O dia nasceu frio

Conto de Natal:

O dia nasceu frio. Quando espreitou pela janela e viu a brancura da neve é que se lembrou que esse dia era o vinte e quatro de Dezembro. João, era assim que se chamava, da véspera de Natal não guardava grandes lembranças. Era um dia igual a tantos outros e como sempre tinha de ir para o monte com o seu rebanho. Por ser véspera de Natal as ovelhas tinham de se alimentar e os pastos dos montes sempre saíam mais baratos que os comprados no Grémio de Lavoura do seu concelho. Uma vez por outra era do pasto comprado que se alimentavam – dia de Páscoa, Natal e nas festas em honra a S. Pedro, padroeiro da sua terra, nunca na véspera de Natal.

Mesmo de férias escolares, primeiro, estavam os afazeres domésticos, os escolares eram feitos enquanto vigiava o rebanho e o dia três de Janeiro estava próximo. Era quando começava o segundo período lectivo. Também beneficiava da ajuda de Mondego, o seu cão, que era um amigo inseparável e que tantas vezes o ajudou quando as ovelhas se tresmalhavam. Nunca por nunca em véspera de Natal deixou de ir ao monte com o rebanho. Também a idade não era muita para ter bastantes recordações. Mas, nos seus dez anos de vida, esta véspera de Natal era a segunda passada no monte com o seu rebanho.

Mesmo com a neve lá se dirigiu para o monte na companhia do inseparável rebanho e Mondego. Previa um dia difícil mas para os pastores não se pode olhar a este tipo de dias. A vida nas aldeias não se compadece e os dias, principalmente os de Inverno, são quase todos iguais, de chuva ou de neve. É o que faz manter a verdura nos montes e deliciar o gado com este tipo de alimento e o dono com estas dádivas da Natureza.

Como sempre João ali passava o dia. Regra geral só à noitinha é que trazia o rebanho e o metia no curral. O dia era passado a fazer os deveres escolares e entretinha-se com uns acordes da sua gaita de boca. O Mondego entretinha-se a caçar umas moscas que amiúde o aborrecia com os voos no seu dorso e de vez em quando com um passeio a ver se o rebanho se mantinha sossegado com o seu pastoreio.

As horas lá iam passando e não demorava muito a chegada da noite. Era neste momento que se devia estar mais atento para que não acontecesse nada ao rebanho. Não tinha vislumbrado pelos arredores nenhuma raposa ou lobo, nos dias de neve, remetem-se às suas tocas para estarem melhores agasalhados. Também não queria demorar porque queria comer as batatas com bacalhau nesta véspera de Natal.

Quando passava revista às ovelhas reparou que lhe faltava uma. Voltou a contá-las e realmente faltava-lhe uma. Não podia ser. A Rica, era assim lhe chamava, tinha desaparecido. Gostava de todas mas por esta sentia um carinho especial. Quando nasceu era muito magrinha e por várias vezes esteve entre a vida e a morte. Melhor tinha sido do que morta e comida por uma qualquer raposa ou lobo. Miseráveis. Logo a Rica.

Não a encontrou e teve de se meter ao caminho porque a noite já se vislumbrava ao longe. Não sabia o que devia de dizer a seu pai. A vida corria mal. Sabia que seu pai tinha umas contas a pagar ao banco devido ao investimento no rebanho e a perda de uma ovelha é sempre qualquer coisa para quem tem tão pouco. Mas também sabia que o seu pai compreendia a situação. O que o ralava mais era por ser a Rica. Como as horas iam passando e demorava a chegar a casa o seu pai foi ao seu encontro. A meio do caminho lá se encontraram e teve de dar a notícia. O seu pai disse-lhe para não se afligir que estas situações acontecem aos mais adultos o que fará a uma criança.

Chegaram a casa meteram o rebanho no curral e foi tomar banho para se preparar para a ceia de Natal mas, sempre a pensar no que teria acontecido à Rica. As batatas e o bacalhau não lhe sabiam a nada. Noutras vésperas de Natal comia com tal apetite pois não era todos os dias que se comia batatas e bacalhau. O pai falava do seu tempo de menino e das peripécias de Natal mas João não lhe prestava atenção. Na sua mente só estava a Rica. Já não lhe apetecia pôr o sapatinho para o Pai Natal lhe dar a prenda. Antes de se ir deitar o seu pai disse-lhe para não se esquecer de pôr o sapatinho junto à lareira. Só o foi pôr para fazer a vontade a seu pai.

