Vender saúde

Os bons frades fabricam e vendem o milagreiro tónico: uma mistura de aloé vera com mel e sabe lá Deus mais o quê. Eles não são avaros na promessa: a tal planta — que hoje em dia já infestou detergentes para a roupa, cosméticos, iogurtes, sabonetes, etc. — parece ter “poderes curativos” capazes de erradicar o cancro, pelo menos numa “grande percentagem de casos”.
Passei por lá em plena hora de ponta. Casais, velhos sozinhos, jovens de olhar furtivo; um corrupio de gente a sair dali com as preciosas garrafas. Quase todos corriam, sabe-se lá contra que adversários temíveis. Todos agarravam os seus sacos de plástico com ambas as mãos. Estão agora, mais do que nunca, lembrados de como a esperança é frágil.

33 thoughts on “Vender saúde”

  1. Luís,

    quando dizes que passaste por lá, estás a referir-te ao convento do Varatojo em Torres Vedras? Aí é que os irmãos menores de São Francisco produzem do melhor (além de algumas reuniões espirituais interessantes mas bastante heterodoxas, à socapa do Ratzinger).

  2. Os químicos já espremeram Aloé Vera de todas as formas e feitios e não encontram lá nada de relevante, excepto um óleo muito pouco rico noutras substâncias orgânicas.

    Os mesmos químicos andam, pelo contrário, há praí uma década a extrair compostos muito importantes do Ginko Biloba. O “gincolídeos” têm propriedades anti-oxidantes, anti-cancerígenas, etc.

    Parece que a fama do Aloé Vera vem apenas do facto de alguns textos apócrifos relatarem que foi um dos óleos usados no tratamento do corpo de Jesus. O Cristo. Sim, esse.

  3. Boas,

    Sobrevivi a um cancro.
    Enquanto fazia quimio, metade da pessoas tomava a o “remédio do Fradinho” (É como lhe chamam em Braga). Diziam que só ele o fazia. Afinal é um franchising… Não consigo dar um número mas, segundo as enfermeiras havia muita gente que abandonava o tratamente (doloroso e desgastante) por fé no Fradinho.
    Invariavelmente voltavam ao tratamento para morrer… Os que ainda se safavam diziam: “Se não fosse o Fradinho…”.
    Ninguém processa esse impostores e chupistas? A Deco, as actividades económicas não fiscalizam? Isto é um atentado à saude publica?
    Quando me falam do Fradinho ou do cacto eu tenho o verdadeiro remédio: “O cacto faz-te bem é se te sentares em cima dele!!!!”

  4. JPT,

    É de gente anti-textos apócrifos como você que a gente precisa neste blogue.

    Meu senhor, vá ao Google e escreva “Aloe Vera University” e carregue no botãozinho. Ficará surpreso com as dezenas, se não centenas, de universidades por esse mundo fora, incluindo a prestigiosa e exclusiva Oxford, onde têm sido e continuam a ser feitos estudos sobre as virtudes curativas das várias espécies de Aloes, que as há, diferentes, não sei se sabia. Provavelmente os frades a que o Luis se refere andam a dar piteira de Samouco ao “corrupio de gente” que por lá aparece.

    Dê uma voltinha à Internet e aprenda um pouco sobre Aloe Vera no meio milhão de sites à sua disposição.
    Siga o meu conselho e não se arme em doutor. Nunca é tarde demais para aprendermos.

    TT

  5. E você “Luis em junho”, quantas garrafas comprou? E ao comprá-las também pôs um “olhar furtivo”? E se as comprou, para que as quer? Qual é a sua maleita? Já agora, não podia ser mais discreto? Porque foi na hora de ponta? Foi apanhado por alguém e agora posta esta nota para disfarçar? Fazer de conta que está indignado?

  6. Luís,

    bem lhe podes chamar beberragem: andas a beber aloe categoria “regional”; o aloe que podes adquirir no Varatojo é “VQPRD” (e ainda podes degustá-lo com o pastelinho de feijão do burgo)!

  7. caro TT:

    Não preciso de armar em doutor, sou-o em química. Várias revistas químicas, especializadas, repito, em química, já publicaram artigos, alguns de revisão e muito bem feitos, a dizer que o Aloé, tanto quanto se conhece até agora, é desprovido de qualquer composto com qualidades terapêuticas.

    Por comparação referi o Ginco Biloba onde, pelo contrário, se têm descoberto várias de dezenas de compostos com propriedades interessantes.

