O último a rir

Há um lado humorístico na “Operação Marquês” e seus desenvolvimentos judiciais. Começa pela lógica da suposta corrupção, onde os corruptos em causa terão achado que o melhor era inventarem um esquema barroco e asinino para enviarem dinheiro uns aos outros, e culmina no suposto perigo de fuga e perturbação do inquérito, fórmulas que poderão não passar de justificações totalmente arbitrárias que em nada respeitam os direitos dos arguidos.

Quanto ao esquema – e continuando eu a admitir que Sócrates poderá acabar por ser considerado culpado havendo provas para tal mas que por agora e até ver é plenamente inocente – a estupidez fica como a única lei a ser respeitada nessa história. Vai assim: um primeiro-ministro consegue fazer cúmplices todos os membros do seu Governo, os quais aprovam em Conselho de Ministros a medida ou medidas que permitirão a corrupção final através de uma câmara municipal, também aqui havendo um número indeterminado de cúmplices activos e passivos, directos e indirectos. Tudo isto para que o tal primeiro-ministro consiga sacar 12 milhões de euros, ficando no ar a interrogação acerca do valor total pago pelo corruptor, posto que haverá dezenas de envolvidos a precisarem de ser pagos. Depois da coisa feita, o primeiro-ministro corrupto descobre que o melhor para os seus interesses e segurança não é deixar o balúrdio lá fora à sua espera, talvez em Porto Rico ou numas ilhas mais exóticas, mas antes conseguir trazer a narta para Portugal através de figurões do Grupo Lena e do seu melhor amigo. E cá chegada, passar o tempo a pedir-lhe às mijinhas autorização para gastá-la. Faz isto algum sentido na cabeça de alguém que não esteja possuído pelo ódio? Se fizer, então também é de admitir que esse não terá sido o primeiro e único acto corrupto levado a cabo por tal criminoso. Quem se entrega à corrupção desmiolada que faz tese no Ministério Públio, por maioria de razão terá entrado noutros esquemas que lhe terão dado quantias aproximadas, semelhantes ou até maiores. Onde estará esse dinheiro? Foi gasto em sapatos e relógios? Ainda chegará o dia em que se fará justiça acerca do Freeport? E quanto à licenciatura num domingo por fax e à paneleiragem, não daria para aproveitar os recursos do Ministério Público agora reunidos e resolver também esses assuntos pendentes?

Desta perplexidade vêm as outras. Então, o primeiro-ministro super-corrupto, mais os super-construtores corruptos, sabendo todos que os inimigos eram mais do que muitos à espera de uma oportunidade para meterem as polícias e a Justiça nisto, não se acautelaram, não destruíram as provas, não apagaram as pistas? Será que estavam à espera de serem apanhados para finalmente se dignarem pensar em escapar? Como é que um arguido com a notoriedade e importância de Sócrates poderia perturbar o inquérito ou a aquisição de prova? Quer isso dizer que ele conseguiria fugir à vigilância policial, a mesma que o espiou durante tanto tempo sem ele saber? Que andaria pela rua embuçado, assaltando a Judiciária e fugindo pelos telhados? Iria almoçar outra vez com Pinto Monteiro, só para os jornalistas voltarem a noticiar o evento e assim os procuradores e juízes tremerem de medo?

Quanto ao perigo de fuga, isso é o mais hilariante. O homem que podia ter ficado em Paris, ou no cu do mundo, a rebolar-se no luxo dos milhões que desviou, veio entregar-se ao Rosário e ao Alexandre. Depois disso, que já chegaria para esclarecer o assunto, ainda pensaria em fugir? Iria fugir agora, quando o MP nem sequer o consegue acusar? Aliás, se Sócrates fugisse isso era só o melhor que poderia acontecer à acusação, à direita, e aos que o odeiam na esquerda e dentro do PS.

Acontece que ele não fugiu. Pelo contrário, parece é estar a dirigir-se para a frente da batalha.

57 thoughts on “O último a rir”

  1. Ah ganda Valupi!
    Custou mas chegou lá!
    E aqui chegados … acabou de vez aquela conversa de que o homem se meteu a jeito ?
    E que se não fosse isto era outra coisa qualquer, percebeu agora ?
    E você está a dar de barato que a história do dinheiro emprestado era nos montantes que vieram escritos no Correio Manholas! Mas fatalmente vamos acabar por saber se eram ou não eram! O meu palpite é que não.
    Eu digo que neste momento o mais prioritário para a Investigação é garantir ” o segredo” e pelo máximo tempo possível, até que todos nos tenhamos esquecido disto. Mas não vai ser possível. Porquê ? Porque eles fizeram de Sócrates uma “rock-star”.

