União Nacional dos Imbecis – II

Paulo Portas aproveitou os episódios na Bela Vista para sair à rua com archotes e cordas. O passo seguinte será vermos este bravo a chefiar milícias populares para cercarem o bairro.

Jerónimo de Sousa olhou para os episódios na Bela Vista e não viu casos de polícia. Viu o Governo. Donde, para levar algumas pessoas que lá moram a não dispararem armas nem destruírem bens de terceiros, a solução configura-se simples, óbvia: é só resolver a situação económica e social e as discriminações sociais.

Os extremos demagógicos destes líderes, e respectivos partidos, comungam da mesmíssima irresponsabilidade: reduzem a complexidade dos problemas sociais a visões ideológicas onde se anula a inteligência que vem da objectividade e se assanham as emoções básicas dos ignorantes.

Cabrões.

14 thoughts on “União Nacional dos Imbecis – II”

  1. Quando o PC informou que os benefícios fiscais concedidos aos bancos portugueses no ano em que ficou concluída a ponte Vasco da Gama davam para pagar a dita ponte, também estava a fazer utopia…
    O problema é sempre o mesmo; quando há condições para governar a favor do povo, governa-se a favor dos poderosos, quando não á condições é porque não as há.
    Valupi, muda de ramo! achas que ainda alguém acredita que o Socras e todos esses que andam lá por S. Bento e por Belém são quem mandam cá no burgo?
    Se alguém ainda tinha dúvidas, elas desfizeram-se com esta crise financeira. Ficaram as carecas todas à mostra!

  2. Ora , desculpa , vou duplicar o teu comentário , V. E que propões para resolver os casos tipo bela vista e o anterior ( a tal rixa entre negros e ciganos) do qual não me lembro o nome ? E que explicação dás para estes conflitos?

    Conste que não vi uma imagem sequer nem li grandes letras acerca desse assunto. passo. são grandes , entendam-se. já dei para esse peditório.

  3. mf, proponho, antes de tudo o mais, que se conheça o problema. É essa a responsabilidade de todas as autoridades envolvidas, e não há nenhuma razão para pensar que não estejam a agir com competência.

    As causas para rixas e conflitos podem ser inúmeras. Mas uma coisa é certa, não há política alguma no mundo que as consiga definitivamente evitar. Porque fazem parte da animalidade da natureza humana.

  4. não deste solução nenhuma. adiante.

    não ponho em causa a actuação das autoridades. fazem o que têm de fazer.
    mas ponho em causa o ” politicamente correcto ” e os coitadinhos. ponho em causa a atribuição de subsidios sem nada à troca ( os subsidios saem-me do bolso) , os bairros sociais nas periferias e uma serie de palermices.
    Há problemas e há recursos. Há regiões desertificadas e terras ao abandono ( se o estado salva bancos , também pode alugar terras , non? ) ; há uma dependência excessiva ( 70% , 80% ? ) do exterior em termos de alimentos ; e há uma data de gente sem fazer nada a receber do erário e como não têm emprego , tanto lhes faz estarem ali ou acolá…E quem dá o pão , dá o pau.

    ( e se há coisa que já percebi que é verdade é que os extremos se tocam : uns conhecem o sistema dos “ricos ” , corruptam pela finança e política à grande ; outros conhecem o sistema dos ” pobres” e corruptam à pequena , subsidiozinho ali , subidiozinho acolá , trabalhar ? tá quieto! . E os coitados dos remediados a pagar esta cena toda sem ver nenhuma contrapartida , é o que é)

  5. Valupi, para mim não há nada a fazer, o sistema está totalmente controlado, dentro de uma redoma blindada, constituída pelos senhores do sistema financeiro que já tomaram posse do sistema jornais – televisões – rádios e do financiamento dos partidos. Não há porta de fuga. Os centros de decisão não estão em Portugal. Os actores da Comunicação Social e do Política são simples agentes que executam ordens imanadas de algures. Isto não é ficção, nem é nenhuma teoria da conspiração.

