Escuta, Cavaco

MA – [atabalhoada, confusa, errada, inepta apresentação do caso das escutas]

JSCavaco Silva, quer responder?

CSQuero responder e mais do que isso… O sr. candidato anda muuuito distraído. Um candidato não pode andar distraído quando tem todos os seus meios à disposição. Pode ir consultar a página da Internet da Presidência da República e está lá tudo aquilo que eu devia dizer – e que é a verdade! Sabe, a verdade é muito fun-da-men-tal, principalmente para a resolução dos problemas de um país. Porque um cidadão in-for-mado, um povo informado, enfrenta melhor os problemas do País. A verdade gera confiança, enquanto a ilusão o que faz é gerar descrença.

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Debateminutos 20 e 21, a resposta de Cavaco dura 30 segundos e o assunto não volta a ser falado.

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Um dos acontecimentos mais extraordinários da minha vida adulta, como cidadão para quem a política é parte constitutiva da identidade, é a Inventona de Belém. O espanto não está tanto no facto de ter acontecido, conhecendo nós cada vez melhor o calibre dos seus mentores e executantes, mas no facto de ter desaparecido sem qualquer consequência, seja ela qual for. E se o Governo, portanto o PS, nada podia fazer naquele contexto – com eleições daí a semanas quando a conspiração foi lançada ou a dias quando foi desmontada, e com a obrigação de formar um novo Executivo agora sem maioria parlamentar e no meio de uma desvairada crise económica – é inacreditável como o tema não foi aproveitado por nenhum dos candidatos presidenciais que se propunham derrotar Cavaco. Nenhum, pois o que fez Alegre no debate é igual a nada. E ainda se deixou tratar de forma ignóbil, como um farrapo onde se escarra e manda ao chão.

Qual a razão que justifique não ter o Ministério Público aberto um inquérito-crime neste caso? Não estaremos, deixa cá pensar meio segundo, perante um retinto atentado ao Estado de direito?

Os imbecis da esquerda imbecil são imbecis precisamente por causa das imbecilidades que fazem, não por serem menos inteligentes do que o comum dos mortais. Terem apostado no BPN em vez de no caso das escutas é apenas mais uma das manifestações da sua endógena imbecilidade. A causa de tal imbecil escolha por um tema que permitia vitimizações, os dinheiros privados num tempo de pousio da actividade política, poderá ser a mesma que explica o silenciamento das operações do duo Lima-Zé Manel, as quais igualmente serviam os interesses do BE e PCP para as eleições de Setembro. Tudo o que fosse munição para deitar abaixo Sócrates era festejado pelos imbecis, viesse donde viesse, até dos reaças mais fanáticos. Por isso não vimos a legião de histéricos comentadores da esquerda imbecil a pedir explicações ao Presidente da República, muito menos responsabilidades. Preferiram juntar-se à Manela e ao Pacheco para explorar outras escutas no Parlamento, essas reais e com sabor a caldeirada de enguias à moda de Aveiro.

No debate com Cavaco, Alegre estava tão pouco à-vontade no Belémgate que é penoso assistir ao esforço que faz para se recordar da cábula. Obviamente, não era assunto que tivesse peso na sua imensa alma republicana, democrática e socialista. Não metia professores, sindicalistas ou doentes, pelo que era irrelevante para o combate da grande esquerda. E é por isso que, depois de levar com uma desanda que ofende qualquer português que não esteja em coma, Alegre nem sequer fez sentir a sua repulsa. Foi toureado por um sonso que nos envergonha, vexame completo.