  2. eheheheheh. De facto, temos de dar todas as hipóteses à reflexão.

    Eu acho que o Campos responde. O Marcelino sabe.

    É evidente que algumas questões nunca seriam colocadas se se tivesse conhecimento como atua o corrupto ( ativo e passivo) num ambiente que se tem dominado e conta com cordelinhos a vários níveis. Se as questões fossem analisadas na perspetiva do homem comum, certos crimes não o seriam…

    E o retorno a Portugal, pois, pois, o homem veio lutar! Veio defender-se. Só que estudou mal o…artigo. Lixou-se e continuará a fazê-lo. Pois não deu já uma press conference? E o que disse? Que é inocente…uh, uh. Claro. O segredo de justiça, essa figura dúbia….permite tudo. Permite cimeiras probatórias, contraditórios na praça…é o direito à imagem, ao bom nome. Assassínio de caráter.

  3. Jasmim, vejo que não prestas atenção ao que diz o Pedro Adão e Silva, para dar o exemplo de alguém rotulado como socrático. Para quem não seja fanático, há neste caso várias dimensões distintas, mesmo quando se entrelaçam. E, numa delas, pelo menos, Sócrates não tem desculpa. Foi ele que permitiu, pela sua conduta privada, que este caso nascesse e nesta altura.

  4. Por amor de Deus !
    Foi ele que escolheu a “altura” ?
    E a “conduta privada dele” o que é que tem assim de tão errado quando comparada com a dos seus pares ?
    Quando foi mesmo que nos transformamos em tão puristas que tudo o que seja menos do que a moral e o estilo de vida de um monge budista não serve, hein?
    Vão lá bater nos adversários políticos do PS que tem práticas escabrosas de andarem a favorecer empresas privadas quando estão no governo para se irem enfiar nelas em lugares de administradores mal saem do governo. Tenham juizo! Vocês não percebem que estão a fazer o jogo do adversário? Defendam os vossos que para lhes dar porrada já chegam os vossos inimigos!

  5. Jasmim, sim, escolheu a altura. A altura é esta legislatura, a qual está a ser agora julgada numas eleições onde o caso Sócrates prejudica o PS. E quanto aos seus pares, que interessa isso? Se esses pares matassem duas pessoas isso permitiria a Sócrates matar só uma pois tal corresponderia apenas a metade do que os outros fizeram? Estou a usar um exemplo caricato na esperança de que entendas o critério.

    Finalmente, voltas a errar no blogue com essa conversa do “jogo do adversário”. Tem lá cuidado com o vinho.

  6. O grande pecado do homem:
    – Ah, pediu dinheiro emprestado a um amigo que é empresário e teve negócios com o Estado !
    E eu pergunto:
    – Mas haverá em Portugal algum empresário que nunca tenha tido negócios com o Estado ?
    E sendo assim, e depois de ter pedido dinheiro emprestado à CGD, não podia pedir dinheiro emprestado a mais ninguém ?
    E mesmo isto ?
    E que mais ?
    Devia também fazer um retiro espiritual para os Himalaias e virar monge budista para espiar o pecado da “bancarrota” que o não foi ?

  7. Jasmim, tu preferes ignorar que o seu estatuto, como ex-primeiro-ministro, implica certas exigências morais. Uma delas é não ter comportamentos privados que criem a suspeita de actos ilícitos, como é o caso. Para mais, ao ter admitido que “não confia nos bancos”, Sócrates colocou-se no meio da fogueira do julgamento moral. Pura e simplesmente, quem não confia em bancos não se deve dedicar à política num Estado de direito democrático, onde os bancos são instituições legítimas e das quais depende a vida económica pública e privada em parte fundamental.

  8. Pois é, a exigência unilateral das virtudes !
    A CULPA !
    A manipulação através da assumpção da culpa!
    E todos vergados pela culpa e pelo medo!
    E repito, a exigência unilateral das virtudes !
    A direita reaccionária rejubila com o seu poder de condicionamento mental sobre os adversários. NÃO!

