Ranhoso

João Pereira Coutinho é um dos mais histéricos representantes da direita ranhosa. Leia-se:

Traições

Tempos houve em que os intelectuais eram verdadeiros contra-poderes. Hoje, e depois da ‘traição’ de que falava Julien Benda, os intelectuais servem apenas para enfeitar os poderes. Basta olhar para o caso Miguel Vale de Almeida. Nos últimos anos, Vale de Almeida foi um crítico feroz do PS e da mediocridade dos seus deputados.

Agora, Vale de Almeida é candidato a deputado pelo partido que publicamente execrava. Como explicar a metamorfose? Alguns líricos garantem que o PS é tão pluralista que até convida quem violentamente o critica. Outros, mais cínicos, afirmam que é sempre bom ter um conhecido activista gay para contentar a esquerda e as minorias que tradicionalmente votam Bloco. Pessoalmente, é-me indiferente: na sua edificante amnésia, Vale de Almeida é sobretudo o exemplo do intelectual doméstico que o poder usa e abusa como adorno.

Não sei como irá evoluir a carreira deste publicista, mas sei que nele se encontra uma concepção decadente, mesmo antidemocrática, da cidadania. A sua cobardia não lhe permite assumir o cinismo bronco que exalta salivando. E acaba por ficar ainda mais transparente: Pessoalmente, é-me indiferente. Acredito.

Esta ideia, típica da direita ranhosa e da esquerda imbecil, de que não se pode pensar, só obedecer aos partidos outrora frequentados e aos seus actuais controleiros, causou reacções odiosas à corajosa decisão de Miguel Vale de Almeida. É ler o fel dos tiranetes e dos psicopatas, sempre prontos a castigar os que escolhem a liberdade.

A oposição é tão miserável que se criou uma situação inédita em Portugal: ser-se politicamente incorrecto, ser-se inovador, ser-se vanguardista equivale a apoiar o PS nas Legislativas para que se mantenha, prolongue, repita a actual liderança de Sócrates. Isto é, a continuidade é agora a única fonte de progresso por ausência de qualquer alternativa. É incrível, é verdadeiro e acabrunhante. E a situação só não se torna perigosa porque o PS é um sólido bastião do bom-senso político e do Estado de direito.

Portugal, como qualquer democracia, precisa de uma oposição ética e intelectualmente condigna com as suas responsabilidades governativas. Mas para tal tem de conseguir afastar os ranhosos e os imbecis. E isso parece cada vez mais improvável.

50 thoughts on “Ranhoso”

  1. a candidatura do MVA como independente pelo PS, num notável 7º lugar, deixou-me mesmo contente, responde directo às perguntas com que eu tinha encerrado um texto sobre o casamento homo. É uma escolha acertada e justa. Daí sucede que o meu voto seja cada vez mais provável. Porque afinal o que importa é que as orientações sexuais de cada um sejam irrelevantes para o juízo público, a tal ponto que não sejam assunto.

  2. Não deixa de ser curioso e instrutivo reler alguns livros sobre a 1ª República editados pela «Bonecos Rebeldes» (João Franco, O Regicídio, Sidónio Pais, A Monarquia do Norte e Pimenta de Castro – Ditador democrático) para se perceber que cronistas assim já os havia há cem anos. Há malta que nunca aprendeu nem vai aprender. São fotocópias mal tiradas dos outros que se perderam nas prateleiras das Hemerotecas…