    Um conselho: não acredite em tudo o que lê na net. Qualquer um pode escrever lá o que quer.

  8. Prezado GTP,

    Folgo muito em saber que é doutor, em Química, se bem que quando usei a palavra estava a pensar em doutores de Medicina. Infelizmente, isso não altera em nada os dados da questão. E, pois, não duvido que o meu amigo me apresente “estudos” da sua especialidade, atestando sobre a pobreza curativa da planta, residência de cento e tantas substâncias quimicas, incluindo 90 por cento dos aminoácidos e quase cem por cento das vitaminas, não falando do resto.

    E vou seguir o seu conselho para não acreditar em tudo o que leio na Net. Começo por este seu comentário, se não se importa.

    E a razão é simples. A sua indústria e especialidade causam-me calafrios, não a sua pessoa, entenda-me. Quem é que me garante, por exemplo, que as conclusões “científicas” são produto do trabalho aturado de cientistas químicos? Se a coisa se passar como se passa em Medicina, é de estarrecermos. Alguns (50 pc de acordo com palpites moderados) “especialistas” de renome até assinam trabalhos que nunca escreveram. A história das alcavalas da Big Pharma. E repare que só acredito nisto porque li na Net… depois de ter sido escarrapachado numa daquelas revistas que presumo você respeita: The Lancet.

    PS – Para uma extensa lista de química analítica da planta e muito mais, pode visitar http://www.herbmed.org. Se quizer,ninguém o obriga.

    TT

  9. TT:

    “Folgo muito em saber que é doutor, em Química, se bem que quando usei a palavra estava a pensar em doutores de Medicina.”

    Moves-te em areia muito movediças, tem cuidado ainda feres susceptibilidades a alguém.

  10. ninguém processa o fradinho pergunta ali um comentador.

    Pois você vem perguntar isto a gente que até tem no programa eleitoral a defesa da medicina alternativa desde que seja laica?

    tsss…tssss…tsss…

  11. Luis,

    Também folgo em saber que ainda não largaste a Máscara e ainda menos o D. João. Ferir susceptibilidades é o menos, filho. Com isso vivo eu bem. O pior é um dia cair por acidente nas mãos dum que não engrace com as minhas rugas e me mande pôr no lixo 20 minutos antes antes de voltar a mim da anestesia.

    Quanto ao resto, tudo bem. Nãp respondi ao teu comentário em inglês ai num lado qualquer, mas tu sabes porquê tão bem como eu. Não gosto de publicidade, é o que é. Shyzinho me. Manda sempre.

    TT

  12. Germano:

    Deves estar a falar para o Luis Rainha … eu ainda gostava de percebem que é o cabrãozote do D. João …

    (Quanto ao resto, come se diz em amaricano, do not preocupate ur self, mandate olways)

  13. Luis:

    Dorme descansado. É só mesmo porque és o “único” Luis que encontro aqui à mão de semear para me fazer de despercebido. Sem segundos sentidos.

  14. Caro TT:

    Percebo perfeitamente que a qímica lhe cause calafrios, uma vez que criticar a crendice acéfala baseada na superstição avulsa também lhe causa calafrios. Sugiro que, da próxima vez que tiver febres prolongadas, acenda uma velinha à Santa, e se abstenha de antibióticos. Os químicos que os prepararam não devem ser de confiança.

    PS – Os aminoácidos são os constituíntes das proteínas, o que faz com que qualquer ser vivo seja fonte de mais “90 % dos aminoácidos”. Se comer um bife, então aí garanto-lhe 100 % dos aminoácidos. Sorry por me armar em doutor…

  15. Caro JPT,

    Já vi que tive azar em meter-me consigo. E logo numa altura destas, assoberbado com a preparação duma tese sobre a calanzice do taurine em trabalhos proteínicos. Mas não faz mal. Vou até propor aos meus superiores do blogue que o nomeiem correspondente interino para estes belos assuntos, até eu obter o almejado troféu de papel.

    De facto cometi um grave erro de aritmética. Deveria ter dito 90.9 por cento, já que a ciência química parece ter actualizado o número de aminoácidos para 22 e muitos dos futuros “pasteurs” ainda andam a ser ensinados, pelo menos nalguns testes que tenho visto na Net, sobre os fantásticos 20. Daqui a uns anos serão 24 ou 25 e lá terei eu de modificar as minhas percentagens para actualizar o gozo.