  9. Valupi, desculpe meter-me, mas posso perguntar-lhe uma coisa? Como é que sabe que José Sócrates teve comportamentos privados que criaram suspeitas de actos ilícitos? É amigo pessoal dele? Familiar? Par? Não leve a mal, mas se me disser que foi a comunicação social que disse, então voltamos ao ponto zero. Por amor de Deus,não estou a dizer que ele levou vida de pobre, mas estava à vontade para viver como viveu, agora, a questão é, se o dinheiro que gastou à maneira dele era público, essa seria outra história. De outro modo, estou sem entender o Valupi.

  10. Concordo com o Jasmim. Há uma total mudança de análise por parte do Valupi, pois, quando o processo estourou, demonstrou, por diversas vezes, estar convencido de que Sócrates era mesmo culpado. Nesta altura, não defende que não o seja, é certo, mas já coloca em causa o Modus Operandi utilizado pela investigação. Um bom passo. O mais importante e, no qual, nos devemos deter. Aquilo que se passou durante estes nove meses, caso sucedesse num país a sério, geraria uma enorme revolta, por parte dos cidadãos, mas sobretudo por parte da classe política. Ver o atropelo ao estado de direito sem que ninguém levante a voz mostra o estado de atrofia em que nos encontramos. Aqui lamento a posição do PS. É certo que a podridão da justiça ficou à vista de todos com este caso, mas não se trata da defesa de Sócrates, mas sim da defesa das instituições e da democracia. Ou a justiça será um tema que não entrará na campanha no Partido Socialista?

  11. BURRA! Cala-te. Faz um retiro. Se queres dizer NÃO, entende as coisas PRIMEIRO! Deves estar de beicinho pelo pinóquio, e ser uma das que viajou até Évora e cruzou os braços em jeito de «dou a minha vida por ti». «Manda-me comer TRAMPA e eu pedirei mais!». ISTO VOTA!
    O que pensar de um tipo que diz que NÃO CONFIA nas instituições em que os seus eleitores investem? Então, a sua HONESTIDADE MORAL não passaria por mudar o SISTEMA? Então, só quando está ENTALADO ( fogo, hás-de ler o Campos, pá) é que ele se DESCOZE com desconfianças? Até lá, deixou o governado comer TRAMPA, quando ele sabia que se servia TRAMPA, para a qual ele indicou AMIGOS como VARA, etc, e tal?

    Vamos chamar o ABADE FARIA, para ele fazer uma sessão de hipnose ao arguido…já que a CRENTE La tourette o invoca…hum?

  12. É tão simples como isto: votei Costa contra Seguro, porque o que estava em causa era Sócrates.
    E não fui o único. É bom que Costa tenha isto em consideração, porque senão, não sr Costa!

  13. Ó tu aí de cima. O «TOUNI» tá em Fontanelas, beneficiando daquele ambiente …rural, calmo. Ele quer lá saber de ti, pá! O gajo topou o socrash e FAZ MUITO BEM! Não se pronuncia. Hum se calhar ele conhece o Campos.

    MAS PORQUE RAZÂO o TOUNI haveria que se pronunciar sobre o Socrash? Porquê? Anyone, please? Sabem que eu de quando em vez, vejo-vos e preciso de respostas. Digam-me, então: porque estais zangados com TOUNI? Porque ele não quer governar e escreve em jeito de canja de galinha, hum? Ou porque ele NÂO se pronuncia sobre o que formalmente não conhece? Hum? O gajo é de Direito, tão a ver? Ele não se ficou pelas escadas, como o PRUNES, tá bem?
    TOUNI, olha que te estão a acusar de fazeres BOSTA, pá! Tu defende-te. Faz uma carta aos determinados e explica-lhes de vez porque te deves calar nesta saga da perseguição política…p.e diz-lhes que não há presos políticos num país que é dominado pela união…a alemã…

  14. vamos ver se foi apenas na esfera privada que Sócrates demonstrou ter carácter duvidoso. continuo na mesma mas com uma lufada de alegria na minha esperança de não ter corrompido a nossa confiança enquanto governante.

  15. Todas, todas as decisões judiciais, da instrução à relação, do supremo ao constitucional, foram-lhe desfavoráveis, pelo que o valor que posso dar aos dois advogados é pequeno.
    Com os indícios já obtidos vai haver acusação, vão leva-lo a julgamento.
    E no tribunal vai-se provar facilmente a evasão fiscal e o branqueamento de capitais. A prova da corrupção dependerá dos advogados serem capazes de ou não de impedirem a prova indireta.

