Alta cena, alta bronca

No Dia dos Namorados, o Duarte meteu-me os cornos. É que nem na Sexta-feira, dia 13, o dia me correra tão mal. No telemóvel dele, descobri uma “Coelhinha” (eu era a “Menina Linda”). A Coelhinha dizia assim: “Amor, vens hoje a casa almoçar?”. Sem ele ver, tirei o número da coelha, esperando o meu momento de glória: o da vingança.
No primeiro bar da Ribeira, fui à casa de banho. A minha vontade de mijar era muita, mas nem me lembrei de o fazer. Peguei no meu telemóvel (já passava da 1h da manhã) e telefonei. Tocou. Ninguém atendeu. Então escrevi: “Sou a namorada do Duarte. Agradecia que atendesse.” A coelha respondeu-me: “E eu sou a Senhoria do Duarte. Não tenho nenhum assunto a tratar com a Senhora.”
A Coelhinha, a senhoria dele?
O gajo, após ter levado com a minha crise de ciúmes e berros e palavrões à mistura, levou com mais:
-Então a senhoria? Convém graxar a senhoria, não convém? Umas facilidades e tal.
O Duarte, que entrara numa de mutismo tenso pouco habitual, lançou-me o olhar de Lúcifer, a besta das chamas.

Desde ontem não sei nada dele, mas ganhei uma amiga: a Coelhinha que se chama Diana.

Cláudia

48 thoughts on “Alta cena, alta bronca”

  1. “Ganda” cena, Cláudia, está altamente! Uma mulher ciumenta é a maior praga que se pode rogar a um Homem.

  2. fartei de rir claudia,

    deixa lá Zeca que eu gosto de ir sabendo coisas dali, só clica quem quer, da eutanásia não falo que dá-me dor de cabeça

    solzinho bem bom

  3. Questão linguística – ligou mais à palavra amor do que à palavra almoçar. Só que a palavra amor está tão desqualificada que me lembra uma frase de um amigo «Isto é tudo um negócio: a malta tenta sacar o máximo e dar o mínimo». Eu li mais a questão do almoço – nos tempos que correm um almoço oferecido é uma maravilha a não recusar…

  4. é atacar senão não há credibilidade que resista, Socras,

    e então aquele do Porto, nunca consegui fixar o nome, mas era sempre o nº2 e presidente da concelhia, claro, um engenheiro técnico que se gabava publicamente de ser a maior fortuna do PS depois do Almeida Santos?

  5. acho tão divertido o socialismo a impôr-se pela porta do cavalo,

    mesmo enjoado como ando do tempo profano, agora só acho graça a tudo com um cheirinho de sagrado

  6. exactamente,

    “O que o PS precisa todos nós sabemos o que é: recuperar alguma coisa à esquerda, fazendo com que alguma penalização pelo exercício do poder seja colmatada na segurança de caras conhecidas perante a incerteza.”
    António Costa Pinto, “Diário de Notícias”, 16-02-2009

    e já agora aconselha-se consistência dinâmica,

  7. deixa cá meter um corte zero, eu bem dizia que a China andava metida nisto, aliás desde o Marco Polo e o Fernão Mendes Pinto também, que a gente gosta sempre de puxar uma costela lusa,

    oh tricheur vê lá se topas que tens de baixar para 1% pá, bronco

  8. MB, tem razão.
    Agora tu, claudia, ou escolhes mal os namorados ou apanhas o que te vem à rede. Há uns tempos era um «terrorista», história deprimente onde descreves os «três esguichos» dele e a tua frustração sexual. Apetece perguntar o que temos nós a ver com a tua vida amorosa? Com o facto do «Duarte te ter metido os cornos», a tua «vontade de mijar» ou com «o gajo não poder com duas»? Alto estilo a apontar dois sentidos: primeiro essa tua tendência para utilizar uma linguagem que pensas modernaça e que não passa de grosseira. Segundo: puxa-te o pé para o chinelo e daí as peixeiradas. No teu blog são gatinhos, cãezinhos, ton père, ta mère, tu em pequenina. Lindo! Já agora, os teus pais lêem os teus textos no Aspirina? Parece-me, portanto, que o teu caso aponta para a dupla personalidade. Gostarias de ser aquilo que teimas, neste blog, em parecer que és. Mas não és. Naturalmente a tua linguagem é comedida, és introvertida e tens uma vidinha apagada. Deve ser isso. Assim, menina, psicanálise é o caminho certo. E com urgência!

  9. Salão Ramalho

    Vou responder-lhe pela última vez. Eu não tenho nada contra cabeleireiras nem romances de faca e alguidar. Também não tenho nada contra escritas vulgares. Apenas não contava com eles aqui no Aspirina.

    Mas cada um sabe de si. E tal como já foi aqui dito: é bastante revelador. Revelador do estado da cabeça de alguma pequenas e revelador do baixo nivel de qualidade a que o Aspirina às vezes sujeita-se. Isso é que me preocupa porque gosto da escrita do Valupi.

  10. Para os ignorantes,

    A minha escrita não é inocente. Tudo é aparência pela verdade. Eu não penso sobre a linguagem que emprego: sei que é aquela que devo utilizar.
    A duplicidade existe em tudo. A vida é um binómio. Não me cabe expô-la bem comportada, bem asseada, com remates de costura.
    Para mim, não há palavras prostitutas. Todas as palavras querem falar. As palavras casam-se, divorciam-se e empreendem árias musicais.
    Importam-me as palavras. As abandonadas em papéis de rebuçado, as isoladas em títulos apelativos e as encadeadas formais em regimento de quartel. Importam-me as palavras.