  6. Pois é:
    São as condições em que essas populações habitam e a mistura de etnias que torna possível esta conflitualidade, e os respectivos tiroteios a ela associados. Não devemos ser muito críticos em relação aos tiroteios, pois que isso é uma afirmação cultural dessas comunidades étnicas.
    Por isso as minhas sugestões são:
    Que seja modificada a lei das armas de forma a ser claro que esta só se aplica aos indígenas.
    As polícias já aplicam tacitamente este princípio, não incomodando pessoas que tem a cultura étnica do seu uso. Porém como foi anunciado o reforço das polícias com novos elementos, que presumivelmente não conhecem as leis tácitas, mais vale que tais leis sejam passadas a escrito.
    Para resolver o problema da qualidade do alojamento e da mistura étnica, devem os poderes públicos despejar todos os indígenas que habitam nos bairros da Lapa e do Restelo. Nesses Bairros seriam realojados as etnias que vivem no Bairro da Belaviata. No Bairro da Lapa seriam alojados os membros da etnia que já foi politicamente correcto chamar africana mas que actualmente é ainda mais politicamente correcto chamar “jovem”. Formariam na Lapa uma zona que seria chamada “jovemquistão ”. No Bairro do Restelo seriam alojados os membros da etnia cigana e formariam uma zona que seria chamada de “ciganoquistão ”. Esta distribuição de bairros teria em linha de conta a antiguidade das referidas comunidades em Portugal. Para a comunidade mais recente, a zona mais nobre, a Lapa. Para a comunidade mais antiga (já são um bocadinho indígenas) a zona menos nobre, o Restelo. Os poderes públicos também deviam providenciar um imposto com a finalidade específica de reverter para a conservação dos dois citados Bairros a ser pagos apenas pelos indígenas. Com estas medidas assegurava-se a melhoria das habitações, a sua manutenção, assim como espaços desafogados para que as comunidades praticarem o tiro cultural e o petardo por ocasião das passagens de ano e das festas familiares ou funerais.
    Se tal não for feito, receio que essas duas comunidades abandonem o nosso país, com evidentes prejuízos para todos nós. Mas com estas simples medidas, pode ser que eles não nos abandonem…

  7. mf, ainda bem que és o único ser no Universo à espera que eu dê soluções para o problema dos conflitos em bairros. É bom sinal.

    Se bem interpreto a tua análise e correspondentes soluções, aconselho-te a filiação no CDS ou PNR.
    __

    Manolo, se achas que nada há a fazer, quer dizer que nada irás fazer. Não te invejo a sorte.
    __

    atom, essa ideia do “jovemquistão” promete.

  8. não estava à espera que desses soluções , mas como pedes sempre soluções aos outros , e resmungas que só sabem criticar , imaginei que as terias.
    Também não estou a ver porque achar que alguns bairros sociais podiam ir para o interior e os seus habitantes trabalharem a terra , ganhando o seu sustento , é coisa PNR . Não me digas que o interior é a Sibéria e a agricultura é assim uma coisa nojenta , tipo tortura? estão melhor na periferia das cidades a apanhar sol e balas e a traficarem droga?

  9. mf, mas tenho: os meus impostos. Com os meus impostos o Estado paga salários a muitas pessoas, especialistas na questão. São elas que estão a resolver o problema.

    Quando eu peço soluções não estou a resmungar contra as críticas, é até ao contrário: estou a pedir que se critique. Porque criticar é analisar. E analisar é pensar. E o principal é sempre a política. Ninguém se salva de uma qualquer responsabilidade política, a menos que viva isolado da sociedade.

    A ligação ao PNR foi uma provocação baseada na tua rejeição dos apoios sociais. Estás a defender que os mais miseráveis não devam ser ajudados porque alguns deles cometem falcatruas com os apoios. Ora, isso é algo que o PNR, até o CDS, defendem.

