Freeport começa finalmente a dar lucro

Terminado o Prós e Contras, eis o lucro do caso Freeport até agora:

– Os viciados em teorias da conspiração saltaram da toca assanhados e agora sabemos melhor quem eles são e do que são capazes. O problema desta gente não está no levantamento do problema, está no boicote da solução.

– Apenas para o País ter ficado a conhecer a qualidade técnica e política de Rui Gonçalves já tudo valeu a pena, passe a boutade. Como ele há milhares e milhares de portugueses. E é com eles que nos queremos governar.

– Cresce a fervura social que pode levar à reforma da Justiça, a mais importante das reformas a fazer, sob qualquer ponto de vista. Só por uma funda ignorância cultural e cívica, essência do salazarismo estrutural que tanto demora a passar, o povo não tem exigido aos partidos um decidido e transparente investimento no sistema judicial. O povo tem tido medo, tem sido cobarde, é miserável. Mas o poder continua na sua mão. Assim ele acredite na superioridade da democracia. Assim cada um acredite em si e queira viver com honra.

45 thoughts on “Freeport começa finalmente a dar lucro”

  1. bem Valupi, eu hoje acordei com um ataque de optimismo que roça a imbecilidade, e gostei muito de ler este post. Se o caso freeport der para sacudir a Justiça já é bem bom, seria aliás a melhor conversão positiva da coisa.

    Ninguém me convence que o caso freeport não é agenda política, em 2005, durante a campanha eleitoral, um graduado do PS contou-me que o Socrates tinha sido todo investigado há pouco tempo e tinham concluído que a mãe era rica, incluindo escutas e contas bancárias. Na altura nem fixei o assunto mas só pode ser freeport.

    O cavaquismo fará tudo por tudo para voltar ao poder executivo por causa dos nacos relativos aos bancos com aval do Estado, uma tentação incontornável para quem anda viciado em carcanhol.

  2. Desta veza não concordo nada consigo. Para mim o Prós e Contras evidenciou que há más práticas e comportamentos que nunca vão ser erradicados, nem sequer condenados. Foi elucidativo o comentário de Saldanha Sanches sobre as notícias do fim-de-semana sem que haja qualqur consequência. No que respeita à atitude da imprensa houve um consenso podre e covarde de que “estaria a penas a fazer o seu papel”. Se a moderadora não fosse a tolinha que sabemos, confrontaria Eduardo Dâmaso, que nem a propósito é do CM, sobre o papel da imprensa ao fazer sair uma noticia de uma compra de uma casa por parte da mãe de Sócrates, omitindo no destaque que se tratou de um caso bastante anterior ao caso Freeport e que nesse mesmo ano a Sra tinha vendido outra casa. Isto foi um lapso ? Isto é a imprensa a fazer o seu papel ? E finalmente, perante a evidência do ridiculo de toda a situação, bem exposta por Rui Gonçalves e Raposo Subtil, que estiveram em grande, os que para ali vão com ideias feitas continuam a afirmar que continuam a haver “factos” por explicar. Mais uma vez uma moderadora a sério exigiria a essa pessoa (CAA) que esclarecesse cabalmente quais os factos. Não o fazendo, continua todo o clima de suspeita artificialmente mantido.

  3. e quanto à crise é claro (atenção que a escala vertical está comprimida logaritmicamente) que se podia prevêr que a seguir à escalada da guerra do Iraque que inicia em Mar 2003 isto viria por aí abaixo, o financiamento das guerras gera sempre contra-pesos que se expressam uns anos depois, basta ler o Galbraith para ver a evidência histórica, ou dito de outra maneira voltamos à ária que temos de aprender, como dizia Glaucon a Socrates, na Republica.

    Agora os factos são:

    1.Os bancos centrais estão fartos de disponibilizar dinheiro aos bancos a taxa baixa, quase nula no caso do Fed, e os bancos pagam e emprestam uns aos outros,
    2. Em cima disso os Estados dão pacotes de garantias que equivale a dinheiro, mais injecções,
    3. O dinheiro não chega às pessoas e às empresas, ou pelo menos ainda não começou a chegar,
    4. Onde está o dinheiro? Nos bancos, claro, e nos banqueiros.
    5. É possível que muito tenha ido parar à China mas isso já é o que eu ouvia dizer em miúdo, quando não se sabia onde parava não-sei-quê lá vinha o Marco Polo ao barulho