De manhã acordou a pensar na Rica e não sentia vontade de ir buscar a prenda do Pai Natal. A sua mãe é que lhe disse se já tinha visto com o que foi contemplado e só por isso se dirigiu para a lareira onde estava a árvore de Natal e o sapatinho. Ao chegar próximo ficou estupefacto. Não era que junto ao sapatinho estava a sua ovelha Rica. Os olhos humedeceram-se de alegria. Nunca tinha recebido prenda tão rica.

Ps: Ainda hoje na aldeia é lembrada a prenda que João recebeu. Uns dizem que foi seu pai que durante a tarde se deslocou ao monte e furtou a ovelha para a pôr no sapatinho como prenda porque a vida estava mal e não sabia o que lhe havia de dar. Outros dizem que os poderes do Pai Natal são imensos e que faz do impossível, possível, para ver as crianças felizes e radiantes. Vou pela segunda. Nos meus tempos de criança idealizava assim as coisas, o que nunca consegui foi concretizá-las.

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Oferta natalícia do nosso amigo Manuel Pacheco

28 thoughts on “O dia nasceu frio”

  1. Era de esperar. Fraquito, fraquito, mas como estamos no Natal, há que desculpar. Com uns cortes e retoques, até ia lá. Simpatia do Val. Vale por isso… Mesmo assim, ó Manuel Pacheco, não desista! Vá continuando, até saber depurar um texto. É o que falta…

  2. e eu com isso

    se nasceu frio acenda a lareira

    agora de histórias de pobrecitos está o país cheio

    é conto de Natal?

    ou penitência de Natal?

    se for a última

    está óptima

  3. «Escória e lixo» nunca entraram no meu vocabulário, muito menos no meu comentário. Nem são sinónimo das minhas palavras, como tu jfFrancisco maldosa e traiçoeiramente tentas insinuar. É ler para crer. Tu, sim, essas são as palavras que costumas usar e vieram ao teu pensamento: são absolutamente tuas! És sacana que baste. Uma critica construtiva deve ser bem aceite. Qualquer pessoa por muito ignorante sabe disso. Quiseste lançar o teu veneno asqueroso, mas não consegues. O próprio Manuel Pacheco entendeu, certamente, o que eu disse: ele sabe das suas limitações literárias e só tem de aprender a burilar os textos que escreve. Ao contrário de ti, o Pacheco é uma pessoa inteligente, sensível e modesta. Faltam-lhe habilitações literárias ou o dom da escrita? Com persistência é possível melhorar. Foi o que tentei transmitir-lhe. Por mais que te estiques, não lhe chegas aos calcanhares! E vê se escreves direito: com tanta gula na tua mesquinhez, há sempre gralhas naquilo que escreves. Realmente, não vales um corno furado, «poeta» da treta!

  4. Val:
    Obrigado pela deferência. Não sou merecedor de elogios e o que me faz ter o atrevimento de mandar uns textos é como passagem de tempo e com isto aprender junto dos letrados – considero-me um iletrado – algo que não o conseguia a andar de café para café. Assim no meio de tão ilustre comitiva dá gosto estar.
    Sei que atrás de uma grande serra há uma maior e de certeza que atrás desta ainda deve haver outra maior. A vida reserva-nos surpresas umas mais agradáveis que outras. E como tenho a certeza no galho que me encontro pena não haver outros macacos com essa certeza.
    Como disse gosto de escrever (mal) e faço-o com a intenção de deixar algo para os meus netos um dia mais tarde recordar o avô. Sejam assuntos da terra, – Freamunde – cultura, desporto, ócio e tantas coisas mais que cá se pratica. Esta vida é dois dias e recordar os mais fracos é coisa que poucos fazem.
    Eu gosto que um dia eles me recordem, seja pelos bons ou maus motivos. Dos fracos não reza a história. Mas que se devia recordar isso devia. Estamos em época de natal e tudo deve ser perdoado. Se não compreendem os meus escritos paciência o que posso fazer. Sou um iletrado.

