Socorro!

Depois do “balde de água fria” da intervenção de Sérgio Sousa Pinto, os elogios de Álvaro Beleza.

O dirigente socialista dirigiu um voto de confiança a António José Seguro: “Conseguiste unir o partido, vais unir o país”, disse-lhe. Para, depois, o classificar como “honesto, dedicado, humano, rigoroso, atencioso”. “Um homem de caráter execional”, resumiu.

Seguro comoveu-se.

Fonte

12 thoughts on “Socorro!”

  1. É mesmo triste, até às lágrimas.

    É que o PS demonstrou que estamos sem Presidente da República.

    E pela teoria nunca terá havido presidente de qualquer república em Portugal.

    Ou melhor cada portuga teve o presidente que entendeu.

    Somos mesmo piores que os gregos e troianos juntos!

  2. Não há duvidas de que tem um “carácter excepcional”.
    Pensando bem concluímos que a sonsice, a canalhice e a vulgaridade não têm sido a regra nas lideranças socialistas, são mesmo uma excepção.
    Já agora gostava de saber se algum dos participantes do congresso representava um exoplaneta ou se, tal como Seguro, eram todos humanos e terráqueos genuínos.

  3. Tudo se prepara para mais um golpe nas costas dos portugueses.
    Este Ps aposta na desagregação desta liderança do PSD e para com outra direcção do PSD e com o CDS participar num governo que ira prosseguir a austeridade, mas desta vez com uns laivos de crescimento para enganar a populaça .

    Estão definitivamente entregues

  4. @ Bento de golpadas percebes tu e a tua canalha fascista.
    “Enganar a populaça com laivos de crescimento” é o spin que vocês têm feito nos últimos meses, que resumindo é a continuação da receita de recessão a mata cavalos mas desta feita combinada com o relançamento de programas do Sócrates – que por pura estupidez e cegueira ideológica haviam cancelado quando lá se alçaram!
    Ou seja conversa para Troika ver!

    Já só aventesmas como tu é que ainda não perceberam que se isto continua não vai sobrar pedra sobre pedra, vai andar tudo à estalada, e pantomineiros como tu serão os primeiros a enfardar.

    Percebeste ou precisas de um desenho?

  5. Em 2 anos de governo, a única ideia do PSD, válida e original, para a economia é a ideia dos Pasteis de Nata, não é? É só para confirmar.

  6. se aparecesse um deputado do pcp,a dizer o mesmo referindo-se de uma forma mesmo que codificada ao seu lider o que acontecia? deixo isto, à consideraçao de bento “O KGB ” de serviço no aspirina.

  7. nos paises pseudo comunistas ,de facto não existe austeridade. o povo ao longo dos anos não conheceram outra coisa infelizmente.eles só se apercebem dessas realidade quando os turistas lhes trazem às escondidas comida dos hoteis! (cuba por exp.)

  8. nunocm:

    Nos países governados segundo o modelo soviético não havia austeridade porque o Estado decretava os preços e os movimentos de produtos. Supostamente não havia mercado, embora isso fosse de facto falso pois havia uma enorme economia paralela, com um mercado que funcionava à margem do Estado. A ilegalidade desse mercado esteve na génese de fenómenos que hoje atormentam esses países: o crime organizado, a corrupção e a oligarquia dos actuais líderes empresariais. É um fenómeno parecido ao da “lei seca”, nos Estados Unidos; mas na ex-URSS o problema tornou-se muito mais grave pois estendia-se a todos os sectores da economia.

    A política de fixação de preços foi interpretada, à luz das teorias económicas de mercado, como uma política de supressão de inflação. O resultado dessa política era a escassez de bens de consumo, que desapareciam das lojas devido à sua procura ser muito superior à oferta. Tal situação conduziu ao racionamento de bens de consumo. Tecnicamente não havia austeridade, mas sim racionamento. Se deixassem o mercado seguir o seu curso também não haveria austeridade, mas haveria (grande) inflação.

