O jacaré e as lagartixas

Há porém agora uma nova versão destes ataques que é a invenção de histórias falsamente testemunhais em que apareço como parte e que são, pura e simplesmente, inventadas. Nem sequer são apenas deturpadas, falsas, são inventadas. De uma ponta a outra. E como na Internet nada se cria e tudo se transforma, elas circulam repetidas dia a dia ganhando nessa repetição o estatuto de verdadeiras.
(…)
Há um mecanismo psicológico que faz com que as pessoas inventem “factos“ que as relacionam com alguém que tem a maldição de ser demasiado conhecido, quer positiva, quer negativamente. Já não é a primeira vez que isso me acontece e não será a última. Sei também que não adianta desmentir nada, a história, essa e outras, continuarão a circular. Como disse antes, é a vontade de alguns de que seja verídica, que a faz circular, porque isso é útil para os ataques de carácter.

Lamentos de Pacheco

 

O Pacheco Pereira tem toda a razão, embora o que mais surpreenda neste vídeo insonso não sejam propriamente as acusações e deturpações imbecis, mas antes o facto de conseguirem pegar numa das personagens mais trágico-cómicas da nossa política e terem um resultado tão tristonho e desinspirado. É, convenhamos, uma enorme seca, a confirmação que o 31 da Armada está a cair naquela triste decadência Hermanjoseniana que inevitavelmente atinge os putos reguilas quando se tornam parte do establishment. Especialmente quando esse establishment é o Passos, o Relvas, a Cristas e, enfim, o Álvaro.

Há no entanto um lado muito positivo deste episódio que o afamado estratega deverá ter em consideração, à laia de consolo: ao menos estes aprendizes de feiticeiro não têm uma comissão parlamentar de inquérito à disposição. O estatuto, afinal, ainda vale alguma coisa.

5 thoughts on “O jacaré e as lagartixas”

  1. Caro Vega9000,
    pegar neste interessante exemplar da fauna que militou por diversas áreas partidárias é sempre um trabalho interessante, e este Pacheco que agora se queixa ter-se-á entretanto esquecido do seu clone que atacava cegamente tudo e todos há poucos tempos atrás.
    Não lh importava então, que fosse verdade ou mentira, existissem ou não provas condenatórias para em plena praça pública assassinar outros personagens que com ele compartilhavam a vida política, bastavam-lhe então as convicções, as certezas próprias.
    Hoje, queixa-se do monstro que ajudou a criar dizendo-se vítima do mesmo!
    Não se comseguirá ele interrogar de quem é o pecado original?
    Afinal tanto tem lido e tem servido para quê?

  2. Pacheco está a beber do veneno que fabricou e publicitou do alto do seu estatuto de deputado da nação. Já se esqueceu de quantos assassinatos de caracter foi autor. Suma pulhice, este lamento.

  3. Este é um dos assassinatos de carácter (de candal) que pacheco pereira ajudou a perpetrar.

    Teve a ajuda de jornalistas analfabetos que repetiram à exaustão o que o deputado laranja disse que lá estava escrito (e que não está mesmo) em vez de dizerem que as ilações eram tiradas pelo próprio pacheco, que envenenou e aproveitou o crime.

    http://vmarquivos.blogs.sapo.pt/arquivo/482393.html

  4. Repare-se como a besta abrupta escreve:

    “conheço-os bem demais do que eles gostariam que os conhecesse. Eles sabem disso e incomoda-os, porque os tomo ao ridículo”.

    Prá primária, já!

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