Adivinhem quem não gostou de ser apanhada

A Joana Amaral Dias deu pela adivinha por aqui postada. E, surpresa das surpresas, diz que não plagiou nada. Foi coisa bem mais simples: “fiz a minha súmula. O único pedaço que está ipsis verbis, questão que LR enfatiza de várias formas, é o bilhete que Cocteau escreveu o que, naturalmente, não pretendi alterar.”
Ora temos então que o texto a armar ao pingarelho cultural da Dr.ª Joana é apenas uma “súmula”. Pena foi que não nos tivesse de tal dado conta logo na altura, como é normal entre gente intelectualmente honesta.
E mais: quando escreveu “doze dias depois, Cocteau anuncia a colaboração de Picasso num ballet de Diaghilev, com música de Erik Satie. Assim foram para Roma, uns meses depois, e estrearam em Paris em Maio de 1917”, estará ela a fazer uma “súmula” ou uma tradução bem próxima do original que até admitiu ter lido? É que as diferenças são ínfimas: “only twelve days later, Cocteau announced that Picasso had agreed to collaborate on a new ballet for Diaghilev, Parade, with music by Erik Satie. It took them to Rome in February 1917, premiered in Paris that May”.
Mais: o tal “bilhete” surgiu directamente sacado à tradução brasileira incluindo expressões como “bati chapas” e até a introdução de Fernando Costa: “sobre o encontro, o autor das fotos escreveu no dia seguinte num bilhete para uma amiga”. E isto, será “súmula” ou copy/paste?
Ao espernear, JAD ainda me acusa de “cortar, através das reticências, partes do meu texto de forma a que batam mais ou menos certo com os excertos supostamente plagiados”. Imaginem a perfídia: cortei um texto mas descuidei-me e deixei bem clara a indicação correspondente: as reticências!
Depois, começa a parte cómica desta resposta da JAD: fazendo do ataque uma espécie de defesa, vem dizer que “seria a mesma coisa que eu dizer, que LR fez plágio” no post sobre a obra Move 36. Mas claro que é a mesmíssima coisa! Com a pequena, mesmo ínfima, diferença de eu ter incluído links para o site que ela aponta e de nenhuma das passagens em questão ser tradução ou cópia de coisa alguma.
Tendo gasto horas a peneirar os meus textos, JAM exulta com outra prova. “Esquecendo” mais uma vez que estava lá o obrigatório (digo eu) link para a fonte que citei: o proto-evangelho de Tiago. Claro que o facto de eu ter descrito a acusação feita a José e de esse “pormenor” não figurar (como a origem da história, aliás) no texto que a JAD aponta também parece coisa de somenos.

Em resumo, Joana: não, não é a “mesma coisa”. O que a senhora fez, em vez de comentar um livro que supostamente leu, foi traduzir e copiar textos alheios sem qualquer menção ou link aos verdadeiros autores e só depois de apanhada explicar que, afinal, a amostra de erudição era uma mera “súmula”.
É que não existem de todo as “outras intenções” que a sua imaginação (olha, afinal tem-na) me atribui. Eu apenas detesto ver gente a usar trabalho alheio para se fazer passar por algo que patentemente não é.

37 thoughts on “Adivinhem quem não gostou de ser apanhada”

  1. O plágio parece-me óbvio. A explicação de Joana [que acabei de ler]não me convenceu. Fiquei com uma dúvida: será que a menina pensa que os leitores são estúpidos?
    (de qualquer modo em matéria de plágios femininos está bem acompanhada).

  2. Ai, ai, a Joana está a meter água…

    Mas por que raio se mete ela nestas parvoíces (quero eu dizer: no plágio, e no apoio a Mário Soares)? Não tinha necessidade…

  3. Fui ler os dois. Nem simpatizo demasiado com a rapariga, mas nem a blogosfera é um artigo académico, nem existem regras fixas. Ela leu umas coisas e escreveu sobre elas numa série engraçada, sobre um assunto que nem me parece suficientemente obscuro para ter de ter referências (se eu disser que houve a segunda guerra mundial não tenho de ir à procura de onde li isso).

    Se tu quiseres, pões fontes, links, bibliografias e listas de referências. Mas, independentemente das questões da propriedade intelectual, isso não tem de tirar o direito a alguém de escrever descontraidamente sobre o que leu sem ser crucificado se, como só é natural, repetir umas quantas expressões.

    Qual seria afinal a vantagem de parecer “muito intelectual”? E não ajudava muito mais à aparência intelectual se ela enchesse o texto de referências como se tivesse estudado três meses para um postzito?

