Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



img_1258.jpg

Clique na imagem.

Andei com ele cinco, seis horas. Não na mão, não no bolso, mas entalado entre as calças e peça mais íntima. Sabia que ele era valioso, muito valioso. Para falar mais claro: era caríssimo.

Eu já o lera. E até sabia dele coisas de cor, como «O mostrengo que está no fim do mar», e «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce», e «Ó mar salgado, quanto do teu sal…», e «Cadáver adiado que procria», e «Tudo vale a pena / Se a alma não é…», e nem me atrevo a rimar. É a colecção dos nossos lugares-comuns, quando as palavras nos faltam ou nos vemos mais preguiçosos.

Mas o livro era caríssimo, caríssimo. Quanto? Tratei de sabê-lo. Não porque quisesse aliená-lo (ele nem era meu), mas porque queria dizer, a quem o entregasse, quanto a oferta de outro valia. Eu era só o transporte. Entre um amigo falecido e um amigo vivo.

A Mensagem de Fernando Pessoa, numa primeira edição, exemplar impecável e, para mais, com dedicatória, data e assinatura do autor, vale hoje cerca de € 5.000. É o mínimo que se paga por ele a um antiquário. Mas, levado a leilão, pode facilmente render € 10.000, ou dois mil contos. Se não mais. Há sempre uma universidade americana que não olha a dinheiro.

Eu mantinha-me quieto quanto podia, naquele comboio, para não estragar o material. Ninguém sonhava o que eu ali tinha. Mas um percalço ferroviário, um assalto a carteiras e telemóveis, uma súbita loucura colectiva em meu redor, qualquer coisa igualmente horrível e imaginável, teria de encontrar-me preparado.

Cheguei vivo ao destino. Entreguei o livro. Ele queimava-me nas mãos e já no corpo todo. Mas tudo vale a pena, se… Não, por favor. Tudo menos isso.


  1. 1 Valupi

    A inspiração também queima. O corpo todo. E este delicioso postal é o seu fumo. E fogo.

  2. 2 susana

    com essa proximidade e localização, não admira que tenhas ficado a arder, fernando. concordo com o valupi e suspeito de algum processo de osmose.

  3. 3 Ernesta

    A inspiração queima, arde e lembra-me Pepe Carvalho. Pepe Carvalho e livros que queimam. Que faria Carvalho com este livro? Teria o destino carinhoso dos outros todos ou seria guardado para o dia que nunca chega por tão especial se esperar?

  4. 4 rvn

    âncio,
    conheço quem guarde a mensagem do pessoa no coração, mas tu, meu amigo, és definitivamente um original!
    abraço-te a uma distância segura.

  5. 5 Daniel de Sá

    Vocês não são capazes de falar de modo que a gente entenda? Então o FV escreve um texto tão belo e eu quero lá saber onde é que ele leva o livro! Assim como “Finis Terra, Paisagem e Povoamento”, que eu desisti de perceber o que acontecia, se é que acontecia alguma coisa, só para me deliciar com a leitura. Já quanto ao “Ulysses”,como eu nem sequer percebia se o homemm estava num talho comprando rins ou num lupanar fazendo coisas inconfessáveis, desisti mesmo. Por isso fiquei sempre bruto e inculto como era toda a humanidade antes do Joyce.

  6. 6 rvn

    daniel,
    duas coisas rápidas.
    em primeiro menosprezar a virilha do nosso benâncio não está de acordo com a tua delicadeza habitual que eu julgava extensiva a todas as partes do corpo. Desiludes-me assim nesse particular.
    A segunda é de arromba, caraças!! Dizes tu que depois de Joyce a humanidade já não é bruta e inculta? Bebes, amigo?

