MANIFESTO

A estupidez ganhou mais uma batalha. Cristo aconselha a dar a outra face, e já o fiz aqui uma vez. Mas isso foi com o Jorge Carvalheira, homem de grande talento e que, no caso, tinha alguma razão. Todavia, a face que podemos dar, se a tanto nos chegue a tolerância, é a nossa mesma. A dos outros, devemos defendê-la o melhor de que formos capazes. E vocês escolheram o momento errado para o fazerem, ó acéfalos dos pseudónimos multiplicados. Porque, monstros do absurdo, atingistes uma família exemplar. E já aí vinha aparecendo o mote da menoridade mental das ilhas. Ilhas onde nunca se queimou uma rapariga por ter fama de bruxa, como na zona geográfica, e umas duas décadas antes, do conto que não passa de um capítulo truncado de um livro meu. E, enquanto socialistas e comunistas lutavam em Lisboa pela divisão do país entre si, aqui sofríamos juntos prejuízos graves na integridade física e risco real de vida, para que Portugal, ao menos no mapa, continuasse unido. Eu fui um dos principais alvos, e nunca virei a cara à luta. Mas essa era uma luta que valia a pena, embora, perante casos como o desta turba ululante que andou a morder-me, chegue quase a duvidar de que sim. Ser português com gente desta envergonha. Porque foi gente assim que fez dos liberais ditadores tão violentos como os partidários de D. Miguel, que espatifou o ideal republicano, que ofereceu a cadeira onde haveria de sentar-se o homem de Santa Comba.

Eu admiro há muito tempo o Fernando Venâncio, e há uns vinte anos sou amigo do José do Carmo Francisco, que também admiro. E depressa me tornei um entusiasta da escrita do Jorge Carvalheira e do Valupi, e das aparições da doce Susana. Mas não suporto o grau zero da inteligência afectiva da turba acéfala de comentadores. Por isso lhes deixo o meu desprezo. Sem um pingo de remorso nem uma gota de ódio. Porque o não merecem.

Ficai-vos na sombra de onde espreitais as vítimas que aleatoriamente escolheis. Sede felizes em assassinar moralmente quem vos apetecer. Já sabeis o meu nome, embora pouco saibais de mim. Não procureis conhecer muito mais, para vos sentirdes mais à vontade a continuar ferindo, se vos der na gana.

Tenho pena de que um blog tão bem concebido atraia tal multidão de porcos. Que hão-de continuar a abocanhar as pérolas frequentes que aqui aparecem. O problema é com os bons joalheiros que cá existem. Que continuem, se a tanto lhes bastar o ânimo. Por mim, a experiência foi já suficiente.

Não quis reagir a quente, mas afinal a lucidez foi-me perturbando cada vez mais. E pela última vez peço desculpa: àqueles cujos nomes referi, sobretudo ao Fernando Venâncio.

Para eles, o meu abraço e a minha disponibilidade total. Mas não aqui.

DANIEL DE SÁ

193 thoughts on “MANIFESTO”

  1. Daniel,

    Coloquei aqui o que tu puseste numa caixa de comentários. Espero que não leves a mal.

    Não, meu amigo. Tu não vais sair pela esquerda baixa. Se alguma vez saíres, que seja em ombros.

    Não vais deixar-nos só porque o Aspirina permite, com as suas caixas de comentários, a entrada à canzoada (o termo é cruel, mas pode, em alguns casos, não ser imerecido). Isso seria fazer-lhes muito a vontade. Pobres de nós se saíssemos escorraçados de fora. Quem seria a próxima vítima? Não abras tão desprimoroso precedente.

    Estás nesta casa. Ficas nela. Até te cansares. Mas não menos do que isso.

    Abraço,
    Fernando

  2. Por isso lhes deixo o meu desprezo.

    -» Escrever um manifesto não é desprezar, é dar valor.

    Tenho pena de que um blog tão bem concebido atraia tal multidão de porcos. Que hão-de continuar a abocanhar as pérolas frequentes que aqui aparecem.

    -» Porcos e pérolas: falta de originalidade total na escolha da metáfora.

  3. Saúdo Daniel de Sá. Mas isso não me impede de dizer que o seu manifesto, com tanta verrina a que aliás tem direito, me parece apenas tentar camuflar e justificar o facto de não aguentar uma crítica ou uma série de críticas, fortes mas justas afinal.
    E deixe-me dizer isto, só da parte dos seus “partidários” é que vi violencia verbal por vezes muito malcriada.
    A crítica é livre, mesmo viva que seja, você disfarça mal o ressentimento feroz para quem lhe levantou reservas.
    É pena.

  4. Não se (te) leve(s) a sério.

    A sério, só devemos levar quando magoamos alguém injustamente.

    Não foi esse o caso e quem deve levar a sério é quem pretende mesmo ofender. Apesar de tudo, nem isso me pareceu acontecer por aqui.

    O que aconteceu, foi apenas umas manifestações de espíritos leves. Levíssimos. Insustentáveis no seu ser.

  5. Daniel: esqueceste-te de referir que também és um admirador da minha inteligência, escrita, sentido de humor e aparência física. Claro que compreendo o lapso, mas a malta que lê o blogue até pode ficar com a sensação que não gostas de mim. É só isso. O resto do texto é muito bonito, humilde, original, bravo e nada reacionário.

  6. Continuo a pensar que o melhor manifesto para a vara de porcos era justamente não ter escrito manifesto nenhum. A própria existência do manifesto contradiz todo o seu conteúdo, anulando-se per se.

  7. Tenho comentado em muitos blogs, com ironia acerba mas sem ofender.
    Aqui, com a minha rapaziada amiga, creio que não ofendi, nem eles.
    Quando muito, como disse um deles, apenas “puxámos o ferro” a um peludo.
    Mas a trupe dele levou muito a mal. Enxovalharam quem criticava.
    Passaram do registo irónico para a cavalhada pura.
    Ou seja, são gente que se dispusese de poder passavam-nos à cutilada, como os guardas nas contestações da estudantada.
    Isto é que mostra o vosso perfil de intolerantes.
    Queriam que a trupe dissesse que o Daniel é um primor? Assim já éramos bons?
    Então aqui vai, Daniel és um primor.
    E uma beleza de hortaliça.
    Também te envinagras com isto?
    Que noss’senhor te guarde.

  8. Daniel, usando uma feliz expressão do meu primo Costa, isto é tudo, e não mais do que, HTML.

    Ter a distância que o Jorge Carvalheira te recomendou, leva tempo. Nesse tempo, confundimos o essencial com o acessório, vezes sem conta. E deixa-me dizer-te: o acessório é a nossa presença em blogues, pois é suposto já sermos adultos e ninguém nos obriga a fazer estas figuras; e o essencial é a liberdade de expressão, esse divinal privilégio, esse direito que nos lembra como o ser humano é meta, não partida.

    Sim, abusa-se. Sim, é incomodativo ter crianças a chorar quando nos apetece ouvir a orquestra. Porém, meu caro, que mundo seria esse em que se preferissem orquestras ao choro das crianças?

    Espero que voltes. Mesmo que noutro blogue qualquer. Ou, até, que não partas.

  9. “Quando muito, como disse um deles, apenas “puxámos o ferro” a um peludo.
    Mas a trupe dele levou muito a mal. Enxovalharam quem criticava.
    Passaram do registo irónico para a cavalhada pura.
    Ou seja, são gente que se dispusese de poder passavam-nos à cutilada, como os guardas nas contestações da estudantada.”

    Bem visto e bem explicado!

  10. FALANDO CLARO E PORTUGUÊS DO NORTE:

    O MEU GRANDESSÍSSIMO PORCO, DESPUDORADO, ARROGANTE, PEDANTE, POETA DE MERDA, EGOCÊNTRICO, FILHO DUM CABRÃO, JULGAVAS TU EXIBIR TEU NOJENTO POEMA À CUSTA DA MORTE DE UMA CRIANÇA (COM DIREITO A FOTO DA LÁPIDE E TUDO), E QUE APLUDIAMOS DE PÉ TODOS NO FIM.

    VAI-TE MATAR SEU GRANDESSÍSSIMO ENERGUMENO NOJENTO QUE VALES MENOS QUE UM POIO DE MERDA!

  11. Neste blog, o que me espanta de todo é a agressividade das mulheres. São mesmo mulheres, ó Vocês?

    As mulheres não são assim. Batem leve, levemente, como quem chama. Por mim, ou por outros.
    Aí, vou ver. Geralmente, a neve cai: fria, leve, mas pura e cândida que apetece ficar a vê-las. À espera que derretam. Porque derretem.

    Então, porque lhes dão tanta dor? Porque padecem assim?

  12. Vai-te foder Valupi, junta-te ao reformado e vai pró caralho mais as tuas hilariantes defesas intelectuais do acto mais nojento e egocêntrico que jamais assisti na blogosfera.

    Quanto ao Fernando, esse, pobre coitado, já pertence à Brigada do Reumático e não conta para nada… é um triste igual ao porco das pérolas!

  13. ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!! ÚLTIMO AVISO!!!

  14. Não sei quem é este Valupi, mas desde já sou a favor. Mostra caracter, bom senso e uma escrita escorreita.
    Assim dá gosto.
    E deixem-me dizer, antes que me atirem uma pedrada, que não digo isto para meter colheres entre ele e o Dany.
    Posso chamar Dany? Não me endereças já um pontapé nos ditos, por desrespeito?
    Descontrai, man, não vês que isto não faz ferida?

  15. Anónimo das 02:31,

    «Reumático», dizes tu?

    Vais aguentar comigo nos próximos – sejamos discretos – vinte anos. Aqui, ou na forma que então tiver a net.

    Prepara-te. Este é, como diz o outro, o último aviso.

