Nasceu para isto, diz quem o conhece melhor do que ninguém

Quando atravessamos os problemas colectivos que ainda temos para resolver, o Primeiro-Ministro tem de ser o baluarte da confiança e da tranquilidade. Tem de ser o referencial da persistência e do empenho democrático no único rumo que nos pode fazer sair de uma crise que se arrasta há mais de 10 anos.

O Primeiro-Ministro tem de assegurar a responsabilidade e a energia necessárias para lutar contra todas as adversidades. Tem de representar a vontade colectiva que não se verga nem desiste.

Para tudo isso os Portugueses podem contar comigo.

Pedro ‘Pote’ Coelho, continuando a cavar e a escavacar mesmo depois de já ter arrastado Portugal para o fundo do abismo

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Pedro informa os portugueses de existir neste país quem seja o baluarte da confiança e da tranquilidade, o referencial da persistência e do empenho democrático, o mestre do único rumo que nos resta para sair da crise com mais de 10 anos, talvez 100, quiçá 1000, o asseguro da responsabilidade e da energia para lutar contra todas as adversidades – sim, as adversidades todas – e ainda o representante da vontade colectiva heróica. Existe. Existe e não está louco, muito menos na reinação. É o Pedro. E o Pedro, sendo quem é, não se pode demitir da sua missão providencial. Seria o equivalente a ter-se visto Aquiles a passar os dias à conquilha nas praias de Tróia enquanto os seus camaradas andavam a levar na corneta do Heitor. Ou ter-se visto Jesus descer da cruz alegando ir apenas beber uma cerveja rapidinho e depois nunca mais voltar, o cabrão.

Onde encontrar uma explicação para estas ígneas palavras que ofuscam a nossa limitadíssima capacidade de entendimento? Só uma mente brilhante ao mesmo nível do brilhantismo do Pedro nos poderá ajudar. Esta, aqui, assim:

Estou convencido que Passos Coelho vai ser um primeiro-ministro que vai marcar a História do nosso país, nasceu para este lugar, tem um sentido de responsabilidade…

Dr. Relvas

22 thoughts on “Nasceu para isto, diz quem o conhece melhor do que ninguém”

  1. Celebro a queda iminente de Passos. Acredito no fim urgente deste desgoverno. Mas aqui surgem as aflições:

    Cavaco, que armadilhou a função presidencial desde o governo minoritário de Sócrates e que ao longo dos últimos dois anos esvaziou por completo a capacidade para gerar entendimentos e alternativas, não tem qualquer autoridade para formar um governo de iniciativa presidencial. Deveria por isso exigir-se-lhe a rápida resignação.

    Mas eleições presidenciais antecipadas, não trariam riscos ao regime democrático?

    E legislativas antecipadas? Para quê, se poucos reconhecem Seguro como boa alternativa?

    Eis-nos nisto, presos por ter cão e presos por não ter.

  2. Valupi:
    Infelizmente não foi só Relvas a referir isso. Houve uma catrefada de jornalistas, politólogos e comentadores políticos, que teceram loas como: a partir de agora acabaram-se as mentiras, o País está bem entregue e assim vai ganhar mais confiança e credibilidade. Agora dizem que são uma cambada de garotos – antes os impropérios iam na direcção de Sócrates.
    Freitas do Amaral – um camaleão- Henrique Monteiro – um fala-barato – vêm agora com as suas meas-culpas. Enquanto as tetas davam leite não faltavam elogios. O pior é quando elas secam. Põem-se a jeito para mamar noutras.
    Quando o cão tem pulgas até as carraças fogem dele.

  3. Continuo sentado, à espera do “briefingue” diário do Madurinho! Nunca pensei que houvesse tanta novidade para dar, nestes “encontros informais”, logo na respectiva primeira semana! Mas acho que ele também não…

    Quanto ao assunto, pois aqui o “Roteia” tem carradas de razão.

    Estamos perante dois impulsos, ou duas pulsões, que na prática são dois ímpetos: um mais violento, o de exigir JUSTIÇA e a REPOSIÇÃO DA NORMALIDADE CONSTITUCIONAL INTERROMPIDA MALIGNAMENTE no dia em que o XIX tomou posse (ou até antes, no dia em que o inquilino de Belém fez o seu discurso de tomada de posse); o segundo, mais ponderado, o de tentar descobrir a melhor solução para evitar o DESASTRE IMINENTE em que esta corja de facínoras ameaça deixar o nosso País.