    Algo que você também não consideriou devidamente é o facto de que estávamos a discutir sobre elixirs e mèzinhas, remédios que são processados e armazenados, com a consequente perda, alteração ou degeneração de aminoácidos. Quem é que lhe diz que não é nesse estádio que a Aloe bate outras coisas como medicina? Cuidado…

    Vou portanto, continuando a acender as minhas velas à Santinha, com muito gosto, à de Lourdes, minha preferida, muita milagrosa e curativa, graças, diz-se, ao germânio, do grau 32, que se passeia todo ufano entre as moléculas benzidas da água da sua fonte.

    Sério, pense na minha proposta. Fique por aqui uns meses. Tome Biloba e fale-nos dos resultados. E prometo que irei dar-lhe outras oportunidades para nos borrifar com a sua sabedoria. Que é benvinda, escusado dizê-lo.

    TT

  16. Pela Noite e pela Madrugada – o “Roteiro da Ciência” de Cavaco Silva

    De acordo com o étimo grego, as “mathemata” eram “tudo aquilo que se podia ensinar”.

    Desse ponto de vista, o burro velho que dificilmente aprenderia qualquer língua — Portugal — não se integraria nas “mathemata”, mas não será por aí que aqui divagaremos: mais modestamente, Cavaco irá explicar aos Portugueses o pouco daquela Ciência Pura que sustenta lá em casa, Maria — um dos meus “fetiches” — simultaneamente um fenómeno de sobrevivência semântica, à la Saussure, já que ela conserva intactamente o seu significado de galhofa e anedota ambulante desde que a conhecemos; do ponto de vista das “mathemata” visuais, pouco mudou: é a mesma maria, modesta e modista, de há vinte anos atrás. Eventualmente, torcerá um pouco mais as mãos agora, sempre que a vemos nas primeiras filas dos discursos de banalidades do cônjuge.

    Consta que foi uma Senhora do Lançamento dos Búzios que lhe disse, “vá, faça isso, faça assim, torça sempre as mãos, o pior que lhe poderia acontecer era ter agora o seu marido a repetir aquele treco da bocarra escancarada”…

    Maria ouviu, e cumpre.

    Maria é também um fenómeno de resistência química, de acordo com Lavoisier, já há muito deveria estar entre o perdida e o transformada, mas não, continua termodinamicamente igual a si mesma, uma tábua de engomar com curvatura (um discreto coseno lombar) lá pela altura das cervicais.

    Boa como o milho.

    Metafisicamente, é também um fenómeno de transcendência: sempre que ela surge, há uma Aura de Retrocesso que invade a cena toda: é uma espécie de Gertrudes Thomaz, na era da Banda Larga.

    Por outro lado, e cronologicamente, o Roteiro para a Ciência já começou há dias, quando o Aníbal foi a uma escola da Margem Sul do Tejo, e se viu na televisão, a cirandar, a cirandar, rodeado de falsos alunos, engravatados, mais parecidos com os lotes de panascas do São João de Brito e do Planalto do que com os filhos suburbanos do Cóccix Europeu.
    Teve, então, o Grande Timoneiro, uma frase lapidar sobre a sopeira que está à frente da Educação: “deixem a senhora ministra trabalhar, para ver se dá certo…”

    “Para ver se dá certo…”, et voilà, é a própria essência do Método Experimental, base e raiz de toda a verdadeira Ciência.

    Há 500 Anos que andamos “a ver se dá certo”.
    E deu certinho.
    Deu na Cauda da Europa.

  17. na se muda muito,afinal essa é a tristeza,impossivél na continuar a mesma merda,um dia,sonha-se ainda assim,algo vai mudar,paragem sem retorno.

  18. Com a difusão da Internet, surgiu uma nova classe profissional: os cidadãos-médicos. Caracterizam-se por terem umas noções superficiais de Saúde, desenvolverem teorias originais, sem fundamento e clamarem o direito a prescrever medicamentos e realizar intervenções cirúrgicas, tal como os licenciados em Medicina. Os melhores exemplos encontram-se no Governo sul-africano, que proíbe a utilização de medicamentos retro-virais de combate à SIDA, por considerar que o vírus HIV não existe – conclusão resultante da opinião dos tais cidadão-médicos, nos quais se inclui o próprio presidente sul-africano Thabo M’beki.

