José Mestre

Quando trabalhei no Chiado, via-o muitas vezes. Sempre sentado no mesmo sítio, sempre uma visão brutal, insuportável. E repetia para mim as perguntas comuns a milhares de outros que se confrontavam com a horrenda deformação: Que está aqui a fazer? Quem o poderá ajudar?

Afinal, estava ali – quer disso tivesse esperança ou não – para que aparecesse quem o podia salvar.

5 thoughts on “José Mestre”

  1. Basta uns segundos para se ter a mais brutal das visões e a dimensão de que tudo o resto é insignificante.

    Nunca o tinha visto!

    Leonor Costa Pinto

  2. E eu recordo-me de o ver inúmeras vezes em Queluz, onde ele residia há alguns anos. Nunca mais o vi, mas nunca me esqueci da sua amargura, da sua tristeza. Finalmente terá oportunidade de viver a vida em pleno.

  3. Coitadinho. Que provação essa. Que passou e passou com excelência, como se fosse um exame. Fico muito feliz por ele, e é bom que estas notícias sejam dadas, para ver se nos pacificam o coração e despertam sentimentos que, não raro, apesar de existirem em cada um de nós, se escondem no meio de tanta revolta que nos é provocada pela realidade quotidiana, quase sempre tão virada para o nosso umbigo.

  4. A imagem que tenho dele é das centenas de vezes que o vi sentado em frente ao Nicola de BI na mão, como quem diz, isto não é uma máscara. Felizmente havia solução!

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