Só para que conste

Só para que conste, Almeida Santos reduziu Cavaco àquilo que ele é – um conspirador debochado – e ninguém saiu em sua defesa. Foi assim:

A posição de Almeida Santos foi assumida em entrevista à agência Lusa, depois de questionado sobre a atuação do Presidente da República antes da abertura da crise política em Portugal. “O Presidente da República correu o risco de os mal intencionados – que não é o meu caso, porque nunca o acusaria disso — pensarem que o seu silêncio teve por explicação ele desejar a crise. Não penso isso, mas ele legitima que se tenha pensado nisso”, disse, antes de se manifestar incrédulo com a atuação do Presidente da República.

“Então o Presidente da República teve pela frente uma crise desta gravidade e não teve uma palavra para o país, uma palavra para a Assembleia da República, não chamou os partidos e não convocou o Conselho de Estado? Temos de reconhecer que foi de uma passividade excessiva”, considerou, antes de isentar o Governo de erros ao nível dos procedimentos na elaboração do Programa de Estabilidade e Crescimento.

“José Sócrates disse — e não foi desmentido — que, embora por telefone, falou com Pedro Passos Coelho, que depois não se mostrou minimamente aberto para participar em diligências. Por outro lado, José Sócrates agiu nesta conjuntura sob um clima de urgência e ainda segunda-feira referiu que nunca antes de apresentar os outros PEC falou com alguém – e desta vez falou com Pedro Passos Coelho, justificou o presidente do PS.

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