Mulher aranha

Pelos vistos anda uma parte (pequena espero) da blogoesfera portuguesa às voltas com a questão dos anónimos. São burros, uns idiotas. O blogue é criado para lá escrever o que bem entende o seu ou seus autores. Até pode nem ter possibilidade de comentários. É uma escolha. Assina-se com o nome que se entende. E escreve-se sobre o que se quer. Inclusive política e defendem-se as ideias que se quer. Que eu saiba concordar ou defender as ideias do governo é tão possível como o seu contrário. E não é ilegal fazê-lo, nem está na clandestinidade quem o faz.
Podemos não gostar de certas ideias. Temos bom remédio: NÃO VAMOS AO DITO BLOGUE. Somos livres de ler ou não, os bloggers são livres de escrever o que quiserem, até podem decidir deixar de escrever.

A menos que o vosso problema seja quererem determinar quem escreve e o quê? Será isso? Se for isso jamais se adaptarão a esta coisa chamada blogoesfera e terão muita acidez de estômago. Tomem umas rennies.
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Oferta da nossa amiga Sofia

19 thoughts on “Mulher aranha”

  1. Anónimos
    O processo freeport nasceu de uma carta anónima, escrita por reconhecidos políticos. O anonimato escondeu o dedo acusador, a vergonha da denúncia, a luta partidária: tudo em nome da justiça, tudo para derrubar o 1º Ministro;
    As fontes anónimas de Belém, num conluio jornalístico – político, pariram a inventona das pseudo – escutas em Belém, num grave atentado à democracia e à honra do 1º Ministro, com um objectivo específico: influenciar os resultados eleitorais.
    O processo Face Oculta, e despachos conexos, foram a despacho a várias redacções de jornais e televisão, por mão de fontes anónimas. Só enquanto constava o nome do 1º ministro, que a comunicação social não come qualquer coisa.

    Por isso: e se fossem marrar para outro lado, onde existam forcados amadores? É que não gosto que me ponham os cornos, nem na barriga.

  2. Na verdade a maneira como os ingleses lidaram com o caso Maddy é exemplar sobre os seus telhados de vidro. A mim massacraram-me na Biblioteca Nacional lá deles até quiseram saber se tinha cartão dourado do Banco. Quase duas horas para ter um cartão de leitor. Safa! E a conservadora do registo civil quando a minha filha começou a tratar do casamento perguntou-lhe pelo visto… Ela abriu-lhe os olhos explicando que é de um país com fronteiras desde 1140. O mais velho da Europa além da Islândia que é uma ilha. Julgou-a colombiana ou argentina – talvez. Só ela saberá.

  3. Caro Val,

    Por onde anda de ofertas meu caro… está uma verdadeira lástima, leste muita coisa seguramente na tua vida académica que te pode valer no desnorte, já não és um mito na “blogoesfera”, se alguma vez foi esse o teu desejo, mas ser patrono do disparate é bem diferente, estender a mão a quem tem os neurónios temperados com muita falta de “mundo” para não dizer outra coisa e com problemas de visão (só vê preto e branco). O esquema desta aranha é a cola e a distancia, uma técnica derivada do ranho humano.

    O tema sobre o teu nome singular ou múltiplo já está mais do que torrado, quem está para aí virado perde o tempo e “feitio”, és imbatível como os bêbados, só eles é que sabem, e com mais um copo só confirma o estado de convicção em que se encontram.

    Já que teimas em ser Valupi e sòmente conhecido dos privilegiados doutras vidas, para onde remetes como os caucionantes do teu estado e condição, também deves considerar que não és um ser com dignidade humana nem tão pouco um “centro” em sentido jurídico de direitos e deveres, és uma máscara, o que em grego clássico significa que não tens direitos de cidadania.

