Lembraduras

Como é que tem corrido a reflexão no Bloco acerca do estupendo plano que delinearam para entregarem o poder todinho a Cavaco, Passos, Relvas e maralha amiga? Estão satisfeitos com os resultados da vossa sui generis defesa dos trabalhadores e dos mais fracos ou a ideia é começarem já a trabalhar, de braço dado com os outros puros do PCP, para colocarem o PNR no Governo num futuro próximo?

99 thoughts on “Lembraduras”

  1. Assim é que eles se sentem bem, com a direita no poder! O PS esvaziou o BE nas chamadas questões fracturantes (o que quer que isto queira dizer…). Já se sabe, para radicais extremistas nada melhor que do outro lado da barricada estejam os que ocupam o polo oposto. O BE cada vez mais está parecido com o PCP, vivem na ilusão que representam o povo, as massas, as massas…, mas são tão obtusos e sectários que atropleam o bem estar desse mesmo povo na defesa da sua ideologia radical. Como partidos têm apenas a função tribunícia. É para isso que servem e mesmo assim, não controlam o rebanho todo.

  2. Mas o que é isto? O hermafrodita ideológico cá do sitio está a passar por uma crise de identidade, ou quê? O Valupetas que sempre se afirmou como alguém «pós-ideológico», como um «centrista» com aversão à dicotomia esquerda-direita, como um adepto dos governos com «espírito reformista», está a responsabilizar a «esquerda imbecil» por termos um governo que vai ao encontro desses seus ideais idiotas? E a abstenção dos PSs na votação do orçamento, também é da responsabilidade da «esquerda imbecil», Valupetas? Dizer isso é o mesmo que dizer que a tua abstenção ideológica se deve aos fantasmas juvenis que teimam em perseguir-te. Tens de assumir o teu cinismo de uma vez por todas, pá!
    Mais: quais foram as medidas concretas que o governo do Pinto de Sousa tomou em «defesa dos trabalhadores», para o Valupetas estabelecer neste dominio distinções entre a equipa do Relvas e a equipa do Silva Pereira? O que salta à vista é a «coincidência» na data das greves gerais (24 de Novembro de 2010 e de 2011) que se convocaram para contestar as medidas de ambos os governos, e a «coincidência» de ambos no ataque aos direitos sociais ( aos «privilégios», segundo a propaganda de ambos). Onde é que a merda muda por mudarem as moscas, Valupetas?

  3. Estas “lembraduras” apludo de pé. Se eu tivesse votado BE ou PCP obrigava-me, no mínimo, a ir a Fátima de joelhos, nem que demorasse um ano!

  4. a missão do bloco continua a ser a mesma de sempre: bater no inimigo principal, o ps. e por vezes, valha a verdade, até o fazem com muito estilo, como aconteceu com o josé manuel pureza em artigo recente no dn (‘ladaínha orçamental’, dia 2). encontrado o culpado de tudo, dispensam-se de mais reflexões e estão-se nas tintas para o mal que fizeram ao povo português ao entregar o poder a esta gente. o povo que aprenda e que se lixe – e até é bem-feita, bem-feita, pois não votou neles como devia.

  5. Eles se calhar gostam é de ter os socialistas ao lado deles na oposição. Se não, sentem-se muito sozinhos, coitados. É compreensível.

    Também gostam muito de fazer oposição a governos socialistas, quando o povo, sempre enganado, vota no PS. Numa primeira fase, vão ganhando votos ao PS. Maravilham-se, têm a sensação que existem e que fazem coisas inteligentes. Então continuam, radicalizam-se ainda mais. Mas quando os governos socialistas caem, eles apanham sempre banho. Oh, diabo! Ficam sempre muito surpreendidos, pensavam que iam continuar a subir nos votos. Isto já se repetiu quatro ou cinco vezes desde 1977. Têm inteligência de vespas, cometem sempre o mesmo erro. Estão programados para aquilo. As vespas batem com a tola num vidro duma janela até morrerem, tendo ao lado uma fresta da janela para escaparem.

    A reflexão que pedes eles fazem-na, muito provavelmente, mas à porta fechada. É hardcore. A transparência de que o BE e o PC estão sempre a falar é boa só para os outros. Eles não querem que se perceba os argumentos e as estratégias com que alinham nas coligações negativas a favor da direita. São ideias demasiado obscenas.

  6. Ora bem,

    Eu votei BE e não estou nada arrependido. Votei BE (como podia ter votado PC) porque não concordava, como não concordo, com o programa economico e politico apresentado pelo PS nessas eleições.