    Penso que grande parte de nós está suspenso destas duas ânsias, mas sabe que a satisfação plena de cada uma delas pode prejudicar, ou até impedir, a satisfação da outra! O que, contudo, não nos deve tolher a acção, apesar das doses maciças de soporíferos que nos são servidas a cada momento nos meios de condicionamento de massas (MCM), também conhecidos por “media”.

    É justo que se assaquem agora as pesadas responsabilidades desta crise de opereta aos seus principais causadores, a saber: Cavaco Silva (e os seus porta-vozes directos e assessores avulsos), Passos Coelho (e os seus mentores), Vítor Gaspar (e os seus seguidores), Paulo Portas (e os seus correligionários), os Banqueiros e outros beneficiários directos nacionais da “economia de casino” fomentada pela “tróica” – gabinetes de consultoria, grandes empresários mafiosos, acolitados pelo Dr. Relvas, gestores públicos e reguladores económicos vários – e, nunca o esqueçamos, a TODA A COMUNICAÇÃO SOCIAL PARASITADA por esta canalha e seus sequazes e empastelada pela sua narrativa falsa e manipuladora.

    É mais que justo que se apontem a dedo, a esta pandilha, todas as suas malfeitorias, incompetências, irresponsabilidades, crimes, mentiras e outras imoralidades, que destruíram o tecido económico e social de um País frágil e pobre e minaram a confiança, a crença e a Esperança de um pobre Povo estóico, dócil e crédulo.

    HÃO-DE ARDER TODOS NO INFERNO POR ISTO, bem o sabemos, mas até lá carecemos de uma DEVIDA REPARAÇÃO aqui na Terra.

    Todavia, ao mesmo tempo, é mister encontrarmos, URGENTEMENTE, uma solução política para esta MEGA-CRISE e pôr em prática medidas sociais e económicas EFICAZES para enfrentar as dificuldades que, no atual contexto europeu e mundial, vamos mesmo ter de enfrentar nos próximos meses, pelo menos.

    Por isso, exige-se alguma moderação neste ímpeto justiceiro e reparador, que todos devemos estar à altura de demonstrar. Provando que a massa de que somos feitos não é a mesma que enforma a “gente séria” que nos desgraçou, sem qualquer respeito por valores nobres como Decência, Patriotismo e Coesão nacional.

    Neste momento delicadíssimo, em que a História parece regredir de novo a 24 de Novembro de 75, mas NUM AZIMUTE OPOSTO, em termos políticos e diplomáticos, temos de saber refrear a nossa sede de vingança (há-de haver tempo para a servir bem gelada) e concentrarmo-nos na busca de soluções viáveis e RÁPIDAS para a presente crise.

    Concordo em absoluto com o comentário do “Roteia” e, em consequência, advogo que sejamos poupados ao calvário de uma nova ida às urnas, quando podemos forjar ainda na Assembleia da República uma solução de verdadeira Salvação Nacional.

    “Caguemos” pois de alto para o “prezidento”, que já se assumiu como mero “verbo-de-encher” (a seu tempo lhe trataremos da saúde), ignoremos a quadrilha do Passos e a vaidade (vacuidade) do Seguro e FORCEMOS o PSD, o PS e o CDS a encontrarem, no seu seio, os seus MELHORES E MAIS PATRIÓTICOS para assumirem neste momento a governação pelos próximos dois anos, no máximo. Cumpra-se até ao fim esta maldita Legislatura de maculada conceição, que nunca deveria ter existido, mas DEVOLVA-SE A DIGNIDADE A PORTUGAL!

    Mesmo sem José Sócrates (que, contudo, poderia muito bem substituir Portas nos Estrangeiros…) – e forçosamente SEM GASPAR, NEM PORTAS, NEM PASSOS COELHO! -, parece-me possível encontrar em Rui Rio um bom 1º-Ministro, em Paulo Macedo, ou mesmo Bagão Félix, um razoável Ministro das Finanças, em Pedro Nuno Santos um potencial bom Ministro da Economia, em Maria João Rodrigues uma boa Ministra da Educação, em Ant.º Pires de Lima um eventual cumpridor Ministro da Agricultura, em João Galamba um óptimo Secretário de Estado do Orçamento, em Teixeira dos Santos um excelente Governador do Banco de Portugal. E para Governo basta! Quase nem seria preciso mais estrutura.

