Os velhos salvaram o Sporting

Um caso em que a gerontocracia é fonte de vitalidade e inteligência. Godinho Lopes é um verdadeiro líder, Bruno de Carvalho um genuíno testa-de-ferro.

20 thoughts on “Os velhos salvaram o Sporting”

  1. Sportinguista dixit, dixit está.
    Só me lembrando de Godinho Lopes ao tempo da Expo.98 e de uma trapalhada com navios ancorados, transformados em “hospedarias”, nada mais sei dele.
    Hoje, eu, benfiquista moderado, cumpre-me felicitá-lo e desejar que a nova liderança leve o seu clube a bom cais (ia dizer “porto”, mas, como se percebe, logo me inibi…) e assuma uma estratégia que vise enfraquecer o império FCP.
    Se assim acontecer, teremos a deslocação do eixo Braga, Porto, Leiria e Setúbal, ganhador constante para as cores do capo Nuno Pinto da Costa.
    Para terminar, uma quase anedota em forma de pergunta.
    Sabe qual é, o único país da Europa, onde a Sicilia fica a Norte? Nem mais. Portugal.
    Felicidades para o seu Sporting.

  2. aquilo foi uma assembleia de credores, o godinho representava o maior credor e o bruno o maior interessado na compra da massa falida, não chegaram a acordo, brevemente haverá novo leilão.

  3. Dizia ontem a fernanda câncio:

    “pacheco pereira e o seu apaniguado josé manuel fernandes (entre outros, como o esforçado aprendiz lomba) especializaram-se nisto: ninguém que defenda ou que apoie o objecto do seu desesperado ódio pode fazê-lo senão por uma razão: o interesse pessoal, por prebendas, dinheiros, lugares, privilégios”.

    Então é só substituir “pacheco pereira” por “josé albergaria” e “prebendas” por “sicília” e temos o mesmo nojo moral de que fala a fernanda:

    “nojo eterno, sem perdão — venham as cambalhotas que vierem, as metamorfoses que ocorrerem –, para quem isto faz e isto fomenta e difunde”.

    Por mim o nojo é também eterno, mas é bom, depois do 25 de abril, vê-los engolir o vómito ano após ano, vale de azevedo atrás de vieira, calabote atrás de lucílio…

  4. Vim aqui, simplesmente, numa de vermelho e verde, assim à moda da bandeira nacional.
    Tropeço logo num andrade a atirar ao intelectual, mas com memória selectiva.
    Meu caro Kjung, já tomei o pequeno-almoço. Não me apetece “fruta”, menos ainda “café com leite”.
    Essa de ligar o FCP ao 25 de Abril é de ir às lágrimas, de riso que provoca.
    Só falta provar que o Nuno Pinto da Costa foi militar de Abril e era amigo do Corvacho, ao tempo do PREC.
    Essa de substituir o “pacheco pereira” por “josé albergaria” fez-me bem ao ego. Você não percebe, nem eu me apetece explicar-lhe.
    Se quer saber o meu pensamento sobre o tópico que você introduziu, sempre lhe digo: o Salvador, o Pinto da Costa, o Luís Filipe Vieira, o João Bartolomeu, o Madail…e mais uns quantos, é tudo “farinha” do mesmo saco.
    Por falar de farelos, e os irmãos Calheiros? Já estão na reforma? Ou têm algum bar de alterne?
    E o ilustrado industrial da noite portuense, Reinaldo Teles? já feneceu, ou anda a derreter o bagulho das putas no Casino de Espinho?
    Carp diem.

  5. Não é “carp diem”. É “carpe diem”.
    Ou, uma vez que estava a falar de fruta, será que se queria referir à carpa do dia, assim fresquinha, a sair da lota?

