Breves conclusões da cimeira

Os alemães e os franceses provaram que a UE e o Euro são para levar muito a sério, o “independente” BCE pode ladrar o que quiser, mas dá a pata quando o dono manda, e mais nada. Estamos definitivamente a caminho de uma federação, e se as coisas derem para o torto, como podem perfeitamente dar, vamos todos abaixo. Mas por agora respiramos. O Papandreou, como bom socialista,  salvou o seu país e deve ser corrido em breve. O Pedro Passos Coelho é um filho da mãe com sorte, e tem governo para quatro anos, ou até começar a recuperação e o Cavaco quiser disputar os louros, o que chegar primeiro. As grandes obras e investimentos públicos com fundos da UE – para a criação de emprego e recuperação da economia – devem ser lançados para o ano e serão valentemente elogiados pela direita, para quem o betão é o equivalente da cocaína. O BE morreu ontem. O António José Seguro também, mas ninguém dará pela diferença.

13 thoughts on “Breves conclusões da cimeira”

  1. Portanto vamos la ver se percebi.

    O PS foi, mais uma vez, completamente ludibriado na sua politica de se encostar ao centro e so voltara a ser governo quando, inevitavelmente, estivermos outra vez oficialmente em “crise”. Até la é fartar vilanagem e sobretudo não mudar um milimetro nos fundamentais, que estão assim desde Regeneração :

    – Povo não temos, pelo menos que valha a pena. So labregos e Marias da Fonte. Ou seja, uma gentalha infrequentavel, que esta bem mesmo é nas Indias ou nas Alemanhas onde ha quem os saiba pôr a trabalhar, e assim sempre vão enviando uns tustos para ca e dão de comer aos nossos empreiteiros construtores de mamarrachos.

    – Solução, como sempre, é esperar o que vem la de fora e entreter a ilusão de que essas soluções interessam ao pais, e não apenas aos pequenos capatazes que, sem a minima perspectiva de desengano no horizonte, temos como “de elevado potencial”.

    – Alias quem ainda acredita em soluções e o que tem o PS a ver com elas ? O unico objectivo politico do PS, desde sempre e para todo o sempre, é o de “governar-se”…

    Tem agora quatro anos para descansar desta cansativa actividade…

    Boas.

  2. Pois, os inimigos do Euro depois de ano e meio a especular (e a acumular um colossal tesouro de guerra) vão, perante uma UE, que fez ontem o que teria sido o mínimo dos mínimos há ano e meio atrás, e que deixou intacta a wunderwaffe desses inimigos (mercado de CDS), vão agora, dizia eu, capitular incondicionalmente… deve ser verdade, deve… agora o alvo vai ser, não a periferia, mas o coração da zona euro…
    não percam os próximos episódios!

  3. Kid Karocho, quem especula não é necessariamente “inimigo do Euro”. São tipos que vêm uma oportunidade e aproveitam. Veremos o que fazem os mercados depois da euforia. O coração do Euro é uma forte possibilidade, mas há rumores que o sistema bancário do Reino Unido é a seguir.

  4. Vega, é evidente que há especuladores em todos os mercados pelas mais variadas motivações que geralmente têm a ver com a inflação das suas carteiras.
    Agora é no mínimo estranho que os alvos de especulação nos CDS de dívida soberana (que básicamente são apostas na falência de um estado) são por coincidência os elos mais frágeis da zona Euro, quando há muito país no mundo em pior situação…

  5. É sabido o gosto dos mercados pela ondulação forte e a verdade é que não se vislumbram razões para se desatar a atirar foguetes. Nem sequer para os encomendar.

    Talvez o Durão Barroso tenha motivos para alguma euforia, mas nós já sabemos qual é a sua bitola.

    O que podemos dizer com algum optimismo é, que de planos tendencialmente destinados a afundar os países, resta alguma esperança que os deixaram a boiar ao sabor da maré.

    Se não se fizer o trabalhinho de casa corremos bem o risco dos foguetes nos rebentarem nas mãos. E com enorme estrondo.

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