    O resto viria, seguramente, da confiança, do trabalho, da criatividade e, sobretudo, da pacificação da Sociedade portuguesa e até do ENTUSIASMO de todos nós! E da nossa reconciliação com o sistema político e com a cidadania! Como sucedeu, de uma forma espontânea e natural, a 26 de Novembro de 75.

    Quanto ao PCP e ao Bloco, pois continuem a tentar, porque em 2015 haverá novas Legislativas…

    Alguém concorda com este meu Programa?

  4. Eu não concordo.
    Parece que Seguro também não, tem reafirmado que só lá vai com eleições.
    Espero que não venha agora dar o dito por não dito.
    Por muito que me desagrade, já aceitei a inevitabilidade de Seguro chegar a PM.
    Está a milhas das capacidades de outros quadros do PS mas a verdade é que nenhum deles avançou e o tempo da queda do governo é este, em que é ele o SG do PS. Enfim, também não podemos querer um Sócrates a toda a hora. Até porque não há muitos, se calhar não há mais nenhum.
    Acredito que Seguro, como qualquer outro socialista, nunca será um entusiasta do empobrecimento dos portugueses e da destruição do estado social.
    Penso que isso, só isso, faz toda a diferença.

  5. Eu concordo.

    Seguro até pode ganhar (como Pirro) as próximas Eleições e formar um Governo, mas nunca há-de ganhar o País.

    Lamento, mas o PS tem de perceber que pode até conformar-se com o não ter “um Sócrates” neste momento, mas tem de ter muito mais do que um Guterres de fancaria.

    Porque os tempos são radicalmente diferentes.

    E porque hoje em dia não basta ao líder do PS (e da Oposição) “não ser um entusiasta do empobrecimento dos portugueses e da destruição do Estado siocial” (até arrepia…).

    Até porque ninguém sabe ao certo o que entende Seguro por uma série de conceitos tidos por adquiridos no historial do PS. E isso é fatal para a sua aceitação pelos votantes PS como eu, quanto mais para os que o PS teria de conquistar para voltar a ser uma voz respeitada nacional e internacionalmente…

    O aparelho do PS que se desembrulhe, mas o Seguro não serve. Fim de discussão.

  6. Também não me convence a votar nele mesmo sendo eu um eleitor PS.
    Foi escolhido pelos militantes e agora não há nada a fazer.
    Quando for PM tem de andar na linha senão ainda leva mais uns puxões de orelha como aquele do Costa, que o fez passar de ministro da oposição a líder da coisa.

  7. Ora aí está!

    Só que Portugal precisa, mais do que nunca, de um PS forte e credível. Mesmo até que não seja (por hipótese) o Partido mais votado!!

    Por isso, foi o aparelho criou o problema, agora resolva-o. E depressa.

  8. Eis dois desertores: Gaspar, qual Schetino, abandona a nau lusitana ainda antes de a mesma ir ao fundo com o rombo que provocou; diz-se que chocou com o recife porque queria, à viva força, impressionar Frau Merkel com a sua temerária navegação por águas pouco profundas… Quanto a Portas, quando viu um escaler a acostar ao barco condenado e o Schetino, à socapa, a embarcar nele, compreendeu que era o sua última chance de fugir à condenada nau; logo saltou para o escaler, aproveitando a boleia que o colega Ministro de Estado e das Finanças lhe oferecera inadvertidamente.

    O único medo que eu tenho — já aqui o disse — é o de sermos postos fora do euro, pela Keiserina Merkel, enquanto Passos permanece em S. Bento como primeiro-ministro de um governo de gestão. O pior que nos podia acontecer era uma saída impreparada do euro com Passos ainda pregado ao poleiro, a fingir que gere o caos…

    Cavaco Silva deveria, em primeiro lugar, convocar os partidos com representação parlamentar e formar um governo que pudesse dar condições de poder governar o país com um mínimo de competência e consenso. Seria preferível que todos estivessem representados mas, se tal se revelar inviável, pelo menos que contenha os três partidos do arco do poder.

