Psssst… chega aqui…

Gostavas de comunicar melhor com aqueles que são os teus mais-que-tudo? Então, antes de tudo, tens de aprender a comunicar. É que ninguém nasce a saber comunicar, apesar do tudo com que nasce.

Speak inglês?

12 thoughts on “Psssst… chega aqui…”

  1. Mas é tão difícil a pessoa abdicar do prazer da “luta” quando se está a comunicar, o prazer de “ficar por cima”! ;-)

  2. Manolo, verdade. Mas não te esqueças que também há prazer em ficar por baixo ou em deixar que o outro fique por cima. E, finalmente, também há prazer em ficar de lado. Há muito prazer na comunicação, é o que temos de concluir.
    __

    Sinhã, Osho? Explica lá isso melhor, dar uma coça em quem e porquê?

    (preferia o seu anterior nome, Bhagwan Shree Rajneesh, este é demasiado marketeiro)

  3. mas não enrola tanto na língua. :-)
    é porque não existe, para os assuntos do coração, programação neurolinguística e ele, com clareza certeira, explica bem isso.:-)

  4. Acontece a todos, todos os dias. Na rua, ao telefone, por sms ou e-mail, duas vozes distraídas trocam factos, esfregam informações, traficam lugares-comuns. Dois monólogos entram em rota de colisão e estilhaçam duas verdades no ar. A voz interior ensurdece, a ponto de não ouvirmos o que o outro diz. Os olhos virados para dentro não se conseguem esquecer da nossa imagem. Mas até apetecia uma conversa, como apetece um chá para dois. Era bom combinar um diálogo como se marca um almoço, para ouvir e falar num espaço suspenso em que as mãos não tivessem pressa em apanhar as palavras. Para abrir a porta ao outro sem ele saber a senha, convidá-lo a visitar as zonas obscuras, mostrar o que nem mesmo nós sabemos. Deixar o outro apresentar-se e apresentar-nos. Encontrar novos caminhos com as velhas palavras, sem pensar por onde se vai regressar. Perceber que depois já não se volta ao mesmo lugar, porque o diálogo iluminou a estrada. Dizer à estranheza que não há uma cadeira para ela se sentar, porque compreendemos o outro. Estamos do lado de dentro da conversa como se estivessemos de fora e vemos o encontro de dois fios de pensamento. Estamos do lado de fora do diálogo como se estivessemos por dentro e sentimos a sincronia das almas. Estamos do mesmo lado, cada um dos lados. As conversas que valem a pena andam dias na nossa cabeça, viajam debaixo da nossa pele e intuem o que não foi dito. O implícito é o segredo da comunicação. A atenção é uma consequência do amor. Há quem tenha a sorte de ter alguém que lhe diga: Psssst! Estou aqui. Há quem tenha a sorte de ouvir as suas palavras repetidas. Em alta voz ou muito baixinho.

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