Nunca te cales, Público

Em 2007, Juan Carlos perguntou a Hugo Chávez: “Porque não te calas?”. Hoje, perguntamos o mesmo a Sócrates, com um asterisco: porque não limita a intervenção na esfera pública ao seu caso judicial? Ganhávamos todos. Os seus fiéis seguidores (que não o viam neste papel artificial e desacreditado), os seus arqui-inimigos (que não ganhavam munições para o atacar) e sobretudo todos os portugueses que, simplesmente, gostavam que Sócrates aceitasse que este não é o momento para fazer de conta que o Sócrates de hoje é o Sócrates de ontem. Isto não é condenar antes de tempo. Nem é exigir uma auto-reclusão, como se um arguido tivesse de se auto-congelar no tempo. Isto é pedir bom senso. Nestas entrevistas aparentemente banais, não há nada de banal. E todos notamos.

EDITORIAL – Cala-te, Sócrates

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Este editorial é uma peça deliciosa da imprensa portuguesa. Começa por não se saber do que é que se está a falar. A autoria agarra-se aos termos “cerimónia”, “pudor” e “bom senso” como se eles fossem critérios objectivos, unívocos, consensuais, assumindo a lógica moralista como legitimação para o ataque. O único resultado de tal recurso é a evidência de estarmos perante um clássico exercício ad hominem. Não se discutem as ideias verbalizadas por Sócrates, apela-se é ao seu silenciamento político com o supino topete de se convocarem “todos os portugueses” para fazerem coro na pateada.

Depois, temos a tipologia do editorial, que neste jornal não aparece assinado pelo escriba. Esta é a opção que prefiro, e será imbecil ver nisso qualquer anonimato. Na verdade, quem assina os editoriais não assinados é o próprio Público. Compare-se com os exemplos do DN e do Expresso, por exemplo. No primeiro caso, o editorial confunde-se com o estatuto dos restantes artigos de opinião, não passando de um formato ao serviço do destaque individual e abdicando de ser uma tomada de posição colectiva do corpo redactorial, da direcção ou da instituição. No segundo caso, os editoriais deram lugar ao editorialista. As opiniões do Ricardo Costa, antes, e do Pedro Santos Guerreiro, antes e agora, são omnipresentes, diárias, cultivando-se um vedetismo que se acredita ser um produto. Recorrem ao carimbo “editorial” geralmente para trato de questões institucionais ou para eventos extraordinários (refiro-me às edições digitais). No Público reina a velha e salubre escola de conferir ao jornal um papel que transcende a soma das suas partes e que reclama um papel político como órgão de imprensa. Para o que aqui nos interessa, tal leva a um divertido jogo ou uma amistosa caçada a respeito da descoberta de quem possa ter teclado o disparatado texto em causa calhando não ter sido Bárbara Reis. Aceitam-se palpites.

Por fim, é delicioso verificar que há quem consiga, no topo do que se considera “jornalismo de qualidade”, vir botar faladura sobre Sócrates como se ele não fosse, desde 2004, o mais importante político no activo, seja como governante, ex-governante e alvo sistemático da maior campanha de assassinato de carácter que alguma vez aconteceu em Portugal. Quando PSD, CDS, um primeiro-ministro, seus ministros, seus secretários de Estado e a turbamulta que os acompanha na vozearia passaram anos a trazerem diariamente o nome de Sócrates, ou a sua memória, para o combate político, o Público também os mandou calar? E quando ainda o fazem e farão, agora na oposição, o Público manda-os calar? Quando vários órgãos de comunicação social fazem de Sócrates o seu tema principal e o perseguem obsessivamente, a si e a qualquer um da sua esfera de relações políticas ou privadas assim tenham oportunidade para isso, o Público já os mandou ou tenciona mandar calar? Como é que o Público chegou à conclusão de que os portugueses todos, todinhos, preferem não conhecer as opiniões de Sócrates a respeito de assuntos da actualidade política e social? Acaso lá pelo Público ainda não se deram conta do que está em causa quando a Justiça portuguesa comete crimes sucessivos para alimentar a perseguição mediática e política a Sócrates e, por extensão, ao PS? Não estaria na altura de o Público pedir o contrário, que finalmente alguém com autoridade erga a voz contra o que tem acontecido na “Operação Marquês” em matéria de conluio criminoso entre agentes de Justiça e jornalistas, e que vai ficar impune? Será o Estado de direito, para o Público, menos importante do que os humores matinais ou nocturnos de quem resolveu escrevinhar aquela cagada?

