15 thoughts on “EPC na Intelectual Festiva Esquerda”

  1. Porra, Mao. Com coisas sérias (como tu) não se brinca.

    Ou querias tu dizer que, com este post, e pela minha mão, o Aspirina se demitia de ser independente e crítico? E que isso te decepcionava?

  2. Amigo Fernando,

    Minha despedida é verdadeira, não o “Mao” das 2:31.

    Deixo o Aspirina porque sinto minhas palavras tristes e sós. Meu insólito mundo estranhou definitivamente este.

    Um abraço de quem ama as palavras.

    Mao

  3. Extraordinário, o texto? São apenas as eternas e muito choradas queixas da direita sobre o monopólio cultural da esquerda, patati patata. Volta e meia é isto. Ó rapazes, mexam-se, dêm pinotes, toquem em latas, dêm nas vistas, façam poemas! Temos a direita mais inteligente do universo, paletes de génios que resgatariam Portugal das trevas da esquerda, mas é muito tímida, caramba! E deixem a malta de esquerda fazer os obituários que bem entendem! Raio de fadinho.

  4. Bem…o primo tem uma certa razão. A Direita poderia ter dominado o discurso durante os 48 anos de obscurantismo, mas foi exactamente por isso que a Esquerda de iluminou durante esse período!
    Todos os intelectuais mencionados, nasceram foram educados, leram e copiaram ideias aprendidas e ensinadas durante os tais 48 anos. É em plena época de obscuridade.

    Só há uma conclusão possível: a nossa Esquerda é fantástica! Ele há coisas fantásticas, não há, primo?

  5. Durante os 48 anos fatídicos com livros proibidos, censura férrea, repressão a todo o pano e mesmo assim, a Esquerda floriu do modo que se vê!

    Ele há coisas mesmo fantásticas e uma delas é esta singela sabedoria dos que se reivindicam da utopia e apostaram que havia sonhos debaixo das pedras da calçada.

  6. E havia uma tal repressão que a Esquerda não escrevia livros. Ou antes, escrevia-os, mas iam parar à gaveta, como o socialismo algum tempo depois.

    Esses livros apareceram à luz do dia, logo depois do 25 de Abril, como sabem todos os críticos literários.

    Obras fantásticas, de fôlego a cortar o ar pesado da época. Autores desconhecidos brotaram da noite para o dia e foi assim que atingimos este supremo estádio de desenvolvimento cultural em que nos encontramos.

    José Carlos de Vasconcelos que o diga, porque um dos poucos artistas que mostrou foi precisamente…João Abel Manta. Aliás, alguém se lembra dele? Sabem onde estão os seus desenhos originais?

    Esquerda mais fantástica, não há.

  7. Que o José, ou alguém com o lombo mais descansado, nos ajude a comprender em que factos, verdades ou ou realidades se baseia esta “extraordinária” acusação no post da Loja do Queijo:

    “A esquerda portuguesa não se actualizou ou evoluiu como as restantes esquerdas por essa Europa fora. Não abandonou as referências de 1975, nem suplantou as esperanças ocultas num destino incerto e inconfessável, em nome do bem geral”. É de cair de cu com o pasmo. Lá tenho eu de ir perguntar como é que vai, diferentemente, o socialismo na República de São Marino.

    E depois não se distingue bem a que esquerda o homem se refere – talvez porque mais numerosas que as mães – mas a Europa de que ele fala não é de certeza a dos campeonatos de futebol, isto é, aquela onde a Esquerda e a Direita obedecem muito bem compostos, com um olho nos vários catecismos e outro nos tachos, à batuta comunitária com o seu perto dum milhão de leis e regulamentos. E Roma só tinha trezentas e sobravam.

    O que isto prova é que ainda há muito homem de Direita e de Centro que pensa que é menos coelhinho de ilusionista que o estafado e sonhador militante das barricadas canhotas.

    Por aqui não se aprende nada, mas sempre é melhor que uma baforada a alho feminista da Susana pinceleira…

  8. É simples de explicar e temo que não volte a perceber, porque já é escrita a chover no molhado. Por isso, tente tirar as botas cardadas desse tipo de leitura e mude o camuflado da inteligência analítica a ver se entende desta vez o que quis dizer:

    A Esquerda de 1975, do PCP ao PS, passando pelos partidos do poder popular, assimila todas as ideias de Esquerda, formuladas por Marx , Engels e Lenine. O PS, abandonou Lenine, mas não tirou o retrato de Marx que estará no largo do Rato. Por isso, em 1976, aprovou uma Constituição que disse durante mais de dez anos que Portugal era um país a caminho do Socialismo e de uma sociedade sem classes.
    O PS e particularmente o PCP não evoluíram como a Esquerda europeia evoloiu, porque em 11.3.1975, aprovaram as nacionalizações dos sectores chave da economia e só no final dos anos oitenta, viram o logro em que caíram e reconheceram o erro, objectivamente. A Esquerda europeia, do PSOE ao PSF e aos alemães, só para falar nos partidos de Esquerda moderada, social-democrata, NUNCA, cometeram os mesmos erros. Na Itália e na Espanha nem sequer os partidos comunistas se atreveram a porpor tal economia dirigida pelo Estado, à melhor maneira do leste.

    Por outro lado, os partidos comunistas na Europa, desapareceram. Alguns deles literalmente, como na Itália. Nos países do leste, como a Polónia, se não são proibidos legalmente, estão proscritos na mente das pessoas que nem admitem qualquer partido que se diga comunista ( nem social democrate sequer) às eleições.

    Quer que continue a desenhar ou basta este esboço?

    Claro que o seu tipo de comentário, parte de uma ideia base: até agora muito pouca gente se atreveu a discutir seriamente as ideias feitas da Esquerda.

    E neste caso nem é a Direita que o faz. É apenas um simples comentador que escreve anonimamente em blogs,naquilo que o JPP define como ” a cultura de blogs”.

  9. Se a Esquerda e a Direita nos dias de hoje, na Europa, não se distinguem, então porque estamos por aqui a falar de Esquerda e Direita?

    Quando refiro que a Esquerda portuguesa não evoluiu, estou implicitamente a reconhecer a existência dessa esquerda autonomizada. Mas pode ser um sofisma se essa esquerda apenas se define por um discurso corrente, sem âncora a não ser as ideias vagas de “solidariedade”, ou mesmo igualdade.

    Essa Esquerda, assim definida, com referência a identidade passada, é a que vai existindo. Se não corresponde à verdadeira Esquerda, como a entendo ( e que é a do nosso PCP), isso é problema epistemológico mais sério.

    Mas a matriz original, do igualitarismo, continua a fazer carreira, sempre que se coloca o problema eleitoral e o PS querer ganhar votos. É inevitável e lá vem sempre a ideia de Esquerda. “Nós somos de Esquerda”, ouve-se logo, para se diferenciarem de um PSD que também o poderia ser de igual modo.

  10. Deixem o José falar, pá! malta, companheiros de luta, não abafem o José! É altura deste pais sair das trevas, pá!

    assinado, primo, pá, um gajo de esquerda, pá, com fotografias do estaline e do lenine e do marx e da catarina euféma, pá, e do che, nas paredes, mas arrependido, pá.

    Assao, o

  11. Ufa! Obrigado, pá! Nada como um porreiraço da esquerda florida, para compreender as angústias da repressão da liberdade.

    Já sinto melhor, com este peso de Direita que me incomoda o bestunto.

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