Laura

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Laura, a mais maldita e mais desejada em toda a serra… Olhos como os seus Deus não deveria dar a uma mulher destinada a ficar viúva tão moça ainda. Ou teria ela de os não ter ou teriam os homens de andar cegos para que não vivesse sempre em risco de perdição. E tudo no seu corpo estava-lhe feito à medida, ou pelo mesmo valor das duas pérolas negras que faziam coruscar desejos.

A única fortuna que lhe ficara, depois de o marido morrer, foram aquele corpo e aqueles olhos que já levara no dote. “Negros como os do Diabo”, diziam as velhas pudicas, compondo as saias nas pontas dos pés, ou as raparigas invejosas de os seus não serem iguais. Para elas, beleza e pecado eram causa e consequência, lodo e lódão sinónimos absolutos. Em reservada lura se acoitaria ela, sem nunca se ver o efeito da devassidão. Pois pudera! Se vivera quatro anos com o marido sem gerar alma viva… Era estéril, erma como os penhascos da serra, podia dar-se a gostos sujos sem nunca ter de lavar cueiros.

DANIEL DE SÁ
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Um dia Laura recebeu carta de longe. Um primo da Fonte Gralha, afastado pelo sangue e pela geografia, andava perdido na melhor das Américas, a Califórnia, sem entender patavina da língua nem entroncar nos costumes. Portuguesas, ou fosse lá quem fosse de falar latino mais semelhante ao seu, não as havia na idade de casar em muitos horizontes em redor. Se ela quisesse, se ela aceitasse dar rumo àquela pobre canoa sem arrais, ele ficar-lhe-ia reconhecido até ao infinito em versão humana, e ainda lhe concederia o privilégio imenso de fazer o câmbio entre o Purgatório e o Paraíso. E já com muito amor se despedia, e outra tanta saudade, que não do mísero vale e da mesquinha serra, mas dela, a prima de oitava geração e de três ou quatro olás trocados na vida.

Primeiro, foi o sim dela em resposta. Pensado, medido, temido. Durante uns dias, o seu instinto aconselhara-a a dizer não; nos seguintes, instinto e penúria propuseram um talvez como hipótese; por fim a penúria sozinha sentenciou aquele sim que atravessou o mar. Depois, veio dos confins do Mundo – visto de cá – uma pungente confirmação de amor, escrita num esforço supremo de escolher letra a letra as poucas centenas delas que preencheram a carta. Essa e as seguintes, tanto mais quanto o remetente pouco podia praticar a língua em que primeiro disse mãe e pai, porque o mor das vezes tinha de falar por gestos.

A pouco e pouco se foram concertando pormenores do casamento, que a páginas tantas da penosa escrita foi dito que seria por procuração. Indo de cá para lá, e postos os pés pela primeira vez na bendita América, ainda nem se estava chegado a metade do caminho, se o destino fosse a Califórnia. Laura pensou que se tratava de exagero, ou que então lhe haveriam mentido acerca da imensidão do mar. Devido a tal lonjura, que muito roubava à bolsa e ao tempo de serviço, o noivo não poderia vir a Portugal, pelo que um primo direito da Fonte Gralha o representaria por procuração. O rapaz sabia ler e escrever bem, habituara-se a desenrolar novelos de burocracia em Viseu, onde trabalhava, e tratou de tudo tão depressa que nem as mais bem dotadas coscuvilheiras conseguiram saber do que se passava antes de Laura o anunciar por sua própria boca. “Interesseira” foi, do que disseram dela, aquilo que esteve mais próximo de ser um elogio.

No dia seguinte ao do casamento, a novidade que chegou encheu de júbilo as defensoras da tese da imoralidade da jovem ex-viúva. O primo que representara o marido autêntico por procuração levara o seu papel tão a sério, e ela o dele, que haviam resolvido viver, desde esse dia, como se de verdadeiros esposos se tratasse. Ninguém teve, a partir de então, uma palavra útil em defesa da rapariga.

Viveram algum tempo com o anátema da mancebia, até que um padre da Sé os informou de que podia ser declarada a nulidade do casamento de Laura, uma vez que ela não co-habitara com o marido legal.