  3. É… Parece que os «alegristas» que votaram contra o código do trabalho ficaram todos de fora das listas do PS, o tal partido onde se pensa, onde se é crítico e onde não se tem de obedecer às ordens do partido que se frequenta, como sugerem alguns tipos em estado avançado de delírio.
    Esses deputados «alegristas» foram fieis aos seus principios de esquerda, e pagaram por isso. O impostor decidiu então convidar ex-BEs (cujas causas parece que se reduzem aos casamentos dos homossexuais) para dar ideia de que é de esquerda, apesar de tudo… Mas de facto, o Valupi tem razão numa coisa: o que este episódio revela é que ainda há pessoas que escolhem a liberdade; a liberdade em serem usados.
    Agora, isso do PS ser inovador e vanguardista já não corresponde à verdade, pois como disse um certo barbudo, «a história repete-se, primeiro como tragédia e depois como farsa»: a verdade é que o impostor foi «inovador» e «vanguardista» quando prometeu criar 150000 empregos (para combater a subida da taxa de desemprego, lembre-se) e rever o código laboral, sendo que hoje já sabemos qual foi a expressão trágica dessas promessas. Mas agora a sua nova promessa em resolver a situação dos 25000 jovens desempregados sem direito a subsídio de desemprego já não tem nada de inovador, pois é apenas a repetição da tragédia original, e por isso, também, a continuação da mesma farsa e impostura. Até porque foi o próprio Pinto de Sousa quem tornou ainda mais restritivas as condições para se ter direito ao subsídio de desemprego. Se há algo que não lhe falta é falta…
    Esperemos, pois, que em Setembro os imbecis (ou idiotas úteis) sejam reduzidos a uma expressão minima, pois será sinal de que o impostor não conseguiu aldrabar os eleitores como se passou há 4 anos.

  4. Estou em absoluto de acordo consigo, quer quando aplaude a atitude corajosa de Miguel Vale de Almeida (que daqui saúdo) quer quanto ao que escreve sobre a abencerragem Coutinho. Cumprimentos.

  5. Pois é até há algum tempo atrás o MVA fazia parte da esquerda imbecil e agora?

    Agora, ao que parece, faz parte da classe tachista! Afinal os valores dele, sempre o tive em melhor conta, sempre pensei que os valores dele valessem mais que um ordenado de deputado da AR.

    Vamos lá a ver se esta escolha é melhor que a do vital. É que já vimos que para escolher nomes o sócrates tem jeito. Da tua parte adivinho que vai acontecer com o MVA o que aconteceu com o vital começaste deslumbrado acabaste borrado!

    O MVA está para o sócrates como o Queijo esteve para o Guterres. Resta saber se o tiro não vai sair pela culatra. O PS tradicional não é tão progressista como se julga, basta ver a reação das bases por esse país fora quando o sócrates falava do temo casamento homossexual.

    Quanto ao MVA não se percebe. Não foi o PS que “vetou” a lei da JS? Por isso, por mais desculpas que ele arranje ….

  6. Valupi,

    Também concordo que é bom que o MVA se tenha candidatado. Melhor seria ainda se houvesse mais independentes de esquerda a fazê-lo.

    Mas não é isso que me traz aqui. Antes uma discussão que ja tivemos, embora me pareça que o meu ponto de vista não tenha ficado claro. Eu não sou publicitario, mas sou (também) um profissional da persuasão e estranho a forma como a campanha do PS se concentra nas fraquezas do adversario.

    Para quê tanto alarido em mostrar que o PSD de MFL, ou o Bloco desta campanha, estão perfeitamente à nora ? Eles proprios não se encarregam diariamente de transmitir esta mesma mensagem, de forma muito mais eficaz do que os apoiantes do PS ?

    Nesta campanha, o que é preciso explicar – porque ainda não esta claro – é porque é que as propostas do PS são boas para o pais. Um partido que vai à frente e que luta pela maioria absoluta não deve estar na defensiva : deve propor, discutir, dar sinais de abertura. Lembram-se do famoso “la force tranquille” da segunda eleição de Mitterand ? Esta deveria ser a postura do PS.

    Cada vez que descem na arena onde os tristes JPPs e quejandos querem colocar o debate, estão a dar um tiro no pé. A melhor forma de responder, na forma como no fundo, é apresentar programa, discuti-lo, explicar a sua necessidade, mostrar que é a unica alternativa credivel…

    O perigo não reside numa hipotética vitoria do PSD, ou do BE, ou do PC. Isto esta completamente fora de questão. O perigo consiste em dar-lhes margens para fazerem obstrução. Quanto mais não seja por esta razão, esta na altura de os confrontarem com um PROGRAMA (até para poderem escolher aliados em caso de maioria relativa).