  16. Ó deixem que diga, no fim desta fita o que fica? Que a liberdade de palavra é muito bonito mas quando algum senhor, dos açores, da madeira ou mesmo da ilha da reunião de almas nobres é chamado à pedrinha com um pouco mais de a-cinzentismo (lá dizia o botas, o respeitinho é muito bonito), come logo com caralhadas para cima e porcinadas para baixo, que é para verem o jeito.
    Percebe-se que há aqui dois campos, ou melhor 3. Um de danielistas que se prezam e não consentem que se toque salvo seja no talentoso cidadão.Outro de xingadores que resolveram passá-lo à espada, com decisão e sem humor (acho mal). Outros, ou sejam nossas excelencias, que numa tradição bem portuguesa e com tantos cumes (perguntem ao Venancio como é, porque ele mostra ter boa alfabetização e, até, conhecer os clássicos e não estou a jogar piada por causa daquela passagem de graxa no G.Moura, esse não é clássico mas sim faraó)pensaram vamos lá animar a festa e dar um bocadinho de cor a estas tristes vidas de escritores nomeadamente de críticos (esta é para ti Venancio, todo cheio de frio lá nas plagas do norte europeu, sei que não levas a mal, tanto mais que andaste na borga connosco embora em sonhos).
    E, vai senão quando, há um suicídio (o fugaz daniel)diversos homicídios em forma tentada (com o nikita à cabeça, com a sua suavidade lexical que indica boa performance educacional), uma tentativa de estupro (passo em branco o detalhe) e um acto de paixão (eu, que fiquei já caidinho com a Claudinha, que diz aquilo tão excitante de às vezes as mulheres preferirem os porcos às pérolas. Vou nisso e se quiseres que dê homem por ti basta assobiares miúda).
    E que tal se saísse do bartender uma geral de uísque legal? Ou, pelo menos, uma aguardentezinha cheirosa dos açores?
    Bora lá?

  17. Lucho,

    Gostei, pá, sou sincero. Pena só nos conhecermos dos sonhos.

    Mas, para já, tens a Claudinha. Em sonhos também. Mas esses acordados. Há destas sortes.

  18. «Vais aguentar comigo nos próximos – sejamos discretos – vinte anos. Aqui, ou na forma que então tiver a net.

    Prepara-te. Este é, como diz o outro, o último aviso.»

    ahahahaha

    Desta gostei. Os melindres não têm interesse nenhum.
    A saúde também é contagiante

    Sans rancune.

  19. Daniel:
    Pois que o senhor é das ilhas… Eu tenho sangue ilhéu, sou sobrinho do grande Emanuel Félix, conhece? Não sou anónimo. E vejo, porque assim era o meu poeta, que se magoa com facilidade e se ressente muito. Sem dúvida, tem sangue açoriano! Não se ofenda. Também não queria lançar o nome do «poeta perfeito» a esta roda viva do insulto, mas serve para lhe confessar que fiquei mais solidário consigo… Estas palavras não mudam, espero que me perdoe, o sentimento que tenho face à infelicidade do post da discórdia.
    P.S.: Caro Fernando Venâncio
    De esquerda, do benfica, heterossexuais, caucasianos, com mais de 30 anos, iberistas, residentes no litoral… A generalização não lhe fica bem. Ainda menos quando não é chamada ao assunto!

  20. O problema não é dar importância aos porcos que até podem ser mesmo uma boa porcaria.

    O problema é levarmo-nos demasido a sério e melindrarmo-nos por pouco.

    Não me recordo do nome, mas houve alguem que disse que, pelo menos, uma vez por semana devíamos gozar com nós próprios.

    Assim uma espécie de terapia anti-napoleónica.

  21. Depois ainda existe outra vantagem. Aí de cima, do lado dos postadores, até se está numa tribuna.

    Isto aqui, nas caves, pode servir para muita coisa mais curiosa, incluindo a capacidade de se perceber o que pode vir por arrasto, numa mera depreciação literária.

    Nessas margens é que anda o interesse. E olhe que neste até se percebeu algum.
    Pelo menos, a mim pareceu-me captar um certo pano de fundo bem mais ideológico, ainda que camuflado com a exigência literária.

  22. Venho aqui para responder ao sobrinho do Emanuel Félix. Eu tinha-lhe uma amizade imensa e uma admiração à medida. Ele retribuía da mesma maneira. Na última vez que esteve na rádio, numa entrevista magnífica, como tudo o que fazia, o Sidónio Bettencourt leu-lhe o poema que eu abaixo deixo. E é a convivência com Homens como o Emanuel que tornam mais difícil aceitar o enxovalho da bestialiade. (A minha novela mais recente abre com um excerto do seu poema das pedras. E, no livro de homenagem pelos seus 50 anos de poesia, há um texto meu.) Ele não teria aguentado a décima parte do que eu aguentei. Sem dúvida porque era mais íntegro.
    Um abraço. E segue-se a paráfrase, que bem entenderá, sem dúvida.
    Daniel

    Um Poeta da nossa casa
    (Paráfrase sobre um poema de Emanuel Félix)

    Como eu amo este poeta cá de casa!
    (Da nossa casa, concha nove vezes repetida.)

    Discreto fabricante de palavras,
    Guarda o seu sonho como se guardasse o nosso,
    Como se lhe tivéssemos dado todos os poderes
    De dizer o que haveríamos de dizer
    Se o pudéssemos dizer.
    Como se nascesse nos seus versos
    O canto mudo da nossa casa nove vezes calada,
    Nove vezes cercada antes da própria fala.
    Nulo é o chão sob os seus pés
    Que anunciam a paz enquanto se ouvem palavras
    Tão suaves como todos os silêncios.
    E fica um rastro suave de bondade,
    Como um cheiro de pão quente
    E de leite acabado de ordenhar.
    E qualquer hora do dia é sempre madrugada,
    Quando escutamos a inquieta maresia
    Onde começam as viagens possíveis
    Com santo e senha leves e frescos
    Como as folhas na Primavera.
    Não sabemos a cor dos seus olhos,
    Mas sabemos que neles também se acende o sol
    Quando as sombras pousam
    Sobre a concha nove vezes repetida.

    Esse o destino dos que anunciam a paz,
    Com o talento imenso da bondade
    E a bondade imensa do talento.

    (De vez em quando
    Deus tem momentos de generosidade como este:
    Repete o Seu gesto criador do sexto dia
    E dá-nos, sem que o saibamos merecer,
    Um Homem assim.)

  23. Zazzie,

    Aproveita para ires lavando esse Camembert que daqui a pouco tens ai o Nikita cheio de fome e de língua eriçada.

  24. Anónimo:

    Topa-me aí uma poesia que seja legível neste espaço e que te mereça esse título e eu desfaço-a num instante, se preciso for.

    É um repto.

  25. Ó homem, aguente-se lá à bronca, então?! Isto a blogsfera é assim mesmo e não é diferente do resto da net (e da vida em geral): quando cheira a sangue aparece tudo e quando o ceguinho está no chão todo partido, ainda leva mais umas quantas a ver se aprende. Não vá por aí, nem ofereça os seus sentimentos todos, o desprezo ou a de ausência ódio em grandes relambórios que desmentem esse desprezo, pois está mais que à vista que ficou incomodado e isso não é vergonha nenhuma. O Daniel levou forte e feio, agora aguente-se e mostre lá essa açoreana fibra de quem vai à luta. E se alguém o incomodar e não for capaz de se rir disso, ignore. Agora sair de prima-dona ofendida, então como é essa conversa toda dos açoreanos que aguentaram o país e etc e tal? E não tenha muita fé no português ou em qualquer outro, a malta basicamente não passamos todos de uns sacanas filhos da mãe. De uma forma ou de outra.

    Venha de lá mais uma historieta (eu nem as aprecio por aí além, mas isso não vem ao caso, é só uma questão de gosto) e atire isto para trás que daqui a dois dias e meia dúzia de posts já ninguém se lembra de nada disto. A volatilidade do meio é imensa.

    (acrescento que o facto de não ter gostado nada do seu post do poema não tem rigorosamente nada a ver com o facto de não gostar de ver a rapaziada a levar na corneta, quando já está caído por terra)

  26. Pobre coitado, como anuncias a tua bondade. És um pobre de espírito. Sem palavra e sem vergonha. És um não-poeta, o mais falso do humano. Vai-te catar. A mim não me enganas. Vales zero de integridade, razão e amor.

  27. Daniel,

    Enxovalho pode ser fazer-se falcatrua e ser-se detectado.
    Como é que pode haver enxovalho em dizerem-nos que escrevemos uma boa trampa em meia dúzia de palavras?
    Ou mesmo que fosse em todas as que se escreveram?

    Palavra, onde é que está o enxovalho?
    Diga-me uma coisa: se precisasse de colocar à apreciação literária alguma livro, escolhia apenas estas opiniões, sem colocar os próprios críticos à prova?

    Fosse trabalho seu, ou fosse de outrem. Acha que bastava?

  28. Era eu.

    Percebeu agora, nesta resposta do Anonymous o que eu queria dizer?

    Ele não dá importância. Não arrisca. Não arrisca cair no ridículo como acha que pode atirar outrem.

  29. Porque é disto mesmo que se trata.

    Avance-se com autores e escritos consagrados e vamos a ver o que cai e o que se aguenta em pé.

    E com que argumentos.

    Até porque é pena não lhes dar mais pretextos para se estenderem ao comprido e verem-se melhor as tais “margens”. O tal paninho de fundo que também os eriçou.

  30. O poema do último comentário do Daniel foi mesmo confeccionado num molde que todos nó conhecemos: a forma que serve para os pães-de-ló poéticos da Soledade.

  31. Pró Venancio: mas tu conheces-me, só que não estás a ver bem a figura em contraluz. Puxa pela cabeça e chegas lá.

    Pró suave Daniel: mas, se formos a ver, o que é que te fizeram pá??
    Bateram-te? Tiraram-te a caneta? O computador?
    Afinal puseram apenas aqui umas coisas, uns em estilo gengis-kan (não ligavas)outras em estilo woody allen (rias-te, vias o senso de humor da coisa, tanto mais que o fernando também era cocegado e olha como ele reagiu).
    Ninguém me tira da cabeça que o que te custou foi perceberes neste espelho que as tuas amplas qualidades não eram tão bonitas assim. Que havia caspa que bonde na tua prosa.
    Mas isso é de um sujeito se esgadanhar?
    Ferves em pouca água. Assim vais ter problemas com o discurso lírico, vai por mim.