  4. O problema é a dita assumir como seu, uma conversa que de sua nada tem… a isso chama-se plágio… quanto às justificações… juízo…

  5. a Joaninha copiou e, quando desmascarada, tentou denegrir o acusador.

    no entanto, o LR, e muito bem, dava o link da fonte.

    mais palavras para quê?!

    Parabens LR!

  6. Luís julgo que o link já não está disponivel. O artigo em causa é da altura em que uma Bióloga portuguesa teve um “lapso” na visão… pela minha investigação o artigo em causa, está salvo erro no avante 1524

    Pode ser que algum nosso amigo o tenha disponivel…

  7. João: deu a dica e eu descobri-o. Aqui vai:

    “Plágios bons, plágios maus

    ACTUAL • José Casanova

    A Lusa descobriu e divulgou que uma crónica assinada por Clara Pinto Correia (CPC) e publicada na revista Visão, era um plágio: «96 das 106 linhas do texto» eram «rigorosamente iguais (…) frase por frase, parágrafo por parágrafo», a um texto publicado numa revista norte-americana. Os jornais, praticamente todos, noticiaram. O Público foi ouvir a cronista e informou-nos que, segundo ela, tratara-se de uma «distracção» – «distracção» que, pelos vistos, se repetiu já que, logo a seguir, como informa o mesmo Público, alguém descobriu segunda crónica plagiada. Os jornais, praticamente todos, voltaram a noticiar, a Visão cessou a colaboração com a, digamos assim cronista, e uma editora que se preparava para lançar um volume de crónicas (supostamente) escritas por CPC suspendeu a publicação do livro.

    Esta reacção espalhafatosa dos vários jornais surpreende. Quanto mais não seja porque, como muito bem sabemos, em matéria de textos de opinião todos eles estão pejados de ideias, conclusões e apreciações plagiadas. Ou não?

    Tenho para mim que estas setas contra CPC decorrem de raivazinhas e invejas pelo espaço e pelo tempo que lhe é concedido nos média, onde ela passeia os seus múltiplos talentos, exibindo sorrisos e olhares, pernas e peitos, prosas e saberes, escritas e falas.

    Aqui chegado, não posso deixar de lembrar que, há tempos, um colaborador regular do Público – Francisco Louçã (também ele, como CPC, habitué na exibição mediática de múltiplos talentos, sublinhe-se) – certamente por efeito de «distracção» semelhante à de CPC, assinou um artigo que, no essencial, mais não era do que a tradução de um texto de Choussodovsky – facto para o qual se chamou a atenção aqui no Avante! mas que, naturalmente, foi silenciado em toda a restante comunicação social, Público incluído… talvez por ali se considerar que há plágios bons (os que à Casa interessam) e há plágios maus (todos os outros). Ora, Louçã é dirigente do Bloco de Esquerda e, por isso e enquanto tal, intocável na comunicação social dominante a qual, como todos os dias vemos, trata o BE com carinhos, enlevos e desvelos raros e o enche de mimos como o pai babado ao filho único chegado já em idade avançada.

    É certo que, por vezes, CPC se banha nas modernas águas bloquistas… mas não passa de uma principiante, de uma simples apoiante de quem ninguém se lembra enquanto tal. Por isso Louçã pode plagiar e ela não.

    «Avante!» Nº 1524 – 13.Fevereiro.2003

  8. Continuo a achar que é insensatez falar de corda em casa de enforcado, mas já que o fizeram…aguentem-se!

  9. João: um amigo prevenido emprestou-me. Não está on-line, mas pode consultá-lo na Hemeroteca ou na Biblioteca Nacional. Cá vai:

    As aparências do mérito

    ACTUAL. José Casanova

    Um dia destes – precisamente no dia 26.2.2001 – por mero acaso, deparou-se-me, no suplemento “Economia” do “Público” um texto, aliás interessante, intitulado “Bombas sobre Bagdad para salvar a Bolsa”, assinado por “Francisco Louça, deputado do BE”. Começava assim: “Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro…” – após o que descrevia a turbulência que assolara a dita Bolsa no dito dia e destacava algumas das consequências maiores daí decorrentes. Depois, como o título sugeria, o texto – que confirma o reconhecido mérito do autor – estabelecia a ligação entre essa crise da Bolsa e os bombardeamentos efectuados nesse mesmo dia sobre Bagdad e sublinhava o disparo imediato das cotações das empresas petrolíferas e de armamentos.