  4. Subscrevo Jeronimo nos pontos relativos a Damaso e a CAA,

    e a propósito

    quem é este volumoso e gordurente senhor, tão senhor de si????
    abraço

  5. Enquanto for possível transformar mil euros em dez mil euros só com meia dúzia de assinaturas este baile vai continuar. Ontem, na RTP, tantas doutas pessoas e ninguém aflorou este aspecto do problema da corrupção. Quase toda a corrupção anda à volta da valorização administrativa de bens tangíveis.
    Se olharmos para os casos sobreiros do BES, terrenos do Major, Parque Mayer, etc, tudo está relacionado com a valorização administrativa de prédios (rústicos ou urbanos).
    Para mim, que sou um zé-ninguém, a forma de cortar este mal pela raiz seria alterando a Lei das Mais-Valias, com recurso a uma lógica semelhante à do IRS (taxas progressivas). Quem comprou por 10 e vendeu (ou valorizou administrativamente) por 1000, paga 70% de mais-valias.
    É certo que a “administração Sócrates” já deu alguns passos nesse sentido, com a alteração da lei de avaliação dos prédios urbanos. Mas não chega, e até tem aspectos negativos pois sobreavalia em muitos casos e não permite ao proprietário dizer: então se isto vale assim tanto fiquem vocês com o prédio e paguem-me esse preço. A sobreavaliação é uma forma de espoliar os proprietários.
    No Prós e Contras todas aquelas doutas criaturas esqueceram esta abordagem, e se alguém tivesse falado nisto punham-se todos a assobiar para o lado.

  6. dedo na ferida Heredia!, isso foi um dos grandes motores e se calhar o principal do PIB nas últimas décadas, mas é curioso porque começou com Salazar, é uma história com raízes gigantescas,

    se se aprovasse a lei de corrupção que permitisse indagar como as pessoas tinham aquele património com aquelas declarações de rendimentos naqueles anos, os departamentos de urbanismo das câmaras do litoral dava-lhes uma coisa,

    e tem que acontecer: tudo o que é director público tem que ter a declaração de bens online e responder por ela, dá-me idéia

  7. portanto: falhou o freeport volta o baile,

    esta gente ganha dinheiro com estas danças Valupi, não lhes invejo a sorte têm que andar de gravata e olheiras

  8. “Só por uma funda ignorância cultural e cívica, essência do salazarismo estrutural que tanto demora a passar, o povo não tem exigido aos partidos um decidido e transparente investimento no sistema judicial. O povo tem tido medo, tem sido cobarde, é miserável. Mas o poder continua na sua mão. Assim ele acredite na superioridade da democracia. Assim cada um acredite em si e queira viver com honra”

    Discurso puramente demagógico

    P.S: Gramaticalmente mal construído

  9. óh Herédia
    e que diferença faz obrigar os proprietários a pagar (1000, e paga 70% de mais-valias) ou 10.000 ou 100.000 se depois a obesidade administrativa e a ganância corruptora surripiam tudo?
    o mal não está nos bens imobiliários ou nas mercadorias. O mal está no mercado, quando se começou a transaccionar dinheiro por dinheiro com mais valias acrescentadas, como se o papel impresso fosse uma mercadoria.
    os wallstreeters não inventaram nada; o mesmo já o D.João VI tinha feito quando fundou o Banco do Brasil; e depois pirou-se com o ouro e deixou lá o papel.
    Afinal com o bush e o barroso apenas descobrimos que somos todos “brasileiros”

  10. “Carlos ‘o pescador’, tido na zona de Porto Salvo por homem que dava muitos conselhos democráticos ao filho, teve um final trágico. Na madrugada de ontem, cerca das 03h00 foi morto pelo próprio filho, de 21 anos, com um golpe de machado na cabeça. O jovem entregou-se na esquadra da PSP e confessou o homicídio”.

    Terá o Valupi muita razão: andam por ai muitos meninos, sem provas nem mobiles, mas doidos com tanta intriga, com vontade de cometer homocídio na pessoa dum cavaleiro responsável com mandato solene perante o povo da República Democrática do Vilarejo Corrupto.

    Se Sócrates, depois depois de ler o drama do machado, entrar em pânico desvairado e decidir reduzir a família para acabar com as suspeitas, já sabem como é que vai aparecer num processo: patruicídio premeditado sem concordância dos primos. Quinhentos euros de multa.