    O teu dom é como o de um jogador famoso, é natural, logo devias ter respeito pela natureza, trabalhaste um pouco, muito bem, deitas tudo a perder porque ninguém é tão genial que engane “todos todo o tempo”. Ainda não falas para os peixes, mas só há “taínhas nos teus diálogos”. Como foi possível, logo a ti, que te tinha na conta de uma “rocha” de convicções ficares tão abalado com a “traição do Dr. Carlos”, não és mais o mesmo, para quem ainda te considera tira férias, arruma o “baralho” e volta de novo

  4. Esta questão do anonimato, fortemente promovida na escolinha do PPereira, é pura cobardia. À falta de argumentos, refugiam-se na questão da identidade. Justificam-se evocando a dificuldade de responsabilização dos pseudónimos e dos anónimos pelo que escrevem como se andassem sempre à batatada com quem lhes dá na mioleira de nome assinado. Tarados.

  5. «A menos que o vosso problema seja quererem determinar quem escreve e o quê? Será isso?»

    É, é isso.
    Os anónimos podem fazer lindos «posts» sobre literatura, escrever poesia, falar de generalidades, não podem, não devem, ofender, gratuitamente, pessoas, devidamente, identificadas.
    Aliás se olhar para a coluna do lado direito verá entre os nomes actuais e passados muitos que não se envergonham do nome que têm, nem se escondem atrás de pseudónimos ou dentro de fatos de mulher-aranha.
    Sofia, aproveito para dizer que sob anonimato pode-se fazer o que a Sofia faz, dar opinião, remeter mas outros «blogs» mas sem ofender, directamente, ninguém; não se deve fazer o que Val faz, escrever: «Miguel Serras Pereira, és um labrego»; concorda com esta afirmação?
    Para terminar, Val, não te maces a vir escrever: «Pedro Oliveira, larga o vinho» isto é uma discussão séria que merece uma análise em conformidade.

  6. Nem mais, primo.

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    pedro oliveira, a partir de que critério, ou critérios, consideras que chamar “labrego” a alguém é uma ofensa? E onde está o resto da história, quem disse o quê primeiro?

    Continuas a afirmar que o uso de pseudónimo corresponde a uma intenção de encobrimento. Claro que nalguns casos o poderá ser, e teríamos de ver em cada caso se tal é legítimo ou ilegítimo, mas não o é no meu. Contudo, se tens algum problema comigo que implique passares a conhecer algum dado biográfico que neste momento ignores, recomendo-te que faças o que tiveres a fazer para satisfazer essa curiosidade.

  7. labrego (ê)
    adj. s. m.adj. s. m.
    1. Rude, aldeão.
    2. Fig. Grosseiro, malcriado.
    s. m.
    3. Arado que lavra fundo e é puxado por mais de uma junta.
    4. Açor. Lobisomem; diabo.
    in: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx

    Bem, elogio é que não me parece ser.
    «Claro que nalguns casos o poderá ser, e teríamos de ver em cada caso se tal é legítimo ou ilegítimo, mas não o é no meu» isto é, claramente, uma alteração no teu discurso até aqui achavas que o anonimato/o encobrimento era sempre legítimo.
    Esta questão interassa-me enquanto exercício intelectual amanhã se vier no «I» que o Valupi trabalha numa empresa de publicidade e chama-se Ambrósio Maravilha, encolho os ombros e sigo em frente, nem compro o jornal mas se disser que se chama Ambrósio Maravilha e graças ao que escreveno «Aspirina B» foi contratado para assessor e tem um cargo de nomeação e tal e tal e tal isso já me faria comprar o jornal.
    Percebes a diferença?
    Sinceramente e daquilo que tenho lido já deste do tempo do «blogue de esquerda» onde comentavas, assiduamente, acho que não te venderias por um prato de lentilhas mas lá está, sob anonimato (mesmo legítimo no teu caso) é sempre difícil ajuizarmos com propriedade.