  5. É mesmo isso – jorra, porcaria que sai do ferro. E depois a maldade de dizer que já esperava. Mas quem é que ele julga que é para dizer que «já esperava»? O Manuel Pacheco não precisa de fazer salamaleques a paspalhões analfabrutos.

  6. Ora aqui está o espírito do Natal em todo o seu modernismo virtual…

    (E não, não estou a referir-me ao Manuel Pacheco que de todo não é iletrado mas sabe não ser um sobredotado e limita-se a dar o seu melhor como cada um de nós, mesmo os que não passam o tempo a invocar galões do passado para se meterem em bicos de pés num suposto talento que, como tudo na vida, tem sempre muito de discutível).

  7. pois nota-se o nível decrescente

    «Escória e lixo» nunca entraram no meu vocabulário, És sacana que baste. teu veneno asqueroso, não vales um corno furado, «poeta» da treta!paspalhões analfabrutos.porcaria que sai do ferro

    enfim eu estou necessitado mais de um genérico

  8. Manuel Pacheco, nós é que agradecemos. Quanto às bocas da plateia, é o preço da liberdade. Só têm a importância que lhe for dada.

  9. O Manuel Pacheco do que menos precisa é de palmadinhas nas costas, dadas pelos ilustres letrados, com ar paternalista. Uma critica que o possa ajudar a melhorar os seus textos é muito mais importante. O nome de iletrado não lhe acenta bem. Um iletrado não escreve, como ele : «…tenho a certeza no galho onde me encontro pena não haver outros macacos com essa certeza.»!

    O Shark, subtil, muito subtil: «…invocar galões do passado para se meterem em bicos de pés num suposto talento que, como tudo na vida, tem sempre muito de discutível.» Quem enfiará estas carapuças aqui no aspirina? Ao Val não é de certeza…

  10. “(E não, não estou a referir-me ao Manuel Pacheco que de todo não é iletrado mas sabe não ser um sobredotado e limita-se a dar o seu melhor como cada um de nós, mesmo os que não passam o tempo a invocar galões do passado para se meterem em bicos de pés num suposto talento que, como tudo na vida, tem sempre muito de discutível)”.
    Assim é. Sei de muitos que depois de escrever um texto socorrem-se a amigos para o corrigir e só depois o publicam. Tenho familiares e amigos que são professores de português, inglês e matemáticos e não me socorro deles para a correcção. Se o fizesse era como querer ter um filho e ir pedir o pénis – caso isso fosse possivel – a outro. Mesmo com os defeitos quero que sejam meus e assumo a paternidade.

  11. É assim mesmo caro amigo, já o escritor Santos Fernando dizia com muita graça «sou eu a escrever o prefácio dos meus livros com a mesma lógica de não ir fazer os meus filhos ao estrangeiro».

  12. franquie, errado, errado, se tivesses feito os teus descendentes no estrangeiro, podiam ser estrangeiros, agora são só portugueses, ora quem quer ser português de hoje? isto é como na bolsa, português não vale nada.Somos mais levezinhos que as plumas da Maria cavaco Silva, essa é que vale muito, é a presidenta, que o marido advinha tudo mas não vê nada.

  13. Porque seria que, por exemplo, o Poeta Eugénio de Andrade corrigia sempre os seus poemas quando se tratava de uma reedição? Para aperfeiçoar ainda mais o seu trabalho – e não pedia a ninguém para ajudá-lo! Mas cada um sabe de si. O mais aborrecido é ler um texto que podia e devia ser melhor e não é porque o autor achou que não merecia a pena ir mais além. Já agora, porque será que as Editoras têm revisores (de provas)? Até o Saramago passou por eles! As palmadinhas nas costas dão nisto, tá-se a ver. E depois vêm os «acólitos» ajudar à missa. Por acaso não viste a tua fotografia em certas frases, ó zézinho, não? Então, relê, pá! E deixa de ser oportunista e cínico…

    RAINER MARIA RILKE escreveu: «DEVIA-SE ESPERAR e ACUMULAR SENTIDO E DOÇURA DURANTE TODA A VIDA, SE POSSÍVEL DURANTE UMA LONGA VIDA, E ENTÃO, SÓ NO FIM, TALVEZ SE PUDESSEM ESCREVER DEZ VERSOS QUE FOSSEM BONS»!