  7. 7 Ernesta

    daniel,

    E eu que sempre tive vergonha de reconhecer que o Ulysses foi o Cabo das Tormentas que nunca consegui dobrar… São só vinte e quatro horas, eu sei, mas muito antes do meio dia já eu bocejava de cansaço. Joyce sim, mas o Ulysses faz parte do meu rol de inconquistáveis. Já quanto ao outro Ulisses apaixonei-me por ele num Verão qualquer e foi de seguida. Lido, relido, e guardado na frente da estante pelo sim pelo não.
    Junto-me a si, e que melhor companhia podia querer? que desejar é palavra matreira, no tal rol dos brutos. ( já que confessei o Ulysses, e em público, também posso reconhecer que a fita vermelha de cetim está, desde há muito mais de vinte anos, amarrada a meio do primeiro volume do Guerra e Paz. E essa vai continuar lá, que ter um marcador numa página de um livro, durante tanto tempo, dá-me um dos pontos cardeais qiue preciso quando acordo todos os dias)

  8. 8 Daniel de Sá

    RVN
    Eu não desprezo a virilha de ninguém. Simplesmente não as prezo. A não ser que…
    Homem, não foi o Joyce que nos fez cultos, pelo menos comigo não resultou. Mas há quem celebre ainda o Bloom’s Day. Que, se estás esquecido, é a 16 de Junho.
    Ernesta
    Ufa! Fiquei descansado com essa confissão… Assim sei que não sou o único. E posso confessar mais? Aqui vai, com todo o despudor. Só li “Mau Tempo no Canal” para não desperdiçar o dinheiro que o livro custara.

  9. 9 Ernesta

    esse li, mas não deixou memória nenhuma… últimamente tenho lido é o Mau Tempo no Canil.

  10. 10 Nik

    O Benáncio é maluco. Podia-se ter mijado acidentalemente e lá se ia a assinatura do Pessoa pró galheiro.

  11. 11 fmv

    Nik,

    A 2500 km de ti (suponho) soou uma gargalhada. Ainda tremem ondas de choque.

  12. 12 Antonio Soler de Ayala y Espasa

    Ernesta
    Aquele livro, que para muitos é de culto, foi um exercício literário em que o Nemésio tentou esgotar todas as virtuosidades da escrita. Uma espécie de “tese de doutoramento” em literatura. Não sei se sabe que a história que lhe serve de ponto de partida tem muito de autobiográfico. O Nemésio transferiu-a para o Faial, Pico e um pouco S. Jorge (cuidado, o “canal” do título é o que fica entre o Pico e S. Jorge) para disfarçar.

  13. 13 Daniel de Sá

    Ó Ernesta! Lá dei cabo do Antonio Soler de Ayala y Espasa sem querer! Esqueci-me de o desviar da minha frente!

  14. 14 rvn

    daniel,
    tás cada vez mais menente, corisco!

  15. 15 Ernesta

    Deixa lá Daniel, só não viu o Ayala porque tinha o Soler a bater-lhe nos olhos.

  16. 16 Ernesta

    Senhor Daniel de Sá,

    Era um “deixe” e não deixa, que respeito é bonito.

  17. 17 Ernesta

    ASAE, ou António etc e tal,

    Esgotar as virtuosidades não pode ser considerado crime de açambarcamento?

  18. 18 z

    Fernando, cuidado com os tesouros que mais à frente é uma trabalheira! Mas pronto, isso é só depois

  19. 19 Ernesta

    Mais à frente chegou o Jasão e os Argonautas e levaram-no. A trabalheira nem foi muita.
    Estavas a falar do Tosão de Ouro, não era Z ?

  20. 20 Daniel de Sá

    Ernesta, deixa lá o “deixa” que eu deixei o meu agora. E para ficar, se não te importas.
    Aquela do açambarcamento é crítica ou elogio? Agradeço qualquer dos casos.
    Rui, o que vale é que esta gente não deve saber o que significa menente. Se assim não fosse, eu punha-te uma esquemunhão.