    E, Venancio, já agora uma dica: na Rua do Arsenal ainda há umas sandes bem interessantes, só que agora são só de bifanas mal passadas. Mas comem-se.

  32. Isto é fácil de decifrar. Trata-se de um ressabiado e frustado “poeta”, julgador de mais méritos e reconhecimentos. Só não vê quem não quer. O seu patético pedantismo e a prosa elaborada são disso prova mais do que evidente.

  33. E a métrica?

    Será que a métrica dos comentários é a mais correcta, caro “de” Sá?

    Veja lá!

  34. Ó Catarina, mas onde é que se vê um daniel no chão, escornado, a levar porrada de criar bicho? Onde?
    Só lhe disseram que o que escrevia era cheio de lugares comuns e os versos meio sandeus.
    Não exageres, catarina, tanto mais que até se percebe quem és e até és um tipo porreirão, mas tens desses exageros de bondade.
    Deixa lá o daniel entregue à sua justa desdita. Afinal foi ele que se pôs a jeito, com aquela Laura tão boa mas literariamente tão chata.

  35. Anónimo: fico abaladíssimo, pá.

    Andava aqui a escrever para anónimos como tu, e vejo agora que não me ligam pevide.

    Vou carpir p´ra outro lado. Vou escrever para a cantiga que já foi uma arma.

  36. A verdade verdadinha é que o daniel não vale merda nenhuma: como poeta, como escritor, como bloguista, como pessoa, como amigo…

  37. Permitam-me fazer uma espécie de ponto de situação, tanto mais que,não sei se por acaso mas oportunamente, alguém evocou aqui a figura de Santana Lopes.
    Creio que não se terão esquecido de uma vez em que o referido Santana, outra figura de ressabiado, se foi queixar ao presidente da República, na ocasião o Sampaio ao que me lembra, informando-o que por o terem criticado ia abandonar a política. Lembram-se?
    E é claro não abandonou. Era apenas uma peça mais na cena de rapaz indispensável.
    O mesmo se passou com Daniel Sá.
    Veio aqui queixar-se de que o tinham descomposto. Aproveitou para chamar uns nomes aos críticos, ferozes ou cómicos. Isto, é de notar, bem respaldado com uns tantos tipos do seu séquito. E jurou que ia abandonar a mal frequentada liça.
    Ou seja, fez como o Santana. Porque não vai sair do blog, é o sais. Ele não quer tomar uma decisão assim muito viril, quer é que a malta se acagace com a perspectiva de se ficar sem o seu verbo sumptuoso. Que ele já verificou que é sumptuoso e ai de quem discorde.
    Quer dizer, como nas obras importantes ideológicas, ou na verdade a que temos direito: Sá e Santana, um mesmo estilo, uma mesma luta!
    A mesma lata.
    É que é disso que se trata: lata.
    Tanto figurativamente como realmente. Um talento de lata.
    RIP.

  38. Ora, Venancio, do que é que havíamos de ter falado…De merdas, literaturas…De gajas boas, de copos…Éramos novos, picáva-nos o sangue. Eu depois fui para o Ultramar, larguei a porra das escritas, fiz-me médico…Já estás a ver? A lembrar-te melhor?
    Recordo-me que usavas na altura uma barba sensacional! E ainda detestavas e fazias bem o EPC e um assim meio pardalado, o…como é que ele se chamava, um que achava muita piada a um Gomes Ferreira, um ícone do pc de segunda apanha.
    Se bem me lembro o Nemésio era teu professor, ou seria do outro que também alinhava connosco? Não é que eu seja meio esquecido, mas aquele caso do enfarte deixou-me um bocado…assim às vezes tenho brancas, é uma chatice.
    Mais ou menos me lembro que gostavas de um Sanjon Pearce, ou assim. Lembras-te? E o que a malta gozava com as poupinhas do Mourão-Ferreira!
    Lá mais para diante dou-te mais pistas, agora vou atender uma paciente. Amanhã talvez escreva mais umas coisas.

  39. Ó Lucho, se for médico, responda-me a esta: quantos desgraçados é que você mata por ano? Nada oficial, só uma estimativa.

  40. 2ª excepção.
    Estes acéfalos ou não perceberam, porque o são, ou fingem que não perceberam, que a injúria foi terem arrastado na lama do seu curral a memória de uma criança e as qualidades humanas da sua família? Ou não sabem ler, seu patifes da treta? Dissessem de mim o que quisessem, e fossem-se lixar, que tanto se me dava. Assim, vão mas é para o raio que os parta.
    Fernando, por favor, tira o meu nome o mais depressa possível da lista. Agradeço-te mais ainda do que agradeci o convite que me fizeste para entrar para o grupo.
    Com um abraço.
    Daniel

  41. Podes entrar, Jack, vamos tirar o coração pelas costas a este “médico” e transplantá-lo numa operação de Lucho para o peito do Fernando para lhe avivar a memória.

  42. Daniel,

    Contem-te, meu rapaz. Se bem que “porcamente” me tenha esforçado a derramar algum ridículo sobre os que te têm deitado abaixo, cresce em mim esta sensação estranha de que sentes prazer em esbracejar em pânico, algo que te desaconselho. O teu manifesto foi hilariante porque me fez pensar que lá em casa usas o mesmo método quando a família não concorda contigo.

    Stop being a “drama queen”.
    O Fernando não pode retirar o teu nome, porque a isso chama-se falsificação da História.

    Another thing: There is no such a thing as “second exception”, unless you create them on your first attempt at making rules.

  43. Daniel,

    Não tiro o teu nome, nada. Isto passa. Nós já aqui tivemos ondas alterosas, e tu sabes que elas acalmaram. Tem calma. Toma um belo tinto, e esquece o Aspirina até amanhã.

    Lucho,

    Não me lembro dum só médico que fosse para o Ultramar, e com quem eu bebesse uns copos e falasse de gajas. Muito menos na Rua do Arsenal.

    Nunca fui aluno do Mourão-Ferreira. Nunca fui aluno do Nemésio. Só me interessei pelo EPC quando já não havia Ultramar. Só usei barba quando já não havia Ultramar. Nunca me interessei pelo Sanjon Pearce, nem pelo Saint-Jean Perse.

    Conclusão: não nos conhecemos, nunca nos vimos, e vamos deixar as coisas assim. Senão, ainda nos zangamos. Sempre sem nos conhecermos, claro.

  44. Fernando, começas a perder a calma. Isso faz-se? E eu a pensar que eras um tipo de espírito. Bem, mais um sonho que se defaz.Mais um verniz que estala.
    Será que também és um peludo? Isso é desgarrador.
    E já agora, desde quando é que o problema é um poema sobre um miúdo?
    Foi sempre sobre a Laura, pelo menos da nossa parte.
    Porque é que o prosador tenta mudar de faixa?

  45. Lucho, acho que o Fernando Venancio não percebeu que não existe, que é apenas uma função. Que tanto se podia chamar FV como Samuel Figueiroa ou o Senhor da Praia da Póvoa. Que aqui na blogosfera somos todos virtuais, e ainda mais estes críticos, literatos ou como lhes chames, que assumem uma figura interactiva de sombra para além da sua existencia nos jornais e livros onde se expandem.
    Isto é que seria importante debater, o resto é conversa, quando muito raivinhas de pequeno prosador como o Sá e todos os do clube que choram com ele.
    Por isso o verniz estala ao Fernando Venancio, porque entrou no físico do papel sem se perguntar: sou alguém ou sou uma figura num espelho.
    Ao demonstrares isso com os teus comentários só aparentemente mordazes ou cómicos, puseste o dedo na ferida.
    Mesmo que FV jure a pés juntos que não é um fantasma, não acredites.
    Ele vive, como aliás todos nós, num mundo de reflexos na água.
    Mas, à puridade, achas que ele tem arcaboiço para debater ou perceber isso?
    Talvez… Mas como sonho dentro do sonho. E é até demais, pese ao seu esforço.

  46. Eu não queria acreditar, mas é verdade.

    Grande parte dos comentários assinados por inventivos nicks é oriunda do mesmo net mail, com endereços tão parecidos que não podem ser casualidade. Em suma: há aqui muita falcatrua com muita persistência.

    Que fizemos nós para merecermos tanta devoção?

    À parte para o Daniel: desculpa, mas afinal são bastante menos…

  47. Ganda chavascal, pás! Eu também não gostei da lápide, mas são gostos, compreendo que para a família seja um consolo, que o Daniel tentou adoçar.

    Entretanto na Birmânia os bros budistas mereciam o nosso apoio, carago!

  48. Vim uma vez mais ao Aspirina para ver se o ambiente tinha melhorado, mas parece que não. Voltei também a ler um comentário de Cláudia que diz “…a forma que serve para os pães-de-ló poéticos da Soledade”. Fico indignado com tanta maldade, calúnia e falta de carácter. Já aqui afirmei ontem que a autora atingida com esta ordinarice a cheirar a despeito, é uma excelente poetisa e escritora, nome conhecido e respeitado nos meios literários. Basta ler os textos que diariamente publica no seu blogue. É impensável que uma pessoa bem-formada fale deste modo nas costas de quem não pode defender-se. É por isso que me atrevo a escrever mais estas linhas.
    Cláudia, cale o bico sujo e vá lá para o seu «o meu mundo é este», que estive a ler por curiosidade hoje mesmo e que é uma verdadeira desgraça para não dizer vergonha. Tem apenas dois comentadores, sempre os mesmos, que se vê serem seus amigos, e os comentários são de fazer chorar, ou antes, de fazer rir as pedras da calçada. Assim: “ricardo fonseca disse: Aroma meio despido” e “Cláudia disse: Pois é, ricardo”. E por aqui se ficam. São dezenas e dezenas de posts sem qualquer comentário. Cláudia, porque não escreve poemas tipo “pães-de-ló poéticos”? É que você nem sabe escrever, se soubesse não postava apenas fotografias tiradas por si, absolutamente vulgares, devo dizer. Por acaso, dei com um comentário de “anónimo” que escreve isto: “Foda-se! És uma verborreia de palavras nos blogues dos outros, mas afinal aqui é só bonecos? Há gente infeliz que tem tamanha ânsia de aparecer que não percebe quando está a transformar-se em ridículo.” Haja alguém com consciência.
    Por isso dou-lhe um conselho: mude o nome do seu blogue para «o meu mundo é este: o da inveja». Acredite que é o mais indicado.
    Repito que bem fez a Soledade em não voltar aqui, só tinha inimigos porque o seu trabalho tinha qualidade. O Aspirina ficou a perder assim como os seus leitores, como eu, e lembro os seus artigos sempre oportunos e vivos, as suas críticas jornalisticas, os seus comentários com imensa piada e os seus belos poemas. Volto a dizer que não a mereciam e continuam a achincalhá-la. E agora quem têm no Aspirina com a saída do Sá? O Carvalheira? O José do Carmo Francisco a quem também põem defeitos? Quem será a próxima vítima?