    Se tivesse votado “contra o PS”, ou por adesão a um plano maquiavélico com vista a derrotar o PS ou a fazer com que ele saia da cena politica por uns tempos, então sim, estaria arrependido, vendo que era so esperar mais uns mesitos e o PS teria necessariamente de aparecer de forma definitiva como cumplice de uma politica que não leva a lado nenhum, e muito menos à União europeia.

    Mas é preciso dizer que eu faço parte da infima minoria que vota por convicções, aquelas pessoas que neste blogue são habitualmente designadas por “imbecis”.

    Boas

  7. João Viegas, pareces-me lírico, ainda por cima impenitente. Mas tenho cá uma intuição de que estás no bom caminho (eu já fui como tu…).

    Tiago, desta vez aplaudo!

    Restantes: plenamente de acordo. Exceto com o pobre diabo que por aqui anda a suplicar por atenção, mas que nunca atingirá os mínimos intelectuais para falar com gente crescida e sensata. Vai resmungar lá para a tua taberna, ds.

  8. Só mais uma coisa: o que me chamou mais atenção no comentário do maluquinho (ou socretino, que vai dar ao mesmo) que anda por aqui à solta, nem foi o seu delirio de que é uma pessoa crescida e sensata. O que me chamou mais a atenção foi o que ele disse a outro comentador: «eu já fui como tu…»
    A minha questão é: porque é que os maluquinhos julgam sempre que os outros precisam de ser orientados na base das suas «intuições» ou alucinações?

  9. Por falar em maluquinhos, mesmo muito maluquinhos, em estado de psicose alucinatória major, a lembrar-nos com requinte de malvadez os seus pergaminhos de bom aluno dominical, leiam as pujantes declarações do Pai dos Maluquinhos in Paris.

    Talvez o Valupetas e demais coro de encomiásticos socrateiros, platonicamente apaixonados pelo ressuscitado mestre, queiram deixar aqui uma ode de fervor. Não percam oportunidade de usar mais uma vez a vossa comprida língua de apaniguados, apesar do uso regular que por aqui lhe dão a lambusar as memórias do vosso Dady.

    “Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei”, afirmou o ex-primeiro ministro José Sócrates, em Paris.

  10. Maluquinho, mas olha lá que por acaso está bem metido, surpreendeu-me, vou ficar a pensar. Realmente Portugal foi à falência em 1560, mas sobretudo foi à falência 6 vezes no sec. XIX, ora vai-se a ver e não sei como foi nessa época que se construiu o teatro D. Maria, o edifício seda da CMC, o S. Carlos, tanta coisa, imagino que a Av. dos Aliados no Porto.

    Para mim é um mistério mas vou pesquisar mais.

  11. Sim, pá, os partidos devem mesmo andar reféns dos programas e convicções dos outros.

    Não há nada pior que um calculista: É o tipo de pessoa que nunca toma as decisões em nome próprio, mas sim em função dos outros de quem, por isso está sempre, sempre, dependente.

    Não faltava mais nada que os únicos partidos que avisaram por onde ia o país, ainda se tivessem de preocupar e fazer cálculos com os resultados eleitorais do PS. Têm é de tratar e de se responsabilizar com os seus próprios resultados. A mim ninguém me houve a acusar uma grande maioria do eleitorado do PS de ser imbecil e burra e mesmo assim ter ido votar útil no Sócrates em vez de votar nos dois partidos que verdadeiramente os podem representar.

  12. Convicções cada um que tenha a sua. Nunca votei PSD, nem PSD, nem PS. Dispenso-me aqui de explicar porquê. Já votei BE, PCP, e já anulei votos e votei em branco. Se me acusam de ser cúmplice da escumalha que açambarcou o poder, paciência. A escumalha anterior não lhe ficava atrás, por muito que custe ou que vá de encontro às convicções do Valupi. Como disse, convicções cada um que tenha a sua.

  13. com um nome desses a votar be, pcp, branco e a rasgar, não vais longe em matéria de convicções. experimenta fátima, na versão 500 milhas joelhos, se não resultar devem ter livro de reclamações.

  14. De braço dado, e enrolados, andam o PS e PSD há mais de 30 anos. Agora não venhas é pedir que sejam o BE e o PCP a dar palpites de qual deles é que deve ficar por cima, ou por baixo.

  15. Não creio que o problema do PCP e do BE esteja nas suas convicções e propostas, as quais são tão legítimas como quaisquer outras desde que não ofendam a Constituição. Proponho é que esses partidos abandonem um local onde se sentem muito mal ao ponto de estarem sempre indispostos para a negociação que chegue a soluções de governação, o Parlamento, e venham para a rua fazer a revolução e tentar tomar conta disto com os milhões de trabalhadores, pobres, explorados e miseráveis que dizem representar e a quem prometem o Céu. Força nisso, camaradas.