  21. 21 Ernesta

    Daniel,

    Os 10 de Junho ainda vem longe, mas esta gentileza do tutear, vinda de quem vem, é uma espécie de Cruz e Espada.
    Quanto ao açambarcamento, dirigido ao Sr. ASAE, era só uma constatação de facto, já que me parece que tentar esgotar virtuosidades, seja do que fôr, ou é pesporrência ou tacanhez. E o Nemésio, que não tem culpa nenhuma, que me perdoe.

  22. 22 Daniel de Sá

    Enfiei o barrete, Ernesta. E não o tiro nem na tua presença porque já nos tratamos por tu.

  23. 23 Ernesta

    Daniel

    Espero que não seja o de dormir, que conversas e cerejas têm aquele problema comum. Mas para ti, e só por me teres dado a alegria de também não teres lido o Ulysses, açambarco as virtuosidades ao Tonito e deposito-as a teus pés, que tenho esperança que sejam de barro.

  24. 24 Daniel de Sá

    Com o desejo de boa noite, declaro que vou tentar dormir. Mas tirarei o barrete para o fazer. Para barrete de dormir bastou o de um homem que o Gaspar Frutuoso diz que vendeu um cerrado por um barrete vermelho para usar na cama. E, segundo a minha avó paterna, tive um avô de há várias gerações que fez igual negócio.
    Quanto aos meus pés, os da metáfora são mesmo de barro. Os outros são como o normal das pessoas. Número 40.

  25. 25 Ernesta

    Um barrete vermelho é coisa fina e vale bem um cerrado. Mesmo assim eu ainda prefiro as carapuças por onde andou um tal de piolho que gostava de viajar. Mil e uma, segundo um tal de Policarpo de que só me resta a boa memória, que as carapuças e o piolho desapareceram-me misteriosamente numa das desvoltas da vida.

  26. 26 fmv

    Ernesta,

    Essa das «desvoltas da vida» é Mia Couto puro, puro Guimarães Rosa.

    De noite tornas-te clássica?

  27. 27 z

    Bom dia. Pois essa do Velo de Ouro ainda ando à caça. Mas tenho ali uma foto da corte de Borgonha no dia da instituição.

  28. 28 z

    mas para o caso de ser comigo é só para avisar que é pyolho

  29. 29 z

    e agora Sol

  30. 30 z

    (agora é espirross)

  31. 31 rvn

    z,
    não é só a vertical que te salva, z, é também o que vais dizendo. só assim tanto z seguido não dá zzzzzzzzzz.

  32. 32 z

    amanhã apresento um comunicado dos dedinhos dos pés

  33. 33 Ernesta

    Fernando, desvoltas não é Mia Couto, é Mia Vida.

    z, como era aquela do what’s in a name?… mas pronto, fica o “i grego” que sempre está mais de acordo com o Velo…

  34. 34 z

    (fechado para balanço até amanhã: assembleia geral dos orgãos, internos e externos)

  35. 35 z

    (o camarada baço que dirige a assembleia, secretariado pela camarada pituitária, informou de imediato que as votações só se realizam amanhã e que até lá é tudo matéria reservada, pelo que nós, mindinhos, cá nos aguentamos…)

  36. 36 z

    comunicado dos dedinhos dos pés

    camaradas:

    Podemos anunciar que acabou de se realizar a votação ao Sol nascente, e que por larga maioria o neocortex foi obrigado a usar hoje o gold para marcar viagem. Infelizmente o pedido de um amigo obriga a que o embarque seja só daqui a uma semana.

    Esta assembleia foi convocada por iniciativa dos mindinhos, fartos de estar encafuados dentro de uma trilogia variável de hi-tec, portside e cohibas. O paroxismo aconteceu quando foram invocadas um dkny felpudas que ali anam no armário e os mindinhos lembraram-se de um esquentamento de outros tempos. Acontece que já há dois meses que nos andam a prometer ir namorar com outros mindinhos na fresca, e que nos andaram a endrominar com umas aventuras engraçadas, vai numa andámos metidos numas antiguidades à caça de uma coroa, vai noutra e andámos a brincar com o valor complexo de um habitat e ainda de repente apareceu uma mistura de asterix com tintin, com romanos, celtas e fenícios.