  49. Análise do comentário.

    1. Tony (Carreira?) dá uma importância notável ao que é conhecido e respeitado, estado muito cobiçado mas não sinónimo de qualidade.

    2. Tony confunde a quantidade dos comentários com a qualidade dos posts na génese desses mesmos comentários.

  50. fernando,

    Tu e o teu amigo daniel, valem menos do que a ponta de um corno!

    E fica ciente que esta vergonha não vai ser esquecida.

  51. “E vocês escolheram o momento errado para o fazerem, ó acéfalos dos pseudónimos multiplicados. Porque, monstros do absurdo, atingistes uma família exemplar.”

    Ó MEU CABRÃO FILHO DA PUTA, O MONSTRO ÉS TU. QUEM ATINGIU, ABUSOU E USOU DA “EXEMPLAR FAMÍLIA” PARA SE AUTO PROMOVER PUBLICAMENTE E INDECENTEMENTE FOSTE TU, MEU CABRÃO, QUERES AGORA ATIRAR A MERDA QUE FIZESTE AOS OUTROS SÓ PORQUE TE CRITICARAM MAIS DO QUE JUSTAMENTE PELA INQUALIFICÁVEL ABERRAÇÃO, MEU ORDINÁRIO DE MERDA SEM ESCRÚPULOS. MISERÁVEL. VAI-TE TRATAR E MORRE LONGE!

  52. Tó Bosta foi à costa
    Apanhar no culatim(1)
    Deu de cara c’uma rola
    À’panhar do Bakunin.

    (velha canção anarquista do Cerco)

    (1) antigo instrumento de percussão

  53. Mas… who the fuck is Daniel “de” Sá? Alguém sabe quem é este gajo, para além dos salões flamengos e romanos (da Avenida de Roma, ok?) frequentados pelo nosso blogueiro “de qualidade”?

  54. Daniel, um conselho que o meu avô madeirense me contou: quem quer foder ou mandar foder, não perde tanto tempo com manifestos ou preâmbulos. Manda ou fode LOGO! Você assim só faz rir os seus detractores e envergonha os seus (ou seu) defensores. Se não sabe estar num blogue polémico, andor!

  55. Nesse caso, menina irritada e viperina Cláudia, permita-me que lhe responda. Se eu confundo a quantidade dos comentários com a qualidade dos posts, no Aspirina, então, não se passa o mesmo. A quantidade de comentários não tem fim, quer dizer que os posts não têm qualidade nenhuma? É você que o diz, mas não é o caso da Soledade, é conhecida e respeitada pela qualidade da sua obra, basta reparar nas grandes editoras que publicam os seus livros e pelas muitas reedições e prémios. Está a tentar denegrir por despeito, quem não conhece só pelo prazer de dizer mal. É uma atitude de pessoa despeitada e que não tem vergonha de vir badalar e gabar aqui os posts do seu blogue porque mais ninguém o faz, como afirmei no meu comentário de cima. Quero dizer as banalíssimas fotografias, porque escrever, era bom era, mas é para quem o sabe fazer. Cresça e apareça menina e ganhe juízo nessa cabeça de caca, fazia melhor figura se não tivesse respondido, creia, assim mostrou-se ainda melhor, invejosa e vaidosa, sem ter motivo algum para ter vaidade, antes pelo contrário. Tente aprender a escrever com os seus colegas, Valupi, por exemplo.
    E por aqui termino, que não merece a pena perder o meu tempo com pessoas da sua laia.

  56. Porque tem razão Jack the Tripper quando escreveu, com grande espírito de síntese e certeira acutilância, «Boa tarde. É aqui que se esfola um tal Daniel?», não consigo perceber como é que o Fernando, por quem Daniel nutre grande admiração e suponho que vice-versa, continua a insistir com ele para se deixar esfolar.
    Só uma pequena nota: Soledade, assim como assim, aguentava bastante mais fazer de bobo da festa. Daniel, volta para os Açores, é o meu conselho. Lá, eventualmente, serás «amigo do rei», aqui, desconfio, só tens amigos da onça

  57. Ó Daniel, não há vocabulário, semântica, prosa, arcaismos, figuras de estilo, métrica… que te valham. És uma nulidade em decência e literatura.

  58. Pela última vez aqui venho, também em nome dos colegas de comentação, para este serviço profilático: quem iniciou o esfreganço no moço da Laura, que sejam muito felizes os dois, foi o audaz fernando. Que, como bom analista que é, vem agora dizer que tudo é muito parecido. Este blog é mal frequentado, mas não por nós. Tem autores de qualidade, mas não estes dois sujeitos. Um é a chateza pegada, outro a maldadezinha com ares de novelista podão.
    Não te deves ir embora, Sá. Estás aí muito bem.
    Porque sempre que escreveres uma cagada, eles dirão que quem te critica não passa de invejoso/a.
    Estás no lugar certo. Descansa em paz.

  59. O ASPIRINA B É O RECREIO MAQUIAVÉLICO DO FERNANDO VENÂNCIO.

    JÁ DIZIA A MINHA MÃE: QUEM NÃO O CONHECER, QUE O COMPRE!

  60. “Eu não queria acreditar, mas é verdade.

    Grande parte dos comentários assinados por inventivos nicks é oriunda do mesmo net mail, com endereços tão parecidos que não podem ser casualidade. Em suma: há aqui muita falcatrua com muita persistência.

    Que fizemos nós para merecermos tanta devoção?

    À parte para o Daniel: desculpa, mas afinal são bastante menos… ”

    FV

    ISTO DIZ TUDO SOBRE A CRIATURA E O SEU RECREIO.

  61. Meus senhores:

    Não acham que já chega de injúrias ao Daniel de Sá? Tudo o que é demais…
    O Aspirina fica mal visto e os leitores fartos destes comentários que me parecem ser mais a maneira de vocês desopilarem as vossas agressividades. Acho que está a fazer falta aqui um psicólogo…ou um psiquiatra! Ora acabem lá de vez. O homem era vaidoso e lambe-botas, é verdade. Com uma tendência para imitar o “patrão” FV. Cheguei a ler comentários seus a criticar posts de colegas. Convencido é. Mas não deixa de escrever bons poemas. Até o da “lápide” é bom. Mas a vaidade é que o perdeu. Penso que seja alguém já com alguma idade e com alguma obra feita. Sejamos mais complacentes e menos agressivos. Afinal, como diz o outro, quem temos agora no Aspirina? O Castanheira a mais das vezes é um chato, e não se lhe pode tocar num cabelo que rebenta a calma e o verniz num abrir e fechar de olhos. Também se julga o maior. O José do Carmo Francisco, é outro convencido. Não é mau em certas crónicas, desde que não gabe o que só a ele e à família diz respeito, mas não é exmplar nos poemas, algumas vezes de pé-quebrado, como também diz o outro. A Susana tem a mania que é uma intelectual de vanguarda, que tudo sabe. Vê-se na qualidade (?) e na diversidade dos seus postes. Essa ainda não encontrou o seu caminho e nem sabe o que deve ou não fazer. O FV é outro chato, com a pretensão que é o melhor do mundo, mas a escrever textos, Deus nos livre! Fica o doido do João Pedro, com talento e no caminho certo, mas sobretudo virado para as bandas, que não interessam por aí além à maioria dos leitores e o Valupi, que escreve muito bem e é sensato. Em meu entender, o Aspirina está pobre de colaboradores e a gentinha vai passar o tempo noutros blogues. Pensem em tudo isto, que só têm a ganhar.

  62. Caro “Quem te Avisa”
    saudações comentaristas:

    Concordo contigo, a tua análise é quase perfeita, contudo, gostava de te dizer que frequento o aspirina não pelos posts ou postadores mas pelos comentadores. A verdade verdadinha é que os comentadores são muito melhores que os comentados.

  63. Ana Leonardo,
    afinal, sempre precisam aqui no Aspirina de «bobos de festa»! Será para alimentarem o ego espezinhando o seu semelhante? E vocês o que serão? Os reis da bosta? Os Neros a darem poetas aos leões? Vampiros? Os falsos amigos? (veja-se como o Fernandinho se regala com a chacina que se faz ao pobre do Daniel de quem diz ser amigo). O Aspirina parece que só tem doidos que fugiram do manicómio! Serão nazis?
    Pretendem criar fornos crematórios? Também fazem fogueiras com livros? Naturalmente eram capazes de o fazer com os livros do Daniel e da Soledade! Que gente é esta que se uniu para dirigir um blogue que parece vir do Inferno!? É vergonhoso que homens e mulheres ditos intelectuais, tenham comportamentos vergonhosos como estes a que vimos assistindo. Penso que serão mais reles do que o mais reles que existe na Net!