  11. Muito bem claudia, bravo! Eu acrescentaria: a vida é um trinómio, “dos grandes” como diria o meu pai. E as palavras…. ah, as palavras, como me importam a mim também… as que falam, as que se calam, as que riem e as que choram… Que texto tão bonito e tão cheio de interesses vários, tantos que nem sei por onde começar. Pétalas de rosas bravas exalam no meu caminho quando penso nessas merdas. Assim o “Aspirina B” vai lá… vai sim senhor. Parabéns a todos.

  12. O careca que pretende as cabeleireiras caladas julga-se gente, hã? Julgas-te no direito de abrir a bocarra e dizer as asneiras que te apetece, hã? Quem te deu esse direito meu parôlo? Achas invulgar a tua escrita meu saloio? Devias preocupar-te, isso sim, com a caca que tens na cabeça e deixas transparecer no pouco que escreves.
    Estaríamos todos bem fodidos (ah! oooh! isso diz-se?) se o Aspirina tivesse que andar às cavalitas de enfatuados puritanos de meia-tijela.

  13. Claudia, não acredito que tenhas sido tu a escrever o comentário de cima. Foi quem, um amiguinho teu a dar para o literato? O Ramalho, aquele do salão cujo nome liga com «alho», não, porque é tão agressivo e ordinário na linguagem como tu. Não tens estaleca para escrever assim, menina. O teu estilo é outro. É aquele que usa as tais palavras que «não são prostitutas» (bela tirada, mas não é tua!). Foi então quem? O Valupi não deve meter-se nestas embrulhadas. Mete-se noutras. Talvez o João Pedro, é o mais certo. Como diz o José do Carmo Francisco (parece que é assim): «rato escondido com gato de fora»! Queres um conselho? Larga a escrita claudia, e trata dos teus gatos e dos teus cães. Já agora bota lá no teu blogue outra fotografia tua. Recente ou quando eras pequenina. A carinha de parva é a mesma. Infelizmente não mudaste nada. Só não usas laçarote. Ou ainda usas?

  14. Sidónio Pais, obrigada :-)Se somos amigos das letras, as letras ajudam-nos. É esse o segredo. E se me atacam, defendo-me. Nem sempre me puxa o pé para o chinelo.

  15. Afinal, havia outra, careca. Agressivo e ordinário, diz o agressivo e ordinário pedante. O peneireiro com pretensões a milhafre! ROTFL! Percebeste, ao menos, que escolhi Salão Ramalho para poder, rimando, mandar-te para o caralho? Toma lá um, na peida, e escusas agradecer.

  16. Claro que com um texto deste calibre, os comentários só podiam acabar assim.
    Cláudia, a tua escrita é vulgar, sim. Ordinária, brejeira. E só tu ainda não percebeste que estás a ser carne para canhão. Bobo da corte, palerma.

    Enjoy.

  17. A Cláudia deve andar a ler algum livrinho de «citações», de «pensamentos» ou de outras edições similares. Só pode. Ora reparem lá na última frase do comentário de cima. Tiradinha a fotocópia! E não posso estar mais de acordo com M.B. – ninguém leva a Cláudia a sério, e ela não dá por isso. Nos tempos do F. Venâncio sempre gostava de ler textos dela aqui no Aspirina. Pior do que ela, só realmente o «cabeleireiro». É lamentável descer-se tão baixo em comentários neste blog. Provavelmente, é daqueles que mete o rabinho entre as pernas e só é «forte» escondido atrás de um pseudónimo. Já agora, Cláudia, a frase que transcreveste é de quem?

  18. Jávimcámais, Afinal, havia outra, careca, tu não estás escondido atrás de um pseudónimo, pois nããão? Claro que nãããão, o príncipe da baixaria é um valente do catano, ninguém lhe leva a palma no espadeirar a torto e a direito as malvadas cabeleireiras que deviam estar caladas.
    Pá, palhaço, por acaso ainda não percebeste a triste figura que estás a fazer?
    “É lamentável descer-se tão baixo em comentários neste blog” – pois é, garoto, vês o cisco no olho do vizinho e não enxergas a trave no próprio olho. Palhaço!

  19. as dos pinheiros? de facto havia o ácido indolacético mas acho que também havia o indolbutírico, devia ir primeiro ao google reconfirmar que estou a falar de memória, mas se os vires agora não há mesmo dúvida, raminhos na vertical, ou seja os gomos telescópicos formados no ano anterior expandem na mesma direcção e sentido contrário do gradiente basípeto das tais auxinas que aí se formam e vão diferenciando os tecidos vasculares ao permitirem o relaxe da celulose da parede primária das células, que junto com a pressão de turgescência faz tufa,

    também, se bem me lembro, tudo começava nas raízes com a produção das citocininas que depois iam por ali acima nos primeiros dias de Sol e clickavam nos gomos,

    ando a modos que de Vitorino Nemésio mas é o que se arranja de momento,

  20. ramalho: ó cabeleireiro, o «cisco» só podia existir se eu fosse tão ordinário como tu nos comentários, por isso não há azar. O meu pseudónimo é só uma questão de moda aqui na Net. O teu problema deve ser excesso de laca; andas com uma carrada de alergia que nem sabes o que dizes. E repito: é lamentável descer-se tão baixo em comentários como os teus aqui neste blog. Como ninguém sabe quem és, quem perde prestígio é o Aspirina.

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