  16. “E no tribunal vai-se provar facilmente a evasão fiscal e o branqueamento de capitais. A prova da corrupção dependerá dos advogados serem capazes de ou não de impedirem a prova indireta.”

    oh soares, percebes disto a potes, deves ter andado na escola do zérolhonada. explica aí ao piople como é que provam fácilmente a evasão e o branqueamento se não conseguirem provar corrupção. o super alex é que pensa que basta juntar um caldo knorr às escutas do face oculta e servir a sopa à indigência jornaleira.

  17. Caros e caras comensais, a mulher violada não só tem culpas no cartório porque se pôs a jeito, já que, sendo boazona, nunca se coibiu de andar na rua à vontade, de minissaia e decote generoso, como é ainda por cima duplamente criticável, pois a publicitação da sua inevitável violação acaba por dar mau nome à família. Substituindo “mulher violada” por “José Sócrates”, aí está o brilhante raciocínio do Valupi, em todo o seu esplendor.

    Conhecendo de sobejo o irreprimível priapismo que a sua simples existência provoca na canzoada, Sócrates tinha responsabilidades acrescidas, não só perante si próprio mas também em relação à família socialista. Assim, se queria ir para Paris, devia pelo menos ter passado antes por Cabul para comprar uma burka. Estúpida e levianamente, pôs-se a jeito, de peitoral à mostra, e agora batatas, lixou-se a si próprio e à família política, vá-se queixar ao Totta.

    Aproveito para reiterar e copypastar o resultado de outra importantíssima investigação, esta da minha lavra, sobre o deus do chafurda ceguinho: não só o dito cujo é gordo e leva no cu como o próprio escarreta invisual é gordo idem e leva no cu aspas. Oremos.

  18. Em primeiro lugar ha-de ser preciso provar que o dinheiro do Santos Silva na verdade é dele. Todas as dificuldades começam aí, e se calhar é logo aí que a coisa “engasga” irrevogavelmente, digo eu, que não sou de Direito, mas sou muito menos torta que alguns cegos que andam por aí a bater com a cabeça nas paredes.

    E só para que conste …se os trambiqueiros da direita fascista estão a pensar mandar prender mais alguém do PS antes das eleições …isso nem será um tiro na mona como o que deu o Rangel, será mesmo um míssil mandado contra os c.cornos do actual Governo, Ministério público , e presidente da República !
    Avancem, avancem, conforme insinua o imbecil especializado que aqui chama burros aos outros, e no fim do desfiladeiro está uma ravina da altura das cataratas do Niágara!é PAF …Para A Frente !

  19. E mais uma coisinha … Eu que não sou de Direito em verdade vós digo que para haver “branqueamento” de capitais primeiro é preciso provar que os capitais são “sujos”, ou seja , é preciso provar que provieram de corrupção, já que até agora a investigação não se lembrou de suspeitar que tenham origem no tráfico de armas, droga, ou seres humanos (ou algum assalto à mão armada, sei lá).
    Era só para lembrar que a coisa é mais difícil do que parece …e o próprio Marques Mendes, que tem informação privilegiada do Governo, acabou de informar na SIC que a acusação não só não sai até 4 de Outubro, como também não sai até 20 de Novembro, porque ” é muito complexo”.
    Como disse ontem o rapaz da pizza:” mais alguma pergunta” ?

    Rapaz da pizza ! Momento Zen da TV portuguesa !
    Ahahahah !

  20. Valupi
    5 DE SETEMBRO DE 2015 ÀS 21:43
    Maria de sempre, foi o próprio Sócrates, assim como os seus advogados, quem o confirmou.

    deve estar a gozar comigo.

  21. eheheheheh. ehehhehhehhe. ehehehheheheh. ehehhehehe.

    Hum. A BURRA anda a snifar farinha. ehehehhe. Ó pa ela a falar de prova…Se os magistrados dos autos e todos os outros por quem já passou o processo a tivessem conhecido…não teria havido manhas nem humilhação de um sujeito PERFEITO.

  22. o pizza boy foi entregar uma pizza que ninguém pediu, não sabia o andar e nem sequer o nome para entrega. portanto foi publicidade telepizza à borliú e tempo para encher xóriços da têvê manholas, que provavelmente foi quem fez a encomenda para tentar uma entrada forçada no prédio. mais um detalhesito, o moço não tinha identificação e um capacete na mona, portanto conduzia sem documentos.

  23. Cala-te cegueta. Eu estou aqui a ver-te. Estou a marcar-te ombro a ombro e não vou permitir que um procurador bronco e salazarista chafurde mais para atirar lama para as costas da justiça.
    Possa! Tu não me entendes?