    Este é o mais recente produto do desvario de alguns mentecaptos utilizadores da Internet. A moda começou há cerca de um ano, quando alguns desses lunáticos avançaram com a ideia do cidadão-jornalista. Em termos resumidos, o cidadão-jornalista era qualquer cidadão que dominasse a tecnologia de acesso à Internet e soubesse escrever e ler. A partir daí, bastava que o mesmo indivíduo procedesse à divulgação de alguma informação – coisa difusa, difícil de distinguir da opinião, por exemplo – para que fosse considerado um jornalista. Mais exactamente, um cidadão-jornalista.
    Pouco tempo depois, surgiram uma série de novas profissões: os cidadãos-engenheiros, os cidadãos-arquitectos, os cidadãos-cientistas-nucleares, os cidadãos-sociólogos, e, por fim, os cidadãos-médicos. Não há ainda notícia de qualquer incauto que tenha aceite ser operado por um cidadão-médico, mas há relatos de diversas mortes provocadas por tratamentos de doenças graves com produtos alegadamente miraculosos desenvolvidos por cidadãos-cientistas e aplicados por cidadãos-médicos. No entanto, estas notícias foram consideradas falsas pela maioria dos cidadãos-jornalistas que agora dominam a quase totalidade das direcções editoriais dos órgãos de Comunicação Social

  19. HOMICÍDIOS, POLICIAS E BANDIDOS

    “O agente Frade, da PSP, matou o fugitivo Carlos Olívio, o Corvo, com um tiro na nuca. O IGAI quer aposentá-lo. O Ministério Público acusa-o de homicídio. No dia 3 de Junho de 2005, o agente Frade estava à secretária da Divisão de Investigação Criminal, em Alcântara, e foi para a rua quando ouviu o barulho. Avistou o fugitivo na rua Embaixador Teixeira de Sampaio, parou, sacou da arma e disparou um tiro… Corvo foi atingido na nuca e teve morte imediata. O agente alegou que fez pontaria às pernas do fugitivo e que foi traído pela acentuada inclinação da rua. Carlos tinha um extenso currículo criminal e cumpria pena por assaltos, associação criminosa, tráfico de droga e agressões”. Esta a notícia dos jornais.

    O agente Frade, atirou sobre o fugitivo (que se escapara depois de pedir para ir à casa de banho, onde arrancou a sanita que mandou contra a janela e saltou do segundo andar sob uma chuva de tiros, desatando a correr rua fora…) e, agora, querem expulsá-lo da polícia e julgá-lo por homicídio… Claro! Então o agente Frade não sabia que a polícia deve deixar correr… quem corre?! Para que se levantou da secretária? Não estava bem sentado? Não lhe tinham explicado a versão do “estado de direito” em que a Polícia é constituída por funcionários públicos, devidamente enquadrados por sindicalistas, cuja tarefa é regular o trânsito de modo a garantir condições óptimas para os que saltam do segundo andar das esquadras (quando não os convidam educadamente a sair pela porta)…? Não lhe tinham explicado que, antes de mais, a Polícia deve deixar fugir quem foge?!

    O agente Frade é um exemplar daqueles polícias armados em chatos e empatas que devem ser severamente punidos, expulsos compulsivamente e julgados por homicídio! Pelo menos até que uma qualquer deputada Ana Drago ou um outro qualquer deputado Louçã não cumpra o seu dever e proponha e aprove em S. Bento legislação que garanta o envio para a prisão (em regime excepcional de perpétua sem remissão possível) de todos os polícias e imponha total liberdade de movimentos a todo o cidadão do mundo que queira exercer em Portugal de traficante, assassino e bandido! E teremos, então e finalmente, um grande “estado de direito”…

  20. Algumas Notas sobre a Babosa
    Beth Lulinski, R.D.
    Cathy Kapica, Ph.D., R.D.

    Aloé (Babosa), uma planta bastante conhecida, tem uma longa história como um remédio popular para multipropósitos. Comumente conhecida como Aloe vera, a planta pode ser separada em dois produtos básicos: gel e látex. O gel da babosa é a polpa da folha ou mucilagem, uma substância clara e pouco consistente semelhante a uma geléia obtida do tecido parenquimal que compõem a porção interna das folhas [1]. O gel contém polímeros de carboidratos, como glicomanas ou ácido péctico, além de vários outros compostos orgânicos e inorgânicos. O látex da babosa, comumente referido como “suco da babosa”, é uma exsudação amarela e amarga dos túbulos pericíclicos logo abaixo da epiderme das folhas. Para uso farmacêutico como laxativo, o suco é frequentemente desidratado para produzir granulos de “aloé” que são marrons escuros pela exposição ao ar. Os termos “gel” e “suco” não são claramente definidos pelos fabricantes e frequentemente são confundidos pelos consumidores.