  14. Sendo eu um mais que modesto português que da língua pátria não sei fazer salamaleques – como aqui alguém referiu – parece-me importante que a “experiência de vida” que subjaz do escrito do Manuel Pacheco (e pelos anteriores que me têm sido dados a ler), seja transmitidos neste canal aberto – espaço de liberdade, como referiu o Val – e se crítica puder haver, deverá ser de quem se comporte como pessoa que quer ajudar e não como o fez no seu primeiro post o “Joca” – fê-lo de tal forma que se fosse para curar matava, à primeira o paciente. Julgo, inclusive, que “quer ir tão à frente, tão à frente… que por ir tão longe ninguém o vê…”. A moderação deveria ter sido o timbre. Pretendeu emendar a “mão”, mas penso que o seu “arrependimento” deitou ainda mais gasolina para a fogueira. Mas o espaço é livre e se bem que eu recuse enveredar por qualquer tipo de insulto ou animosidade, acho oportuno que aqui nos pronunciemos.

  15. Pacheco,

    Não fique triste, homem. O seu português, como todos vimos pelo relato do pastorelo que teve que contar as ovelhas duas vezes para achar falta de Rita, a favorita, é mais que o que esta academia exige de segunda a sexta. Do que o meu amigo precisa realmente é de aprender grego, para dar os ais de inconspícuas incertezas que o ajudarão a esconder a sua pertinaz zarolhice socialista.

    O Joca tem razão, mas como isto não é uma escola e ele não se propôs a dar aulas de borla, ficamos na mesma, ou a saber igual.

  16. Margarido Teixeira, pois «pronunciemo-nos»: acha, então, que o meu primeiro comentário «foi feito de tal forma, que se fosse para curar matava à primeira o paciente». Ora, escute: a parte inicial do conto do Manuel Pacheco não traz nome do autor. Estranhei a escrita e achei «fraquito», comparativamente ao que costumo ler no aspirina (excepção feita aos textos do jcFrancisco; cada tiro, cada melga). Só na segunda parte li o nome de quem assinava o texto. Daí, o «era de esperar», embora não no sentido pejorativo que quiseram dar-lhe. Não tenho de dar-lhe explicações daquilo que escrevo, todavia, a sinceridade nem sempre é bem aceite. Também não «pretendi emendar a mão» nos comentários seguintes, como diz. Fala ainda no meu «arrependimento»?! Mas qual arrependimento?! Desde o início que, sem paternalismos desnecessários, tento dizer ao M.Pacheco que podia ir mais além. Basta-lhe ler e reler os textos que escreve. E emendar, e corrigir, e depurar. Não precisa que sejam outros a fazê-lo. Se não o pretende fazer, problema dele – e de quem o lê, pois, por mim, não fico agradado.

    V. Kalimatanos: ao contrário do que afirmou, um blog também pode ser uma escola – para o bom e para o mau. E até posso dar uma aula de «borla». Aqui vai, Pacheco, um exemplo daquilo que deve corrigir (se quiser): leia o seu conto com atenção e vai encontrar o seguinte: «esse dia ERA; ERA assim; ERA um dia; ERA do pasto; ERA quando; ERA meu; ERA muita; ERA a segunda; ERA passado; ERA neste; ERA muito; ERA por ser; ERA todos; ERA que junto…»

    Um pouco demais, não acha? Vamos lá dar a volta, porque pode colocar as frases de outro modo. Depois verá a diferença… Não será por isso que o conto deixa de ser seu e passa a ser do vizinho!

  17. André,

    Não fique a pensar que as suas palavras não tiniram nas orelhas normalmente moucas do Pacheco. Não contei os “eras”, mas olhe para o seu recente trabalho sobre noras, presépios e missas de galo, e vai ver. Dou o braço a trocer: os blogues também, e é neste “também” que a porca torce o rabo em solidariedade comigo, podem ser uma escola, como demonstra o estendal do “erário” que você ofereceu a este público sem cobrar um tostão.

