Arquivo da Categoria: José Mário Silva

É O FERNANDO PESSOA, ESTÚPIDO!

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Hoje, no dia em que se assinalam os 70 anos da morte de Fernando Pessoa e que a sua obra cai no domínio público, o É A CULTURA, ESTÚPIDO! “ressuscita” o mais importante poeta português do século XX em mais um debate no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, pelas 18h30. Entre outros temas, discutir-se-á a forma como o legado do escritor será recebido pelas próximas gerações. No centro das conversas estará ainda o futuro da própria ideia de literatura e o lugar que esta poderá ocupar na cada vez mais vasta panóplia de oferta cultural. A sessão, organizada em parceria pelas Produções Fictícias e pela Casa Fernando Pessoa, será moderada por José Mário Silva, com Pedro Mexia no papel de “agente provocador”. Os convidados especiais são José Afonso Furtado, director da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian, além de especialista em questões da Edição no mundo digital e novos suportes para o livro; Richard Zenith, tradutor, investigador e editor de Fernando Pessoa; Manuela Parreira da Silva, professora da Universidade Nova de Lisboa e elemento da equipa que tem estudado e editado o espólio do poeta; e Fernando Cabral Martins, ensaísta, “pessoano” e um dos responsáveis pela Pós-Graduação em Edição de Texto da Universidade Nova de Lisboa.
Antes da sessão, o Teatro Municipal de São Luiz e a Casa Fernando Pessoa desafiam actores, autores, artistas e outras personalidades para virem ao Jardim de Inverno, entre as 16h00 e as 18h30, para lerem um poema, à sua escolha, de Fernando Pessoa. A sessão é aberta ao público. Entre muitos outros, estarão presentes Gonçalo M. Tavares, Fernando Pinto do Amaral, Graça Lobo, Nuno Lopes, Sérgio Godinho, Inês Pedrosa, Virgílio Castelo, Pedro Lomba, Rogério Vieira, Sofia Grillo, Manuel Marques, Carlos Martins, Jorge Vaz de Carvalho, Pedro Mexia, José Mário Silva, Nuno Artur Silva, Sílvia Pfeifer, Custódia Gallego.
Para encerrar as comemorações, e assinalar os 12 anos da Casa Fernando Pessoa, será apresentado o espectáculo «Wordsong/Pessoa», pelas 21h00, na Casa Fernando Pessoa.

[Todas as informações sobre o «É a Cultura, Estúpido!», bem como os relatos das sessões, encontram-se no blogue do projecto, aqui.]

Regresso ao abominável César das Neves

Desta vez, para desfazer um mito. Toda a gente anda para aí a pensar que o professor de Economia ultra-católico é o campeão nacional do moralismo beato e puritano mas a sua crónica de ontem, no DN, desmente esse preconceito. Vejam, por favor, como JCN demonstra que «a chispa da transcendência penetra todo o real». E, se resistirem até ao fim do texto, terão à vossa espera um aforismo digno de Lili Caneças: «Porque a única coisa admirável na vida é a vida vivida». Não confundir, evidentemente, com a vida não vivida, que pode ser tudo menos admirável.

A Aspirina vai a Angola

Hoje, a partir das 18:30, na Bertrand do Picoas Plaza, é lançado o livro “O Último Adeus Português”. Emídio Fernando, o autor, é jornalista da TSF e tem acompanhado de perto as desventuras do seu país nos últimos anos, sobretudo em várias frentes de combate.
“História das relações entre Portugal e Angola, do início da guerra colonial até à independênca” é o que nos promete ser esta edição da Oficina do Livro. Não faltem, que a obra merece. A apresentação fica por conta de Emídio Rangel.

Ceci n’est pas un hétéronyme

Creio que se impõem alguns esclarecimentos sobre a minha entrada, hoje e a más horas, no Aspirina B:

1) Eu sou mesmo o José Mário Silva, o verdadeiro, o ex-BdE ressacado e em busca de um equivalente HTML da metadona
2) Podem ficar descansados: o Luis Rainha não tem heterónimos líricos e minimalistas
3) Se é ele que assina estes meus primeiros posts, é porque… olhem, para ser sincero não faço a mínima ideia
4) Isto de um gajo não perceber patavina de informática tem o seu lado triste
5) Espero que a situação seja transitória
6) É que escrever disparates a solo ainda vá, mas implicar pessoas inocentes parece-me pouco ético

[José Mário Silva]

Primeiro texto

Nos tempos do saudoso Ruínas Circulares, por mais de uma vez disse para os meus botões (ou para o fecho éclair do blusão azul que comprei nos saldos, já não me lembro bem):

«Não quero morrer sem antes ter partilhado um mesmo blogue com o sacana deste JPC que, além de ser um borgesiano tripeiro e cabeludo, é bom nisto como o caraças, pá!»

Pronto. Já posso ser atropelado por um camião TIR da Ikea.

[José Mário Silva]