  11. zazie, gosto de te ver assim, feérica.
    __

    Carlos Santos, também tu andas feérico.
    __

    Z, isso seria o melhor que nos poderia acontecer: ver o Freeport a ser a alavanca que consegue levantar o mundo da Justiça do pântano onde está enterrado.
    __

    Jeronimo, concordo contigo. Mas também te lembro que a política não se faz só, nem principalmente, nos programas de TV. Portanto, compete-nos tratar do assunto, cada um na medida das suas capacidades e ambição, no dia-a-dia e no resto dos dias. Dizer que algo que esteja mal está condenado a nunca ser erradicado é apenas projectar uma frustração. A História está cheia de maldades eternas que desapareceram por vontade dos bravos.
    __

    aires bustorff, é o CAA do Blasfémias, uma personagem que adora polémicas.
    __

    Manolo Heredia, e se fosse só esse aspecto, estaríamos muito bem…
    __

    Filomónica, essa da “opacidade do olhar” vai ficar, mas não pelas razões que a autora gostaria.
    __

    Exsocialista, explica lá isso melhor, tanto a parte da demagogia como (e especialmente, pois quero sempre aprender) a da má construção gramatical.
    __

    Ana, sábias palavras.
    __

    xatoo, finalmente chegaste lá: o mal está na existência do dinheiro.
    __

    ESTACA, tens muita razão quando dás muita razão ao Valupi.

  12. talvez Valupi, engataste isso numa onda boa, seixa ver se surfamos bem, mas olha aqui, que mau, vê-me bem se isto vai para ao Estado o peso que é, muito chato para a confiança

  13. Vi dez minutos do Prosicontras, fiquei edificado. Saldanha Sanches lançando perdigotos mentais a uma velocidade estonteante – o saudoso vice-grande educador da classe operária. Será que lá em casa todos concordam com o que o ouvi defender ontem, sempre no terreno mais movediço das suspeitas e das insinuações, acerca de saneamentos políticos na Judite? E aqueloutro abutre gordalhufo de óculos, absolutamente impermeável a factos e argumentos, a insistir e re-insistir na suspeita e no lançamento de lama sobre Sócrates. Júdice e Subtil, claros, serenos e imparáveis. Chegou-me.

    A direita precisa de deitar abaixo Sócrates – e isso chegar-lhe-ia, de facto! – para ganhar as próximas eleições. Com Sócrates de pé, nada feito. A campanha vai continuar.

  14. ah, por isso é que eles estão todos esgatanhados e agora percebo porque veio aí o freeport! Atenção pessoal agora as ratazanas vão atacar que o esgoto está a arder,

  15. valupi
    padeces de dissonância cognitiva – não te enxergas para além das fronteiras do burgo psico interno
    e para te agravar a intromania imaginas coisas que não foram ditas

  16. Z, tinha graça encontrar uma correlação entre o caso SLN e o Freeport, mas fica para a fantasia.
    __

    Nik, essa suspeita do Sanches em relação à PJ, de facto, é daquelas que deixam a sala toda a cheirar mal.
    __

    xatoo, podes confessar. O que te lixa é o dinheiro, né? Preferes as economias de troca directa, para acabar de vez com o grande capital.

  17. bem, a reemergência do caso pelos vistos está temporalmente correlacionada, não custa a crer que fosse uma espécie de ameaça para não se fazer o anúncio de que o BPN não vai indemnizar os accionistas, estavam todos a fazer-se ao bife do Estado.

  18. Vejamos primeiro a má construção do texto

    1-profunda
    , cultural (pontuação)
    .O povo (pontuação)
    judicial. O mesmo (evitar a repetição de povo outra vez)
    cobarde e é (falta o e)
    mão, assim (pontuação)
    Assim (repetição)

    Demagogia
    Salazarismo estrutural – Conceito inexistente
    povo não tem exigido aos partidos um decidido e transparente investimento no sistema judicial.- O povo não elege orgãos do poder judicial
    superioridade da democracia- Ideia confusa e pouco clara

    Não digo mais para …

  19. De facto contra factos não há argumentos.
    É uma chatice quando verificamos que escrevemos mal e não sabemos justificar as nossas opiniões.
    O meu caro Valupi é patético

  20. Exsocialista, explica lá isso melhor, tanto a parte da demagogia como (e especialmente, pois quero sempre aprender) a da má construção gramatical.

    Expliquei

    Reposta:Exsocialista, larga o vinho.

    A anormalidade tem muitos nomes

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.