Espanto na Aldeia Nova da Serra, quando se ouviu que ela ia casar uma terceira vez, e agora a seu gosto, muito mais do que das outras duas fora. Desilusão nos espíritos de roer como traça, que pouco depois tiveram de reformular desconfianças antigas ao saber que a rapariga tinha sido mãe de uma menina.

DANIEL DE SÁ

35 thoughts on “Laura”

  1. Daniel,

    A valorosa nave Aspirina atravessa, neste momento, uma zona de baixo astral. É periódico. É fortificante. É divertido. A diferença é que, desta vez, tu viajas dentro.

  2. Não quero ser mau, mas este prosador Daniel é mesmo pior que a I.Pedrosa. Valha-te deus, moço! Um ror de lugares comuns que até chateia o pingalim!
    Não tens desculpa, tanto mais que estás em “casa” dum exigente leitor e crítico. Também é verdade que ele, coitado, não pode andar com uma candeia acesa a escolher malta de talento, isso não cresce nos arbustos nem nas faculdades.
    O trecho é uma pepineira, mas a miúda entusiasma cómilfô.
    Publiquem miudame assim e mandem o Daniel para a cova dos leões!

  3. Daniel…de Sá? Caraças! Não me digam que é parente, mesmo distante, do J.Reis-Sá…
    Bom, está bem. Então já se percebe a lixada contaminação…
    Os Sás, portanto, não estão a deixar os seus deles créditos pelas mãos canetas alheias.
    Sapristi, la môme!

  4. Vamos lá ver: é um abuso, mesmo que se tome uma aspirina, publicar textos tão patetas e completamente saloios.
    Tinham-me garantido que nunca mais aqui sairiam textos caipiras, desde aquela célebre cena do… não me lembro agora do nome.
    E eis senão quando lá vai uma danielada para cima.
    É cruel, é violento. Não se faz. Mostrem é a jovem preparando-se para o banho matinal.
    E o resto é conversa.

  5. De vez em quando venho à farmácia do venancio. Estranhamente, apesar de ser um bom humorista, estou a lembrar-me de artigos dele no Diário de Notícias, o ambiente aqui é assim cinzento, não sei se percebem.
    Fiquei satisfeito por ver aqui o Armadamerdra Collins, a niki saint phalle e o Untel de Matos, cujo verbo é sempre rascalhante e bastante curativo.
    Será que o consultório vai meter obras? E ficar mais esperto e arejado a nível de enfermeiros?
    Deus me ouça, porque isto do fernando precisa mesmo de um abanão na terapêutica.

  6. O mais intrigante é que a miúda parece que saíu (censurada) do último Playboy, enquanto que o texto há muito perdeu a erecção. Contradições.

    O “anátema da mancebia” deve ser uma paranóia qualquer lá das ilhas. Há aí algum antropólogo? Se calhar é preciso historiador.

  7. Mas, Venancio…Não eras o Venancio que se encontrava comigo na pequena e simpática tasca da Rua do Arsenal quando o Mijagata (como nós chamávamos ao…como é o nome dele…aquele dos romances a falar nos pomares de Santarém, o neo-realejo)trabalhava no Século?
    Querem ver que me enganei de Venancio, carago?
    Não és tu aquele perceiro espirituoso que uma vez chamou bola de sebo ao…o tal que aparecia na FNAC quando menos se esperava, o das barbas?
    Querem ver que concomitantemente me enganei de Fernando?
    E de blogue?( Porque agora dizes-me que também não é teu!)
    Queres ver que ainda me vais dizer que o Sá, pois, vê se te recordas, um Daniel, exacto, um que escreve salsadas em mirandês a propósito de uma morena boazona, chama-lhe ex-viúva, o maganão, inzactamente, esse, afinal é um tamanduá cheio de febre e a fazer alpinismo?
    Ou mesmo que é extra-terrestre?
    Olha, vernando, ou fernancio (já estou baralhado com a mistura tinto/branco),falas em sorte, mas eu é que me amolo pois erro sempre a porra do euromilhões.
    Saúde e vê lá isso do conflito apostólico daniel-laura, hein?
    É que não há pachorra p’ra tanta, ai, escrita.