  6. Caro Val,

    Espero sinceramente que tenhas razão, mas… receio que Godinho Lopes não possua a capacidade de liderança necessária para aguentar a “broad coalition” que formou (em português técnico, não ter “mão” naquele “saco de gatos”). Não conheço pessoalmente, nem nenhum dos candidatos, nem nenhuma pessoa das diversas listas e, por isso, admito estar a ser injusto, mas… as declarações de Godinho Lopes durante a campanha, pareceram-me indiciar que iria dar rédea solta a Duque na condução do futebol. E isso sim, assusta-me e muito, pois lembro-me muito bem do descalabro da sua gestão desportivo-financeira da época 2000-2001 e que esteve na base, aliás, da demissão de José Roquette (quem se recordar da vertigem, desvario e/ou valores absurdos que foram esbanjados com João Pinto, Paulo Bento, Rui Bento, Dimas, Bruno Caires, Hugo, Mahon, Kirovski, Horvath, Fabri, Telllo, Cáceres… sabe do que eu estou a falar). É certo que na primeira meia época Duque teve mérito sobretudo na aquisição de André Cruz, um pouco na de Mpenza e de César Prates, mas é bom recordar que também trouxe Spehar… Convém também relembrar que no início dessa época (sem Duque) já lá estavam Peter Shmeichel, Aldo Duscher e Acosta, para mim, juntamente com André Cruz, os jogadores decisivos desse inesquecível ano da reconquista leonina.

    Não quero acreditar em qualquer tipo de golpada eleitoral (isso seria admitir que eu tinha que mudar de clube, o que, convenhamos, na meia idade, não dá muito jeito), mas sim numa enorme trapalhada originada pela falta de comunicação dos resultados parciais das mesas que, associada à sondagem do Record e aos comentários que sobre eles a própria comunicação social foi fazendo (ou pessoas como o Rogério Alves – a quem basta colocar um micro à frente para falar torrencialmente), alimentaram, ao longo de toda a madrugada, a ideia da vitória de Bruno de Carvalho.

    O pior de tudo é que saímos claramente divididos destas eleições com toda a sorte de peripécias que se passaram, quer na campanha, quer agora no acto eleitoral. Pior, as regras do acto eleitoral – que, como é óbvio, não discuto, fazem, no entanto, com que, na prática, o candidato com muitos mais sócios apoiantes (fala-se em mais 1500 votantes – não sei se é verdade), tenha tido menos votos. Só que são esses sócios de meia idade e mais jovens que estão – agora e no futuro – mais disponíveis para continuar a pagar as suas quotas e a assistirem aos jogos. Com a radicalização do discurso de campanha e se as coisas não melhorarem rapidamente em termos futebolísticos, há aqui um risco evidente de desmobilização dos sócios em ritmo ainda superior ao que vinha sucedendo. Ou seja, a não ser que Eduardo Barroso (e/ou mesmo Bruno de Carvalho, que, tanto quanto li, esteve bem ao procurar acalmar as suas tropas), consiga ter neste momento o discernimento necessário para assumir um discurso acima das listas e em prol do Sporting, não vejo em Godinho Lopes e na sua lista, ninguém que consiga ajudar a sarar estas feridas (na prática, espero que Eduardo Barroso tenha capacidade para exercer, neste momento difícil do Sporting, o papel de que Cavaco não conseguiu estar à altura no País político …). É que, como disse Lincoln, num dos seus famosos discursos, “uma casa dividida contra si mesma não pode permanecer”…

  7. Desconheço por completo o passado e futuro de Godinho Lopes. Se calhar, estamos perante o maior aldrabão no Hemisfério Norte. E o meu julgamento é feito a partir de poucas e esparsas percepções. Por isso, é provável que não seja uma fonte credível para formar opinião. Mas do que lhes ouvi, aos candidatos, e do que sei que fizerem até chegarem ao dia da votação, concluí que Godinho Lopes queria ser presidente para poder construir uma equipa de futebol e que Bruno de Carvalho prometia uma equipa de futebol em troca do lugar de presidente.