    Mas eu gostava que o Valupi desenvolvesse mais a sua ideia. Qual parte da vida privada de Sócrates deve assumir a culpa e se é legítimo dizer agora que Sócrates prejudicou o PS por não cuidar da sua vida privada.
    Depois de um post tão arrumadinho, nem entendo com a ideia cabe na ideia do post.

  24. Então ajude-me, Valupi, mostre-me onde está Sócrates e os seus advogados a admitir que o seu comportamento privado levantou suspeitas. Ora Valupi :)

  25. «Em primeiro lugar ha-de ser preciso provar que o dinheiro do Santos Silva na verdade é dele. Todas as dificuldades começam aí»…..ehehehhehhehehhe.
    Hum, não é dele, não é do Sócrates…então é de quem? Deve ser do Perna, pás. Ó e isso de termos dinheiro na nossa conta e não ser nosso, mas ajudarmos os amigos com o mesmo é, de facto, aplicar os princípios xuxas…o que é meu é meu e o que é teu é nosso…Ó Hilário, tu não largas o dispensário, pá.

  26. Valupi! É um domínio do conhecimento imperativo para uma bióloga, de facto, estar sempre a par das declarações de Sócrates, dos seus advogados, do Juiz, do Procurador e das declarações que o CM faz por eles.
    Sou de facto uma quase nulidade nessa matéria, mas posso ajudar-lo com o receituário, alguma vez que esteja doente.
    É por isso que estou no Aspirina. Para ler o Valupi!
    Por isso espero que me elucide. Nunca vi nem ouvi essas declarações.

  27. supostamente o que levantou suspeitas foram movimentos da conta na caixa geral depósitos de dinheiro transferido pela mãe. esta foi a versão inicial da investigação que entretanto desapareceu porque não valia um corno e dava má publicidade à caixa geral depósitos.

  28. Caríssima Maria.
    O Teodoro já lhe respondeu.
    A Maria José Morgado é aquela que espera que, depois disto tudo, fiquem só os bons.
    É deplorável, a cultura política e cidadã da Maria José Morgado.
    Isso é uma bocarra demagógica para puxar ao sentimento, tão do gosto do Teodoro.
    Admira-me que não fale dos pretos.

  29. Olha outra lixenxiada… defendendo que a BURRICE é CIÊNCIA. eheheheheh. Isto é Portugal. Fogo, esta malta parece o pessoal de Leste…é tudo licenciado…ehehhehhehehhe.

    PRUNES pá, cuidado com as minhocas quando andares a regar, pá. Apanhas com a outra BURRA de sempre, que também já puxou do galão de…funcionária pública, pá.

  30. Boa malha Ignatz

    Então o rapaz da pizza anda na estrada a conduzir um motociclo e não traz os documentos?
    Atao e o agente da PSP no local não o multou ?
    Tchiiiiiii …

  31. Igntaz, é uma ratoeira :) Repare, se o PS ganhar eles entregam o país nas piores condições. Ninguém consegue endireitar isto já e eles ficam-se a rir. Percebeu? É um pau de dois bicos. A menos que ache que o PS é a boia de salvação.

  32. O cegueta

    Isso é nos países com sistemas de Justiça civilizada, tipo os Estados Unidos da América. Não é em países em que o sistema de Justiça é do terceiro mundo, como é o caso de Portugal. A Justiça portuguesa sempre arrastou a reputação do país pela lama, ao contrário, por exemplo, do serviço nacional de Saúde que o projectou para o nível dos países mais desenvolvidos.
    Temos pena, mas os dados objectivos comprovam que as cavalgaduras estão na Justiça e não em profissionais de outros ministérios.

  33. Senhor Cagueta BURRO, por acaso sou do privado :) Se bem que não perceba qual a diferença quando se trata de liberdade de expressão. Anda muito incomodado com as licenciaturas dos outros, acalme-se.

  34. Perfil anónimo do Manuel de Castro Nunes

    “Isso é uma bocarra demagógica para puxar ao sentimento, tão do gosto do Teodoro.”

    Puxar ao sentimento?
    Isso é que andam a fazer os apaixonados pelo pseudo Engenheiro trafulha, que agora passou do 44 para o 33!

  35. O Estatuto da Ordem dos Engenheiros, no ponto 4 do Artigo 7º, refere o seguinte:
    – O uso ilegal do título de engenheiro ou o exercício da respetiva profissão sem o cumprimento dos requisitos
    de acesso à profissão em território nacional são punidos nos termos da lei penal.