40 thoughts on “Nunca te cales, Público

  1. E esta autêntica cagada foi escrevinhada no mês de Abril, a poucos dias do dia 25, do dia da Liberdade !

    É uma cagada do principio ao fim neste estilo:
    … Claro que Sócrates tem todo o direito de falar de x,y, z tudo o que quiser … MAS PORQUE É QUE ELE USA ESSE DIREITO, PORRA ?
    …Claro que ele tem todo o direito de falar sobre política … MAS COMO É QUE ELE SE ATREVE a falar sobre política, PORRA ?
    … Claro que ele “ainda não foi condenado … AINDA” mas … CLARO QUE “todos nós” (Quem ?) sabemos que é como se já tivesse sido e portanto… COMO É QUE ELE SE ATREVE A COMPORTAR-SE COMO INOCENTE ?

    É INDESCRITÍVEL !
    Fico à espera que José Sócrates EXIGA O SEU DIREITO DE RESPOSTA NAS PÁGINAS desse mesmo jornaleco !

  2. [F…-se, onde e com quem é que tu andas metido menino Eric?]

    Desculpa a intromissão e a publicidade pro bono, Valupi, mas esta é que é mesmo a capa do P. de hoje, traz o Ipsilon e custa nas bancas 1,70 parrecos. Eu comprei-o, espero que o cosmopolitismo seja a marca do Vitor Belanciano ou de quem escreveu (como ontem fiquei especado a ouvir o Nuno Galopim, o próprio João Gil, a Rita Carmo e do Rui Miguel Abreu no cabo) e pela fresquinha irei lê-lo porque longos são os dias e as noites. Et pour si muove! com ponto de exclamação, pois.

    Aqui, numa banca perto de ti e de quem a apanhar (pelo menos):
    http://www.vercapas.com/capa/publico.html

  3. Um editorial contra a liberdade de expressão.
    Isto de tao grave e patetico, se alguém julgava que o jornalismo português era mau tem que repensar a sua opinião. Isto não acontece em mais nenhum país, atrevo-me a dizer, do mundo. Uma matilha de cães.

    O Costa ontem também os pôs com dono. Vá lá .

  4. gosto de ouvir josé socrates.quando fala ou escreve não debita banalidades.ontem à rdp,só não devia ter dito que se tivesse perdido as eleiçoes,não ia para pm.confesso que não acredito que não o fizesse por uma razão: a direita tramou-o em 2011, e as vinganças servem-se tambem a quente,e a cronologia dos acontecimentos diz-nos que quem ganhou formou governo,só que o seu programa não passou no parlamento.tudo limpido e transparente.a maioria dos portugueses representada no parlamento,disse que não queria aquele programa! groucho marx dizia: se não gostam das ideias dele, ele tem outras! passos coelho nem um plano b tinha!

  5. não deixa de ser interessante ouvir, o gajo que fez carreira à custa do sócras, mandá-lo calar. estão desesperados, bateram na parede e acreditam que ainda são governo. sugeria que o próximo edital fosse sobre a situação económica do público e do grupo a que pertence. atenção costa, não dês abébias, sê o mais liberal possível em caso de falência e os tadinhos dos assalariados que assumam a merda que andaram a fazer.

  6. Toze ele disse que o nao aceitar governar sem ganhar eleiçoes era uma questão meramente pessoal, não fez nenhuma critica a Costa por isso, antes pelo contrario.
    Não foi so a direita que o deixou cair, o seu último governo foi um tiro so boneco por parte de todos os poderes. O reconhecimento tardio a esquerda desse erro também beneficiou o acordo com Costa.

    De notar que a critica aos media nem aparece referenciada, seja onde for. Nem na comunicação social nem na auto-ediçao, existe um ostracismo e um código comportamental interiorizado que lembra o pior do regime anterior, o medo de ser mal visto e da perda de acesso. Aqui o PS tem muita culpa, não o engrandece enterrar um ex-lider em vida. A carreira de Costa começa a ser, por bons e maus motivos, um rasto de cadáveres. Isto paga-se, tarde ou cedo. As coisas são como são.

  7. Penso que existe uma forte correlação entre esta “necessidade” de calar Sócrates e a má consciência da classe dos jornalistas que, por acção ou omissão, têm vindo a colaborar activamente com graves atropelos ao Estado de Direito perpetrados pela Justiça, dos quais Operação Marquês constitui apenas mais um flagrante exemplo.