    O processo de separação mecânica nem sempre é completo, assim o látex da babosa pode ser encontrado em alguns gels de babosa. É desejável tornar o gel tão puro quanto possível, porque o látex da babosa contém os glicosídeos de antraquinona aloína A e B, que são potentes laxantes [2]. É difícil manter estável os produtos processados, um problema que pode levar a diferenças na potência do produto. Muitos produtos anunciam procedimentos especiais de estabilização, mas a melhor fonte do gel da babosa seria direto de uma folha partida da planta.

    O gel da babosa tem sido usado para o tratamento tópico de feridas, queimaduras leves e irritações da pele. Consumidores americanos estão mais familiarizados com o uso da babosa em produtos de beleza, mas a babosa também pode ser usada como uma bebida. Produtos da babosa para uso interno têm sido promovidos para constipação, tosses, feridas, úlceras, diabetes, câncer, dores de cabeça, artrites, deficiências do sistema imune e muitas outras condições. Entretanto, o único uso interno substanciado é como laxante [3-6]. As antraquinonas e antronas no látex da babosa provavelmente produzem seu efeito laxante por aumentar o peristaltismo colônico e aumentar o conteúdo de água do intestino por abrir os canais de cloro da membrana colônica levando a uma redução em rede da absorção de líquidos pelo cólon [4]. Os glicosídeos de antraquinona alcançam o cólon em sua maior parte indigeridos, ainda que alguma parte seja metabolizada pela enzimas produzidas pelas bactérias intestinais. O resultado inclui fezes mais frequentes com consistência mais macia. Na maioria dos estudos sobre os efeitos laxantes da babosa, a babosa não foi usada sozinha mas em combinação com outros laxantes, como a celidônia ou psyllium. Os efeitos colaterais da babosa podem incluir dor abdominal, diarréia, e desequilíbrios eletrolíticos, especialmente em altas doses.

    Poucos estudos têm testado se o uso por via oral da babosa possa influenciar a cicatrização de feridas. Um estudo demonstrou melhora na cicatrização de feridas em camundongos, a qual os autores atribuíram ao aumento do fluxo sangüíneo capilar nas áreas lesadas [7]. Durante os anos 70, dois painéis do FDA concluíram que havia evidência insuficiente de que o gel da babosa fosse útil para tratar queimaduras leves, cortes, ou abrasões, ou para tratar irritação vaginal leve. [8].

    Um estudo com 5.000 indivíduos encontrou um efeito positivo em diminuir fatores de risco em pacientes com doença cardíaca. O estudo mostrou que adicionando Isabgol (o qual aumenta o bolo fecal) e gel de babosa à dieta, houve uma redução acentuada nos lipídios totais, colesterol total no soro, triglicerídeos séricos, níveis de açúcar no sangue no jejum e pós-prandial, e um aumento no HDL [9]. Nossa pesquisa no MEDLINE em janeiro de 1998 não encontrou nenhum outro estudo sobre lipídios do sangue, risco de doença cardíaca e babosa. Alguma pesquisa mostrou diminuição do açúcar no sangue no jejum em animais diabéticos que receberam babosa [10-13]. Estudos posteriores são necessários para explorar estas questões em humanos.

    Propaganda com alegações falsas para babosa são comuns, especialmente na internet. Algumas páginas estão fazendo alegações atrevidas e usando testemunhos promovendo a babosa para tratar o vírus da AIDS, artrites ou outras condições crônicas e debilitantes [14,15]. Estas alegações não têm sido substanciadas pelos estudos científicos.