    Quanto à contagem dos votos, estavam lá presentes delegados de todas as listas. Não parece crível que tenha havido fraude, antes a criação de um clima de pressão por parte da lista de Carvalho. Aliás, assisti em directo ao seu discurso aos vândalos e aquilo não é um líder, foi um gestor de empresas atrapalhado por ter de lidar com a arraia-miúda. Dito isto, acrescento que só num ponto a sua candidatura me surpreendeu positivamente, que foi na capacidade para juntar algumas personalidades de relevo na História do Sporting (como o Inácio) e na sociedade.

  8. Não sou lagarto (vade retro!) e cenas destas em casa dos outros até me dão vontade de rir, mas esta coisa de a antiguidade valer mais votos não me parece lá muito democrático. Para mim, um sistema ‘justo’ seria só dar o direito de voto aos que fossem sócios há um determinado número de anos e depois os votos tivessem todos o mesmo valor. Digo eu, que não sou sócio de nenhum clube.

  9. Mas estamos a falar de um clube, Confucio, não da república. Os clubes são inerentemente elitistas. Os seus membros têm de ser admitidos e cumprir com o pagamento do que lhes é imposto. Desse modo, adquirem certos direitos, os quais se reforçam no passar do tempo. Com isso garante-se uma continuidade que protege a cultura do clube. Caso contrário, os clubes até poderiam ficar sujeitos a golpadas onde rivais se fariam sócios para eleger um dos seus, ou onde um candidato populista, como Bruno de Carvalho e outros no passado, pode acenar com nomes de jogadores e treinadores e ganha o voto daqueles que acham que a agremiação se reduz às notícias dos jornais acerca da equipa de futebol sénior.

  10. O Sporting Clube de Portugal nunca foi apenas uma equipa de futebol por isso é o 2º clube europeu com mais títulos europeus, a seguir ao Barcelona. Julgo que com este vencedor se manterá o ecletismo. Não votei, estava em Mação no Museu magnífico que lá existe. Recomendo a toda a gente sem reservas.

  11. O exército de Bruno Carvalho é obviamente recrutado a partir de um dos maiores cancros de qualquer grande clube: as suas claques organizadas. E essa proximidade, uma ligação perigosa, já deveria bastar para os sportinguistas terem optado por qualquer um dos outros (desde que não entrasse o Futre na lista) em massa e para discutirem formas de conterem esses grupos que depressa se tornarão seitas das que tomam de assalto as agremiações enfraquecidas como é o caso, com a retaguarda garantida pelo pilim de proveniência duvidosa e sem nada a ver com a cultura do clube.
    Eu sou benfiquista e nem por isso deixo de me envergonhar quando no meu clube se comportam como na pior taberna.
    Por isso só posso sentir-me solidário para com os verdadeiros sportinguistas que sentem as coisas dessa forma e preferem derrotas honrosas do que peixaradas indignas.

  12. Gostei do que escreveu JP.

    Sendo sportinguista, deixei de ser sócio em 1996, por discordar por completo das decisões da gerência Roquette/Santana (além de não me ver a fazer parte de qualquer clube onde Santana tenha qualquer função directiva).

    Não tenho, por isso, voz activa no processo de eleição. Porém, se fosse sócio, talvez não votasse, porque nenhum dos candidatos me convencia.

    E não me parece que seja desta que o clube “levanta voo”.

    P.S. – Também nunca concordei com o sistema de atribuição de votos. Recordo-me que, há muitos anos, para se ter direito a voto era preciso ter um ano de filiação, depois do qual o sistema previa “um homem, um voto”. Para evitar manobras “sujas”, talvez se pudesse aumentar esse período para dois ou três anos, mas sem ninguém ter direito a mais do que um voto.

  13. Ó Val, mas se os clubes são assim tão elitistas e têm uma cultura a preservar, então que sejam mais rigorosos na selecção dos seus associados, assim os gajos das barracas, os arrivistas, patos bravos e afins não metiam o bedelho na gestão do clube, deixando isso ao cuidado dos aristocratas e, se quisessem ver a bola, pagavam o bilhetinho, e era se queriam…

  14. essa dos apoiantes é uma boa questão, não sei o que será éticamente mais correcto, ser apoiado por um bando de desordeiros ou por um gang de batoteiros. temos conflito de gerações, presumo.