  9. joãopft,o meu obrigado, pelo aprofundamento do meu texto.já agora pergunto-lhe se essa politica se manteria caso o pcp fosse para o poder? que muitos bens iam faltar não tenho duvidas,porque a europa fechava portas e como tal nem produtos nem materia prima nos conseguiamos importar ou exportar.

  10. nuno cm,

    eu já aqui disse que não era nem comunista nem anti-comunista; pelo texto que acima escrevi pode-se inferir por que não sou comunista. Quanto ao resto, direi o seguinte: não se pode, sem cometer uma injustiça, dizer que tudo estava mal no modelo soviético. Houve grandes avanços no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, aos direitos das mulheres, ao fim do trabalho escravo nas fábricas e ao fim do trabalho infantil (infelizmente hoje regressados em força, como se pode ver pela enorme tragédia humana a que países como o Bangladesh e a Índia estão hoje submetidos), e à organização de serviços públicos (educação, saúde) com cobertura universal. Tudo isto numa altura em que as condições de trabalho, nos países europeus desenvolvidos, não se distinguiam muito das que hoje observamos na Índia.

    Como forma de poder competir politicamente com o bloco soviético — que pressionava a Europa Ocidental — estes países adoptaram, a seguir à 2ª Guerra Mundial, uma política assumidamente social-democrata e keynesiana, o que trouxe um enorme progresso e desenvolvimento humano, pois conciliou políticas redistributivas e de expansão dos serviços públicos com as liberdades individuais. No entanto, tudo isso começou a fazer marcha atrás após o choque petrolífero. Primeiro timidamente; como resultado de enormes gastos militares e, sobretudo, da perda de independência energética dos americanos, em 1973 surgiram grandes dificuldades económicas. Sobreveio então a necessidade imperiosa de ir buscar capital onde o havia. O poder da época decidiu-se, então, pela expansão do comércio livre — com o derrube de barreiras alfandegárias em países em vias de desenvolvimento, como o nosso — e pelo ataque ideológico ao modelo social-democrata.

    No entanto, em 1970-85, o desmembramento total da social-democracia seria um suicídio (há tempos mostrei aqui um vídeo dessa época — onde Milton Friedman debatia com jovens — e onde se percebe bem o espírito desses tempos). De facto, as condições políticas para proceder à liquidação da social-democracia só surgiram em 1985-91. Mas não tem sido politicamente tão fácil como os neoliberais previram; pois, ao contrário do que Milton Friedman acreditava, a oposição ao liberalismo económico parte de muitas pessoas que prezam as liberdades individuais. Pois esta concentração excessiva de capital nas mãos de muito poucos indivíduos põe em causa (e de que maneira!) a dignidade do indivíduo. Os cidadãos dos países ocidentais, expressando-se através de eleições e de outros meios democráticos, têm tentado atrasar esse processo. No entanto, mesmo progredindo não tão rapidamente como os neoliberais planeavam, a globalização e o neoliberalismo possibilitaram a mobilização de enormes recursos de capital que, durante estes vinte anos, lhes têm dado enorme músculo financeiro, político e militar.

    Porém, também deu origem a um processo económico insustentável. Porquê? Desde 1990 até 2010, portanto em vinte anos apenas, a quota de produção industrial dos países do G7 caiu de 65% para 47%. Isto não se deve somente à desindustrialização; pois a queda da quota das exportações dos países do G7 (rel. à totalidade do comércio mundial) de 52% para 30%, é mais acentuada ainda. A queda do PIB (em percentagem do PIB mundial) dos países do G7 foi de 67% para 51%; a evolução do PIB do G7 é um pouco menos negativa que a da produção industrial, mas a evolução da produção de bens e serviços não transaccionáveis não compensa o decréscimo da produção trasaccionavel. O capitalismo em versão neoliberal também não aparenta estar de boa saúde.

