar bem com um arranjo bem feito e (muito importante!) sem letra.

  10. Patriotas, patrioteiros, patriotaças,
    Contaram-me recentemente uma história exemplar, que infelizmente não sei se é verdadeira,mas é muito bem apanhada. Tudo se passa num mensário que tem uma versão portuguesa. Recentemente o capital do dito foi vendido a um dos princípais opoiantes de Manuel Alegre, que sabendo que se comprava papel muito mais barato a uma empresa espanhola, mandou trocar o fornecedor para uma honrada empresa lusa, nem que para isso fosse necessário não pagar aos tradutores (portugueses). É de patriota!
    Eu cá continuo a preferir, o proletários de todos os paises uni-vos!

  11. Concordo com o Jorge. O hino nacional, “a portuguesa” é a cabal demonstração da retórica vazia que por cá tanto se aprecia: ficámos a cantar enquanto os ingleses nos impunham a nós e internacionalmente o mapa cor de rosa. Às armas, contra os canhões e outras tretas, só mesmo a cantar e mesmo isso mal. Este não é um país de proletários ou de patriotas, é um país de merdariotas.

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