  64. Meu caro Fernando Venâncio. Um simples aviso. Quem se permite caminhar perto de gente esquizofrénica , mentecapta, ordinária, uma cambada de eunucos e de ressabiados, corre sérios riscos de se ir perdendo nessa floresta de raizes podres que nunca viram o sol e que rastejam sofregamente à procura de quem lhes possa acabar com a sua triste existência.
    Em vez de aspirina , aconselhava-lhes como terapêutica um valente supositório de Dolviran que lhes provocase o necessário consolo e lhes preenchesse cabalmente o local onde está depositado o seu ego. Navegando entre a merda da sua existência.
    Fernando Venâncio, perdeu para este seu blog um dos melhores escritores que os Açores já viu nascer( e são muitos). Ponha-se a pau pois com este ritmo ficará a liderar um deserto de ideias com a sua respectiva cáfila fedorenta.
    Que tenha sorte.

    Manuel Estrada

  65. Um dos maiores escritores que os Açores viram nascer…
    Este lambébotas tem o disco bem untado.
    Manuel Estrada? Ora,ora…Nessa estrada nunca eu me poria a atacar.
    Já agora, um blog é um espaço de comunicação.Mesmo aporrinhador. Não faz mal. O que faz mal é virem certos merdas a tentar fazer passar por filetes um peixe podre. Pescado nas ilhas.E depois quaixarem-se de que há estrilho.
    E a democracia? E a liberdade de expressão? E o senso crítico?
    Ah, pois, ficaria munta bem substituído por uma chanchada do fernando.
    Isso é que era um belo mundo. Tudo deles, pranchada em quem não quizesse…Que bom seria!

  66. Para o Quem te avisa: essa tua sugestão de fazerem aqui falta psiquiatras é típica de gente que gosta de imitar os antigos comunas, se alguém não concordasse com eles metiam-no logo num manicómio ou seja num campo de reeducação.
    Já percebêmos o teu estilo.

  67. Só quero dizer isto: eu sou contra a queima de livros. Mesmo que sejam tão maus como os de Daniel Sá, Lídia Jorge, João de Melo, Possidónio, Peixoto ou Soledade (etc.). E agora, para seguir com a corrente, vou também assinar com pseudónimo: Danisol

  68. Meu caro Daniel

    É claro que andam por aqui facas afiadas, as mais delas embrulhadas em nicks de mistério, que o leitor comum não pode deslindar. Nem precisa, porque não vale a pena. É lá com eles.
    No resto, Daniel, lamento muito que tenhas decidido sair do Aspirina.
    Considero, confesso-te, que tinhas ainda muito a aprender. Mas quem é que não tem ainda muito a aprender?!
    A um tipo como tu, que deixou aqui uma entrada como ‘Diálogo ingénuo’ (a mãe, a criança, a sopa e o faz-de-conta, em três linhas) eu agradeço sempre. Sei que não vêm todos os dias à mão. Mas estava à espera de mais, e haviam de sair.
    Assim, vão todos contigo. Olha, leva também um grande abraço meu.
    E já que não soubeste aguentar, bebe um bom copo e deita o resto fora. Que o mais dele é jogo de sombras.

    Jorge Carvalheira

    (Vamos ver se desta vez o comentário entra!)

  69. lá vem o carvalheira lamber as botas… a seguir vem o do carmo… não há mais paciência para estas capelinhas. será que esta gente se olha ao espelho!..

  70. O Manel da Estrada tem uma linguagem eivada de alusões escatológicas (que não repito, para bem dos vossos narizes) e de símbolos fálicos (supositório, pau, etc). Não gosta de eunucos (porque será?). Acha, enfim, que o ego dos críticos do Danielinho se encontra depositado num sector do tracto intestinal dos ditos. Estas são as coordenadas subconscientes do psiquismo manuelino. Que podemos concluir?

  71. Puta mas Séria:
    A democracia mal aproveitada, só dá merda. A liberdade de expressão mal aplicada, só dá merda. O senso crítico despudorado, só dá merda. Se foi para isto que nos orgulhamos de ter democracia e liberdade, lendo estes comentários, ou este “aspirina”, só podemos sentir vergonha. Essas duas palavras só valem para quem as sabe merecer.

    Era atirá-los ao mar:
    Estou contigo. Tá na hora de deixar a pocilga aos respectivos porcos.

    Anonymous:
    O Nandinho? Esse alarve a esta hora bate palmas e deita foguetes. O silêncio dele é a prova de mostrar aquilo que ele é: um falso amigo, um pedante, um cretino, um tarado. O Daniel é que ficou a conhecê-lo bem e à sua corja de lobos esfaimados. Só espero que o Sá nunca lhe perdoe o embuste que foi o presente envenenado, ou armadilha do fernandinho ao convidá-lo para colaborador deste triste blogue!

    Manuel Estrada:
    O fernando venâncio já se perdeu há muito na “floresta de raízes podres”. Mas gosta e faz gala nisso. Ou é senilidade ou está mesmo a precisar de internamento com camisa-de-forças!

    Ana Leonardo:
    Não pretenderias antes dizer Marisol? Como és tão boa a representar…
    Enterras, então, entre outros, a Lídia Jorge e o João de Melo? Invejinha, cara. Eles não frequentam a tua “pastelaria”, nem sabem da tua existência. Agora tu, sabes que existem e que são dois escritores galardoados com os maiores prémios literários atribuidos em Portugal Querias…

    Freudinho:
    Pois é, amigo, a verdade, com ou sem atitudes comunistas, é que todos vocês já deviam estar no Júlio de Matos há muito tempo…

    Cláudia:
    O teu dom não dá para adivinhar hoje o Euro-Milhões? Agradecia, querida…

    Carvalheira:
    Seria consigo que o Daniel teria de aprender!? Não me diga! Diz “Assim vão todos contigo”? Vão sair do “aspirina”? É demissão conjunta? Este famigerado blogue acabou, finalmente? Um beijinho, Carvalheira, pela excelente notícia!

  72. Caro Topas?, como não me topa de lado nenhum não sabe que não sou invejosa, por isso está perdoado. Pode sempre bater à porta da Pastelaria mas, por favor, não passe com a Lídia e o João à minha rua. E agora vou arranjar outro pseudónimo: Fernanda Maria

  73. Para o Topas?: Olha filho, o que eu mais estou a admirar naquela tua série,pra este e praquele,tudo a marchar, é que tu pareces despachar mais depressa que eu!
    Fazes uma data deles num só encosto… És uma puta muito mais fina que eu. Tiro-te o chapéu!
    Olha, já agora digo-te que essa de a democracia mal entendida dar só merda, apesar de já ter sido melhor glosada pelo Botas e por um amigo teu, o Chavez, acho que o Barbaças nunca se referiu a isso, pelo menos dessa tua forma putanheira (é um elogio),agrada-me a valer. Também eu já disse essa ao meu chulo, para quem a democracia dele é só rapar-me as notas todas, mas o malandro não foi nessa, enfiou-me duas lambadas que até fiquei meio gaga.
    E já pensei numa: queres tu vir para meu chulo? Arranjamos um esquema e tratamos-lhe da saúde.
    Vais nessa? Então bora lá.

  74. Ponto da situação: já despachámos a Soledad e o Sá. Vamos agora tratar do Carvalheira, ou carvalhadas, ou lá o que é.
    Pelas minhas contas, assim antes do meio do Outono temos esta merda despachada.

  75. A cambada afinal sofre de uma paranóia delirante em que mistura o ciúme , de nunca terem conseguido obter nada de jeito na vida (vão mandando os vossos minúsculos curriculos para passarmos para a fase de ler anedotas), com uma megalomania, e daí o delirio pois vão autoalimentando a crença nos seus poderes superiores. Coitados porque nesta fase do desequilibrio mental nem admitem que necessitam de ajuda. E para se completarem até se vão travestindo de pseudónimos, aliás dum pungente foleirismo, a pedir meças aos que vão aparecendo pelos sitios que provavelmente frequentam. Arriscaria o Finalmente Club.
    Vão-se tratar meus lindos, resolvam os vossos Édipos e comecem então depois ,muito devagar para não correrem o risco de recidivas, a entrar no mundo das pessoas crescidas.
    Manuel Estrada

  76. Ó meu lindo Barracabana( tens nome de canção do José Cid, deves viver feliz junto á praia).

    Sabes porque é que eu não tenho que por uma mola no nariz quando vomitas esse teu fétido mau hálito?
    Porque felizmente sofro de cacósmia.

    Manuel Estrada

  77. Ó Estrada, tens um currículo tão grande e tão bom!
    Aqui somos todos malucos, é como na anedota do tarata, todos com o passo trocado só tu com o passo certo.
    E essa mania de nos mandares para Rilhafoles, Manuel!
    É de desconfiar…meu lindo.

  78. Ó Patifório( o teu nome de batismo será mais bonito , ou será um dos que vão dando também para os dois lados do género).
    Impestarem o Miguel Bombarda? Era o que mais faltava. Qualquer albergue da Mitra serviria e ainda sobravam camas porque muitos de vós dormiriam no chão como sabem o local mais apropriado para os seres rastejantes.
    Querias hotel de luxo? Tira o cavalinho da chuva

    Manuel Estrada

  79. Ana Leonardo,
    vais de mal a pior,filha. Fernanda Maria cheira-me a nome de fadista. Mas são gostos. Creio, até, que há por aí um fado que diz “não passes com ela à minha porta”. Mas tu não queres é que os escritores Lídia Jorge e João de Melo passem à tua rua. Fica descansada, querida, que eu dou-lhes o recado. Se os vires por lá, chama o António, quero dizer, chama a polícia. Ou não queres que eles lá passem por a tua rua ser mal afamada e pouco apropriada para nela passarem figuras públicas e de nomeada da vida cultural portuguesa?

  80. Fez muito bem, Daniel, em deixar de dar pérolas a estes porcos do continente.

    Eles acabam por morder a língua e provar do seu próprio veneno.

    O o problema é que são apenas dois ou três gajos (que até se transvestem), frustrados, que usam e abusam do anonimato, a forma mais cobarde de dizer o que quer que seja.