Alegre devia ter feito da sua candidatura a continuação do tal tantas vezes incensado movimento cívico com que andou a pavonear-se 5 anos. Mesmo que continuasse a querer o apoio do PS, que mendigou, e o dos imbecis do BE, que abraçou, foi pura estultícia ter ostracizado o centro. E era canja garantir tranquilamente uma 2ª volta, posto que já levava 1 milhão de votos de avanço: bastava fazer das questões da Justiça o núcleo temático da sua estratégia. Esse é o território mais universalista, e importante, para quem se candidata ao único órgão de soberania unipessoal, aquele onde se representa o Estado ao mais alto nível da hierarquia. E esse é um território onde Cavaco é cúmplice das disfunções e perversões do sistema. Os portugueses desesperam com a ausência de líderes que assumam o desafio de enfrentar o poder de magistrados em roda-livre, apostados em fazer aos políticos que não se vergarem o que já fazem aos cidadãos: subalternizá-los aos interesses da corporação. O Presidente da República é a única figura que tem uma autoridade sufragada que lhe permite enfrentar os agentes da Justiça com um poder que lhes é fundamentalmente superior: a representação suprapartidária do Povo. Quer dizer, o Chefe de Estado tem a legitimidade para lembrar à Justiça que deve respeito ao Soberano.

Assumir a Justiça como bandeira de campanha teria como efeito reunir o mais largo consenso possível entre o eleitorado. E permitiria tocar em qualquer outra área a partir desse compromisso – pois é a ela que tudo vai dar, é dela que tudo parte. Ali centrado o debate, até de Estado social ou de pastelarias na Av. de Roma se poderia falar com proveito e elevação, quanto mais de tocas muito fundas no Algarve.

Se existisse imprensa em Portugal, alguém já teria corrido a Comissão de Honra do candidato que mais acredita na utilidade da Internet com esta singela interrogação: Acha que Cavaco Silva respeitou os seus deveres constitucionais no seguimento da conspiração lançada pelo Público em Agosto de 2009? Justifique a resposta. Após a recolha das mesmas, teríamos uma radiografia do que realmente vale a direita nacional. É que estamos perante uma situação onde não se pode servir a dois senhores, só se iliba Cavaco sacrificando o amor próprio.

A direita é unânime em dizer que Cavaco esteve mal ou não esteve bem (variante que depende do grau de hipocrisia do falante) no caso das escutas. Claro que não retiram daqui nenhuma outra conclusão, são cínicos cúmplices desse mal ou dessa ausência de bem, mas a anuência perante o óbvio permite a constatação: ele não tem ninguém que o defenda neste escândalo. Se juntarmos os restantes ingredientes – a revelação pública dos bastidores da manobra, a manutenção na Casa Civil do seu operacional e a recusa de Cavaco em explicar o que se passou – mais enigmática, absurda e aviltante fica a opção dos candidatos presidenciais em evitar pedir responsabilidades àquele que as deve por juramento. Não existe protecção nem fuga possíveis, seria tiro ao boneco do princípio ao fim da campanha. Mas quem é esta gente que desperdiça o maior trunfo para expor a essência manipuladora do Cavaquismo e ainda pretende captar o nosso voto?

Na pseudo-resposta que Cavaco dá a Alegre – onde começa por o insultar de forma primária e depois expressa facialmente o turbilhão de emoções violentas que o consomem – manda-o para a Internet procurar aquele que é o mais desprestigiante e lunático discurso que alguma vez se leu, ou lerá, no Palácio de Belém. De seguida, despeja uma mixórdia onde repete de forma maníaca o mantra da verdade. Não diz uma única palavra que se ligue ao episódio e sua responsabilidade nele. E deixa sinais de estar num processo esquizóide muito avançado ou de ser um político cuja consciência está dominada pela sua vontade de poder.

Escuta, Cavaco: mesmo que o eleitorado nem sequer te obrigue a uma 2ª volta, assim mostrando que despreza tanto o Estado de direito quanto tu, continuarão a existir alguns portugueses em Portugal. E não vais escapar à nossa vigilância.

29 thoughts on “Escuta, Cavaco”

  1. Seria bom que a imprensa nacional fosse buscar o Tim Roth para decifrar as expressões de Cavaco. Para mostrar ao Povo que acredita no Pai Natal que, no mínimo, houve cumplicidade na Inventona.
    Abraço.