    Não sei se existiu no passado oportunidade semelhante de discutir politica, programas.

    Por favor, deixem-se de folclore e comecem a campanha…

  7. “Nesta campanha, o que é preciso explicar – porque ainda não esta claro – é porque é que as propostas do PS são boas para o pais.” @joão viegas

    LOL, pois não, não estão nem nunca estarão ( aunque la mona de vista de seda mona se queda).

    Se as propostas eram más há 4 anos por o raio o serão agora? Só pelo facto de estarem maquialhadas de acordo com a moda 2009?

    “O perigo não reside numa hipotética vitoria do PSD, ou do BE, ou do PC. Isto esta completamente fora de questão.” @joão viegas

    Ai é? Em quem bola de cristal viu vexa essa “coisa”? Na mesma que dava a vitória ao vitalinho? Só pode!

  8. joão viegas, eu digo ainda mais. uma vez que as caras do ps e do psd são aquelas que estiveram nos últimos governos, para os do ps e fácil mostar que o actual governo foi infinitamente melhor que os governos psd/cds. e se as pessoas têm memória esse facto é por demais evidente.
    ibn, vais levar um coça que até te esqueces de alcácer quibir e mazagão.

  9. assis, alcácer quibir, mazagão? explica lá essa melhor! Talvez um pouco de história não te fizesse mal nenhum! Já nos chegam os ignorantes que no governo não distinguem o triplo de 3x nem o dobro de 2x, nem …..

    Pois olha, eu digo mais, os governos do ps, do psd/cds, e do ps/qualquer coisa (ainda não se sabe bem o quê), foram infinitamente piores do que o pior que se pode imaginar.

  10. Sendo pessoalmente indiferente, porque caralho se dá o colunista ao trabalho de escrever um artigo?
    Será pelo tamanho da testa? Gosta de marrar e ianda não tem um par de cornos? Esse gajo é realmente um filho da puta…

  11. joão viegas, creio que o teu comentário está deslocado, num duplo sentido. Primeiro, porque a campanha do PS não passa por aqui. Eu não irei votar PS, nem me rejo pelos ditames da sua campanha. Assim, não é de mim que deves esperar seja o que for de válido para o esclarecimento das posições do PS. E segundo, porque o PS anda há 5 anos a fazer a apresentação do seu programa. Começou com a eleição de Sócrates para Secretário-Geral, continuou com a campanha de 2005 e concretizou-se no Governo. Para além disso, e para lá de todas as medidas já anunciadas nestes últimos meses, sempre vi o discurso do PS a apostar no optimismo e no sentido comunitário. Estranho, por isso, que confundas um registo de blogue, e logo este, com os canais oficiais, ou colaborantes, do PS.

  12. LOL. Só faltava ouvir isto. Aliás, se fores algum tempo atrás verás que já se adivinhava esta mudança de agulhas. LOL

  13. Meu caro Val, o comentário de Pereira Coutinho é “disgusting”, por tudo aquilo que afirma e também por tudo aquilo que insinua de forma malandreca, estilo Santana. A questão da relação dos intelectuais com o poder é apenas fogo de vista. Como ela se não colocasse também no campo da direita. O fulcro da questão está aqui: “Outros mais cínicos, afirmam que é sempre bom ter um conhecido activista gay para contentar a esquerda…Pessoalmente é-me indiferente.”. Porquê? Quem é que diz ao JPC que certos sectores da direita não terão ficado também muito contentes? E será que isto lhe é mesmo indiferente? Não creio!
    Eu fiquei muito contente por ver MVA nas listas do PS. O mesmo não diria se por qualquer desígnio do Altíssimo lá estivesse a Amaral Dias. ” Sai um Clinex pó JPC ké ranhoseco”

  14. Recentemente, surgiu-me uma dúvida provocada pelo que tenho lido por esse blogues fora: será que só há homossexuais nos partidos de Esquerda? :)

  15. os dos partidos da direita são especialistas da A5 ao que se diz, mas seguem a máxima do Estado Novo: pode-se sê-lo mas não se pode dizê-lo,

  16. ds: portanto votas psd ou pelo menos preferes que ganhe ao ps, não?