    Abraço Daniel

  81. Vê-se bem aqui como os “comentadores” bloguistas não passam de uma cambada de frustrados, sem voz em qualquer parte, e aproveitam este meio para despejar as suas frustrações, ou, pior ainda, frustrações de “escritores” ou “jornalistas” sem meios. Peço o favor que se reduzam à sua insignificância irremediável. E, Venâncio: que tal falar de literatura aqui só entre gente culta?
    Um Bom Amigo

  82. Fernando: já sei que vou apanhar aqui a valer. Estou a escrever isto e a rir-me, a tomar uma Sagres aqui na Região Autónoma do Pópulo. E a lembrar-me do que dizia um desgraçado na Praia da Vitória, na minha querida Ilha Terceira: gassssa a dês já ié custuimeee!
    Abraço do Vamberto (E olha cá, visita-nos um dia destes)

  83. Vambero Freitas é o mesmo que Vamberto Freitas?
    Quem será este culto pascácio? É só um ou são dois? E ainda por cima ilhéus, valha-me santa ilha quarta.

  84. Oi, Meu Querido Lupelu,
    Esse nome é-me delicioso! O primeiro nome é de um cunhado meu do Continente, mas nunca, tadinho, aprendeu a escrever o seu nome. O Outro sou Eu-Mesmo. E, olha Querido Meu, és Nazi ou só Sexualmente Ambíguo? Tenho tanto medo de ti, por favor diz. Somos dois, Vambero e o Outro, pois! Gostas, é? Espero ansiosamente a tua resposta.
    Teu Ilhéu Safado!

  85. Olá, Vamberto, como o mundo é pequeno. Você é da Terceira parta lá os cornos bem partidos a esses mouros do carago. Eu sou de Gaia, não votei no Luís Filipe mas o Mindelo não fica muito lomge daqui e foi dessa ilha que vieram dar porrada nos mouros que queriam conquistar o país outra vez. Lixa-os, pá, afinfa-lhes duro.
    Eu fui tropa na Terceira, na base. Era cabo mecânico sempre ganhava o suficiente para ir beber um Famouse Grouse a um clube todo porreiro das Fontinhas você conhece? Ia com outro cabo amigo o Afonso Quintal. Olha, pá tomamos lá bebedeiras de tremer. Se calhar é por isso que não me lembro de nenhum sítio chamado Pópulo talvez seija para as bandas do Raminho que conheço mal. Mas isso é o menos pá, o que importa é que deias cabo dos mouros todos deixa só o Benfica e o Sporting para agente os comer vivos. Tá bem?

  86. Bravo, Daniel! Até que enfim que vejo que vai sair desta pocilga de pseudo intelectuais do rectângulo armados aos cucos de corda. Daniel, nao dê gás a estas bestas, que só sabem arrotar postas de pescada da iglo, comprada com 10 dias de gelo na grande superfície Jumbo. O Daniel é feito de uma fibra que grande parte destes seres de plasticina, dobrados como os caracóis que comem nas cervejarias deles, que têm vista para o passeio e prédio em frente, desconhece totalmente! Não se zangue nem tão pouco se penitencie pela fotografia, pelo poema e pelos demais textos, que aqui postou. Essas aves raras, que se auto intitulam escritores Venâncios e outras “circunstâncias” não passam de mamões adormecidos à boa moda portuguesa. Largue-lhes fogo, mesmo que visual, e parta Daniel. Não os queremos nem para ocupar as “casas mortas” dos seus pastores. :)
    Quanto ao mais, ide ver se está chovendo numa esquina do cais do sodré e não dês má fama à literatura portuguesa, porque essa, de certeza, não ESTÁ nesta vossa capsula de veneno, que mais lembra uma pocilga de porcos enfeitados com pérolas compradas na feira do relógio ao domingo, onde vos passeais como lordes de um país, que não é nada.
    E escusam de me responder. Catarina, poupe a sua linguinha venal, que eu não tenho tempo para aturar a sua pseudo-intelectualidade tão psi qualquer coisa, que até me faz aflição.
    Tomai aspirinas, senhores. Tomai.
    Que aqui temos outros comprimidos melhores.
    Boa Vamberto Freitas. Quanto vale uma cerveja do Pópulo ao lado de uma Aspirinab, que ainda por cima nem faz borbulhas no copo?

  87. Esta choldra de repente infestou de coriscos enraivecidos! Eu compreendo que eles sejam patriotas daquela coisa, é a terra deles, embora seja mais à base de água do que de terra propriamente dita. Agora assanharem-se todos para defenderem a honra do De Sá, desculpem-me lá! Eu sou transmontano e patriota da minha terra, mas não defendo todo e qualquer cagalhão que por cá apareça, para usar a terminologia escatológica do Manel da Estrada, muito menos se for um Fulano ou Beltrano “De” Cagalhão.

  88. Olha pá há a final isto não é só mouros. olha-me este cagalhão de trás os montes a armar aos cucos. Passa cá pela oficina que eu ponho-te a testa liza como vidro e entorto-te a gaita mais que uma cambota de um carro de 8 cilindros. Vocês mandam para lá do Marão porque o pessoal está-se cagando para voçês.

  89. vocês deviam contextualizar isto litologicamente: o pessoal das ilhas é do basalto enquanto que aqui no continente em Lisboa também tem, junto com calcáreo, mas na Invicta são granito, para Trás-os-Montes é mais xisto, e no Alentejo também e no Algarve até há sienito que é a modos que um granito sem quartzo.

    São feitios mineralógicos distintos.

    (o basalto e o granito são eruptivas, o calcáreo é sedimentar e o xisto é metamórfico, para só falar nas maiores)

  90. Tu, que nunca viste o mar e vais à terra de quando em vez, nem sabes o que é uma abrótea; nunca viste uma couve enfiada na terra e, se calhar, nem sabes nadar. Depois, usas um pseudónimo estranho, que tem pouco ou quase nada de transmontano. é misturado, como tu. não sabes que pátria tens. pensas em ilhas e vês logo mar à volta, morres de medo do desconhecido e, sobretudo, caríssimo/a Nik tens ciúmes deste escritor açoriano, porque ele é muito melhor do que tu, que nunca conseguiste ser nada, apesar de seres patriota de Trás-os-montes e amarelo como essa terra toda que, teluricamente, amas.
    Sejamos claros, então, Daniel de Sá ou qualquer outro escritor açoriano, não precisa, certamente, que eu ou outra pessoa qualquer venha para a caixa de um blog, defender fulano ou cicrano, por ser dos Açores e vermos que estão a ser achincalhados num pseudo-blog de pseudo- escritores armados em pseudo irreverentes. Acontece, porém, que é quase impossível não entrar nesta discussão. Uma, porque ela é Estúpida e feita com as armas piores, com que se mascara esse bando de intelectualóides de subúrbio. Duas, porque ela é arrogante, tão arrogante como as solas dos sapatos com que a maior parte de vocês, onde te incluo caro/a Nik, se pavoneia nos cafés do rectângulo.
    Três, porque achei que era altura de eu, porque não (?), daqui do meio do mar, dizer algumas coisas e tecer alguns comentários sobre a vossa/nossa vergonha. Tenho um enorme respeito pela Literatura Portuguesa. E fico com pena que os escritores, os críticos, os cidadãos que por aqui se deixam anestesiar nesta aspirina, não tenham tido nunca o discernimento de discutir literatura. E, para isso, podiam ter usado os textos de Daniel de Sá. Mas, nao foi possível. Porque, as vossas mentes estão conspurcadas pela insuficiência da vossa criação.
    Eça de Queiroz se vos pudesse ler, diria: “O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo. É por isso que hoje é tão útil como irreverente rir das ideias do passado: a multidão não se ocupa de ideias, ocupa-se das fórmulas visíveis, convencionais das ideias. Por exemplo: o povo em Portugal, nas províncias, não é católico – é padrista: que sabe ele da moral do cristianismo? da teologia? do ultramontanismo? Sabe do santo de barro que tem em casa, e do cura que está na igreja”
    Estamos conversados.

  91. O pessoal vou me deitar todo contente que o meu vizinho ganhou no PSD. Eu não votei nele porque sou do PS mas se calhar da próssima vez voto mesmo no tipo para ver se endireita essa cambada de mouros.
    Viva os Dragões Sandinenses.

  92. Parabéns, Azores! Tem todo o meu apoio e o Daniel de Sá também.Tudo o que se tem escrito aqui é vergonhoso e desumano.Já o afirmei em dois comentários.
    Bela resposta e belo texto.
    Um abraço.

  93. Só cá faltava este Nikita( que assim ficaste depois do teu amiguinho Elton John revelar ao mundo a paixão pelo teu nome). És transmontano ? Achas que Miguel Torga te deixaria sentar debaixo do seu negrilho? Ponho as minhas dúvidas, meu pedaço de feto mal parido, o mesmo que aborto de mais de 10 semanas. Fora da lei.

    Teu escatológico amigo

  94. “(…)Vozes veladas, veludosas vozes,
    Volúpias dos violões, vozes veladas,
    Vagam nos velhos vórtices velozes
    Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”(…)
    Cruz e Sousa,Violões que choram,1897.