  2. Compreendo, Valupi, o tamanho da tua desilusão com Alegre. Alegre podia… e devia… É verdade que tinha tudo na mão para dar um nó cego à inacreditável criatura que vai ser reeleito PR. Mas esqcesete de referir aquilo que, lucidamente, já afirmaste aqui no blog: Alegre é um balão de ar e fez-se ao lugar por vaidade apenas. No fundo, ele nem quer ser presidente, porque isso dá muito trabalho, apesar dos acessores. E se há coisa que ele deteste é empenhra-se, seja no que for. Poesia, pesca, critica fácil mas sempre no contra, para evitar assumir responsabilidades é disso que gosta. Por isso nunca estudou uma estratégia para a campanha e se deixou humilhar por um sonso.
    Com toda a sinceridade: este homem não merece um voto que seja. Mas o outro, o sonso e faz-de-sonso, merece muito menos e vai ser colocado em Belém pela casta dos corruptos, vendidos (os jornalistas) , justiceiros travestidos de magistrados, e uma direita rançosa que contou com a tão inesperada quanto prestimosa colaboração do BE e PCP. Depois do frete a esta gente, os eleitores do PCP e BE vão sentir até que ponto foram atraiçoados, se for concretizada a golpada em marcha. Sim, porque este silencio imposto à comunicação social pelos donos da coisa constitui um verdadeiro golpe.

  3. Queria sublinhar só um aspecto em que não podias ser mais certeiro (quanto ao resto tens igualmente razão em tudo): o homem não dominava o tema das escutas, nunca lhe tinha ligado, tinha aquilo colado com cuspo. Só o meteu no debate algo contrariado. Tinha uma cábula, mas não estava seguro de ser capaz de recordar os pormenores; à primeira oportunidade “esqueceu” o tema.

  4. Cavaco Silva, apesar da idade, não perdeu o jeito de fazer teatro com expressões faciais. Não tenhamos ilusões. É uma arte de defesa. Dá-lhe um ar de criatura impoluta, em que muitas pessoas acreditam, mas que já provou de muitas maneiras não ser. Quando leu o célebre comunicado destinado a esclarecer a inventona, pôs uma expressão de insuportável ofensa (assim como na comunicação sobre o estatuto dos Açores) e leu um conjunto de frases absolutamente incompreensíveis. Quem cai ainda no engodo? Este homem merece uma lição. Votemos em qualquer candidato, mas neste não, por Júpiter!

    Quanto ao Manuel Alegre, a voz tonitroante é pouco mais do que um tom de declamação de poemas épicos. No que interessava ali naquele debate, no que respeita ao assunto BPN/SLN, que era uma resposta efectivamente demolidora à vacuidade da argumentação, ainda por cima esquizofrénica e professoral, de Cavaco (teatro e mais teatro!), Alegre amochou. Falta de perspicácia, de à-vontade, distracção? Será tudo isso, mas também falta de adesão à causa, digamos. O que é certo, como bem dizes, é que, na altura da inventona, a esquerda radical com quem Alegre namorava, pouco ligou, preferindo antes fazer conluio com o PSD e CDS nos ataques ao governo. O alvo não era Cavaco, era Sócrates. De certa forma, para Alegre também. Ainda agora, suspeitamos que não tenha mudado muito. Essa é que é essa…

    Por isso, não foi difícil a Cavaco decidir recandidatar-se. Tendo consciência dos factos menos limpos da sua vida que lhe poderiam ser apontados na campanha, olhou em volta. E o que viu? Todos os adversários faziam parte dos que, numa altura ou noutra, pediram a cabeça de Sócrates!

  5. Tremidas, ou pretas, como as coisas estão, só vejo uma solução: meter o caso nas mãos dum bom advogado. Sugiro o Ricardo Sardo do primeiro comentário, é impoluível, democrata, gosta de futebol e vive num planeta desconhecido onde há jornalistas isentos.

    E o Tim Roth nunca meteu medo a ninguém. Nem ao natural, quanto mais em farsas politicas.

  6. Caramba, Valupi, isto é do melhor que já li. Não tenho grandes palavras de elogio que lhe façam justiça, mas deixo a minha expressão facial.