    Pois é, mas nós mindinhos é que aguentamos com isto tudo!

    O neocortex compareceu na assembleia de beca negra e placa de diamantes, estadão, o que foi logo mau sinal. O sacro veio de linho branco e avisou que não falava. A camarada pituitária que normalmente é uma alegria, muito boa rapariga, sempre a animar o pessoal, andou a fazer de odalisca há uns tempos e apnhou uma constipa tal que coitada, agora só faz de pitonisa e é um pau, mas fez a acta da reunião.

    O pâncreas anunciou que nada atascado de mon chéri’s e que quer passar ao lethos porque as cerejas só chegam em Maio. A camarada vesícula também estava com olheiras a beber vitalis.

    O neocortex fez uma intervenção a explicar que além dos trabalhos mencionados haavia que andar a morder o tricheur por causa das taxas de juro. Mas nós mindinhos perguntámos porque raio é que se andava nessa coisa quase psicótica quando calha que devemos ser dos poucos que não temos nenhum crédito à habitação nem nenhuma porra dessas. O neocortex explicou que era solidariedade com a rapaziada contra as manobras gerontocráticas. Ora, nós com essa da rapaziada somos muito sensíveis, porque gostamos muito dos mindinhos deles, mas fizémos ver que já tínhamos feito a nossa parte, e que não há que confundir ser pai com paternalista. O bolbo raquidiano informou que o cérebro reptiliano não compareceu e que andam por lá uns ruídos suspeitos na cave.

    Nós mindinhos anunciámos que já não estamos para mais expedientes dilatórios e que armadilhámos um ataque de armas de destruição massiva, preparadas para detonar daqui a uma semana, com programação trancada: uma eclosão de esporos de pé de atleta que em 24 horas chega aos tomates. Fizémos a intervenção armados com os nosssos lasers, um vermelho e outro verde porque somos muito patriotas e além disso desde que lemos o Niestzch ficámos um pouco baratinados.

    Ora o dragão estava meio a xonar, que ele detesta reuniões, mas ouviu! Começou a sair um fuminho e inscreveu-se para falar.

    O resto é reservado.

    Posto à votação, foi votado o requerimento que insta o neocortex junto com o cerebelo e camarada pituitária a irem proceder em conformidade que nós os levamos. O camarada baço encerrou a assembleia. Também anda cansado, coitado.

    No entanto, nós, mindinhos prudentes e esquentados, achamos que até ao lavar dos cestos é vindimas portanto é ver para crer. Vamos lá ao despacho. Unidos venceremos!

  37. 37 z

    booked :-)

    a luta continua!

  38. 38 z

    (só esperar pelo mail do meu amigo, por causa duma coisa dele, e vamos obrigar o neocortex a passar de booked a bought - ele anda com cara de Sto Agostinho, danado, mas nós, mindinhos, não esmorecemos)

  39. 39 z

    failed today :-(

    expediente dilatório de última hora e máxima prioridade

    amanhã, nós, mindinhos, vamos de mota com o neocortex na mochila!

    (e é porque ainda precisamos dele por causa da mala, senão era porrada, que o dragão não está confiado também)

  40. 40 rvn

    z,
    pronto, pronto, pronto. ora sente-se um bocadinho aqui, (eu tiro os livros, espere, já está) e diga-me: quando é que começou com esses sintomas? e dormir, dorme bem? fale-me dos seus sonhos…

    (a família está lá fora? avisem que o paciente vai ter de ficar, por favor, dois meses, pelo menos)

    ora continuemos: tem tomado a medicação?

  41. 41 z

    que estranhas perguntas você faz a si próprio, rvn, …

    Por mim é: won, today!

Leave a Reply





Aspirina box

Arquivos mensais

Pharmácias

As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)

 

Farmácias de Serviço

 

100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it


© 2006/07 Aspirina B | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Wordpress | afinado por Paulo Querido | Topo