    Dias depois, novamente o acaso coloca-me à frente dos olhos um texto intitulado “Bombardeamento de Bagdad protela incerteza financeira”, assinado por “Michel Chossudovsky, Professor de Economia da Universidade de Otava”. Começava assim: “Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro…” – após o que, seguindo o trilho de Louça, chegava às mesmíssimas conclusões, com a particularidade de repetir ipsis verbis palavras, frases e parágrafos inteiros do texto do deputado do BE.

    Que grande bronca!, desabafei, então não é que o Chossudovsky plagiou o Louça?, então anda o deputado bloquista a espremer as meninges, a esbanjar o seu reconhecido mérito produzindo análises soberbas e suculentas que o “Público” tem a honra de dar à luz e chega um professorzeco qualquer e zás, fana-lhe a análise, copia-lhe o texto e toca de difundi-lo (como se seu fosse e sem citar Louça), despachando-o pelas internéticas auto-estradas da informação?, não há direito!, este Chossudovsky – que se comporta como aqueles pássaros preguiçosos que, gastando o tempo no doce ripanço, não cuidam de fazer ninho próprio e, quais parasitas, põem depois os ovos em ninhos alheios – tem que ser desmascarado como um plagiador despudorado.

    É verdade que, como já alguém me disse, há aqui um pequeno pormenor a ter em conta: o texto de Chossudovsky foi escrito uma semana antes do de Louça…pormenor que pode colocar a questão de saber quem é o quê em matéria de plagiador e plagiado…

    Seja como for, o mérito de Louça não está em causa: como dizia La Rochefoucauld há uns séculos, “o mundo recompensa com maior frequência as aparências do mérito do que o próprio mérito”.

    «Avante!» Nº 1424 – 15.Março.2001

  10. Comentando o plágio de Louçã no Público de 26/02/01, eu subscrevo por inteiro as palavras de LR: “Eu apenas detesto ver gente a usar trabalho alheio para se fazer passar por algo que patentemente não é”.

  11. Margarida sei que tu és capaz… Arranja o artigo do Louçã no Público de 26/02/01 e também o texto do Chossudovsky.
    Depois deixamos a análise para o Luís Raínha.

  12. EU, O VERDADEIRO LUÍS MARIA, SÓ TENHO UMA COISA A DIZER, OU MELHOR, A PERGUNTAR: O QUE É QUE ESSA MERDA ADIANTA AO OBJECTIVO PRINCIPAL DA ESQUERDA, OU SEJA IMPEDIR QUE CAVACO SEJA ELEITO?

  13. João: o do Chossudovsky vai aqui; o do Louçã terei que ir buscá-lo à Hemeroteca e não sei quando é que me posso desenfiar. Tentei caçá-lo na net, mas não o consegui. Apesar de tudo ainda vou insistir hoje à noite:

    http://www.tenc.net
    [Emperor’s Clothes]

    How War and Globalization Support American Business…

    As Billions Flow to Oil and Defense Companies

    Bombing Of Baghdad Staves Off Financial Uncertainty
    by Michel Chossudovsky [2-19-2001]
    Professor of Economics, University of Ottawa, author of The Globalization of Poverty, second edition, Common Courage Press, 2001.

    On Friday February 16th, spurred on by the dot-com implosion and the climactic downfall of Nortel Networks Corporation, the World’s leader in fiber optics, the value of high tech stocks plummeted on Wall Street in turbulent trading. The NASDAQ stock index declined by more than five percent to a record low.

    But it could have been much worse. Did the bombing of Baghdad pull Wall Street out of danger? In fact it did more than that. It put billions of dollars into the deep pockets of Defense contractors and oil companies.

    WARNINGS FROM WALL STREET

    In the days leading up to the February 16 near-meltdown, stock market analysts had warned of a worst-case scenario. High tech stocks were heavily overvalued.

    But that day at 1.00pm, a few hours before trading closed on the New York Stock Exchange, American and British warplanes bombed Baghdad in what the Pentagon described as “a routine mission of self-defense.”