    O “nosso” homem, o tal ser impoluto, afinal anda mesmo a pisar o risco!!!

  36. Essa, Teodoro, é outra bocarra para puxar ao sentimento.
    Deixa-me dizer-te uma coisa, por bem e para que percebas que o pessoal não é parvo.
    Tu és salazarista, certo?
    O que tens contra Sócrates é, obviamente, de natureza política e do foro político.
    Na verdade, só sabes que o Sócrates tem que um trafulha porque é socialista, ou seja, usa o nome de socialista, o que para ti basta.
    As tuas razões são políticas, Teodoro. Escreve cem vezes no espelho da tua casa de banho: ”As minhas razões são políticas. Viva Salazar!”
    Agora responde-me. Porque razão hás de estar a contaminar o direito e a justiça, se, para ti, essas razões te bastam?
    Tens medo de quê?

  37. Deve ter sido o único risco que ele pisou e devem se os indícios que se consolidaram, para ele ver a medida de coacção desagravada.

  38. Valupi, quanto à falácia da redução ao absurdo, ínsita no seu texto :

    Repare que :
    – os factos podem terem-se arrastado ao longo de muito tempo, e, a facilidade de obtenção de dados e informações com recurso à colaboração de off-shores, é coisa relativamente nova .
    – depois, o absurdo da coisa, não implica, como é óbvio, a impossibilidade de poder acontecer .
    – por último, a ingenuidade ou digamos assim a nabice dos intervenientes, pode explicar tudo, qual seja, que pensassem que dado o estatuto, nunca seriam investigados, ou, como já acima eferido, a investigação fosse tudo menos fácil, haja em vista que quer as entidades bancárias nacionais quer as internacionais (off-shores, paraísos fiscais, mesmo a banca internacional europeia) até à relativamente poucos anos atrás, pouco colaboravam.

    Depois, quantos a factos, e àquilo que julgamos saber, duas questões se colocam.

    A de saber se há prática de crimes ;
    e a questão ética, ou moral, e, as suas implicações, nomeadamente no plano político, como reflexo da conduta dos intervenientes.

    Começando pela última, e assumindo que não haverá crimes, parece evidente que todos saem muito mal da cena, e o ex primeiro-ministro sai particularmente abalado, com a sua carreira política seriamente, se não definitivamente, comprometida, e com reflexos muito negativos no seu partido .

    Quanto à primeira questão, há que saber se existem ou não crimes, em especial, corrupção, branqueamento de capitais, evasão fiscal, talvez favorecimento ilícito, sei lá, sendo certo que :

    – a lei permite certa conduta que visa a tributação mais favorável, conduta esta que se designa por EVITAÇÃO FISCAL .
    – a lei não permite a conduta que visa a fuga à tributação prevista em norma legal, situação que se designa por EVASÃO FISCAL .

    Em suma, pode até existir situação em que determinado político decide ajudar um amigo, mormente em negócios internacionais . Se tal facto constitui facto punível, favorecimento ilícito, não sei, desde que não prejudique terceiros, que poderiam ter interesse legítimo nesse mesmo negócio, não vejo mal nenhum .
    Mas o problema põe-se em que, alguns, vêm nisso mal, porquanto o chamado plano ético e moral, no seu entender, obsta a que alguém possa utilizar o cargo que detém, para ajudar/favorecer amigos e/ou conhecidos .
    É que, a palavra corrupção, em sentido amplo e na designação latina de origem, significa, desfazer-se aos pedaços, corrompere, de onde, para alguns puristas, o simples facto de, numa repartição pública, um amigo de infância de um funcionário que está a atender ao balcão, cortar a fila de espera e ser atendido à frente dos outros, constitui corrupção .
    Corrupção, claro, no sentido de que o esquema ou sistema montado ( no caso, o atendimento é feito por ordem de chegada e por mais nenhum critério ) é destruido, ou, ” feito em pedaços ” .
    Daí, a indignação que geralmente é gerada, pelos comentários de todos aqueles que pacientememente aguardavam a sua vez de serem atendidos .
    E por aqui, já você vê a reação, e a natureza das coisas, o modo como o comum ser humano reage .
    Thanks for reading :-)

  39. E obviamente que faltou-me dizer no texto das 5:27 que, decorrente das facilidades conferidas a amigo ou conhecidos ( facilitação de abertura de portas para negócios internacionais ou mesmo concessão de obras públicas em solo nacional, tudo desde que rigorosamente observadas as regras da imparcialidade na atribuição de vantagens, e desde que sem atropelos às leis nem prejuizos para terceiros com interesses legitimos ) seja mais tarde, pela parte do amigo, e por via da amizade ou até por mero reconhecimento, manifestada gratidão, seja porque forma fôr, desde que na origem não estejam factos legalmente reprováveis nem ilicitudes, nada mal se vê, porém, que é estranho e raro, isso é.
    E que tudo o que é raro e estranho gera suspeição, isso todos sabemos .