    Concordo absolutamente contigo na questão da justiça. E apesar da desgraça que tem sido a campanha, e da absoluta inépcia no debate com Cavaco, manifestei aqui a minha intenção de votar nesta aventesma por ter sido o único a falar, ainda que ao de leve, nesse tema. Foi pouco, mas foi um começo. A justiça estava pelo menos na mira de um candidato, e isso merecia, na minha opinião, ser encorajado com o meu voto, por pouca diferença que fizesse.

    Pois bem, esquece lá isso, Alegre. Depois de ler isto, já percebi que não só não fazes a mínima ideia do que é que falavas como, e desculpa a linguagem, a tua estupidez atinge níveis épicos. A asneira de te deixares levar por este movimento nascido no seio da maior estrumeira que existe no espaço dos media, autentico viveiro de pulhas que salivam por uma lei que lhes permita dar cobertura legal a perseguições e golpadas, mostra bem a tua fibra moral, o teu sentido do que é um estado de direito, e a tua incompreensão do que se tem estado a passar na politica portuguesa e na justiça nos últimos anos. Mostra também, lamentavelmente, o teu nível de inteligência, e não é bonito.

    Faço-te uma pergunta, e uma apenas: quando os magistrados de Aveiro se apanharem com uma lei que lhes permite legalizar a calúnia, achas que vão fazer o quê com ela?

    És uma desgraça, Alegre. Aliás, és uma afronta à palavra desgraça.

    Voto em branco será, então.

  7. De facto é inacreditável como Cavaco consegue escapar a este tema durante toda a campanha. De certa forma foi uma bênção para ele o caso BPN, embora possa causar alguma mossa, o que lhe permite mesmo é vitimizar-se, e é o que tem feito. Ao contrário, se a Inventona tivesse entrado a sério na discussão, não teria fuga possível. Como diz o Valupi é assunto onde ninguém o consegue defender. Não haver nenhum candidato que o consiga atacar é algo que me ultrapassa.

    Concordo com o Olimpio Dias, Alegre não tem, nem nunca teve, nenhuma intenção de ganhar estas eleições. Nas últimas a sua grande vitória foi ter ficado à frente do candidato apoiado pelo PS, e nestas já ganhou, pois conseguiu o apoio do partido e de Sócrates. Com o que se viu neste debate com Cavaco, por exemplo, e com o desnorte da campanha em geral, parece-me que era esse o seu primeiro e último objectivo com esta candidatura.

  8. OK, a questão mantém-se: este domingo vota-se. Sempre tenho pensado que lá iria depositar o meu primeiro voto em branco. Entretanto, parece que os votos em branco não contam em eleições presidenciais (?!). Portanto, para dificultar a vida ao Cavaco e obrigá-lo a uma segunda volta – que o gajo anda numa de que isto são favas contadas (e aqui entre nós, são mesmo) – o que fazer? Vou para o Defensor? Tomo um valium e acordo só no dia seguinte? Alguma sugestão?
    P.S. Não estou a conseguir engolir o sapo de votar Alegre, por isso esqueçam desde já essa hipótese.

  9. Mal comparado é como tentar esquecer o «pronunciamento de Tancos» de Setembro 1975 para só falar do «25 de Novembro» 1975. Mas o «pronunciamento de Tancos» foi mesmo um elemento chave…

  10. Alegre não criticou Cavaco na questão das “escutas de Belém”, porque o respeitinho ainda tem muito peso em Portugal. Em rigor, as criticas na sociedade portuguesa são sempre “suaves”. É natural. Todos têm interesse que o “sistema” não mude. Amparam-se uns aos outros, porque uns e outros sabem que vão alternar-se no poder. O “alterne” é a condição natural das putas políticas. Não perceber isto, é pensar que o Benfica é melhor que o Sporting e vice-versa…

  11. V. Kalimatanos, não entendi se o seu comentário era um elogio…
    De qualquer das formas, sonho, de facto, com um mundo os jornalistas são todos profissionais, sérios e imparciais. Tara a minha, só pode!
    Cumprimentos.