    A segurança da babosa é outra questão. Estudos de genotoxicidade mostram que laxantes contendo babosa trazem um risco de câncer em humanos quando usado como sugerido [4]. Extrato de babosa pode ser usado oralmente como um suplemento dietético, mas não tem aprovação do FDA para uso como droga [16]. Atualmente, a babosa é um laxante estimulante Categoria I vendido sem receita médica nos EUA, significando que é geralmente reconhecido como seguro e eficaz se usado apropriadamente para este propósito [17]. O FDA recomenda testes posteriores e dados de segurança para babosa. Algumas mortes foram relatadas de pacientes com câncer que foram tratados com babosa por via intravenosa por um médico cuja licença foi subsequentemente revogada [16,18-20]. A injeção da babosa é ilegal nos Estados Unidos, mas pessoas desesperadas podem ir para outros países onde há uma menor regulação para tratamentos não comprovados.
    Pontos Chave

    * O látex da babosa é um laxante estimulante agressivo que tem a aprovação do FDA para o uso sem receita médica nos EUA como um ingrediente laxativo.
    * Produtos derivados do gel da babosa e que se pretende usar internamente não foram comprovados como eficazes contra qualquer doença.
    * A eficácia dos produtos de beleza à base de babosa é incerta.

    Refêrencias

    1. Tyler V. The Honest Herbal: A Sensible Guide to the Use of Herbs and Related Remedies, Third Edition. Binghamton, NY: Pharmaceutical Products Press; 1993.
    2. Tyler V. Herbs of Choice: The Therapeutic Use of Phytomedicinals. Binghamton, NY: Pharmaceutical Products Press; 1994.
    3. Odes H.S., Madar Z. A double-blind trial of a celandin, aloevera and psyllium laxative preparation in adult patients with constipation. Digestion 49:65-71, 1991.
    4. Brusick D, Mengs U. Assessment of the genotoxic risk from laxative senna products. Environmental and Molecular Mutagenesis 29:1-9, 1997.
    5. Ishii Y, Tanizawa H, Takino Y. Studies of aloe. V. Mechanism of cathartic effect (4). Biological and Pharmaceutical Bulletin 17:651-3, 1994.
    6. Grindlay D, Reynolds T. The Aloe vera phenomenon: A review of the properties and modern uses of the leaf parenchyma gel. Journal of Ethnopharmacology 16(2-3):117-151, 1986.
    7. Davis RH, Leitner MG, Russo JM, Byrne ME. Wound healing. Oral and topical activity of aloe vera. Journal of the American Podiatric Medical Association 79:559-562, 1989.
    8. Hecht A. The Overselling of aloe vera. FDA Consumer 15(6):26-29, 1981.
    9. Agarwal OP. Prevention of atheromatous heart disease. Angiology 36:485-492, 1985.
    10. Ghannam N and others. The antidiabetic activity of aloes: Preliminary clinical and experimental observations. Hormone Research 24:288-294, 1986.
    11. Ajabnoor MA. Effect of aloes on blood glucose levels in normal and alloxan diabetic mice. Journal of Ethnopharmacology 28:215-220, 1990.
    12. Al-Awadi F, Fatania H, Shamte U. The effect of a plants mixture extract on liver gluconeogenesis in streptozotocin induced diabetic rats. Diabetes Research 18:163-168, 1991.
    13. Roman-Ramos R and others. Experimental study of the hypoglycemic effect of some antidiabetic plants. Archivos de Investigacion Medica 22(1):87-93, 1991.
    14. Premium Aloe Company Web site, June 22, 1998.
    15. Nature’s Choice Aloe Vera Online Catalog, June 22, 1998.
    16. Smith L., Struck D. The aloe vera trail: Investigation of four patient deaths leads officials to company based in Maryland. Washington Post. Oct 11,1997; Sec. C, 1:2.
    17. Schultz W. Proposed Rules. Federal Register. Sep 2, 1997; Vol 62(169):46223-46227.
    18. Smith L., Blum J. Police probe death of second patient treated by Manassas Doctor. Washington Post. Sept 26, 1997; SecB, 1:2.
    19. Smith L., Lipton E. Panel suspends the license of VA physician; Doctor’s aloe therapy suspected in 3 deaths. Washington Post. Sept 27, 1997; Sec.A, 1:2.
    20. Smith L. Judge rejects case against Doctor’s aide; Man allegedly gave aloe vera injections. Washington Post. Nov 18,1997; Sec.B, 3:2.

    Sobre as Autoras

    Sra. Lulinski é nutricionista.
    Dra. Kapica é Professora Assistente de Nutrição e Dietética Clínica na Finch University of Health Sciences/The Chicago Medical School.
    Thomas J. Wheeler, Ph.D., e Manfred Kroger, Ph.D., ajudaram a editar este artigo.