  8. Lucho, não ligues ao que diz o Venancio, homem. É ele, sim, o humorista do DN, o que fazia aqueles bonecos tão giros com umas legendas que…ai meu deus! É o mesmo que andava na borga connosco, pelava-se por sandes de bucho assado acompanhadas a cervejame belga.
    Ele está é envergonhado, não se quer dar a conhecer, percebes o golpe?
    Querem ver que ainda vai jurar que também não escrevia no Cavaleiro da Imaculada???

  9. Mas que ouço? Paneleiragem? Bom, atão é comigo. Acho eu, por causa do meu phalle…Mas não sejamos brejeiros.
    Mas fizeram alguma cousa a uma Soledade? Incho-me de curiosidade. Ou seja, encho-me, foi gralha.
    Mas conte, conte! Até salivo? Conte!
    Foi alguma coisa de literatura?(São as melhores e mais sensualonas partidas!). Meteu (até quase me envergonho desta palavra, sinto-me corar)advérbio…de modo?
    Ou (tsk, tsk)adjectivo ou, última das últimas crueldades, UM DITONGO?(grrrr).
    Ah, já agora: o Daniel vai professar para a Trapa e o Venencio é mesmo o tal do DN. Ora toma!

  10. Lucho e Untel,

    Essa parte – pelos vistos, fascinante – da minha biografia é-me desconhecida.

    Quem é que estaria a entreter os meus alunos, aqui no Norte da Europa, enquanto eu me encervejolava convosco na Rua do Arsenal?

    E o DN? Desenhador humorista? Eu nem um nariz regular traçaria com jeito.

    Malucos!

  11. Não percebo, mas verifico que há aqui um nikita que não tem estofo para compreender que os comentários destes novos tipos que se juntam ao Aspirina são do mais divertido e iconoclasta que por aqui tem aparecido.
    E este blogue bem precisa disso, senão o FV mata-o de academismo.
    Se até já elogia o Graça Moura!

  12. Sou obrigado a dizer àquele filho da puta que falou em meu nome às 09:19 e depois ainda me dirigiu a palavra à 09:28 para ir fazer broche a outro, que eu não dou boleias.

  13. Ao menos o FV tem senso de humor e não é cachola como o niki e o Sá (de Sá; por Sá; contra Sá).
    Então não se percebe que é a mesma trupe de Coimbra que no “Regabofe” da miss Allen e do Woody fizeram, através de piadas e prosa de partir o côco, de fel e vinagre a pobre da Inês Lourenço? A qual segundo parece depois disso nunca mais escreveu nada que se visse (aliás, até antes)?
    Mas eles são conhecidos, é uma malta de Medicina que se especializou em espevitar Portugal e o próprio Mondego com partidas que só há nos países civilizados (Norte da Europa do Venancio incluído).
    Éférreá!

  14. É só para uma pequenina correcção: quando o meu Visconde, o mais que tudo cá da regalga, disse niki, queria dizer nikita, mas o falso, o que se faz passar por outro, que o nikita verdadeiro parece ser moço frequentável e deve ter uns lindos olhos negros como, aliás, todos os galãs da região da sua Covilhã natal.
    Bom, e agora peço uma rodada geral de artigos como deve ser (pode ser novelas)para passarmos a coisas mais substanciais, nomeadamente literatura (mas sem morenas boazonas, que despertam estes quiprócós como se está a ver). E é chato.

  15. Pela aragem da carruagem, já estou a ver quem é que quer intrigar sob o meu nome, para lançar a confusão. Perde tempo. A marca Nikita é reconhecível pelas características do produto. Sejas quem fores, ó intriguista, vai levar nessa peida mal cheirosa, se encontrares alguém que tenha perdido a vista, o olfacto e o bom gosto.