    Para concluir, a minha crítica ao modelo soviético situa-se não nos objectivos genéricos de desenvolvimento humano — que devem ser o propósito central de qualquer sociedade — mas nos métodos utilizados (que não respeitavam as liberdades individuais) e no modelo económico excessivamente centralizado (que que se revelou insustentável). Por seu turno, a minha crítica ao modelo capitalista neoliberal é dupla: ele conduz a uma regressão no desenvolvimento humano, e nem sequer é mais sustentável que o modelo soviético.

    Temos hoje o problema de não ter suficiente distanciamento histórico para analisar convenientemente a questão. Daí que assistimos muitas vezes a uma discussão demasiado ideológica, sem aquele esclarecimento que seria necessário.

    Para responder (finalmente!) à sua questão. Decerto que o modelo soviético conseguia não só a supressão da inflação como a mobilização da totalidade dos recursos de capital de uma economia pelo Estado, que em teoria passa a dispor deles da forma mais flexível possível. Essa é a razão das economias de escala do modelo de prestação de serviços públicos. A sustentabilidade (económica e social) do modelo de economia totalmente planificada é que se revelou muitíssimo problemática. Pergunta se o PCP ganhasse eleições, ele seria forçado a adoptar o modelo soviético (devido ao boicote dos países ocidentais)? Não sei. Talvez fosse melhor perguntar-lhes… Sobre essa matéria eu só posso inferir que a Portugal nunca se colocará esse dilema, pois não é de todo provável que o PCP ganhe as eleições.

  11. joaopft, só agora vi que a resposta à minha questão.se eu pensasse que era comunista,não lhe tinha pedido a opiniao pois já sabia qual a resposta. quanto a politica a adotar em portugal,tenho a dizer-lhe que esteve em cima da mesa no tempo do vasco gonçalves uma vaga de de nacionalizaçoes em varios sectores da sociedade portuguesa.vivi esse tempo já com maior idade, tive a possibilidade de ver o boicote da europa às nossas exportaçoes. vasco gonçalves se continuasse mais tempo no poder ia ser um desastre tal a grandeza desse boicote.em nome da honestidade intelectual tambem tenho que dizer que se não tivessemos nacionalizado o que nacionalizamos, por pressaõ dos trabalhadores como os bancarios por.exp.não sei se já não tinhamos rebentado,há muito mais tempo,tal foi a dependencia do pais do dinheiro dessas privatizaçoões.hoje resta o que ninguem quer. houve indiscutivelmente avanços na europa,mas graças à narrativa que saia para o exterior.não é por acaso que os russos dizem que o “socialismo foi bom! mas para os que não o viveram” mesmo no seu inicio a nivel interno,houve muito crime: milhoes de camponeses que não aceitaram a coletivização da terra foram assassinados. tambem convem não esquecer os milhoes de ucranianos que foram mortos, por não aceitarem a integracão na URSS.as coisas agravaram-se de tal modo,que o sistema acabou por ruir por dentro. não sou anticomunista,pela simples razão que eles nunca o foram.não temo nenhum sistema que traga justiça social mas em liberdade.é incompativel este desejo com a liberdade? o que me revolta ,é que depois disto tudo que aconteceu e que tivemos a possibilidade de ver com os nossos olhos atraves dos media ,continuam a proclamar a “superioridade moral dos comunistas”. não é de facto provavel que eles venham a ser poder em portugal (eles sabem disso) por isso prometem tudo. o medo de serem engolidos pelos socias democratas ou pelos socialistas aterroriza-os-. ainda não esquecerem o que aconteceu ao pcf, (de george marchais) pce (de santiago carrilho )e pci de berlinguer) os comunistas portugueses desejam um “ferrari ” dão -lhes o possivel, ou seja um renault clio, preferem andar a pé à espera de melhores dias, para eles e de terror para nós.é nestes periodos de pobreza que eles se sentem como peixe na agua.

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