Mais um feriado para o galheiro

Os sabujos da linhagem de Miguel de Vasconcelos que acabaram com os feriados da Implantação da República e da Restauração da Independência – apenas e só para que dessa forma os “mercados” ficassem a saber que tinham a sua gente a tomar conta da piolheira e disposta a roer os ossos dos portugueses – conseguiram destruir mais um feriado: o 25 de Abril.

Em 2013, a maioria dos deputados presentes no Parlamento para a sessão solene de comemoração dos 39 anos da “Revolução dos Cravos” aplaudiu e aclamou com urros e espasmos mais um comício do Golpista de Belém. Disse esse activíssimo e poderosíssimo reformado que as eleições são um instrumento ultrapassado, inútil, face à superioridade da Troika. O que a Troika quer é o que deve ser feito, mesmo quando o que quer está errado, e até muito errado. Por exemplo, explicou aquele que alguns reconhecem como primeiro magistrado da Nação, a realidade mudou muito, tanto que em dois anos os pressupostos do Memorando perderam sentido. Que pode fazer o Governo de Portugal nessa ingrata situação? Segundo o homem que desconfia da segurança dos seus emails, nada de nadinha de nada. Já ele, o Comandante Supremo das Forças Armadas, está em condições de resgatar a honra perdida. Ora pasme-se com a bravura:

Assim, alguns dos pressupostos do Programa não se revelaram ajustados à evolução da realidade, o que suscita a interrogação sobre se a «troika» não os deveria ter tido em conta mais cedo.

Pimba. Tomem lá uma interrogação. Catrapau. É desta fibra a nossa direita, aprendam. Ah, vocês da Troika estão a dar cabo disto tudo porque nem sequer com a realidade conseguem atinar? Então, olhem, vamos interrogar-nos acerca disso… E depois não se queixem… Estamos a avisar, ok?… Ok???…

Antigamente, o 25 de Abril servia para reviver na comunidade o ideal de soberania, democracia e liberdade onde já nasceram duas gerações de portugueses e têm vivido milhares de imigrantes. Agora, o 25 de Abril serve para o Presidente da República ir à Assembleia da República informar os deputados da suspensão de um país chamado Portugal – e já não por 6 meses mas por tempo indeterminado.

Cidadãos avisados começarão de imediato a recolher assinaturas para que em 2014 o feriado seja oficialmente abolido de modo a não voltarmos a passar por tamanha humilhação.

8 thoughts on “Mais um feriado para o galheiro”

  1. Mas que se esperava dessa alforreca gelatinosa, vingativa, ressabiada e sacana. Em 2011 apelava à revolta, agora apela à sujeição, à mudez. Será que este… (não posso colocar o ápodo porque a lei proteje o …., porra, lá me descuidava) não percebe que os portugueses também pensam e que ele não é certamente o mais inteligente?
    O povo começa a perceber a mediocridade vingativa desta figurinha indigna de estar no lugar que ocupa. Um pu….. raios lá me descuidava outra vez.

  2. Este Verme não foi eleito com o meu voto.

    Mas o discurso de ontem foi apenas o estertor final de um indivíduo acossado pelo ressentimento, pelo fel indesmentível do sua completa falta de carácter.

  3. Este fala em programa desajustado à realidade e o Gaspar falava num programa mal desenhado. Combinaram, não foi? Mas tal programa coxo não impediu que fosse aplicado com todo o rigor e muito para além das suas exigências, sem ter provocado a estas duas alimarias economistas um mínimo sobressalto. Só confrontados com o desastre perceberam?
    E vale a pena estarmos para aqui a comentar estas merdas, se o “bom povo português” votou e poderá votar uma e outra vez na santissima direita, ainda por cima com o aval da “esquerda autêntica”? O “bom povo” tem os governantes que merece. O “bom povo” é o povo da “cunha” para tudo.´É um povo viciado na cunha, ensinado, desde o baptismo, a meter cunhas a Deus e aos santos todos. A “oração cristã” é treino intensivo da cunha.No cristianismo católico, o nosso, orar não é meditar; é meter cunhas para tudo. Justiça? Democracia? Primeiro a cunha. Viciados, desde o baptismo…

  4. Por menos do que o nosso tem feito e dito, os checos despacharam o tal presidente
    da extrema-direita que, numa certa visita do Pilatos a Praga censurou o défice do
    nosso País sem que, este tivesse o brio de defender a honra do Convento!
    Mais importante do que a queda do des-governo será o exigir ao inquilino de Belém
    a sua resignação do cargo por motivos de saúde, dando assim, prioridade à eleição
    de um Presidente da República sem compromissos partidários!!!

  5. Já agora, a propósito de datas e proibições:

    25 de Abril proibido!

    Imaginem a quantidade de hava naguilas que não teríamos de entoar em todas as escolas, repartições e parlamentos ocidentais se fosse algum coiso a imolar-se pelo fogo em protesto contra os anticoisos! Lá o monge Quang Duc ou o Jan Palach, ainda vá que não vá, agora o velhote Reinhold Elstner… ora, já alguém ouviu falar nele?…

    Menos de 24 horas decorridas já a polícia retirava do local as coroas de flores que tinham começado a aparecer. E desde então todos os 25-de-Abris a vigilância bate o pleno.

  6. E a malta continua sem pinga de vergonha. Ou será apenas sem pinga de informação e/ou inteligência?

    A 7 de Maio lá vamos ter a Isabel Moreira, eminente constitucionalista, bloguista e deputada das mais tatuadas, a papaguear vulgaridades sobre coisas que não conhece a mais um festival de baba e ranho promovido pela embaixada dos EUA e Fundação Gulbenkian, em que até o título é vigarice: «NOITE E NEVOEIRO: Ciclo de cinema sobre Portugal e o Holocausto»

    E é logo o «Nuit et Brouillard» do Alain Resnais que dá o mote às festividades, que vai merecer a atenção da conferencista (e também, segundo está anunciado, do Eduardo Lourenço, que conseguiu escapar ao simpósio Gulbenkian sobre o «ensino do Holocausto a desenvolver nas escolas portuguesas» para que chegou a estar anunciado, mas não deve conseguir repetir a proeza).

    Para informação atempada da conferencista, uma breve explicação sobre o significado das iniciais latinas burocraticas «N.N.» — origem do mítico «Nacht und Nebel», ou «Noite e Nevoeiro» que supostamente designaria os condenados a desaparecer sem deixar rasto:

    Nacht und Nebel: Nuit et Brouillard, Noite e Nevoeiro

    Cito: “Nacht und Nebel est une expression inventée d’après les initiales N.N. couramment utilisées dans l’administration allemande (et aussi italienne) pour désigner soit l’anonymat de fait soit l’anonymat de contrainte. Dans le premier cas, il s’agit de Nomen Nescio (nom inconnu) et, dans le second, il s’agit de Nomen Notetur (nom à censurer). L’équivalent français en est soit «Inconnu», soit «X» soit «sans autre renseignement».”

    Para melhor entendimento da aldrabice fílmica que dá o nome ao festival — repleta de partes gagas divertidíssimas como a das alegadas marcas das unhas dos gaseados nas parede e tectos (de cimento armado) da pseudo-câmara de gás de Auschwitz, é recomendável que a dra. Isabel Moreira dedique uns minutos do seu tempo a ouvir algum contraditório sobre o assunto a propósito do qual vai perorar:

    O problema das câmaras de Gás

    Um judeu em Auschwitz

    Outros filmes

    Aqui fica a sugestão.

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