    Poder-se-ia depois, com mais calma e menor pressão dos mercados e outras circunstâncias, decidir sobre a convocação de eleições. A minha opinião é que é preferível que o próximo governo resulte do voto popular, dada a complexidade e dificuldade das tarefas que enfrentará.

  9. Acima, onde se lê «Kaiserina Merkel», deve-se ler «Kaiserette Merkel». Kaiser é a transliteração alemã de César, e era o título do monarca da Alemanha Imperial. «Kaiserette» é um neologismo, cujo significado deixo à vossa imaginação…

  10. sebastiao e melo,não adianta dizer que jose seguro não presta.,quando todos os lideres que estao no parlamento são piores do que ele.deixe isso para a oposiçao.nunca ouvi nenhum comuna ,criticar a mediocridade intelectual e politica de jeronimo de sousa e a soluçao bicefala do bloco, com dois lideres sem carisma nem experiencia.insistir nesta narrativa, nesta altura do campeonato,beneficia os nossos opositores.termino com uma pergunta:alguem foi à luta com seguro no congresso ? criticar posiçoes menos corretas do lider do ps é outra coisa bem diferente, que todos devemos subscrever.o ps é um partido democratico, de gente livre e democratica.

  11. nuno cm:

    concordo, o PS deve ir à luta com as tropas de que dispõe. Até pode ser que o homem se revele; recordo que o Mestre de Aviz também não era o desejado — foi, aliás, descrito por Fernão Lopes como um homem demasiado hesitante e cauteloso. No entanto D. João I, pelas circunstâncias em que se encontrava o país, viu-se rodeado de pessoas competentes e corajosas; e todos soube aproveitar, apesar dos preconceitos que um nobre como ele poderia ter, relativamente à burguesia e ao povo.

  12. Oops… E eis que Portas é posto, borda fora, do bote salva-vidas de Vítor Gaspar; Portas deitado ao frio oceano esbraceja, desesperado, implorando a Passos que o ice, de volta ao barco naufragante…

  13. Anel,
    De acordo consigo em quase tudo. E a sua proposta de um governo de salvação nacional seria, de facto, a salvação. Reunir os melhores, incluindo talvez alguns independentes. Mas pergunto-lhe, qual o orgão que escolheria o novo primeiro-ministro? O PR, que não tem credibilidade? Os militares? Os conselheiros de Estado? Uma junta de salvação?

    Já agora, um pormenor, Paulo Macedo, pese embora o seu prestígio, não me parece boa ideia. A política deste ministro é o aniquilamento do Serviço Nacional de Saúde e o desrespeito pelo sofrimento dos seus concidadãos. Só se compreende bem isto quando passamos nos bancos de urgência. O que se lá passa é lamentável.

  14. bom, parece que estão arrumadas as duas hipóteses, governo de salvação nacional e eleições. Portas vai negociar agora com Coelho aquilo que não conseguiu negociar enquanto ministro, mandatado pelo seu partido, que lhe tirou o tapete e basicamente o mandou voltar à base, obediente, por forma a manter o cds no governo. Com o rabinho entre as pernas, duvido que tenha agora mais capacidade de convencer o burro do que teve como parceiro de coligação. Mas pode ser que o cavaco dê ordens ao burro, para ver se se vê livre do imbróglio de tomar uma decisão.

    Noto também que o Roteia parte do pressuposto totalmente lógico de que o governo de salavação nacional implicaria a substituição do primeiro-ministro. Ora não me parece que o cavaco que já queimou toda a sua credibilidade para promover e manter passos como 1º, vá mudar o rumo. Também não estou a ver o PS sob o comando do dito. Aliás, não estou a ver na quipa governante ninguém que tenha perfil para o cargo.
    É legítimo sonhar com esse paraíso: um governo com um primeiro-ministro consensual e competente, um verdadeiro líder, com uma equipa de gente competente e articulada harmoniosamente, para além das diferenças ideológicas e de programa para o país. Pois. Era lindo, mas não vislumbro nem essa gente, nem a tal entidade que nomearia os mesmos (mais uma vez, partilho as questões do
    Roteia). Pois se nem no psd governante se entendem nestas condições…

  15. É verdade Edie, estamos tramados. E mal pagos.
    O beco sem saída para o qual Cavaco nos empurrou e continua a empurrar pode tornar-se, literalmente, explosivo.
    O emergir de um governo “de salvação”, idealizado, altamente competente, sendo em si mesmo uma utopia, também não deixa de ser uma necessidade, uma meta.
    Do mal o menos não nos pode bastar. O momento é histórico.