  16. Daniel de Sá,
    Lamento o que está a acontecer-lhe, mas como leitor do Aspirina previa que, mais cedo ou mais tarde, o grupo iria reagir consigo da maneira abandalhada que se vê. O próprio Fernando Venâncio é um dos que dá a primeira facada, como pode verificar por si.
    Mas venho dizer-lhe, embora também não tenha gostado do post da “lápide”, que admiro os seus poemas, mesmo esse. Considero-o um bom poeta. E não se rale, essa malta não merece. Fizeram o mesmo, recentemente, com outra colaboradora. Para eles é um gozo, uma espécie de tara achincalhar quem lhes cai nas garras. A autora que refiro escreveu-lhes uma «Carta Aberta» no blogue que passou a dirigir desde que saiu do Aspirina. Para seu consolo, se quiser ler, pode ir ao arquivo de Julho do Sarrabal.blogs.sapo.pt e ficará a conhecer este grupo ainda melhor.
    Perante o seu caso, atrevi-me, no post da “lápide”, a fazer a defesa dessa autora, que gostava de ler porque tinha valor, e que continuo a ler depois que abriu o blogue, comparando o seu caso com o dela. Outras pessoas já apontaram essa coincidência. Tudo isto, quando no Aspirina se lê tanta banalidade, tantos textos a respirar vaidades, tanta mediocridade. Apesar disso, leio o Aspirina por curiosidade, para estar a par, assim como leio outros blogues, mas nenhum tão desumano como este.
    Abraço.

  17. Olhem o que o Leonel de Sá arranjou! Que confusão!
    Não se amofine, olhe que também o saramaguejante era um tumba e veja lá que lhe aplicaram o nobél! Dê tempo ó tempo.

  18. Agora vem um Tony, senhores, com teorias da conspiração. Espantoso.
    O que eu tenho visto, é isto apenas: dum lado, um escritor medíocre que escreveu um texto gritante de vulgaridade. Mas daí não vem mal ao mundo, que diabo!
    Do outro, uns parceiros com enorme senso de humor que, sem ofenderem ninguém, resolveram “tirar a casca” como se diz cá em Coimbra, a um “peludo”, nome porque tradicionalmente é conhecido um bisonho como parece ser o Sá.
    Facadas do FV? Não sou advogado dele, aliás não o conheço ou melhor, só o conheço por ler às vezes uns trechinhos, de que por vezes discordo, como aquele a dizer bem duma (censurado) como o Ed.Coelho, mas não distingo nele facadas.
    O Sá e já agora o Tony devem ser uns quadrados bem frágeis, para ficarem assim ourados com umas piadas, aliás justas porque a prosa deste Daniel é com efeito uma chumbada.
    Queres ser escritor, Sá, com um arcaboiço tão frágil?
    Olha que tem de se ter a pele dura, além de talento suficiente.
    Assim não vais longe. Vais ficar como o Tony, ou seja: um Tony. E isso é que te devia preocupar, não teres escrito uma pessegada eventual e seres gozado com fartura.

  19. Blogue desumano, diz o Tony?
    Desumanidade teve o escritor da Laura, que deu à luz um trecho tão horripilante. Isso sim que é desumano.

  20. Tony,

    Eu não devia dar atenção a tipos, reles, como tu. Mas tenho receio de que o Daniel – que ainda não passou muito por perto de gajos da tua laia – te tome minimamente a sério.

    O «grupo» não tem feito – à excepção do JPC, que tem todo o direito a isso – senão apoiar o Daniel. Onde é que está a crise, meu? Que palermices nos reservas ainda?

  21. Pois para mim, desumano é atirarem-se ao Daniel e não se atirarem ao Venãncio. Não se esqueçam que foi ele quem postou a “Laura”! Que espécie de crítico literário é ele para postar o que não presta!? Foi o Venâncio quem leu o conto em primeira mão e o publicou! Só a ele cabe a responsabilidade de zelar pela qualidade dos textos publicados no Aspirina, ou não!? Não tem qualidade, paciência, não se publica. Mas o FV parece gostar do que não interessa… ou daquilo que lhe interessa na intenção quase diabólica
    de pôr na fogueira a quem a mais não é obrigado. Que o FV é um pedante, já sabia, mas um crítico de merda, vou sabendo.

  22. Entre um Don Diablo que reflete a sua mediocridade presunçosa na crítica a textos honestos e outros que devem passar o dia a afagarem-se e a sentirem-se importantes por poderem cuspir em quem realmente tem talento, venha o Dom Diablo e escolha