  21. eu também estive a acompanharalguém, alguém inteligente e culto em Braga com os Monges.Mas quando a desgraça nos bate á porta, nós nem queremos acreditar.e, depois da fase “porquê eu”, “porquê a mim”, e quando só a quimio paliativa nos ofereçe alguma coisa. Depois disto tudo, deste enorme choque se quer viver e não se acredita que a morte se aproxima, ou antes, se tenta a todo o custo pontapear a morte para o mais longe possivel porque não ir a Braga e estar 6 horas á espera do tal remédio. Porque quem sente que vai morrer e não quer morrer a que se pode agarrar? E quem somos nós, do alto da nossa imensa saúde, para questionar quem vende/quem compra. Não digo com isto que se deva comercializar abertamente charlatanices, mas cuidado com a retirada de alguns “remédios”. Gerir a espectativa dos ultimos meses de vida, não é facil meus senhores cheios de sabedoria e saúde.
    Espero que entendam com isto que n sou apologistas de vigaristas. Mas já agora, em Braga o Preço da Mezinha nem é tanto, e garanto-vos, quem eu acompanhei dava o dobro, e eu também o incentivava para o fazer, se isso fizesse surgir uma luz de alegria/esperança naquele olhar.E já agora meus amigos, o Monge a primeira coisa que diz, porque faz atendimento personalizado, é e tão somente ” nós não fazemos milagres. vai passar um mau bocado. isto não cura. pode é ajudá-lo. ”
    Não quero com isto dizer que sou a defensora de mezinhas, mas….não faz mal nenhum, e quem lá vai é aconselhado a ñunca deixar os tratamentos.
    Bem hajam, por me darem esta oportunidade.

  22. Boas,

    Um convite para curiosos da ALOEVERA, no site da aloecenta encontra-se produtos com ALOEVERA para diversos tratamentos. Assim como uma breve história do uso desta planta ao longo dos tempos.

    De facto a AloeVera não é um milagrosa, e não cura tudo, hoje sabe-se muito mais sobre esta planta graças aos estudos efectuados. Na guerra fria os Srs. Americanos com medo da bombas nucleares e as suas radiações encontram na Aloevera a cura para esse tipo de queimaduras, Fazendo grandes investimentos em pesquisa conseguiram achar um processo de estabilizar esta planta e a sua acção.
    Processo esse patenteado pelo grande grupo Americano ALOEMIST do qual a AloeCenta é membro em Portugal já faz 26 Anos!

    A decoberta das potencialidades desta planta obteve tanto sucesso que nos dias de hoje 80% dos produtos que consumimos utilizam o seu NOME como MARCA, ou seja qualquer coisa que contenha ALOE é bom!

    De facto a ALOEVERA é excelente em muitas situações, mas não é milagrosa !!!
    E de facto sempre existiu e existirá quem venda “banha da cobra” ou falsas esperanças.

    Atenção que os Sr. Fransiscanos usam de facto ALOEVERA mas como ainda utilizam o método medieval para o fabrico do sumo milagroso usam ingredientes como o MEL ou o BAGAÇO (Álcool) como conservantes caso contrário o sumo de ALOE que continha apodrecia em 24h tal como acontece com qualquer sumo natural !!!

    Transformando o melhor amigo dos diabéticos em algo completamente incompatível.

    A ALOEVERA é um composto que em acção com o nosso organismo substitui e repõe grande parte dos nutrientes e compostos que estão em falta no nosso organismo tornado-se um estabilizador perfeito para o nosso dia a dia.

    Atentamente

    Para mais questões ou informações não hesitem… estou na ALOECENTA

    Rui Monteiro – AloeCenta

  23. Alguém me consegue dizer onde é exactamente o tal convento em braga onde fazem o tal remédio de cacto? Por favor respondam o mais breve possivel e digam-me como chegar lá.
    Obrigada

  24. o convento em Braga é o convento de Montariol, fica mesmo por trás do quartel militar Regimento de cavalaria nº6 de braga. Toda a gente sabe onde é. chegando a braga e perguntando, concerteza lhe indicam o caminho certo.

    Em relação ao xarope dos frades, eu acredito que o milagre esteja em nós e não no xarope… o xarope mal não faz, e eu falo por experiência própria, aumenta o nosso sistema imunitário o que consequentemente nos ajuda a ultrapassar alguns problemas de saúde, mas o xarope em si, não faz nada se nós não quisermos que ele faça… não sei se me faço entender.