  8. É Sócrates contra o mundo e mesmo assim o mundo tem medo que ele fale …
    Sim, porque não é por excesso de poder que estes vendidos o “mandam calar”, é porque os seus mandantes não estão ainda certos de terem conseguido “matar o homem”, e a cada fala dele tiram da gaveta mais uma demonstração de violência. E Sócrates segue, indiferente …

  9. Este editorial do Público consegue o fenómeno paradoxal de, em vez de silenciar, colocar José Sócrates a fazer a denúncia, política, em voz firme, de quem são os crápulas na praça que odeiam a democracia.

  10. Eu espero que Sócrates exija, entre outras coisas, o direito de resposta a esta monstruosidade nas próprias páginas do mesmo jornal !

    Ele vai estar em Gondomar no próximo dia 30 mas espero que muito antes disso responda a estes crápulas que estavam bons para torcionários de um qualquer regime ditatorial.

  11. E já agora,onde andavam os crápulas do jornaleco em questão e demais jornaleiros quando há dias uma data de deputados do Parlamento Europeu resolveu manifestar-se contra a austeridade e a Troika e em plena sessão parlamentar ostentaram cartazes com os seguintes dizeres:”Tirem as patas de Chipre,Portugal,Grécia,Espanha e Irlanda”?Uma explicação que me ocorre,nenhuma das deputadas manifestantes,tinha os seios ao léu!

  12. ai que riso! o público parece uma senhora invejosa, cheia de falso moralismo e dor de cotovelo, a querer a aprovação das vizinhas do bairro. :-)

  13. Qual poderá ser o objectivo deste “editorial” de mandar calar Sócrates?
    Será uma forte necessidade de dar nas vistas? Pensa que Sócrates incomodou
    o António Costa ? Pelo contrário, foi um elogio ao actual P.Ministro quando na
    entrevista reconheceu que, se perdesse as eleições não formaria governo até
    porque, ele não esqueceu a santa aliança que derrubou o seu Governo minori-
    tário! Espera-se que, o PCP e BE tenham aprendido a lição do sofrimento que
    fizeram passar muitos portugueses por terem votado contra o PEC4 tão pou-
    co quiseram usar a abstenção! Logo, não existe qualquer contradição nas afir-
    mações de José Sócrates antes, houve um elogio à caminhada do Governo que,
    alguns apressados baptizaram como geringonça!!!

  14. Freedom of speech has always been a vexed, even dangerous, business. Socrates questioned the gods and earned himself a swift trip across the Styx. Here we are, 2,400 years later, and western liberal democracies still struggle over how much free speech is healthy, whether there should be any sort of bridle on it and, now, how to deal with the ever-growing electronic media.

  15. E agora, senhoras e senhores, esgotados todos os casos prévios por absoluta falta de tempo para a investigação, anulado o caso Protal por absoluta falta de espaço (ele são milhões, biliões, triliões de documentos e ficheiros comprometedores e não há onde os arrumar!) eis aqui o fabuloso caso BES finalmente revelado como «Banco Espírito Sócrates»:
    http://www.dn.pt/portugal/interior/mp-identificou-tres-empresas-do-espirito-santo-no-caso-socrates-5139788.html

    O espertalhão do Napoleão do Crime julgava que levava a melhor, mas foi finalmente apanhado pelas revelações do Panamá:

    «A nova abordagem do MP ao Grupo Espírito Santo não será alheia ao facto de a investigação não ter recolhido depoimentos que sustentassem a tese de que o Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL), aprovado por um governo de José Sócrates, favoreceu o empreendimento de Vale do Lobo. Uma das últimas pessoas ouvidas foi Teresa Serafim, técnica do Instituto de Conservação da Natureza. Segundo o seu depoimento, a revisão do PROTAL que está sob suspeita “não veio excecionar, nem derrogar as regras já estabelecidas no POOC”. Uma declaração que contraria o que o MP tem afirmado.»

    Na série «O Ministério Público acredita que…», a entrada definitivamente comprometedora desta semana: o MP acredita que José Sócrates terá adoptado o pseudónimo «Ângelo Correia» para se dedicar aos offshores panamianos, e anuncia para breve a fulminante acusação que todos esperam: passem por cá dentro de 20 ou 25 anos, no máximo.