    Routine self defense? The US media applauded. And on Wall Street, brokers did more than applaud; they gasped with relief. For in a cruel irony, the bombing raids had saved the day. As one British financial analyst noted with contempt:
    # “..the American market didn’t collapse. It didn’t plummet. Indeed, the fall was less than one per cent. This was a routine day – unless you happened to live in Baghdad.”1

    Meanwhile, with telecom and computer stocks in the doldrums, financial and defense analysts had been working hard to rebuild “confidence in the stock market”:
    # “Makers of the nation’s warfare technologies along with Wall Street analysts and industry consultants spent a week bragging about new opportunities and the likelihood of changes to Pentagon policy that would foster growth after 15 years of strained budgets. What’s more, defense and aerospace stocks ended on a high note, climbing amid a broad market slump as 24 U.S. and British warplanes struck Iraqi military targets using various long-range, precision-guided weapons.”2

    In the last hours of trading on the 16th, defense stocks spiraled; oil and energy stocks boomed following news that Iraq’s oil industry might be impaired. The value of Exxon, Chevron and Texaco stocks shot up. Harken Energy Corporation –in which George W. Bush served as company director and corporate consultant before entering politics– gained 5.4% by the end of trading. Harken Energy happens to be a key player in Colombian oil (with a multi-billion dollar US military aid package under “Plan Colombia” on hand to protect its investments). Harken Energy CEO Mikel Faulkner is a former business associate of George W.

    FINANCIAL MELTDOWN

    The February 16th meltdown was already being predicted at the close of trading on the 15th. Business analysts on the evening news said that a major “correction” in the value of high tech stocks was “inevitable”. The financial press had previously hinted that the US defense industry could also take a beating if the new Bush Administration were to curtail military procurement.

    A few days earlier, Lockheed Martin (LMT) –America’s largest defense contractor– had announced major cuts in its satellite division due to “flat demand” in the commercial satellite market. A company spokesman had reassured Wall Street that Lockheed “was moving in the right direction” by shifting financial resources out of its troubled commercial (that is, civilian) undertakings into the lucrative production of advanced weapon systems.

    For weeks, defense contractors had been actively lobbying the new Administration. On Tuesday February 12th, President Bush promised to hike defense spending based on “a comprehensive review of the military.” According to The New York Times (12 February 2001), George W. Bush said:
    # “he planned to break with Pentagon orthodoxy and create ‘a new architecture for the defense of America and our allies,’ investing in new technologies and weapons systems rather than making ‘marginal improvements’ for systems in which America’s arms industry has invested billions of dollars.”

    On the 14th, he confirmed “a $2.6 billion increase in the Pentagon’s budget as a ‘down payment’ on new-weapons research and development.”3

    And two days later Baghdad was bombed by the US Air Force.

    The raids were a signal to Wall Street that Bush’s promise “to revitalize the nation’s defense” should be taken seriously. Had the Bush administration decided otherwise, Lockheed Martin’s listing on the New York Stock exchange might well have experienced the same fate as that of Nortel. In fact, while (civilian) high tech stocks (quoted on the NASDAQ) had plummeted, Lockheed Martin stocks ended the day up a comfortable 1.6%.

    Meanwhile, the F-22 Raptor high tech fighter jet was already scheduled –pending the Administration’s final approval– to be assembled (at an estimated cost of $60 billion) at Lockheed Martin Marietta’s plant in Georgia:
    # “Defense Secretary Donald Rumsfeld was an F-22 advocate before joining the Bush administration, and Lockheed officials said Thursday [February 15th , one day before the raids on Baghdad] they are confident Rumsfeld will support the technologically advanced plane.” 4

    The message to financial markets was crystal clear: the bear market was hitting “civilian” high tech stocks including Nortel, Dell Computers and Hewlett Packard; but defense industry listings –including Boeing, General Dynamics, Lockheed Martin, Northrop-Grumman and Raytheon (the “Big Five” defense contractors) — remained “safe” and “promising.” (i.e. “a good place to put your money”). Wall Street analysts had concluded –without batting an eyelid– that
    # “with the Bush administration’s focus on defense, there is optimism the industry is on target to outperform the market again this year.”5

    The new buzz phrase on Wall Street is that –despite the slow-down of the US economy– defense stocks constitute “a safe-haven shelter from the dot-com implosion”. More generally, the assumptions underlying Bush’s new defense budget are considered “good for business”: no wonder pension funds and institutional investors are busy changing the structure of their portfolios!

    NEW WORLD ‘ORDER’

    War and globalization go hand in hand. Militarisation is an integral part of the neoliberal agenda. The build-up of the defense budget contributes to beefing up the “Big Five” US defense contractors, while denying financial resources to civilian programs including health, education and social welfare not to mention the rebuilding of America’s deteriorating urban infrastructure. Whereas defense production has spiraled, recession has hit the sectors of the US economy which produce “civilian” consumer goods and services. The U.S. domestic economy increasingly hinges on the military industrial complex and the sale of luxury goods (travel, leisure, luxury cars, etc.). And this satisfies the financial establishment irrespective of the needs of ordinary people.