  23. Estranho,no mínimo, o comentário do FV.
    Gostei do texto, Daniel de Sá, além da história ser por demais verdadeira e as pessoas nunca gostarem de ouvir e analisar a verdade.
    É sempre muito mais cómodo deixar andar…
    Só lhe retirava a última frase.
    E continue, não se deixe vencer por comentários abaixo do reles.
    V. tem valor e é um homem, pelo que tenho podido observar e ao contrário de muitos outros, que estende a mão franca e cheia de estímulo para os outros.
    Veja, como tenho razão ao dizer que escrevem coisas abaixo de reles: não dão a cara, só os cobardes o fazem. Ultrapasse a embriaguez louca da estupidez e da falta de hombridade.
    Quantos abraços já ofertou gentilmente e hoje não está aqui nenhum presente?!
    E já agora quando leio o seu próximo post?
    Um abraço

  24. Nikita das frases “lapidares” em alguidares da broça,

    Eu nem sequer vou submeter isto à aprovação do comité da decência no trato, porque já foi demonstrada a sua ineficiência e irrelevância em estudos anteriores sobre finuras. Mas deixa-me dizer-te que tens uma lingua de suino menino. E um cérebro com capacidade intelectual bastante inferior ao da preciosa e arejadora minhoca, que qualquer hospital bem equipado provaria com um simples e rápido exame de ressonância magnética. Sobre as características do teu farelório, isto é, do produto palerma que andas por aqui a mijar incontinentemente deverias, por uma questão de honestidade pelo menos porcina, advertir todos aqueles que te lêem e que, deixa-me ser pontilhoso demais, só te lêem porque escreves coisas mal cheirosas, curtas, pocilgantes, de vómito natural e irreprimívelmente cascateiro.

    Obviamente, a culpa de tudo isto tomba principalmente sobre os que te caparam logo em farroupinho, mas não vou ao ponto de te considerar completamente inocente.. Queres ver quanta razão tenho quando te acuso destas coisas fisico-psico-patológicas? Se ainda não sofres de sedonho, não tens que te incomodar absolutamente nada. Basta sugerires, por exemplo, ao alfeireiro JPC para te convidar a laborar e elaborar sobre as tuas cores morais e politicas, ou os teus talentos noutras áreas menos badaladas da palração a propósito seja do que for. Desenvolve o teu pensamento aqui, em Posts, lá em cima, neste blogue das frases lapidares em alguidares da broça. Não há nada como grunhidos de grunhos bem orquestrados. Poderás, e poderemos, medir depois a tua real contribuição no persigal filarmónico. Só isso. Ajeita a seguir os pernis na cadeirita e ouve o registo dos anti-acordes da flauta que sopraste. Espero que gostes. Eu sei que vou adorar.

  25. Não se discute se o texto de Sá, Daniel, é honesto ou não. Creio que é, senão não o tinha dado a lume, porque de contrário além de medíocre seria um escrevente por demais esquisito.
    Portanto, é um texto honesto.
    Mas a questão não está na honestidade, está na qualidade.
    E quanto a isso, evidentemente que é um texto medíocre, chato e cheio de lugares comuns que reflectem a sua falta de jeito para as escritas consequentes.
    Mas torno a dizer, daí não vem mal ao mundo, não é obrigatório ser-se bom a valer. Pode viver-se perfeitamente nesse pequeno mundo charro. (E a prova é que uma D. Isabel, a quem saúdo com muito apreço – aves destas já são raras – compraz-se muitíssimo com o “pincel” escrito pelo D.de S. E isto é amorável.
    Quanto ao senhor Educador de Infância apenas lhe digo que teria muita peninha dos infantes e infantas que lhe caissem em frente do génio educacional. Claro que isso não sucede, porque o meu amigo deve ser, sim, uma espécie de carroceiro desenquadrado.
    E as carroças que me perdoem.

  26. Ó Produtos, porque me dedicas tanta e tão odienta atenção, nesse confuso charabiá de vendedor de lona letrado? Invejas-me os parcimoniosos apoiantes das “mijadas incontinentes”? Ai, as feridas narcísicas, os galos do ego! Põe gelo, filho.

    Quanto ao convite para aderir via JPC a essa choldra de elogio mútuo, obrigado, mas nem tu te chamas JPC, nem eu estou interessado em desperdiçar os meus preciosos compostos azotados a regar o vosso neurónio e meio.

    Ex corde,

    Nikita

  27. Esta agitação no fórum teve a sua origem na foto que acompanha o texto. Perturbados com a beleza da Garina morena, olharam para umbigo, depois mais para baixo, momento em que outra cabeça falou mais alto…são pois..uns comentários do c^#$lho.

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