    Uf, até que enfim, que alívio…

  16. MRocha disse (e disse muito bem) : «Penso que existe uma forte correlação entre esta “necessidade” de calar Sócrates e a má consciência da classe dos jornalistas que, por acção ou omissão, têm vindo a colaborar activamente com graves atropelos ao Estado de Direito perpetrados pela Justiça, dos quais Operação Marquês constitui apenas mais um flagrante exemplo.»

    Concordo em absoluto e assino por baixo. É muito dificil para a journaille portuguesa admitir a sua má consciência, mas a verdade é que, a menos de completa imbecilização da classe por algum fenómeno inexplicável, essa má consciência tem necessariamente que existir. Interesses inconfessáveis, desonestidade intelectual, facciosismo político, indiferença perante os abusos e os atropelos aos direitos constitucionais, alguma dose mesmo de estupidez ou ingenuidade, tudo isso pode existir, mas imbecilidade completa não existe.

    «Cala-te Sócrates… porque nos comprometes e embaraças quando nos recordas a nossa própria incompetência e cobardia»: a mensagem subliminar é esta. Vejam a entrevista da Flor e observem bem as atitudes da entrevistadora para perceber isto.

  17. Lembram-se daquele tempo em que se dizia que se as provas não fossem rápidas e avassaladoras, seria o fim da macacada para o ministério público e uma demonstração cabal da instrumentalização política da justiça?

    É interessantíssimo observar a completa mudança de discurso de muitos dos que assim se pronunciavam, mas adoptam agora a fuga cobarde perante os dados indesmentíveis e a criminalidade aberta do conluio ministério público & jornalha. Exemplo típico (entre muitos possíveis): Pacheco Pereira, um dos primeiros a lançar, na televisão, a palavra de ordem: «Cala-te Sócrates»…

  18. Meirelles: “Lembram-se daquele tempo em que se dizia que se as provas não fossem rápidas e avassaladoras, seria o fim da macacada para o ministério público e uma demonstração cabal da instrumentalização política da justiça?”

    Ouviu a Antena 1 ontem pelas 19 h ? O processo é muito “complexo”, logo toda a demora é desculpável! Esta a incrivel unanimidade a que se chegou no meio jornalistico. Apetece dedicar-lhes um daqueles formatos da SIC: “E se fosse consigo ?”

  19. Pacheco Pereira tem uma inveja de José Sócrates que se lê à légua.
    Vai engordar desmesuradamente de novo quando fecharem esta eterna e vergonhosa investigação.
    Agora tudo ao Panamá até ás calendas a revolver papeis d’embuste.
    Tudo têm dito sobre o Homem, sua família, seus amigos.
    Toda a sua vida dissecada todos os seus momentos devassados tudo tudo sem que apareça o tal facto que o derrubará para sempre aos olhos da opinião pública mais informada e esclarecida.
    Onde passa de novo a entrevista que perdi ????
    Por aqui podíamos estar mais atentos a todos os momentos em que a sua voz de acerto se faz ouvir .
    Quanto às suas divergências com o Dr.Costa (deve meu voto a José Sócrates) qual é a questão?
    Só Jerónimo ou Catarina podem divergir?
    Claro que a Aliança Negra que deve causar engulhos!
    A mim causa !

  20. A entrevista está na Internet por aí num site da RTP notícias. Eu já a ouvi na íntegra.
    No entanto o programa vai passar na RTP2 amanhã, Sábado dia 24, creio que a partir das 22h ou das 23h.

  21. Sobre a Off-Shore do Panamá da qual Ângelo Correia era administrador:
    “A empresa funcionava com ações ao portador, por isso é virtualmente impossível saber quem eram os verdadeiros donos”.
    (ver artigo no site do Observador)

    UAU ! e aposto que por aqui se fecha esta “linha de investigação”. Tal como o PF no Porta dos Fundos parece que oiço alguém sussurrar com a voz estrangulada “fecha a pastinha, isso, fecha e põe de lado, fecha assim, bonitinho, assim tá melhor, poxa!”

  22. Tal e qual, uma “cagada” em 30 linhas!
    É espantoso como o Público se arroga o direito de retirar ao cidadão Sócrates a sua liberdade de expressão. Isto vai de mal a pior. Se ninguém se insurge contra este tipo de desmando, acabaremos súbditos dos papas cinzentos da comunicação social, os quais, paulatinamente, parecem querer inculcar no cidadão a dúvida metódica sobre as vantagens dos direitos, liberdades e garantias consagradas na lei fundamental.