  8. Acho o anonimato legítimo, por isso fiz a ressalva. Porque, obviamente, haverá anonimato ilegítimo. Mas temos de nos entender: todos os utilizadores da Internet têm interesse em aparecer anónimos em variadas circunstâncias. Trata-se de proteger a privacidade e os dados pessoais, escuso de explicar mais. Agora, chamar anónimo a alguém que assina com pseudónimo e se referencia por um blogue, é absurdo. É absurdo no contexto, entenda-se, onde qualquer pessoa que assine com o primeiro e último nome (em certos casos, mesmo 3 nomes) não está a indicar uma identidade. Com esses nomes, pode ser impossível descobrir quem ela seja para efeitos de certeza na identificação. Logo, a única questão a respeito da identidade de quem assina com pseudónimo é a mesma, em princípio, que se fará a quem assina com nomes de baptismo calhando não conhecermos a pessoa em causa: quem é fulano ou fulana que assina assim e escreve ali?

    Eu não perco tempo a pensar no que gostarias de ler «I», mas muito gostaria de saber quanto se ganha como assessor não sei de quem ou do quê. Se souberes, e tens pinta de saber, não faças caixinha. Já quanto ao “labrego”, a pergunta não era a respeito dos significados, antes da justificação acerca da sua eficácia ofensiva. Estás, então, a dizer que ao considerarmos alguém como “rude” o estamos a ofender? Ou como “aldeão”? É isso? E onde está o resto da história? Como é que apareceu uma frase como “Miguel Serras Pereira, és um labrego”? Achas que não tem qualquer razão de ser? Achas que acordei com ela na mona e fui meter-me com alguém com quem nunca antes tinha falado?

    O teu discurso, nesta matéria, está cheio de insinuações fatelas, ó pá.

  9. Valupi,

    Receio bem que mesmo fazendo um desenho eles não vão lá. E terão seguramente muitas úlceras porque a blogoesfera se está a borrifar . Há aqui um “generation gap” que não afecta todos mas a que alguns não conseguem escapar. Paciência.
    O mais engraçado (o melhor é rir) é que enquanto uns querem conhecer o nome, B.I e paradeiro de quem discorda das suas opiniões e/ou os insulta (para quê, para um duelo ao luar?!), eu então agradeço à blogoesfera por não conhece-los. É como o nuclear: Não, não obrigada, sigam caminho. Eu preferia que fossem literalmente anónimos. Aliás, que alívio, mudar de página e hop, desapareceram. Tcharaan

    Assinado: Mulher Aranha ( para dados pessoais contactar a Marvel).

  10. Sofia C., exactamente. Estamos numa dimensão de liberdade que em nada se diferencia daquela que usufruímos quando andamos na rua ou estamos a discursar no parque. Não temos de ter uma placa identificadora pendurada no pescoço, nem temos de nos identificar a quem se arma em polícia.

    Quem nos quiser conhecer, que se apresente e faça por merecer a confiança. Não é assim com todos os outros e em qualquer lugar?

  11. Está visto, o anonimato só é positivo se utilizado para enviar cartas de suspeição às autoridades. Ou para os jornalistas poderem evocar o tão prestigiado anonimato das fontes na confecção das intrigas palacianas que tanto apreciam. Nunca para emitir opiniões porque demonstra cobardia, falta de valores, carácter, blá, blá, blá. E é uma maçada.

  12. é o que te digo, tra.quinas, os ranhosos aspiram ao exclusivo do anonimato! Segundo eles, o anonimato é lícito se para praticar ranhosices, nunca para o debate de ideias…

  13. E tens toda a razão, edie. Para além do vício que têm de nos quererem fazer passar por mentalmente limitados (digamos assim) nas capacidades para lhes descortinar as estratégias, ainda se atiram de cabeça para as lições de moral baseadas nos seus elevadíssimos conceitos éticos.

    Que a santíssima pachorra nos ajude
    e uns bons banhos gelados lhes refresquem as ideias.

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