    The bombing raids on Baghdad were certainly intended to intimidate countries committed to ending the sanctions on Iraq. But more generally, “missile diplomacy” is applied to enforce American political and economic domination under the guise of what is euphemistically called “the free market.”
    # “The hidden hand of the market will never work without a hidden fist – McDonald’s cannot flourish without McDonnell Douglas, the designer of the F-15.”6

    And America’s war machine is used in support of the conquest of new economic frontiers. In the Middle East, the Balkans and Central Asia, the US military is positioning itself directly and through NATO not only to support the interests of the Anglo-American oil conglomerates, which are working hand in glove with defense contractors in lucrative joint ventures, but to further colonize the former Soviet Union and Asian countries. Meanwhile, spiraling defense spending pours wealth into the military industrial complex at the expense of civilian needs.

    NOTES

    1. Sunday Mail, London, 18 February 2001.
    2. Reuters, 16 February 2001. About 80 warplanes were involved, of which 24 were strike aircraft. See Financial Times, 17 February 2001.
    3. “Bush Vows To Modernize Military After Pentagon Review Is Completed”, The Bulletin’s Frontrunner, 14 February 2001.
    4. Dave Hirschman, “F-22’s Fate to be Decided Next Month; Not on hold: Bush’s Defense Review won’t delay Judgment on Raptor”, The Atlanta Journal and Constitution, 16 February 2001.
    5. The Nightly Business Report, NPR, 19 February 2001.
    6. Thomas L. Friedman, “A Manifesto for the Fast World,” ‘New York Times Magazine’, Mar. 28, 1999.)

    C Copyright by Michel Chossudovsky, Ottawa, February 2001. All rights reserved. Permission is granted to post this text on non-commercial community internet sites, provided the essay remains intact and the copyright note is displayed. To publish this text in printed and/or other form, contact the author at chossudovsky@videotron.ca, fax: 1-514-4256224.

  14. Luís Maria: então para si é indiferente que um candidato à Presidência da República seja ou não um plagiador?

  15. João: ainda dei uma saltada à Hemeroteca, mas está fechada para obras. Talvez amanhã vá até à Biblioteca Nacional. Mas não há mesmo ninguém que tenha o tal artigo do Louçã? Sobre o outro de que falou, terá que ser mais es´pecífico. Na net só apareceu uma referência na Capital, mas o servidor está desligado e não a consegui ler. Veja lá se dá mais uma dicazita.

  16. O artigo é da altura do congresso em que se decidiu o novo impulso. No expresso dessa altura “pensavam”/”afirmavam” que o João Amaral iria para secretário geral do pc porque era um “ortodoxo” apesar de gostar de vestir “armani”…
    E, na sequência de um artigo do João Amaral, julgo que no JN……

  17. João: logo às 9 horas fui ao Público, mas lá só se podem fazer consultas às 4ªas e 5ªas feiras de manhã. Bem insisti, mas nada…

    Fui de corrida à Biblioteca Nacional mas o exemplar de 26 de Fevereiro de 2001 do Público…não tinha o suplemento de Economia apesar de na página 1, haver chamada a esse suplemento.

    Queixei-me, a Directora da Sala de Referências da BN telefonou para o Centro de Documentação do Público, pediu-lhes que enviassem por fax o suplemento, mas disseram que não que nunca mandam faxes para ninguém.

    Teremos que esperar por 4ª feira de manhã, a não ser que haja alguma alminha que tenha esse Suplemento de Economia do Público de 26 de Fevereiro de 2001. Como diz, isto está a ficar cada vez mais bonito…

  18. Não vale insultar Luís…
    Ou melhor como o espaço é seu, quem manda é o dono…
    Se valer insultar, deixo de passar por aqui. Boa tarde.

  19. E últimamente o Luís anda um tanto lento…demorou dois dias para perceber o que eu disse? Ou não quer ainda perceber e prefere esperar por quarta-feira?

  20. Dei-me ao trabalho de ler as 18 (!) páginas do “currículo académico detalhado” do candidato Louçã que acompanham a sua biografia, no seu site, e curiosamente não encontrei (no meio de tão extenso estendal) nem uma única referência a artigos publicados no Público. Será que Louçã os engeitou? Se sim, porquê?