  16. Mas oh, Val, isso da indisposição para negociações é uma absoluta falácia.

    O PS votou mais propostas do CDS e do PSD que do PCP e do BE. Isso implica uma proximidade negocial do PS em relação à direita e uma recusa em discutir com o PCP e com o BE. Ou eram o CDS e o PSD que vinham falar com o PS para lhes aprovar as propostas enquanto a Esquerda preferia ver as suas próprias ideias chumbadas?

  17. Mal ou bem, convictos ou não, tanto o pcp como o be dizem que defendem os direitos dos trabalhadores. Na minha modesta opinião, têm-no feito bem, umas vezes, muito mal, outras. Posso estar enganado, andar distraído, ou simplesmente nas tintas, mas nunca vi o ps, psd e cds defenderem o interesse dos mais pobres e sacrificados, antes pelo contrário. Quanto às negociações para soluções de governação, no parlamento, ou na adega cooperativa da região, creio que quem não tem interesse em negociar com esses parceiros é precisamente o lado direito representado (só mais esta vez) pelo ps, psd e cds. Porquê? Uns dizem que são comunas, outros esquerda caviar. Portanto nada de conversinhas com essa gentalha.
    Realmente esta direita-gourmet tem muito que se diga.

    Quanto ao anónimo das 500 milhas de joelhos até fátima, obrigado pelo conselho.
    Há quem faça o pino para se manter à tona, mesmo que isso implique abdicar de pensar.

  18. nm, como é óbvio, um dos problemas da esquerda em Portugal reside no facto de o PS não se conseguir aliar com o PCP, que já cá anda desde o tempo da outra senhora, quanto mais com o BE, que tem um alucinado Napoleão à frente. Isso leva a que a esquerda do PS recuse certos pressupostos que são inerentes à democracia liberal em que a enorme maioria da população nacional tem querido viver. Ora, caso o PCP e o BE aceitassem o modelo em que o PS cumpre o seu ideal de esquerda, automaticamente os acordos para a governação passariam a ser possíveis porque o PS deixaria de ser visto como “inimigo”, como “a direita”, como “igual ao PSD e CDS”, e passaria a ser visto como mais uma forma, embora diferente, de realizar os valores que definem os ideais de esquerda.
    __

    berto, és um bom exemplo de um estado em que se abdicou de pensar. Quem pensas que fez o enorme desenvolvimento social em que temos vivido desde o 25 de Abril? Como explicas que o PCP e BE tenham uma cassete onde se reclamam os salvadores do povo e o povo não os queira a governar?

  19. rr, essa desigualdade, até à crise de 2008, vinha consistentemente a diminuir. Mas, conta lá: terias feito melhor? Partilha connosco as tuas soluções para este país, e podes começar por um ano qualquer do teu agrado.

  20. Entretanto aqui na capelinha das aparições Sócretina, o culto segue com o Bispo Val.
    Com as suas orações incendiárias para gládio dos seus crentes.

  21. O cinismo deste Valupetas é impressionante. Agora apresenta-nos a teoria segundo a qual não há acordos entre o PS e a «esquerda imbecil» porque esta recusa os «pressupostos que são inerentes à democracia liberal».
    Claro, claro… Não há acordos no âmbito da legislação laboral porque a «esquerda imbecil» recusa os tais «pressupostos». Não há acordos no âmbito do sistema fiscal porque a «esquerda imbecil» recusa os tais «pressupostos». Não há acordos no âmbito dos direitos sociais porque a «esquerda imbecil» recusa os tais «pressupostos». E por «estranho» que pareça esses acordos já acontecem com a direita (o código do trabalho do Bagão Féliz está aí como lembrança desta práxis socretina).
    Talvez fosse melhor o hermafrodita cá do sítio especificar que «pressupostos» são esses, pois tenho a impressão que depois desse esclarecimento a única conclusão que se pode tirar é que o PS não segue quaiquer ideais de esquerda: segue os da democracia liberal (como disse o Valupetas), mas segue também os da economia tendencialmente neoliberal – coisa que o Valupetas se esqueceu de mencionar, pela razão óbvia de que assim se perceberia que quem não pretende negociar com a esquerda, e à esquerda, são os próprios PSs. Mas o cinismo é mesmo assim que funciona: omite o que lhe estraga a cassete de vitimização e cheia de «boas intenções» socretina…