  10. Temo que só por sorte nos safaremos de conflitos complicados – que não este da Bela Vista, afinal repete-se a cena habitual, o meio, a televisão, “faz” o problema, mais dificil foi o da Quinta da Fonte, há uns meses ..
    Acabou-se e bem, com os bairros de lata, não se acautelou a reintegração noutros espaços. Estão a estudar? Ainda bem, mas é capaz de ser um bocado tarde.
    São precisas grandes obras, para empregar pelo menos parte do pessoal e ganhar tempo para encontrar soluções.
    É oportuno ver o filme sobre o SAAL que está a passar nos cinemas, recorda uma iniciativa que poderia ter fornecido respostas alargadas ao problema..Mas mexia com a politica de solos, e, por tabela, com “patos bravos” (alguns nem tanto…) e com autarquias. Foi ao ar, com a ajuda da mãozinha do PS..
    Mais impressão me fez o sucedido no Porto, há alguns dias, e que não mereceu investigação por parte dos média (não incendiaram carros abandonados, nem queimaram contentores..). 55 (cinquenta e cinco! ) caramelos levados a tribunal, por assaltos e roubo de carros, entre outras avarias..
    Meia centena de muchachos não funciona sem coordenação,sem organização – quem é que amanhã rouba e o que rouba? E onde? E depois de amanhã, ou para a semana quem é que avança? Espantoso como a percepção da comunicação social não funciona nestes casos.

  11. j.coelho , grandes obras não resolvem nada a longo prazo ( não vamos passar a vida a gastar dinheiro em elefantes brancos , pois não? ) . outras soluções têm de ser pensadas , e que dêm não só trabalho mas também outra forma de perspectivar a vida. eu continuo a pensar que uns colonatos lá onde população é precisa e onde há terras para amanhar não é má ideia..

    V , não há dúvida que tens as tuas soluções bem entregues. Não são estes bairros e subsídios ideia desses teus respeitados técnicos?
    E não choro um tostão que seja aplicado em idosos , doentes e crianças , que já nada , ou ainda nada , podem fazer pela vida. Nem aos que por um azar depois de anos de trabalho ficam sem ele Agora , gente saudável , geração atrás de geração , a reproduzir o mesmo estilo de vida subsidio dependente ( a socialização é feita na cultura do subsídio…) não é bom nem para eles nem para nós.

  12. MF, para além de envolverem muita gente na sua construção, um Aeroporto digno desse nome e um TGV, têm um objectivo comum: ligar-nos, em condições e com rapidez, ao mundo. Muito virá daí, seria exaustivo entrar em enumerações.
    Essa dos colonatos deve ser para reinar – alinhando, sempre te digo que vamos ter problemas em encontrar administradores de posto, já que Cabo Verde foi ali à praça comprar tabaco..
    Sem ser a reinar, o tema, em tradução corrente, tem barbas: contrariar a litoralização, atrair pessoal ao interior; as infraestruturas estão aí, espalhadas pela maior parte do território continental, falta agora imaginação – e algum patacão – para criar pólos de actividade no interior.
    Referes “outra forma de perspectivar a vida”..muito bem, de acordo. Mas aí é necessário que boa parte do pessoal, de nós, ponha a imaginação a funcionar, a soltar a criatividade. Nomeadamente nas autarquias, as instituições que estão mais próximas do pagode – mas, azar, grande parte dos paivantes que constituem as Câmaras e as Juntas são ..iguais ao que é corrente..(Já reparaste nas viaturas utilizadas pelos “srs. Presidentes”? Vai tudo a BMW ou Passat de topo, com a dignidade do cargo não se brinca..)
    Longe vai o tempo em que ( por ex.) Évora dava nas vistas e atraía atenções e gentes, graças ao trabalho que a Câmara desenvolvia..e às acções que apoiava.
    É preciso mais.

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