  12. Edie, eu tinha as mesmas dúvidas (queria votar em branco mas, ao mesmo tempo, queria que o meu voto contasse como não-cavaco e não-alegre); depois de ver as entrevistas com o José Manuel Coelho, decidi que vou votar nele! Que tal? :-)

  13. é de facto esquisito este esquecimento das escutas…
    logo desde a sua ocorrencia…

    mas agora????

    cavacu
    esse esquece tudo que lhe convem,

    que foi delator da madrasta sogra
    que investiu e desinvestiu nuns titulos do BPN
    na Coelha, etc,,,

    sempre com os mesmos amigalhaços, gente de bem claro…

    agora os outros candidatos,
    “porque se callam?” como diria D. juan Carlos???

    de facto, só Defensor e Coelho mostram capacidade de afrontar cavacu,
    sem receios
    e ele teme-os por relativamente imprevisiveis…

    vamos esperar o que falta arrivare…

    abraço

  14. Se Cavaco não falar hoje, Alegre não tem inspiração para os bitaites de amanhã.
    Alegre não passa de uns bitaites

  15. Tem toda a razão! No dia 8 do mês corrente, no meu blog, o-manojas, já eu recordava que o caso das escutas era muito mais grave que o caso BPN. Mas parece que anda toda a gente muito destraída. Veja-se o caso da humilhante rábula da pensão da primeira dama, com ele, Cavaco, a pôr-lhe a mão por cima, dizendo que ela vivia à custa dele, que ele tinha que trabalhar para a sustentar, com aquele seu esgar próprio de um filme de terror. Pelo seu meio sorriso envergonhado, creio que a primeira dama não se sentiu muito feliz com a desfaçatez do seu homem. Mas o que é lamentável é que parece que ninguèm deu por nada, nem sequer as senhoras jornalistas e comentadoras. Mas então aquilo não foi uma humilhação feita a uma mulher?

  16. Carta a uma mulher zangada, Edie.

    Eu não posso votar. Gostaria. Embora, uma reflexão. A direita em toda parte, não duvida do seu candidato, vai toda juntinha. O que se importa é ocupar o lugar, o poder. Sob de tudo que não chegue lá, o poder, um sarjeta quaisquer da esquerda. Então, ainda que houver que fechar o nariz, pelo cheiro, sempre será melhor ter ganhador a qualquer outro que o mau conhecido.
    Esperava mais do poeta. Sim, acho estar morno e fraco.

  17. mdsol, já viste a coincidência? Mas se a Igreja até conseguiu arranjar uma freira milagrosa para poder beatificar o João Paulo II num instante, como poderia Deus negar ao nosso santo Cavaco uma goelazita assim?

  18. shark, já que falas em coincidências, ainda temos aquela dos ataques aos direitos básicos dos juízes, como a tributação sobre os 800 euros de subsídio à habitação, mesmo quando ganham mais do que, precisamente, o PR. Vivemos no maravilhoso mundo do acaso, que, por acaso, se inclina sempre para o mesmo sentido.

  19. Bem, confesso-me absolutamente siderado por este texto portentoso! Nem carece de mais comentários, está lá tudo e é só reler…

    Apesar de chocado com o conveniente adiamentozinho do Julgamento do Século, não me preocupa por aí além: o seu decurso assombrará, fatalmente, o provável segundo mandato de Cavaco, como uma inexorável contagem decrescente, desde o primeiro dia pós-eleitoral e até ao seu fim (dure ele cinco anos, ou menos…)!

    Quanto ao voto em branco, assunto importante, desde já confirmo que é matemáticamente inútil (é como deitar o boletim de voto ao lixo) e políticamente pouco ou nada também vale. É apenas um desabafo íntimo da consciência (que se pode ter no duche…). Para forçar uma segunda volta, mesmo que por puro diletantismo, é preciso VOTAR EM ALGUM DOS OUTROS, mas não em Cavaco. Esclarecida, “edie”?

  20. Este Valupi sempre me encanta. Ou muito me engano ou é um jovem quadro, de cerca de um metro e noventa e com um nome bastante parecido, na realidade rebento dum rimador tão encantador como ele e cheio de lata.

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