    Como dizem em espanha: “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, EXISTEM!!!!!” e há certas coisas que acontecem que não têm explicação….

    :) obrigada

  25. Fui ontem aos fradinhos e adquiri o tão discutido xarope, só daqui a umas semanas, na melhor das hipoteses vou saber se trata dos meus probelmas, sobretudo de pele, cumulativos, mas que não têm a mesma origem, e cujo o tratamento tenho procurado de forma incessante na terapia convencional, tendo inclusive piorado, aduirido uma nova infecção, e sendo maltratada por uma profissional técnica de saúde que atende num centro público. Consultei vários médicos, especialistas e não especialistas, fiz alguns exames, nunca tendo tido um diagnóstico conclusivo e muito menos um tratamento eficaz, algumas vezes piorei com os tratamentos. Inclusivé uma altura com o uso de antibióticos, aconteceu desenvolver uma infecção fungica, que não era a origem inicial do meu problema de pele.
    O problema de saúde apareceu à um par de anos, entretanto consultei vários médicos e sem ver um interesse sério em pesquisar a origem e tratar de forma definitiva o problema, tem aumentado a minha preocupação, para além de que neste período surgiram outros problemas.
    Como refere acima, mal não deve fazer, não me prometeram uma cura, apenas mais uma esperança. Seria bom que resultasse, tenho gasto quer em médicos quer em tratamentos muito dinheiro, e esgostado a paciência. Tenho encontrado profissionais de saúde sérios, profissionais e responsáveis, mas também pessoas do pior carácter, que se aproveitam muitas vezes da sua posição para fazer actos absurdos. Felizmente não é geral e maior queixa dos profissionais de saúde é sobretudo falta de tempo e dedicação em determinar exactamente qual é o problema sem ser responsável de forma deliberada por ainda mais males.
    Entretanto, durante este período e depois da desilusão com o sistema de saúde convencional, experimentei produtos de ervanária tendo obtido resultados satisfatórios.
    Umas das características dos produtos fitoterápicos, que pode tanto ser entendida com uma vantagem ou desvantagem, é que em geral as suas funções não são tão específicas como os químicos da farmacologia convencional, tendo funções mais vastas. Tanto os fitoterápicos como os químicos podem ter efeitos secundários e causar dependências. Mas está descrito que os químicos têm em geral mais.
    Na Europa e em outras zonas do mundo já há países onde a homeopatia é também um especilalidade médica, e possui tratamento tão válidos como os ditos convencionais para as mais diversas patologias. Daí também, eu, depois de ser tão incrédula neste tipo de medicina, ter decidido experimentar também o xarope dos fradinhos. E ainda que não funcione, na minha patologia, não quer dizer que não seja eficaz em outras, ou que a medicina homeopática seja uma charlatanice. Acredito, que quando exercida com responsabilidade, não traga tantos lucros a tanta gente….

  26. @Julia:

    Gostava de saber qual o resultado… espero, sinceramente, que tenha resultado.
    Conheço uma pessoa amiga que tinha cancro nos ossos, já andava de cadeira de rodas e mal se conseguia mexer… Depois de várias sessões de radioterapia e quimioterapia decidiu experimentar o xarope do Fradinho de Montariol (Braga).
    Chamem-lhe milagre, chamam-lhe o que quiserem… a verdade é que felizmente ela hoje está bem e voltou a ter uma vida normal.
    Mal não faz… talvez o efeito seja mais mental, mas o que conta é que o resultado final.

  27. Tantos Egas Moniz e Marie Curie a comentar está publicacão.
    O meu pai fez quimio durante anos, simultaneamente tomava o remédio do Fradinho de Montariol (Braga).
    Factos:
    1 – sempre teve as plaquetas bem, nunca teve que adiar uma quimio;
    2 – O meu pai sempre que ia ao Fradinho voltava com esperança, pensamento positivo e moral em alta;

    O fradinho não é nenhum vigarista, ou vendedor da banha da cobra, ele é o prineiro a dizer que nunca se deve parar o tratamento nem deixar de tomar a medicação, que o aloé vera é apenas uma ajuda extra… aliás
    não faço a mínima ideia de quais são as propriedades do aloé vera, mas de uma coisa tenho a certeza, o impacto a nível paicologico é excelente, e foi uma das coisas que ajudou o meu pai a sobreviver a 4 anos de tratamentos de quimio.

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