Eu “copy paste” me confesso (a imagem é gira, é pena não ter nada a ver)

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Quando trabalhava na revista Focus, o patrão Jacques Rodrigues decidia todas os conteúdos editoriais, tendo a certa altura mandado fazer uma capa que era igual à de uma revista Veja, saída há poucas semanas. Os rapazes da Sábado, atentos, descobriram e denunciaram o facto. A notícia terá chegado à própria publicação do outro lado do mundo, uma colega nossa, brasileira, que em tempos tinha trabalhado na Veja, recebeu um telefonema de “gozação” de um editor da dessa revista. Dizia ele, mais ou menos, o seguinte: “já sei que copiaram a nossa capa, fizeram muito bem, nós fartamo-nos de copiar as revistas dos Estados Unidos e outras, e sei que eles também copiam quase tudo. Quando descobrirem, o cara que inventou essas coisas, dêem-lhe os parabéns que a gente não lhe agradeceu, porque ainda não o conseguiu descobrir.”
Eu confesso, não vá o Luís Rainha descobrir, que nunca tive uma ideia original: as poucas que consegui, foi porque me enganei a copiar umas tantas letrinhas.
Irrita-me esta ideia de autoria. Sonho que um dia o projecto Xanadu esteja completo e se descubra que andamos todos, desde o início dos tempos, a copiarmo-nos todos.
Claro que o meu comentário é parcial: como eu gosto de ler a Joana Amaral Dias, desagrada-me esta polémica. Provavelmente se fosse sobre a Bomba Inteligente, eu nem ligava.

3 thoughts on “Eu “copy paste” me confesso (a imagem é gira, é pena não ter nada a ver)”

  1. Estás escomungado!

    NR: o comentário acima não é meu. Ainda consigo saber como se escreve “excomungado”. Que é, aliás, como eu me sinto: não consigo comentar aqui no Aspirina! Mas fica o comentário genuíno que queria fazer:
    “Olha: não sei se me desagrada ou não a “autoria”. Mas sei que me irrita ver alguém a querer brilhar à custa do trabalho (não reconhecido) dos outros.
    E publicações existem que inventam mesmo as suas capas; outras limitam-se a ir a reboque.”

  2. Subscrevo Luís…
    Quanto à Joana se já não me convencia, depois desta resposta… percebe-se que afinal é um plágio, mas iss nem é novidade…

  3. Comentando o plágio de Louçã no Público de 26/02/01, eu subscrevo por inteiro as palavras de LR no post “Adivinhem quem não gostou de ser apanhada”: Eu apenas detesto ver gente a usar trabalho alheio para se fazer passar por algo que patentemente não é.

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