    Valupi: como consegues dizer tão taxativamente que não votas ps? Para já as eleições são só em fim de Setembro e não acredito que faças juramentos antecipados,

    Eu realmente até pode-me dar para votar cdu que ao menos não mudam o que dizem durante o mandato todo numa de sossego, mas também posso votar ps em que aliás não sou virgem, e ainda poderia votar bloco se este tivesse a coragem política de avançar com uma proposta de governação lançada como desafio ao ps e à esquerda em geral, uma plataforma de objectivos em que estava disposto a participar no governo,

    em qualquer caso voto contra essa coisa antiquísssima, salazarenta, mofenta, com bafo de onça, da fleite, do portas, do santana, da cinha, e sei lá que mais…

  17. para os que andam para aí a dizer que o MVA não sei quê da coerência e não sei que mais do tacho quero dizer que o convite para nº7 e a sua aceitação encaixam completamente na projecção da trajectória que o Miguel fez, a partir do momento que o PS coloca na agenda política (imediata, espero bem) os casamentos homo.

    Lá isso da disciplina de voto não sei, eu só me colocaria a possibilidade de corresponder a um convite desses como independente sendo independente também da disciplina de voto e portanto não obrigado a ela,

    O que significa ser independente como acontecimento?

    Significa que a probabilidade do acontecimento conjunto Pr(A&B) é igual ao produto das probabilidades P(A)*P(B), simbolicamente: Pr(A&B)=Pr(A)*Pr(B), e ainda Pr(A|B)=P(A) e Pr(B|A)=P(B), ou seja tanto dá A ter acontecido, ou não, para que B aconteça com a mesma probabilidade e tanto dá B ter acontecido, ou não, para que A aconteça com a mesma probabilidade (a “|” lê-se “dado que “).

  18. z, não voto por razões que já expliquei faz tempo, e a que voltarei com detalhe na altura da campanha. Mas aconselho o voto no PS, e seria óptimo para Portugal que voltasse a ter maioria parlamentar.

  19. mas como podes declarar não votar e ao mesmo tempo aconselhar votar lá ainda por cima com maioria absoluta? Maioria absoluta é tão improvável que nem me (pre)ocupo com isso. Só não digo impossível porque os portugueses são quânticos, ou seja a lerem as sondagens vão mudando o seu voto, mesmo aquele que eventualmente tenham declarado antes. Mesmo assim tomo na prática como impossível.

  20. Sim, é improvável a maioria, apenas expresso o que penso e me parece o melhor para Portugal. Quanto à aparente contradição, é simples de resolver (para mim): só votaria PS se existisse um compromisso do partido para reformar a Justiça doesse a quem doesse. E não há.

  21. Voto no PSD, z?! Mas porquê? Agora só há dois partidos em Portugal?! Eu já disse noutra altura que não alinho com a «lógica» do voto útil, com a «lógica» medrosa que apenas contribui para mudar as moscas e para dar continuidade à mesma merda. E, para mim, o cheiro da merda socretina ainda consegue ser mais nauseabundo do que o da merda do PSD, pois é merda que se disfarça de mousse de chocolate. Nos anúncios da televisão pode parecer mousse, mas um contacto mais próximo e atento com essa substância (ou, talvez seja melhor dizer, com a ausência de qualquer substância) mostra-nos que não se trata de mousse, mas que é mesmo diarreia. E as moscas socretinas não enganam: os ovos que põem em nada se distinguem dos ovos do PSD, como o código do trabalho revela.
    Portanto, o que eu prefiro é que percam as duas merdas. Cenário irrealista? Que o seja, mas não se deverá a mim que tal não acontecerá. Por isso, se a diarreia desaparecer e ficar só a merda, sempre se poderá dizer que o ambiente ficou um pouco mais limpo e que se procedeu a uma certa limpeza. E daqui a um ou dois anos, com novas eleições, talvez se possa dar a derrota da merda. O tempo de engolir sapos já passou. E ao contrário de outros que são «mestres» em dar conselhos aos idiotas úteis, eu sou consequente com aquilo que digo…

