Saudação a Maria Belmira em 20-7-2010

A tua mãe aqui tinha a idade que tu tens
E trouxe a voz da terra ao espaço do salão
Há códigos na ligação entre filhas e mães
Para os quais não há chave ou explicação

A maneira como coloca o lenço é diferente
A linguagem gestual já faz parte da pessoa
No Lavre, em Montemor entre a sua gente
Ou no meio dos desconhecidos de Lisboa

O seu olhar é profundo como o horizonte
É paisagem revelada em ondas de ternura
Como se a vida fosse resumida no monte
Nas gramáticas do encontro e da procura

No ímpeto e no fulgor deste seu sermão
Há as velhas histórias repetidas à lareira
Ligando dois mundos como em oração
No ritual da sua vida tão plena e inteira

One thought on “Saudação a Maria Belmira em 20-7-2010”

  1. Senhor JFK,

    «O Balupi não publica o que escrebo!!Puche-lhe as orelhas se faze favore.»

    Gosta muito de poesia, não é? Eu também! Gosta de fado?
    Eu adoro. O fado de Coimbra apaixona-me. Quem me dera saber cantar o fado. Se eu soubesse cantar o fado, pintar, tocar, escrever, « o mundo era meu». Quem me dera ser artista. Só escrevo, quando me apetece, mas o sentimento é algo sempre tão dificil de expressar. Faz muito bem em reproduzir ou «versejar», porque o nosso País não se pode perder em zangas políticas, sociais e nos epítetos patéticos dos humanos. As pessoas podem ser bonitas se quiserem e inspirar os mais bonitos sentimentos ao Mundo – que dizem que é uma cópia a preto e branco do Outro Mundo! Já viu? Este tem coisas tão bonitas, imagine o que não será o outro?! Pelo que bem -haja a quem investe o seu tempo nessas «coisas», dos versos, dos poemas, das escritas.

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