  23. Já ouvi.
    Como sempre uma grande prestação.
    Sempre aquela postura de personalidade forte e convincente.
    O Homem não criticou o Dr. Costa fez uma declaração política de carácter pessoal.
    Fim de história.
    Os jornalistas parecem de facto ter um única intenção :
    – desestabilizar o Partido Socialista e, manter o apagão sobre este caso alunicinante de abuso de poder.
    Para não fugir ao tom em moda na classe jornalística que temos, a normalmente amistosa flor virou provocadora, fechou a cara, e repetiu monocórdica as insinuações à lá mãnhas como se fossem perguntas.
    Este país mete medo a qualquer cidadão decente.

  24. «Jasmin: «Parece que mais uma vez não está na lista o nome do Sócrates. Uma chatice !
    Sendo assim para quê divulgar nomes na 1ª página, não é ?
    http://jornais.sapo.pt/nacional/4098 »

    Essa capa do Expresso presta-se muito bem ao jogo «Onde está o Ângelo Wally?»…

  25. Finalmente.
    Os fracos e lentos investigadores finalmente acercam-se da verdade.
    Sócrates recebeu dinheiro para:
    – impedir a OPA da PT pela SONAE;
    – renegociar as PPP’s;
    – obrigar a PT a comprar a OI.
    Ponto comum: Espírito Santo.

  26. FS

    Lamento informa-lo mas …
    A sua argumentação tropeça logo na 1ª linha: A OPA da SONAE à PT.
    O governo foi neutro.
    A CGD votou CONTRA de acordo com os seus interesses. E a CGD tinha vários administradores que podem ser chamados a testemunhar. E foram. E nada!
    Mas pior, se a CGD tivesse votado a favor, eles (SONAE) teriam PERDIDO a OPA na mesma.
    LOGO, porque é que alguém ia subornar alguém de cujos votos não precisava para nada ?
    Está a ver ?
    Por isso é que a OPA da SONAE já era.

    Por isso a seguir foram bulir com as barragens … e deram com uma corrupçãozita de uns milhares de euros pagos a alguém pela Odebrecht quando Sócrates já estava preso em Évora. Talvez pagos ao guarda florestal … ou coisa assim …
    E depois viraram-se para a …TAP !!! foram bulir com o Paulo de Campos e com o Mário Lino. Mas a avaliar pela posta que o Paulo de Campos já mandou em público também não é por aí …

    Você leu o artigo do DN ? no despacho de Março para o DCIAP o procurador confessa que o dinheiro tem proveniências diversas e não consegue relaciona-lo com decisões tomadas pelo senhor PM … !!! UAU !

  27. Grande intervenção de Passos Coelho. É um balde de água gelada na cara da actual cobarde liderança do PS.

  28. A constituição de Sofia Fava como arguida na imediata sequência das renovadas críticas de Sócrates ao MP, na entrevista à Maria Flor Pedroso, também deve ser coincidência. Da próxima vez que abrir a boca, provavelmente juntam a mãe à lista de arguidos, e depois os filhos, e depois o canário e o periquito. E é aí que a coisa leva um travão glorioso, com a imediata intervenção do representante do PAN no Parlamento. Aleluia!

  29. Acabei agora de ver e ouvir a entrevista de Sócrates à Flor Pedroso, no link que o Gungunhana deixou lá atrás. Em verdade vos digo que a aventura me deixou à beira da desidratação, de tanto vómito. Para não fugir à tendência ultradominante no panorama merdiático, a alegada jornalista estava ali com uma missão, que era a de rasteirar o entrevistado, sem sombra de pudor e sem olhar a meios. A missão, que já nem precisa de ser formalmente encomendada para ser levada a cabo, era repetir mais uma vez (não vá dar-se o caso de as 850 anteriores não serem suficientes), para “memória futura” e “benefício” de quem estivesse a ouvir, as teses das máfias criptojusticialistas e seus parceiros das máfias politicosas. Assim sendo, de cada vez que a vítima se defendia com eficácia da repetição canina e acéfala das teses e acusações mafiosas, cortava-lhe imediatamente a palavra e tentava perturbar-lhe a eficácia discursiva. Teve um bocado de azar, já que o homem não estava ali para levar porrada, mas confesso que esta Flor Pedroso me surpreendeu pela negativa, pois acreditava (verifico agora que estupidamente) que ainda sobrava alguma costela jornalística à criatura. Não é assim, porém, pois a única coisa que lhe sobra, e em abundância, é a costela da criadagem. O nojo absoluto!

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