  22. eu lembro-me, Valupi, desse teu enunciado tal e qual,

    Bem, ds, és livre e ainda por cima bem articulado no português, portanto votas onde achares melhor. No entanto com o Silva em pr isto pia fino, ou seja no outro lado do cenário que colocas tens uma coisa ratazana se o psd ganha por aqui, vê o que se passa em Itália. Vais no quanto pior, melhor, eu passei privações recentemente não consigo desejar isso aos meus compatriotas e aos brasileiros todos que estão por aí. Prefiro que ganhe o PS mesmo passando por idiota útil.

  23. Concordo consigo no que diz respeito à Justiça. Irei talvez mais longe: no que diz respeito à Segurança. Mas o que é que paralisou o PS nesta área? Muito mais conservador que o discurso de alguns PSDs que sabem deste assunto. Não há gente com ideias sobre estes assuntos no PS? Mas também chego a uma conclusão idêntica à sua: seria bom que o PS ganhasse as eleições.

  24. Ola a todos,

    Como de costume, concordo com z.

    Provavelmente ja todos resolveram em quem vão votar. Eu não. Posso ser sensivel a algumas das criticas de ds, mas não é responsavel o voto de protesto que não se preocupa com a alternativa…

    Vamos dar de barato que uma derrota do PS abre as portas a uma vitoria estrondosa do Bloco nas proximas eleições, que lhe permitira governar sozinho ou aliado com o pc. Nesse caso, falta saber o que é que o Bloco pretende fazer concretamente, quando estiver no poder, exceptuando decretar a revolução permanente, a saida da UE e obrigar os paises mais ricos, pelas armas, a devolverem o dinheiro que nos roubaram…

    Se eu tivesse alguma ideia, mesmo simples, acerca desse ponto, talvez percebesse melhor porque é que não devo votar ps…

  25. Pois eu também passei (e ainda passo) por privações: quando falo do desemprego, quando falo da precariedade, quando falo da hipocrisia da «preocupações» sociais do Pinto de Sousa, quando falo da sua impostura, sei bem do que estou a falar, porque já senti na pele os efeitos das suas políticas avulsas e aldrabonas. Quanto ao PR, a verdade é que daqui a dois anos também há eleições presidenciais. Será portanto uma boa altura para os eleitores decidirem o que realmente querem: se a mesma merda de sempre ou uma verdadeira ruptura com este estado de coisas. O discurso do voto «útil» ou do voto «responsável» preocupado com alternativas já não cola: porque a merda, por definição, não tem qualquer utilidade, nem é alternativa a nada.

  26. ds: portanto preferes o psd, não o dizes mas acaba por ser isso,

    somos parecidos no pensar joão viegas, muitas vezes, e não temos medo de nos pôr dúvidas em comento. Mas eu hoje já cansei de política e estou a brincar ali de integrar umas coisas complexas num engenho computacional misterioso e também já deitei fumo das orelhas disso, mas está certo vá lá, o que quer dizer é que ainda não percebi,

    tens aqui, grandes Chico e Ney, o Chico é o compositor por isso leva um beijoca quando não estiver à espera,

    isto seria/é impossível em Portugal

  27. portanto o PS com maioria relativa, mas o mais votado, num total de 55% ou mais à esquerda e o cavaco y sus muchachos a deitar fumo é o que ainda vejo de mais provável,

    entretanto aproveitem para aplicar políticas de esquerda que reguem as raízes, o resto vai com o sol,

    depois vem a sombra da dissolução, o Incal negro,

    Revolução em abstracto era bom, mas dava uma quantidade enorme de sofrimento real concreto por entre muita gente que eu não posso subcrever, confio que na internet se vai fazendo uma revolução de mentalidades e entretanto isto vá andando

