1º Grande Prémio da Leviandade no valor de 68,7 milhões de euros

“Este processo decorreu de forma muito leviana do ponto de vista político”, afirmou Miguel Macedo, denunciando que “não foram acauteladas questões básicas, como saber quanto envolve em termos de necessidades orçamentais e garantir que o novo sistema fosse aplicado a todos”.

O governante lembrou que a aplicação do novo sistema teria um impacto financeiro adicional global de 68,7 milhões de euros em 2010 e 2011, o que “é muito dinheiro nas actuais circunstâncias do país”.

O novo sistema remuneratório das polícias entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2010, mas, como sublinhou Miguel Macedo, foi suspenso através da lei do Orçamento do Estado que vigora em 2011.

Fonte

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Miguel Macedo declara que ter-se decidido aumentar os polícias em 2009 é leviano à luz da ruína financeira a que o PSD conduziu o País em 2011. Isto porque o acréscimo salarial, ponderado a dois anos, é o equivalente ao que Porto, Benfica e Sporting gastaram em contratações só em 2011.

Talvez tenha razão. Enquanto não tivermos a certeza, anuncio um prémio de 68,7 milhões de euros para quem, jornalista profissional ou mero curioso, consiga descobrir uma qualquer opinião de Miguel Macedo a respeito dos casos BPN e Madeira do ponto de vista da leviandade.

8 thoughts on “1º Grande Prémio da Leviandade no valor de 68,7 milhões de euros”

  1. val, concordo com tudo no texto.Espera,quase tudo, há uma excepção: gostaria de relembrar que o psd só governa desde junho, e inclusive até aprovou os pecs todos antes desse, portanto ter sido ele o causador da ruina financeira parece-me algo exagerado xD

  2. Não é exagerado se pegar nos numeros da execução orçamental desde o inicio do ano até maio e depois de maio até hoje. Garanto-lhe que não favorecem em nada o governo actual…

  3. ER, a ruína financeira é o resultado conjugado do chumbo do PEC 4, o qual obrigou ao pedido de empréstimo forçado nas condições que foram impostas pela Troika, o qual baixou a credibilidade financeira do País assim tornando impossível obter regulares empréstimos, e o qual cortou a actividade financeira por causa das eleições, levando à redução do investimento, do consumo e da produção.

  4. Val, há aqui algo de confuso nesta notícia. Por exemplo, este parágrafo:

    “O ministro não se pode sobrepor à lei, é uma lei da Assembleia da República. O sistema remuneratório dos profissionais da GNR e da PSP está suspenso, não por decisão deste Governo mas porque a lei o suspendeu”, afirmou.

    Mas que lei? Se não foi deste governo, foi do anterior, não? O orçamento de 2011 ainda vem do governo anterior. Nesse caso, terá sido esse mesmo governo “leviano” a pôr fim à “leviandade”? Não percebo. Ou a leviandade foi mais uma daquelas da coligação negativa?

  5. Penélope, as leis são sempre da Assembleia da República. O Governo faz aprovar decretos-lei ou propostas de leis (estas outra vez pela Assembleia). Assim, esta alteração terá resultado da aprovação do Orçamento de 2011 pelo Parlamento. Visto assim, não há confusão.
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    er, depois do chumbo do PEC, os juros dispararam para valores nem de perto nem de longe registados antes desse acontecimento. Quanto ao PEC IV ser suficiente, ninguém sabe. Mas, mesmo que não fosse por causa da continuada convulsão europeia e demais factores, tal seria sempre mil vezes preferível à actual situação.

  6. Vamos por pontos: concordo contigo em que o psd de facto nao tinha motivos para chumbar o programa.Eles( a outra esquerda não iria votar este pec, pelo menos com estas medidas recessias e esse é o ponto), e o eles é o psd, podiam de facto ter evitado a chegada da troika. Mas mesmo que fossemos aprovar o IV, como as coisas estão na europa iriamos ter que andar de pacotes em pacotes, com medidas cada vez mais gravosas, sendo que o ultimo ja previa aumentos de impostos e congelamentop de pensões.E falamos em ganhar tempo, porém a verdade é que não sabemos o tempo que a europa demorará em perceber que este caminho está a enterrar-nos num atoleiro.Seria menos gravoso que a chegada do fmi, mas tenho duvidas que fosse ainda assim resultar.Porque não tenhamos ilusoes, mesmo que seje verdade isso de estarmos integrados, a verdade é que nao deviamos ter entrado no euro e aceitado os acordo do maastricht.Condicionou a nossa soberania.A nossa integracao na europa não é suficiente para desmentir a realidade de que mais austeridade ou menos austeridade não resulta.É um caminho recessivo, que mina o crescimento, e não permite saldar as finanças.As exportacoes, por mais que elas crescam , são insufucientes para preencher o lugar do consumo.
    Veja-se a grécia: a retórica conveniente para certa direita e algum centro, é que a grécia não se reforma e não cumpre prazos.Mas a grécia já avançou com milhares de planos de austeridade, e conseguiram alguma coisa com isso.NADA DE NADA, UM ZERO LATENTE E ÓBVIO.Estão em risco de reestruturar a divida neste momento.E quer com os pecs (menos agressivos) quer com troika, nós assim também não iremos sair da cepa torta. That´s the bitter and ugly truth.Point

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