  16. edie, Roteia:

    O medo paraliza. Se nos deixarmos intimidar pela chantagem, vamos continuar a escavar no buraco.

  17. Penso que a única maneira de concretizar esse Governo de Salvação Nacional (GSN) seria através da competência da Assembleia da República. Cavaco, nesta fase, faz o que lhe mandarem, sem pestanejar. É o mais encurralado de todos!

    Para evitar uma qualquer revolução no País, que prejudicaria tudo e todos, mas que, ao contrário do se imagina, pode tornar-se iminente a qualquer momento – e que a prazo se revelaria ainda pior ainda do que manter este pântano putrefacto em que nos encontramos! -, é preciso que se produzam pequenas “revoluções” concertadas nos três Partidos desse futuro Governo, coisa que no CDS seria até bastante fácil (está já em curso), pois nem sequer exige a mudança do líder, mas que se torna mais complexa no PS e no PSD, pois exige, neste, uma destituição (que poderia ser mais ou menos honrosa…) do atual líder e, naquele, uma solução original que permitisse manter Seguro na liderança, mas não obstaculizasse a participação do melhor do PS no novo GSN.

    Ou seja, teria que se abrir o leque das conversas entre o CDS e o PSD também ao PS, com base na atual composição da AR, ou seja, salvando a face de (quase) todos, mas dando uma volta de quase 180º à presente situação.

    O Cavaco evitava as Eleições e poderia continuar a manter a fachada de uma espécie de patrocínio presidencial ao novo Governo, o CDS saía vencedor, pois passaria finalmente a ter alguma importância no Executivo, embora agora em terceiro plano (seria mais um desafio para o sedento Portas…), o PSD mantinha o 1º-Ministro (Capucho já apontou Rui Rio) e fazia vingar a sua “tese” do alargamento do “consenso governamental” ao PS, o qual, de qualquer modo, tem sempre a hipótese das Eleições nacionais de Setembro para aferir de uma eventual nova estratégia para 2014, mas com tempo para pensar a sério no seu Futuro.

    Quanto ao PCP e ao Bloco, indignados e deolindos incluídos, ficavam todos contentes com mais uns argumentozinhos para se entreterem na sua cantilena, que no fundo é só o que pretendem.

    E nós, em Setembro, de qualquer modo, diríamos todos da nossa justiça, num ambiente talvez mais desanuviado…

  18. Parece-me bem.

    Já quanto a Cavaco fazer o que lhe mandam… Ele não quer mandar nem quer ser mandado. O seu ego majestático não suporte tal humilhação. Seria a modos como que um regresso ao Poço de Boliqueime.

  19. Parece-me evidente que Aníbal Silva neste momento já não detém qualquer poder real e implora apenas que o deixem saír airosamente desta embrulhada.

    Hoje solicitou o conforto de quarenta náufragos como ele, como que uma última súplica para encontrar alguma saída digna, mas todos sabemos que de pirómanos não se fazem Bombeiros.

    A inacção do PS é neste momento a única ponta solta que segura esta situação explosiva. Uma manifestação gigantesca das forças vivas da Democracia às portas de Belém na próxima Segunda-feira arrasaria com o que resta deste pesadelo. Mas o Seguro não se descose.

    No final do último acto desta farsa, quando o Portas, o Gaspar, o Passos e o Cavaco tiverem conseguido engendrar os seus álibis, mesmo que mal e porcamente (os “media” branquarão com a lixívia habitual), sairão à liça os papagaios do costume e quem ficará nos cornos do touro das culpas pela queda no abismo ainda vai ser o Tó-Tó!

    Eles sabem muito e não andam nisto para brincar às jotas.

    Quando a revolta saír do controle e passar dos limites da pachorra, aqui d’el-rei que a Pátria está em perigo e o PS já não irá a tempo de fazer nada.

    Mas parece que andam todos a dormir, caramba…

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