  28. Prefiro o PSD?! Não prefiro, nem deixo de preferir. Merda é merda. Por isso é-me indiferente que ganhe o PSD ou o PS. O que prefiro, já disse, é a derrota dos dois, e uma futura vitória da esquerda, o que é algo impossivel enquanto o Pinto de Sousa e a sua equipa da terceira via, de aparelhistas, de tecnocratas «independentes», de Lellos, e de oportunistas estiverem no poder. Aquilo que me agradaria mesmo, portanto, era ver o centrão da merda reduzido a 50% dos votos.

  29. valupi, és um cromo a puxar para a demência, não votas no PS porque tens os teus motivos, mas aconselhas os outros a votar. Brilhante! Ou seja o que não é bom para ti é bom para os outros. LOL.

  30. Para quem gosta tanto de botar faladura fica sempre bem um “não confirma, não desmente e não comenta”, z.
    Tem um irmão a concorrer em Santarém? Se eu tivesse dúvidas ficava mais esclarecido. É sempre as putas das famílias… oh, cum vibrador!

  31. “z, não voto por razões que já expliquei faz tempo, e a que voltarei com detalhe na altura da campanha. Mas aconselho o voto no PS, e seria óptimo para Portugal que voltasse a ter maioria parlamentar.”

    LOL

    Não votas, mas aconselhas a votar! LOL.

    Tipo: não como pão centeio que me faz mal à saúde, mas aconselho a comer? Assim coisa desse tipo é?

    LOL

    O teu caso é grave!

  32. Amigo Z, este idoso, aconselhou o dito a interromper as férias , dar um saltinho a Damasco e recolher-se em profunda meditação junto dos túmulos do Ibn ‘Arabi e do Cheik Abd El-Kader. Segundo consta aí respira-se santidade e ética.

  33. Caro DS,

    So uma pergunta, que provavelmente suscitara o mesmo tipo de resposta que a do meu ultimo comentario, mas que me parece razoavel :

    Se eu achar que a campanha actual do Bloco é uma merda, faz ou não faz sentido eu votar no PS com esperança que isto provoque uma crise salutar dentro do BE e que, a seguir, ele se apresente com um programa mais convincente e boas perspectivas de vencer as proximas eleições ?

    Desculpe, mas estou um bocado farto do raciocinio de bancada, em que so se encara a possibilidade de sanção para quem exerce o poder. Assim, ninguém se governa…

  34. Bom dia! Estava aqui um kpk mesmo à espera e eu fico logo de vibrissas no ar,

    amigo Afonso ter esses conhecidos lá para aquelas bandas dá muito jeito para pernoitar, eu é que ando com os neurónios meio esturricados mas parece que o Malaouf andou por aí a dizer que se o oriente estava atrasado e o ocidente crispado, ora achei uma bonita expressão

    ds: estive a pensar, pois o centrão (ps psd) lá continuará com cerca de 70% dos votos, aquilo tem muita inércia; a mim chateia-me é que o Bloco em vez de entalar o PS com uma plataforma negocial para a governação se retire tout court favorecendo essa hipótese centrão, empurrando para ela, aí sim lá fica a oligarquia toda branqueada como convém ao sistema.

    Valupi – só tu para me pores a cogitar, estava ontem debaixo do edredon com a ponta do rabo de fora a pensar: pois, eu também não devo/posso votar PS às tantas, logo eu que fui objecto de um despedimento ilegal e inconstitucional por parte de uma instituição do Estado por ter ousado afrontar monstros sem rede, e estou há mais de 4 anos para ouvir um juiz dizer se podiam ter-me posto na rua assim, sem sequer ter tido subsídio de desemprego, quando estava ao abrigo de um contrato renovado.

    Portanto hoje voto CDU, há milénios que não voto CDU. Que chatice ainda vou ter nervos com isto, lá vou ficar com o pelo baço.

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