  40. olha que cambada de fanáticos que nem os factos admitem e ainda pedem que se justifique uma má conduta com consequências não apenas pessoais como sociais e políticas!

    bem visto há uma enorme, imensa, falta de respeito pelo erro. temos aqui um grupo de pessoas que não sabe lidar com a frustração. interessante. Freud ia metê-los, meter-vos, no saco da entropia da sexualidade. ora pensem lá nisto com carinho. :-)

  41. A insistência na insinuação de “culpa moral” a um gajo que pede dinheiro emprestado a outro ( sem que ninguém saiba em que exactos termos e contexto relacional isso sucedeu ), deve ter um nome qualquer em psiquiatria, mas não faço ideia qual.

    Juizos morais sempre houve e continuará a haver, e para todos os gostos. Continua a haver quem vote mais facilmente num racista que num divorciado, num mentiroso que num homosexual. Mas o que é particularmente interessante neste caso, é que o juizo moral é dirigido à um ex PM retirado da politica activa. Teremos de criar por aí um código de conduta obrigatória para quem se retira da politica? E quanto estamos dispostos a pagar por isso ?

  42. valupi:

    pode-se saber qual foi o erro de conduta da vida privada de Sócrates que o levou a ser constantemente investigado ao longo de mais de 10 anos? todos eles, onde se inclui o do “atentado ao estado de direito” travado pelo Presidente do STJ? já agora, gostaria qual foi a conduta, porque, se não erro, ainda ontem o advogado dizendo que não poderia falar sobre o empréstimo, afirmou que o que consta nos autos nada tem a ver com o que vem publicado, e nem sequer lhe atribuiu qualquer relevância…

  43. O Estatuto da Ordem dos Engenheiros, no ponto 4 do Artigo 7º, refere o seguinte:
    – O uso ilegal do título de engenheiro ou o exercício da respetiva profissão sem o cumprimento dos requisitos
    de acesso à profissão em território nacional são punidos nos termos da lei penal.

    Lá vem o assunto dos primórdios! Nunca mais acaba lolll

  44. É realmente espantoso que a PGR emita comunicados contendo expressões tipo “… neste período foram ouvidas CERCA de dez pessoas e realizadas MAIS de 30 diligências de buscas…”
    cerca de 10 pessoas ….mais de 30 diligências…números espantosos…uma indigência prodigiosa…um comunicado que poderia ter saído da redação co CM….

  45. Corrijo. Esta caixa de comentários não aceita o itálico.

    Este comentário é dirigido ao senhor Asteróide. Ele talvez não entenda mas confio em que o Valupi entenda.

    ”Beber vinho.”
    António de Oliveira Salazar.

    Tornou-se na nossa cultura corrente e de bom tom que quem não esteja muito seguro da razão recorra a umas máximas ou aporias, conforme o que o caso e circunstância requerer, para que a razão que falte se transforme em razão que sobeja. Conforme se escreva ou fale para um auditório culto ou inculto, cita-se um mestre consagrado no senso comum ou um outro pouco conhecido, muito erudito, inacessível à maioria.
    Extrai-se do contexto discursivo uma enunciação, truncada se se pretender alterar o sentido, e ficam todos convencidos de que, por detrás de nós, um mestre, inaudível para os outros, nos tornou imperativo o sentido.
    Este hábito de elegância inundou o discurso académico, político, judicial, o convívio dos marretas e as bancadas dos jogos de futebol. A jurisprudência é isso.
    Ora, eu tento sempre ler Wittgenstein como se eu próprio estivesse a escrever do ponto de vista de um sátiro, ou mesmo de um comediante, para me divertir com o que cada um leria, que sentenças escolheria para o seu quotidiana e que interpretação proporia para a circunstância.
    É sem dúvida divertido que alguém vá ler o ”Tractatus Logico-Philosophicus” para mandar calar alguém, propondo, para mais, que leia o ”Tractatus” completo para dele extrair a aporia apropriada, ”Sobre aquilo de que não se pode falar, deve manter-se o silêncio”.
    É óbvio que, se o comentador recorrente a Wittgenstein estivesse radicalmente de má fé, extrairia singelamente a enunciação imperativa sem a condicional. ”Deve manter-se o silêncio’’. Assim libertaria o leitor ou ouvinte do rebate de consciência de te que decidir o que é ”aquilo de que não se pode falar”.
    O Valupi teve o cuidado de fazer ler a aporia proposta por Soromenho condicionada por outra, que eu, como leitor satírico, traduziria assim.
    ”Se deus é tudo, o diabo também”. Wittgenstein.
    E concluiria com uma sentença de António de Oliveira Salazar. ” Beber vinho!”