    Nem sempre “os comentadores” usam o espaço virtual de um Blog para despejar suas frustrações, desamor e incompetência… Há espaços ótimos que deixam fluir a livre criação, as diferenças, a expressão democrática do fazer cultural e político. Aliás,essa tem sido uma das características do Aspirina B. que estimula a sua visita, mesmo tendo “o mar pelo meio”.
    No entanto, nestes últimos dias, com muito pesar encontrei no AspirinaB uma verdadeira indecência epistolar em nome do livre pensar. Acompanhei um infeliz desfile de palavras pobres, rudes,chulas,insanas.
    Que liberdade é essa que ofende, denigre, debocha,discrimina um companheiro bloguista? Um escritor, um homem de bem?
    Não estão aí arrolados comentários críticos de nível,gente que se dá o respeito e que são igualmente respeitados. Qual nada! Fiquei espantada por ver reunidos o pior: O nada do nada. Frustrados que se escondem sob o manto do anonimato, para desopilar o seu veneno.
    Não são vozes em parte alguma, nem no seu mundinho que começa no “”umbigo e acaba ali embaixo”.
    Ainda alguns, do alto de suas tamancas, tecem comentários medíocres sobre autores açorianos e sua produção. É ruim, hem?
    Recolhidos na sua insignificância passam atestado de burrice ao se referirem aos Açores, sua gente e a seus escritores com menosprezo.
    Prezado F.Venâncio, estes “comentaristas de bloguistas são uns pobres coitados, mal amados. uns chatos. Estão doentes de forma irreversível… Faça uma faxina com gosto, deixa a terra engulir o que não presta e “desengulir”lá na frente
    só que é bom: boa lieratura,arte, música num diálogo plural entre gente culta.
    Vamos a isso…
    Parabéns Azores por seu texto brilhante.Só podia ser da sua lavra criativa.
    Vamberto, coloca a cerveja a gelar,estupidamente,que estou chegando…Que tal afogar os chatos nas águas do Pópulo?
    Amo os Açores,não poderia deixar passar,assistindo em silêncio…

    Aos demais,mais um pouco de Cruz e Sousa, um poeta que soube ser voz e ainda é:
    “(…)
    Se caminhares para a direita baterás e esbarrarás ansioso, aflito, numa parede horrendamente incomensurável de Egoísmos e Preconceitos! Se caminhares para a esquerda, outra parede, de Ciências e Críticas, mais alta do que a primeira, te mergulhará profundamente no espanto! Se caminhares para a frente, ainda nova parede, feita de Despeitos e Impotências, tremenda, de granito, broncamente se elevará ao alto! Se caminhares, enfim, para trás, ah! ainda, uma derradeira parede, fechando tudo, fechando tudo — horrível! — parede de Imbecilidade e Ignorância, te deixará num frio espasmo de terror absoluto…”
    (do poema Emparedado)

  95. Caro Daniel:
    Gostei do seu poema e do que disse sobre o Emanuel. estive nos seus 50 anos de vida literária e tenho em casa esse livro. Ficava mal não lhe dar resposta, ainda que para isso tenha de o obrigar a voltar a esta página, com assunto e gente que quererá deixar para trás… Posso publicar o seu poema no meu blog? Aqui, ou lá, através do e-mail, dê-me resposta.
    Abraço

  96. “Se ao menos tudo isto se passasse
    numa Terra de mulheres bonitas!
    Mas as mulheres portuguesas
    são a minha impotência!”
    Almada Negreiros (again)

  97. Ó cagalhão da estrada que um camião não tarda há-de aplanar: para tua inveja raivosa te revelo que em casa do Torga várias vezes fui recebido, com ele comi, bebi e conversei. Imagina só o teu grande azar, pedaço de asno escatológico.

    Azores, não sei o que vociferaste, nem interessa. Olha, não era o Torga que chamava inferno verde à tua terra?

  98. S. Tomé e Príncipe: eu também prefiro as santomenses, de longe. Mas olha que o Almada, com aquele carão medonho, também devia ser a frigidez das mulheres portuguesas.

  99. Caro Manuel Estrada,
    mantém aí o rumo. “Eles” estão a recuar à sua toca. Portugueses que se prezem valorizam todo o seu país, como tu fazes aí. E tua tens uma vantagem sobre a canalha: conheces bem o teu país, com presença nestas ilhas, um dos últimos bastiões lusitanos em luta pela dignidade de nós todos. Então o trás-montano diz que que visitava Torga na sua casa? Só demonstra que nada sabe da escrita do grande mestre, pelo menos na que se referiu aos Açores no seu Diário. Escreveu num deles: “Portugal, sem os Açores, não o entendo”. Mais ou menos isto. Se não fosse os blogs esse espertinho estava mas a guardar ovelhas numa serra qualquer.
    Abraço do Vamberto

  100. Lélinha,
    achas que eu quereria sujar as águas açorianas com estes tipinhos? Deixa-os vociferar, é da natureza deles, são lobos a uivar em terra já sem gente.
    Um abraço para Santa Catarina, ilha deliciosamente brasileira, criada em parte por açorianos. Isso explica que ainda se mantém uma das terras do teu país mais decentes em tudo: honra, prosperidade, solidariedade, criatividade, ausência, enfim de “bagunça”. Imagina agora se todo o Brasil tivesse sido colonizado por nós!!!! Imagina o Brasil só com Porto Alegre e Floripa reproduzidos por todo o território? Que pena. O resto foi “obra”, ah, bom, não digo. Não vou ofender os meus irmãos trasmontanos pela presença de um asno aqui…
    Abraço,
    Vamberto

  101. cláudia, tu é que és um verdadeiro lixo – tóxico -, ou ainda não deste por isso!? E devias ser varrida daqui o quanto antes. Mas o resto da cambada é poeira, lixo e merda como tu, pedante sem obra!
    Nikita, varre-a tu e deita-te também no contentor, que é o lugar que vos pertence, a ela a ti e a outros!

  102. menina, não sabia que também te drogavas! Já não te chateio mais. Mas acabo por ter pena. Lá para o norte parece que têm uma boa clínica…Dizem que é cara, mas que merece a pena. Assim tu queiras, amor…

  103. Vamberto,Viva!
    Tens toda razão!

    Seria um crime macular o belíssimo marzão que beija a negra areia do Pópulo com essa gentinha miúda,essa “choldra pegada”,esses labregos de espírito.
    Então, deixa pra lá…os cães ladram e a carruagem passa…

    Para os menos informados…

    O litoral de Santa Catarina, o estado de melhor qualidade de vida do Brasil e sua capital – Florianóplis (situada na Ilha de Santa Catarina)- uma cidade linda de morrer – foi povoada por açorianos.
    Nós, que somos “ilhéus”, temos um orgulho imenso do sangue que corre em nossas artérias. Afinal, “O Português que nos Pariu” era Açoriano,graças a Deus!!!

  104. É pá, os mouros tão acagaçados.Aposto que taparam o tubo de escape com o dedo grande e foram a correr para a retrete passar lá o fim de semana. Se apanho um desses estupidos na minha oficina abro-lhe a cabeça com a rebarbadora tiro-lhe o cerbro e dou ao meu pitbul, depois ponho serradura lá na caixa dos pirulitos fecho outra vez com o maçarico e ele sai daqui que ninguémm dá pela falta de nada.

  105. Meus queridos azorianos, eu adoro as vossas ilhas: Flores, Corvo, Pico, Faial, Terceira, Graciosa, S. Jorge, etc. Coriscos, sinceramente, é que nunca gramei, com algumas necessárias excepções. É uma gente muito mal encarada, arrogante, deformada por um complexo qualquer. Os melhores micaelenses, quer-me parecer, piraram-se daí e foram viver para Lisboa, Paris, América, etc. A ilha de S. Miguel, em si, é de uma grande uma beleza. Estais mais satisfeitos comigo, queridos? O Danielinho é corisco, não é?

  106. O nojo continua. Ainda não se fartaram de deitar cá para fora todo o fel e agressividade que têm dentro de si. Devem ser muito infelizes, coitados. O ódio é de recalques antigos e recentes, de vidas falhadas e frustradas, vê-se…Tornaram-se bestas humanas e gostam de exibir a sua maldade, que choca qualquer ser pessoa normal, equilibrada…
    Vocês terão filhos, mulheres, pais, família, amigos? Mostrem-lhes, então a vossa prosa e digam com orgulho: isto, fui eu que escrevi! Imagino como todos vos vão felicitar e enaltecer! E são estes grosseiros sem vergonha, que o venâncio lidera…Com a mesma sem-vergonha com que se apresenta a assinar novos posts! Deve querer elogios. E vai tê-los. Da alcateia. Sempre a mesma, unida como o arroz agarrado ao tacho! Dá medo esta gentinha…
    Tenho, há muitos anos, um grande amigo Açoreano: o escritor João de Melo. Ó joão, ainda bem que não lês estas afrontas, estas indignidades que nem parecem de gente!

  107. Resposta a NILS
    Meu Caro, pelo Emanuel Félix (que, além de poeta dulcíssimo foi restaurador de Arte que chegou a ser requisitado por algumas das melhores escolas e museus do País) eu faria tudo o que fosse possível, até voltar aqui ao Aspirina, como faço agora, sujeito à chacota da matilha. Claro que pode publicar no blog. Se eu tivesse continuado como colaborador desta coisa, provavelmente traria aqui histórias do seu tio que ele nunca escreveu e alguns dos seus poemas, como poemas e textos de outros autores açorianos. E para esse par de atrasados mentais que ousaram ferir a memória de Emanuel Félix, aproveito para deixar o meu mais excessivo desprezo. Porque “As suas mãos venceram o tempo. Sararam as feridas que ele deixou em telas antigas, e não ficou um rasto sequer da passagem delas pelo quadro.
    Assim passou ele na vida, poeta quase místico dos sentimentos profanos, reconstruindo a pureza da existência para que a não ferisse a espada de fogo que sela os portões do paraíso original onde tudo começa. Por isso amou as raparigas lá de casa e fez que os anjos sujassem as sandálias num presépio de Belém, sem sombra de pecado.
    As palavras, gastas de séculos ou de milénios, na sua boca pareceram sempre acabadas de inventar. Felizes aqueles que o seu verbo tocou, porque havia nele um sabor constante de novidade, como se todos os frutos apenas revelassem a infinita sabedoria da bondade.”
    Que ele, se sabe deste diálogo, compreenda que eu tenha voltado à pocilga. Quem alguma vez foi tocado pelo seu abraço imenso nunca será contaminado pela podridão deste mundo animalesco. E dou-lhe uma novidade. No próximo ano, a Morada da Escrita, em Ponta Delgada, abrirá uma exposição bio-bibliográfica sobre o seu tio, pouco depois de encerrar, em Setembro, a que será inaugurada 2ª-feira. Ele ia gostar de saber isto, e talvez, na sua imensa bondade, achasse bem que quem o precedeu o tenha precedido.