  21. Não ando lento; ando é com muito mais que fazer. E o João tem razão; o insulto era escusado.
    Mas já não é a primeira nem a segunda vez que levo com “bocas” similares da mesma pessoa; Margarida, veja lá se entende que isto não é o “Mais Livre” do Louçã. É que um homem não é de ferro.

  22. Tadinho, o Louçã queixou-se que era o mais massacrado pelos media, agora o LR queixa-se da Margarida. Mas onde estão os fundamentos para tanta queixa?

  23. João:

    Consegui hoje obter cópia do artigo do Louçã no Centro de documentação do Público.

    Como pode ver, se o Artigo do Louçã no Suplemento de Economia do Público de 26/02/01 tem algum RIGOR na tradução, não tem nenhuma SOLIDARIEDADE com o Michel Chossudovsky, pois nem o menciona…

    Público Economia, 26/02/2001,

    Bombas sobre Bagdad para salvar a Bolsa

    Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro, a Bolsa de Nova Iorque viveu outro dia turbulento. O índice Nasdaq mergulhou mais cinco por cento, confirmando que temos vivido um período de euforia e sobrevalorização das empresas da “nova economia” e que a factura já chegou.. O líder mundial em fibras ópticas, Nortel, foi um dos maiores perdedores do dia. A Dell Computers, a Hewlett Packard e outros foram atrás. Os analistas tinham vindo a avisar desta crise iminente: ainda há-de ser pior, e a recessão americana, se se confirmar, começará com o colapso destas empresas “high-tech” nas bolsas.
    Mas nesse mesmo dia, umas horas antes de fechar a bolsa, cerca de 80 aviões de combate, americanos e britânicos, fizeram um raid devastadot sobre Bagdad: o Pentágono chamou-lhe uma “missão de rotina de autodefesa”. No entanto, esta diplomacia de mísseis teve um efeito imediato no relançamento da confiança num mercado muito especial, muito lucrativo e muito importante: o das empresas petrolíferas e, sobretudo, o das indústrias de armamento.
    As cotações da Exxon, Chevron, Texaco, dispararam. O mesmo aconteceu com as da Harken Energy Corporation, uma empresa-chave na exploração do petróleo colombiano, e de que George Bush foi director executivo. A Harken está directamente envolvida na Operação Colômbia, um ambicioso plano de acção militar americana na zona amazónica.
    O mercado respirou de alívio.
    No entanto, a grande alteração deu-se nas indústrias de defesa.
    O bombardeamento de Bagdad relançou a confiança no futuro dessas empresas. A Boeing, a General Dynamics, a Lockheed Martin, a Northrop-Grumman e a Raytheon, os cinco grandes beneficiários dos contratos militares, ressurgiram na bolsa. Para bom entendedor, meio ponto basta: o colapso do “high-tech” civil é compensado pela nova oportunidade no sector militar.
    Uns poucos dias antes, a Lockeed-Martin tinha anunciado despedimentos maciços e cortes orçamentais no seu departamento de satélites, declarando que ia deslocar o seu esforço de actividades civis para a indústria do armamento, onde a empresa é dos maiores beneficiários de contratos do Estado americano. Tem toda a razão para estar confiante. Bush declarou ao “New York Times” (12 de Fevereiro): “Planeio romper com a ortodoxia do Pentágono e criar uma nova arquitectura para a defesa da América e dos nossos aliados, investindo em novas tecnologias e sistemas de armamentos”.
    Confirmou-se entretanto a encomenda do novo caça F-22 Raptor, que a Lockeed vai desenvolver numa operação de cerca de 60 mil milhões de dólares. Dois dias depois, Bush ratificou um novo investimento imediato de 2,6 mil milhões de dólares para reforçar a investigação e desenvolvimento de novas armas. Mais dois dias, e Bagdad era bombardeada.
    Bush estabeleceu assim um santuário para as bolsas, através do recurso ao “keynesianismo militar” que já tinha feito a fama e o proveito do seu antecessor republicano, Ronald Reagan. O risco é grande, mas a parada também é muito alta. Por tudo isto, teremos em 2001 bolsas mais instáveis, turbulência mais acentuada, sobredeterminação política, predomínio das empresas militares, ameaças de recessão internacional: aqui está a nova ordem mundial em todo o seu esplendor.

    Francisco Louçã
    Deputado do BE

  24. Ainda não consegui perceber é porque é que o Nuno e o Luís, principalmente este, ainda não reagiram a isto…

    Ou talvez já tenha percebido tudo….

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