    Post Scriptum.
    Por lapso, este comentário saíu neste post e não no subsequente.

  46. Pacheco.com,

    Mas qual salazarista, qual porra alguma!
    Mas quem é que está aqui a falar de política?

    Mal ou bem, este tipo está de cana por razões que nada têm a ver com política!
    Ele bem tenta referir-se à prisão como uma coisa política, mas o que se passa é que não tem nada a ver com questões de política que ele é acusado.
    Aliás se há tipo desprovido de qualquer espécie de doutrina política é mesmo o próprio Sócrates!!!

    A questão dele não ser Engenheiro e de estar a usar o título duma forma ilegal, é apenas uma evidência clara de que é um tipo sem escrúpulos, ou seja é capaz de não ser o anjo que muito idolatram…

  47. O Wittgenstein também te topou no tempo dele. A gajos como tu, ele media pelo conhecimento, claro, e depois tirava-lhe a medida e enclausurava-os num mundo pequeno…tás a ver?
    ´
    Podes beber vinho, pá. O problema é que tu não o sabes beber…e andas à deriva, é só deriva, pá. Compra uma bússola, pá, arranja um norte.

  48. – Ora muito bem, nosso Capitão. O senhor fugiu porquê? Eram muitos?
    – Muitos, meu General! Uns mil ou dois mil!
    – Bem… Mil, ou dois mil?
    – Na verdade… eram uns cem… Mas pareciam duzentos!
    – Pareciam duzentos! Mas eram quantos?
    – Não havia lá ninguém… Mas ouvia-se ao longe muita gente!

  49. Ó Pacheco, num ma digas que o PRUNES te pariu hoje com o chichi das seis da manhã…tens cá um grau de alcoolémia que até se sente o fedor aqui. BURRO. Fica lá com as tuas APORIAS que quando estas vêm de quadrúpedes, é difícil combatê-las, sobretudo quando estamos na casa dos outros.

    Quem vos topa é a Dignissima Maria José Morgado…hum ele há presos se presos…mas já não se usam presos políticos…Cala-te Pacheco come.

  50. Teodoro.
    Achas que o José Sócrates está a ser acusado de não ser um anjo?
    Achas mesmo que o que está em causa é idolatrar o Sócrates?
    A mim pareceu-me que o que está em causa é idolatrar a justiça, um super procurador e um super juiz.
    Porque todos sabemos já que José Sócrates não é o depositário das virtudes.

  51. E É EVIDENTE que um GAJO que ENGANA o sistema com títulos académicos que NÃO TEM, só pode ser MAL FORMADO, VAIDOSO e COMPLEXADO. Ora é este tipo que vem dizer que não confia no sistema. Ele tem razão, de facto, o sistema não é de confiança. Por não sê-lo é que o GAJO se intitula de ENGENHEIRO e, EVENTUALMENTE, incorreu em condutas suscetíveis de perseguição penal. Como foi APANHADO, leva a conversa para a TRETA da prisão política, apostando na BURRICE do seu eleitorado que venera TODA A TRAMPA que ele disser. Só que neste País há OUTROS que TRABALHAM, TRABALHARAM para ser magistrados e, no desempenho LEGÍTIMO das suas funções e DEVERES, INVESTIGAM o que TEM de SER INVESTIGADO. Se quem não deve não teme, qual é o problema do ex44? Porque razão se atira para a prisão política? Mas se esse argumento passasse pela cabeça de alguém, seria agora a primeira vez que se prenderia alguém por não se gostar da sua formação política?
    E cabe na cabeça de alguém ????, defender-se que VIVE à custa do dinheiro do amigo??. Grande exemplo de formação cívica e moral, que o tipo é! Que se investigue e puna, se for o caso. Doa a quem doer!
    COMUNAS! Nem para o vosso país sois bons! Sibéria convosco.

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