Volare

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Um preconceito, ferozmente instituído pelos mesmos que nos anos 50 e 60 começaram a transformar a velhice em estigma e a morte em tabu, acaba de levar um tiro certeiro num dos motores, podendo vir a despenhar-se no futuro próximo. A American Academy of Neurology acaba de publicar os resultados de um estudo de 3 anos com mais de 100 pilotos de aviação. Objectivo: comparar as capacidades dos pilotos em relação à diferença de idades, cujos limites foram de 40 e 69 anos. Descoberta: se os mais novos começam por obter melhores resultados, os mais velhos acabam por conseguir os melhores desempenhos ao longo do tempo. Tendo em conta que pilotar um avião requer mais competências cognitivas do que as exibidas usualmente pelos nossos políticos, patrões e jornalistas, a descoberta é relevante para todo o mercado de trabalho e demais funções públicas.

Para além da inteligência cristalina, temos agora a inteligência cristalizada. A qual pode levar a altos, e seguros, voos.

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