  15. Não tendo nada a ver com o Sporting, parece-me que aquela “peixeirada” (com todo o respeito com as peixeiras), ter-se-ia, por certo, evitado se cada sócio apenas tivesse direito ao SEU voto. Depois de um ou dois anos (no limite) entendo que não poderá haver “grandes golpadas” e mesmo tendo em conta todos os “chicos espertos” que pululam em todas as vertentes da sociedade, há valores que no meu entender se sobrepõem a métodos tão antiquados como os que se usam nas votações dos dois clubes de Lisboa (s.e.o) ou nos seus apaniguados, estilo igual ao de um tal “José Albergaria” (será que alberga tudo o que critica na sua mentcapta cabecinha? Ou já esqueceu o Vale e Azevedo? – apesar de querer meter tudo no mesmo saco – o que só atesta a sua enorme “grandeza” de “albergar” as patranhas que os “escribas” vermelhuscos ” lhe vão metendo na pinha).
    Haja paciência.Ó homem (?) trate-se dessa doença, porque essa só contagia quem ganha dois campeonatos por década!

  16. Teixeira, peixeira, Pitá, “pardal da ribeira”, Fernando Madureira, Reinaldo Teles, “guarda Abel”, ó Margarido, quer falar de quê?
    Ah!, já agora podemos falar de Viagra para os olhos, que é a “pomada” que o Pinto da Costa usa agora para “comer” a menina que o acompanha à Rússia…mas só com a vistinha, que já não tem nervo p’ra mais.
    Ouvi dizer que o homem não vem a Lisboa, nem p’rá Liga, menos ainda p’rá Taça de Portugal…é o que se diz em Aldoar.
    Você também deve ser daqueles bacocos que gosta só de uma cor: o azul & branco.
    Você é, de certeza, da familia do Kjung, uranista militante, que, aos costumes, dizem nada.
    Conversa, só da treta.
    Questões concretas, respostas precisas…nada, nicles.
    Deixe-se de conversa mole e fale de coisas que valham.
    É preciso limpar o futebol de muita gente, que dirige os clubes, e que eu nomeei. Faltaram alguns, mas a lista que dei é relevante. Todos saidos da “escolinha” do padrinho, capo mafioso, Pinto da Costa.
    E se não o fizerem depressa, lá se vai o futebol p’ró canudo.
    Só mais um coisinha, ó Margarido: como se vota no FCP? é com votos de papel, ou com bosta de boi? é um morcão, um voto?
    Deixe-me rir…
    Andei à procura dos estatutos do FCP para perceber como se vota no Dragão…nada encontrei.
    Em Maio de 2010 foi reeleito Jorge Nuno, com 98% dos votos expressos, em Lista Única, que se apresentou a sufrágio. Ainda hoje não se sabe quantos sócios votaram.
    Ó sô Margarido, explique-nos como é a “democracia” dos andrades, mas com Estatutos à frente, para se perceber.
    Agora, vá à Ribeira, ao Chez Lapin, ou à Campanhã, ao Aleixo, e veja se eu lá estou.
    Se não me encontrar, volte p’ró colinho da Carolina Salgado, a que foi contratada no Calor da Noite, a Faria Guimarães, na unidade “hoteleira” do Reinaldinho, irmão do Presidente do FCP e viciado no jogo, para além doutras qualidades que se lhe reconhecem.

  17. Ó “Albergue nocturno” deixe-se de provocações. Consegue perceber mais de mafiosos do que o realizador do Padrinho… é de facto um mafioso convicto. Nota-se à distância. E só para não acalentar mais a sua ignorância: não se diz (à lisboeta de sarjeta- olha, rimei…): “ou à Campanhã”. Diz-se Campanhã. Se não percebeu vá ler nos livros onde demonstrou ter apendido, a tal sarjeta suja da sua Escritora favorita, a Carolina Salgado (está visto, pelos conhecimentos). Nem que venha, agora com todo o seu dicionário fatela, NÃO perco mais um segundo com um fanático.

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