  108. Há dias que não venho aqui e estou pasmada com os comentários anteriores. Não sei bem o que provocou tudo isto. Será que foi o poema que o Daniel de Sá fez para a lápide do Guilherme (curiosamente, o nome do meu filho, que também nasceu em Agosto)? Parece impossível que gente sem educação e tão mal formada tente denegrir a imagem dum escritor e dum homem que merece o maior respeito. E até transformam isto numa guerra entre continentais, micaelenses e outros açorianos, se bem percebi, porque me faltou a paciência para ler tanta porcaria.
    Sou continental, vivi alguns anos em S. Miguel, amo os Açores e tenho uma enorme admiração por Daniel de Sé e pela sua obra. Sempre pensei que as más acções só ficam mal a quem as pratica; não às suas vítimas. Daniel de Sá está muito acima da maioria dos comentadores que aqui escreveram. A blogosfera não tem nem deve ser esta coisa suja que alguns defendem. Elevem-se, meus senhores! Aproveitem para aprender alguma coisa com homens como Daniel de Sá. Não são as vossas bocas sujas que vão manchar a integridade e o valor deste homem de bem. Tenham vergonha na cara e tento na língua!
    Para o meu querido Daniel de Sá, todo o meu apoio. Por favor, dê às coisas a importância que elas têm. Esta gentinha a mim só me faz pena. Não direi que são porcos, mas gostam de emporcalhar os outros.
    Um abraço forte e conte sempre com a minha admiração e amizade.
    Elisabete

  109. Cheguei à pouco do estádio do Dragão. Viva o Dragão e os Dragões Sandinenses. tu nikita com que cu é que vais cagar? o de cima ou o de baixo? é que gente como tu tem dois cus e não tem boca não sei se percebeste. Aparece cá na oficina que eu só com as mãos ponho-te essa pele de porco da cor do meu fato macaco. E agora percebeste?

  110. Hum. Ainda há o quartzito, duríssimo. Em Ouro Preto aquilo é tudo quartzito, desci lá a uma mina abandonada e não fiquei Aleijadinho.

    Cá também tem.

    Na raiz de tudo está a sílica SiO2.

    Daniel, isto aqui é treino de combate pá, precisamente por causa dos mouros.

    Para já temos de atirar-lhes com o paradoxo da omnipotência de Deus, de Averroes com o Artur à frente

    depois ainda não sei

  111. mas já agora,

    “To sum up, there is a complex field that contains a real fiel, that contains a rational field.”

    S. Ponnusamy e H. Silverman, 2006

  112. Vamberto, homem de Repúblicas e de solidariedades
    Tens toda a razão, só vai restando este nikita que finalmente se retratou. Era seu hábito sentar-se nas patas traseiras , junto à mesa do grande Torga que Rocha já tinha nascido, linguita de fora, emitindo alguns timidos ganidos e aproveitando algumas migalhas do que ia caindo do repasto do escritor e dos seus amigos , que eram muitos. Os seus olhitos de rafeiro escanzelado por lá iam realmente assistindo a estes actos sublimes.
    Tenho a certeza que “ouviu” realmente o Torga dizer um dia: ” De madeira podre não se pode fazer boa obra. Construir o futuro com este material seria trair a esperança dos que merecem tê-la”.
    Ó Nikita, aproveita e vai catar esse manto de pulguedo que ainda te vai dando um ar bonito.

    Manuel Estrada

  113. Dirijo-me a si, Sr. Fernando Venâncio, que não tenho o prazer de conhecer, para lhe dizer que vou retirar o seu link do meu blogue. Claro que, para si, isso não tem a menor importância. Mas quero deixar aqui o meu protesto por deixar que uma “certa escumalha”, que frequenta o seu blogue, achincalhe pessoas decentes e com valor como, por exemplo, o Daniel de Sá. Toda a gente tem direito a gostar ou não gostar do que alguém escreve. Tem também o direito de dizê-lo, desde que argumente com seriedade e educação. O que essa gente diz é do mais “reles” que tenho visto. Eu não consentiria comentários desses nos meus blogues e não sou contra a polémica honesta e séria. Aliás, há um ou outro, aí, que afirma não gostar, mas o faz duma forma civilizada.
    Parte-se-me o coração por ter lutado toda a minha vida por uma democracia que gerou libertinos e imbecis em vez de homens livres.
    Lamento!

  114. Se o nome não existe, tudo nos é permitido. Poderia parafrasear-se assim a famosa frase de Dostoievsky. Se, nos comentários dos blogues, não houvesse o costume de recorrer ao anonimato, ou aos pseudónimos que nada revelam, aqueles seriam muito mais limpos e dignos de receber a visita de quem quer que fosse. Foi o anonimato que transformou este Aspirina, em si mesmo notável e bem concebido, numa sala de convívio indesejável. Evitar o anonimato seria uma defesa contra o próprio comentador. Porque a maldade de uma multidão enfurecida é sempre superior à soma da maldade de cada indivíduo que dela faça parte e na qual se dilui.
    O caso desse Artur da Costa foi uma experiência radical, cujas consequências me assustaram a mim mesmo, seu criador, para provar, a começar por mim, que na sombra tudo nos parece mais fácil. Foi assim que, contra os meus próprios sentimentos, falei com desprezo dos transmontanos, que estão entre os meus portugueses preferidos. Foi assim que chamei mouros aos portugueses ao sul de Santarém, uma expressão que, pelo que pretende ter de pejorativa, é das que mais me incomodam neste país de veneno fácil na linguagem. E foi assim, até, que desonrei o meu Sporting, paixão com mais de meio século, e o Benfica, entre cujos adeptos conto muitos dos meus melhores amigos.
    Houve quem levasse o Artur da Costa a sério. É outro dos riscos do anonimato e dos nomes falsos. Por vezes estamos a combater simples moinhos de vento, sem que sequer os próprios moinhos de vento existam.
    Dei comigo a escrever palavras que nunca uso, nem mesmo no meu vocabulário anedótico. O mesmo deve acontecer com outros. Dar o nome, que é o equivalente a dar a cara, protegeria os comentados e os próprios comentadores. Não me compete a mim julgar se o Aspirina perdeu alguém cuja saída valha a pena lamentar. Mas lamentável foi, sem dúvida, a forma como tudo aconteceu.
    E, porque tenho vergonha de assinar com o meu próprio nome esta confissão, não assino. Mas tenho uma leve esperança de que, para alguns, pelo menos os bem intencionados, tal despudor a que fui capaz de chegar, só porque estava protegido nas sombras em que me embosquei, sirva de lição. A mim serviu, e de que maneira! Não sou, afinal, tão respeitável como julgava. Não entrarei mais no jogo em que isso pode acontecer a outros pelas mesmas razões.
    Artur da Costa não voltará aqui. Nem com nomes falsos nem com o verdadeiro. Para experiência de choque bastou uma vez. Regresso à minha condição de ser eu mesmo. Apesar de todos os meus defeitos, prefiro-me assim.

  115. Não precisamos desse amor de colonialista, nikita! Emprega o amor que tens pelos Açores (supostamente!) a outra causa e vai bugiar!

  116. Ó Manel da estrada, ainda não passou o camião? Quero dizer ao Artur do fato macaco com rabo de fora que a sua confissão e arrependimento são patéticos. Fazem-me lembrar certos filmes católicos dos anos 40, excelentes comédias involuntárias. Ri-me muito também da oficina dele, com a cambota e o maçarico. Eu puxo pelo melhor que há nesta malta! Alguém suspeitava sequer da vigorosa veia polémica que se escondia num circunspecto Estrada, num bondoso Sá, num pacífico Artur trabalhador do maçarico? Eu é que vos arranco do marasmo, almas perdidas. Não espero agradecimentos, porque conheço a ingratidão dos homens.

  117. Alguém que gosta do Aspirina, calculo quem seja. Se é quem eu penso, gosto de si. Só o enobrece escrever o texto que escreveu, de coração nas mãos, confessando-se e punindo-se publicamente. Mesmo sob anonimato, porque tinha mesmo que ser desse modo, compreende-se.
    Um desabafo humilde, sensato, sincero, de quem se arrepende de algo que
    cometeu, merece um elogio. Limpou o que de sujo escreveu por aqui. Por mim, está perdoado. Assim o Sá e todos os outros que foram atingidos compreendam a sua expressiva e louvável atitude.

  118. O comentário acima não é do Anonymous. É meu, e não sei quem manipula este tipo de acções tão incorrectas como abusivas, que se verificam muitas vezes neste aspirina, para empobrecê-lo ainda mais…

  119. Sou budista, mas, se fosse cristão, não diz a Bíblia que “somos apenas pó e em pó nos tornaremos”? Pó é menos do que mexilhão, não é?

  120. Ana Marta, aliás Topas:

    O teu comentário anónimo está assim indicado:

    Commenter:
    Email:
    Entry: MANIFESTO
    Date: 2007-09-30 15:00:32

    Perante isto, o sistema escreve «Anonymous».

    Se continuas a acusar-nos do que tu própria fazes, colocarei aqui o teu endereço de email. O trabalho que tiveres a abrir outro já me compensará.

  121. Manuel Estrada,
    Disses-te tudo. Abraço português deste ilhéu. E não deixemos aqui, ou em parte alguma, que estes asnos desfaçam a nossa solidariedade nacional. Bem hajas! E vem ao Pópulo tomar um copo comigo. O Daniel estará connosco!
    Vamberto

  122. Nikita que bom que és budista. Eu acho que estou a caminho, tenho aqui um post em frente a mim há meses que é um monge a dar um xoxo num tigre todo derretido (por enquanto ando mais no número do tigre).

    E tenho ali um livro que se chama Shambhala que diz como entrar no espelho cósmico e conhecer a bondade essencial do mundo.

    Só que ainda não comecei porque já acabei um paper mas ainda tenho outro a andar, e sobretudo ainda não sei como pôr a cauda.

    Mas depois peço-te conselho se não importas.

  123. Alguém leu o manifesto do Daniel de Sá? Ele diz que a turba ululante que aqui o mordeu lhe devia estar grata por ele ter defendido a integridade da Pátria após o 25 de Abril, contra os caceteiros da FLA, presume-se. Daqui lhe lanço um repto, Daniel de Sá: conte no Aspirina esses episódios dramáticos do separatismo da FLA e do combate de resistência contra ela. Isso muito bem contadinho, pela sua pena rigorosa e cáustica, seria notícia de abrir telejornais. Coragem, há?

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