“O que é que se passou, senhor deputado?!”

Outubro de 2012. Um primeiro-ministro de um país da União Europeia roga a um deputado da oposição que lhe explique o que se passou no tal país e no Mundo durante o período compreendido entre 2005 e 2011. O ambiente é de feira do gado, o estilo é de taberna. Ver para crer:

Dias depois, a chanceler de outro país da União Europeia aproveitou estar a passeio no país do tal primeiro-ministro para o ajudar a perceber o que se terá realmente passado:

Uma das coisas divertidas da passagem de Angela Merkel por Lisboa – para além da “photo opportunity” do letreiro “governo de Portugal” – aconteceu quando a chanceler, na conferência de imprensa ao lado de Passos Coelho, lembrou a origem da crise do euro. Deve ter sido esquisito para quem está habituado a culpar “o Sócrates” ter ouvido a todo-poderosa Angela explicar que, por causa da crise financeira desencadeada nos Estados Unidos, e da sua propagação à Europa, os governos europeus desataram a apostar no investimento público para conter o descalabro das suas economias. Só que entretanto os investidores começaram a desconfiar de algumas economias (as mais frágeis) e a duvidar da fiabilidade de alguns para pagar as respectivas dívidas. Esta foi a explicação de Merkel, perante um Passos Coelho que arrumou a um canto o discurso habitual do “vivemos acima das nossas possibilidades” e se concentrou no verdadeiro desastre nacional – um grave problema de produção.

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3 thoughts on ““O que é que se passou, senhor deputado?!””

  1. Passos é simplesmente o eco da suprema demagogia do supremo magistrado da nação, na sua tomada de posse para o segundo mandato e eco de tudo o que ele vinha afirmando e fazendo no mesmo sentido. Porque passos é o balão da direita e nada mais. Toda a politica governativa é comandada a partir de Belém. Mas o povo, finalmente, já percebeu o embuste e faz aquilo que nunca viramos no Portugal democrático: em vaias persistentes, responsabiliza o presidente pela governação que, segundo a constituição, não lhe competiria. Ñão é uma magistratura de influencia, mas de intromissão abusiva, no governo Sócrates, e uma descarada chefia de governo, com o impreparado e oco Passos Coelho.

  2. Esse p. ministro é o mesmo que lê discursos cujo conteúdo não compreende!
    A estratégia seguida pelo PSD para alcançar o Pote, foi sempre culpar o PS e o
    Governo de José Sócrates de todos os males provocados peloa críse financeira
    internacional! Nesse aspecto, substituiu com mérito o PCP que sempre foi acusado
    de usar a mesma cassete … ainda hoje, são capazes de repetir a “música” à falta
    de melhores argumentos! Com eles estamos no plano abaixo de zero na política!!!

  3. Este senhor,foi lá posto pela mao do pcp e bloco,e hoje é sustentado por um lider de um partido,que acha que as viagens ao estrangeiro,sao muito mais importantes do que a politica interna do pais.Se Paulo Portas quizesse, impunha o seu caderno de encargos ao chefe do governo,e levava a sua firmeza até ao fim.O problema sao as viagens de magistratura economica!no tempo de socrates ao mesmo chamavam mendigar.

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