Quando Bush decidiu mentir ao mundo alegando haver no Iraque armas de destruição em massa, não seria possível ao espectador – nem à enormíssima maioria dos países – saber se era verdade ou não. Ainda hoje, a questão de se aferir se a mentira foi intencional ou o resultado de uma paranóia traumática causada pelo ataque às Torres Gémeas é matéria de debate. Durão Barroso ficou embrulhado na encenação, mas é de crer que, calhando o Governo em Portugal na altura ser socialista, igualmente veríamos não só a permissão do uso dos Açores para a invasão como uma qualquer forma de solidariedade do primeiro-ministro socialista com a gigantesca operação militar. Seja como for, é chocante que a ordem internacional tenha sido manipulada dessa forma pelos EUA. Contudo, ainda muito mais chocante, profundamente estarrecedor, foi constatar que os EUA não tinham qualquer plano para o dia a seguir à rendição iraquiana. O vazio de poder e a desorganização da sociedade que de imediato se impuseram como realidade quotidiana geraram anos e anos de horror e centenas de milhares de mortos, onde se incluem americanos. E para quê? Para nada de bom, nada se aproveita. Verdadeira catástrofe internacional nascida da decisão de uma única pessoa.
O Estreito de Ormuz estava aberto. Foram os EUA que o fecharam para agora estarem sem saber como o abrir. De novo, no século XXI, uma única pessoa consegue afogar o mundo na sua estupidez. Não será a última.
e quando o obama decidiu destruir a libia, por acusações nunca provadas de genocidio?
ou quando o ja referido bush decidiu atacar o afeganistão pelo envolvimento no 11 de setembro ou no apoio ao bin-laden, tb nunca provado?
acho como estas reflexões dramáticas só as fazes quando a desgraça te toca mais de perto, mas por obséquio, a que 1 pessoa te referes neste caso? ao trump ou ao netanyahu?
afinal, para além de textos a puxar ao sentimento, o que propões para impedir que uma pessoa afunde o mundo na sua estupidez, ou pelo menos que ela nos leve com ele?
ATÉ AO DIA QUE O HOMEM PERCEBER QUE NÃO PODE COMER O DINHEIRO
Salve-se quem puder.
Andam às ordens do lobby judaico e dos bilionários sionistas, o congresso é deles. Não sou eu que digo, foi um coronel americano, Douglas qualquer coisa. O dinheiro é mau conselheiro, a ganância é péssima como mentora.
“Israel lobby”, Stephen Walt, John Mearsheimer
“They maintain that the centerpiece of U.S. Middle East policy is its intimate relationship with Israel. And the U.S. commitment to Israel is due primarily to the activities of the “Israel Lobby”
https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/israel-o-pior-pais-do-mundo/
“Os judeus sionistas financiam campanhas sórdidas, corrompem, elegem e controlam políticos para a Presidência e o Congresso, controlam grande parte da mídia, são donos de bancos e outras instituições financeiras privadas e têm forte influência em Hollywood e na indústria da pornografia. Mandam e desmandam. Beneficiam seus serviçais e ameaçam, chantageiam e punem seus críticos. Jeffrey Epstein, não por acaso, era judeu.
Esses sionistas são todos eles criminosos, apoiadores de assassinos de crianças palestinas, iranianas e de outros países. E assassinar crianças é o crime mais grave que se pode cometer. Nos Estilhaços, meu livro mais recente, cheguei a escrever que o sofrimento das crianças não só desmente a existência de Deus, como prova a do Diabo. E quem representa o Diabo na Terra hoje? Quem melhor que Israel e seus apoiadores no resto do mundo?”
«Ainda hoje, a questão de se aferir se a mentira [das WMD] foi intencional ou o resultado de uma paranóia traumática causada pelo ataque às Torres Gémeas é matéria de debate.»
Sim, é muito debatida na COLCA – a Confraria dos Otários Lambe-cus da Canalha Americana. Também por lá se acredita que em 1990, na 1ª guerra do Golfo, o governo americano foi iludido pelo dramático relato da inocente Nayirah, que jurou ter visto iraquianos a tirar bebés das incubadoras no Kuwait, e que afinal era filha do embaixador e inventou tudo. Ela até foi presa por mentir, certo?
(Do ‘ataque às Torres Gémeas’ é melhor nem falar – carneirada como o volupi não precisa de mais razões para chamar ‘maluquinhos’ a quem confronta as suas cómodas certezas.)
Pior, porém, é esta ingenuidade… ou cegueira voluntária e hipócrita: “para quê [a invasão e destruição do Iraque]? Para nada de bom, nada se aproveita”. Nada se aproveita? Ora essa; aproveita e de que maneira! Quem manda nos EUA e no mundo fartou-se de mamar – no petróleo, no armamento, na crise, nos biliões da ‘reconstrução’… para eles o Iraque foi uma óptima, uma excelente ideia.
Tal como o Afeganistão, a Líbia, a Ucrânia, Gaza, ou agora o Irão: para esses povos e para os americanos, russos ou israelitas que tenham o azar de lá morrer ou de sofrer com as crises resultantes é tudo má ideia; mas para quem realmente manda e lucra com elas – e até o mamão Trampa é fantoche desses interesses – faz tudo perfeito sentido. Quão obtuso é preciso ser para não perceber isto?
Ó Valupi, a “mentira” de Bush de certeza que foi “… o resultado de uma paranóia traumática causada pelo ataque às Torres Gémeas”! Só pode!!! “Intencional”?! Qual quê?! Aliás, eu nem entendo como é que você usou essa linguagem, sendo certo que mentir sempre corresponderá a um acto deliberado. Eu entendo o seu azar discursivo e atribuo-o à menor acuidade mental que um Domingo, pelas 08:38 da matina, sempre potencia, e os seus “Dominguice” tão bem documentam. E o Durão Barroso, indubitavelmente, foi “… embrulhado na encenação”, como bem se alcança pela constatação dos cargos que a seguir lhe lhe caíram no regaço, só mérito!!!!
Azar, azar, foi ter aparecido um Trump, malvado e louco, sozinho, a confundir-lhe as ideias que jogavam tão certinho na sua cabeça, né?! Deixe lá, homem, sossegue-se. Afinal, a avantesma foi parida e prospera na gloriosa democracia americana, imperialismo, à parte!!
JA, muito bem. Lamento, e imenso (ou seja, leia-se “lamento imenso”), não ter lido este teu comentário antes de ter publicado a infelicidade que ficou pendurada lá em cima. Algo me escapou, não sei como resolver esta chatice de só conseguir ler os teus comentários “ex post facto”.
Vou seguir o teu conselho, vou sossegar. Dou muito valor aos teus conselhos. Não sei, acho que tu é que sabes das cenas e assim. Prontos.
Claro que o argumento de ser falsa a existência de armas de destruição maciça foi confirmada pelo próprio secretário de estado Rumsfeld. Eu ouvi ele dizer, respondendo à pergunta que lhe fizeram se era verdade haver as tais armas, que “usamos esse argumento, podíamos ter usado outro qualquer”.