    Um abraço para si e outro para o Joca, se ele estiver perto.

  18. Edie :
    Agradeço os versos. Vai haver alguém a dizer que são as palmadinhas nas costas. Não preciso.

    Estou como diz o Val: “A blogosfera junta pessoas que doutra forma talvez nunca se cruzassem. E cada uma delas é um mundo à espera de ser descoberto”.

    Retribuo com uma quadra de António Aleixo

    Não sou esperto nem bruto
    Nem bem e nem mal educado;
    Sou apenas o produto
    Do meio em que fui criado.

    Mais uma vez obrigada.

  19. Sr. Pacheco, não comento os seus escritos, que outros mais hábeis e dextros na arte da literatura o farão. O André disse algo certo, sendo que muitas vezes é a crítica dura e fria que nos faz avançar para melhor. Atente mais nos que o criticam do que naqueles que o felicitam.

    Não leve a mal o que lhe digo: precisamos sempre de palmadinhas nas costas, porque sempre lhe saberá bem ter pessoas a apoiá-lo. Por mais simpatia que possa sugerir-me, aquela queda-se na sua resposta, sobretudo quando se escuda no Cauteleiro – esse sim era poeta, poeta de coração, de sentimentos, da vida, o saber vérsico saía-lhe espontaneamente, era a fala normal dele. Não teve teses de mestrado, nem se gabava do que era inato (nele). O exemplo de que a cultura, o saber nem sempre estão casados com os títulos e com as distinções do dicionário do Jacinto Prado Coelho.

    Que me diz desta?

    Não sei porque razão
    Certos homens a meu ver
    Quanto mais pequenos são
    maiores querem parecer….

    Sendo um, perdoar-me-á, mas o agradecimento é no masculino- Obrigado.

  20. Parece-me que o Pacheco está a aprender com o seu «mestre», o jcFrancisco. Não sei se a «glória» lhe subiu à cabeça, mas aquela frase seca «Não preciso», referindo-se às palmadinhas nas costas, é de muita arrogância. Não soa bem para quem mal dá os primeiros passos. Oxalá não caia…

  21. ……
    “Precisamos sempre de palmadinhas nas costas, porque sempre lhe saberá bem ter pessoas a apoiá-lo”.
    Sim, sabe bem, quando são dadas com solidariedade, não quando se quer atingir outrem. Se JCF não escrevesse este comentário: “Parabéns Manuel Pacheco! Belíssimo texto que oscila entre o mistério e o óbvio – maravilhoso intervalo das palavras” e o Val não distinguisse o texto, nada disto vinha à baila.
    Como digo muitas vezes, sou um entre tantos e um macaco que está fora do seu galho. Gosto de passar um bocado de tempo e tenho arriscado em pôr-me entre gente de outro calibre.
    Quem não gosta de estar sempre a aprender? Se eu me acomodasse não passava de um simples estofador de móveis, honra para todos que o são, sempre lutei para alcançar algo mais. Não é por acaso que nunca tirei nenhum curso de informática e hoje vou-me desenrascando com um blogue, fazer vídeos através dos programas “Pinnacle Studio 14 e a convertê-los com o programa Im TOO MOV Converter 3 e mais funções que necessite. Necessitei da ajuda de pessoas experientes que me explicaram e a quem fico agradecido. Ninguém nasce ensinado mas quando me meto a fazer algo não descanso enquanto o não conseguir, ainda que tenha de virar e revirar o computador. Não sou nenhuma criança mas entendo que o saber não escolhe sexo e idade.
    Não sou como um colega meu. Que de tanto querer ser um perfeccionista e com medo de fazer algo imperfeito, nunca fez nada, julgo que ainda está numa redoma de vidro.
    Portanto tudo que me seja dado para o meu bem, recebo-o de boa vontade, agora não estou para ser cobaia de alguém. Se me quiserem criticar que o façam à vontade, estamos num País Livre, quem sou eu para não ser criticado.
    Nasci assim e assim morrerei.

  22. Sr. Manuel Pacheco, só agora vi o seu comentário. Compreendo. Não creio que o André tenha querido ofendê-lo.Até o leu e comentou. Sendo como diz ser, pois continue, concordo consigo, sempre em frente.
    Cumpts

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