  22. Valupi, Portugal entrou em desenvolvimento quando aderiu à União Europeia, com as cascatas de milhões a escorrerem de vilar formoso abaixo. Como sabe, grande parte desse dinheiro foi desbaratado, mal investido, roubado até. Mas alguma coisa ficou, e seria injusto não citar o poder local apesar dos desmandos, rotundas e sacos azuis. É verdade que temos(tínhamos) um SNS digno de orgulho fruto de um histórico socialista como já não existem hoje em dia. É verdade que o saneamento básico, a erradicação das barracas, as vias de comunicação melhoraram em muito as condições de vida. Mas também a destruição da indústria, pescas e pouca agricultura somados à corrupção que grassa por todo o aparelho de estado, à crise económica internacional, à crise do euro, abriu caminho ao pesadelo em que agora nos encontramos.
    É óbvio que o pcp tem razões históricas para recusar o ps e vice-versa. Mas não creio que de uma santa aliança dessas resultasse coisa de jeito, porque tanto um partido como outro teriam de mudar e muito a sua própria essência.
    Agora se o povo não quer comunas e bloquistas a governar, paciência. Não é por isso que deixo de pensar como penso ou de votar como voto.

  23. É duro, mas é preciso reconhecer que o PC e o BE, pensem o que pensarem e digam o que disserem, neste momento não servem para nada e falar com eles é uma absoluta perda de tempo.

    O PC é um caso perdido (salvam-se algumas Autarquias), mas o BE tinha obrigação de ir mais além em termos de responsabilidade e de diálogo. Mas só vejo o Daniel Oliveira e o Rui Tavares a terem alguma disponibilidade mental para dar o passo na direção certa.

    Eu votei PS nas duas últimas Legislativas, mas nos dez anos anteriores votei Louçã. E não quer dizer que esteja arrependido. Digamos que estou apenas desencantado. Esperava mais da “Esquerda com cabeça”.

    E continuo a almejar um Partido que possa ser o CDS do PS, ou seja, que faça de fermento onde já está a farinha. Mas esse Partido deve ser um lugar geom+etrico do espaço político tão difícil de encontrar, que até hoje nem o Manuel Serra, nem o Lopes Cardoso, nem o MES, nem o PRD, nem ninguém o conseguiu ainda encontrar. E tanta falta que ele faz no momento em que vivemos…

    Bom Natal para todos, que isto também precisa de umas tréguas de vez em quando.

  24. marco alberto, par isso era preciso que o ps não tivesse feito os desvios programaaticos que fez., tal como muitos militantes socialistas o reconhecem até
    Valupi: isso de estar tudo bem até 2008 tem mais de mito do que de verdade, e parece-me uma desculpa da mesma categoria do thomsen e do kruger e do ruffer. Que eu saiba a suecia nao esta como nos, nem a dinamarca nem a holanda.

  25. jojoratazana, larga o vinho.
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    berto, começo por onde terminas: espero que nunca deixes de pensar como calhe que penses e de votar como calhe que votes. E aposto que esse será também o teu desejo para mim e para todos. Isso permite realçar que o desenvolvimento de uma sociedade não se mede apenas pelos factores económicos e financeiros, pois nem só de pão vive o homem. O desenvolvimento também concerne, e muito, quiçá até mais, às dimensões dos direitos e garantias, dos serviços públicos, da segurança, da liberdade. Assim, quando comparamos o Portugal antes do 25 de Abril e o Portugal de 2011, estamos perante dois países que são quase irreconhecíveis um para o outro. E quem compara a partir de 74 pode continuar a comparar a partir de 84 e de 94, pois fomos sempre indo no sentido de conquistar mais direitos sociais e tornar mais igualitária a sociedade.

    Dizes bem, para negociar com o PS o PCP teria de mudar a sua essência; isto é, teria de admitir que o povo quer viver em democracia.
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    Marco Alberto Alves, muito bem.
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    rr, não leste de mim que estava tudo bem até 2008, leste que as desigualdades estavam a diminuir, como mostram as estatísticas. E ainda não revelaste à malta como é que tu nos terias posto ao nível da Suécia, Dinamarca ou Holanda.

  26. E o cinismo continua: «para negociar com o PS o PCP teria de mudar a sua essência; isto é, teria de admitir que o povo quer viver em democracia». Valupetas, pá, especifica lá quais são esses tais «pressupostos» que impedem um acordo do PS com o PCP, ou com o BE, em matérias fiscais, sociais ou laborais. Especifica lá, para ficarmos a conhecer melhor as razões dessa incompatibilidade. Larga essa cassete cinica que já te habituaste a repetir, e que só mostra porque foges tanto da definição ideológica e porque te refugias no centrismo indeterminado e sem identidade.
    Olha, só mais uma coisa, para evitares andar a falar de cor e sem estudares os assuntos. De 1974 até hoje o que as estatísticas revelam ao nivel do combate às desigualdades sociais é, por exemplo, que o salário minimo nacional instituido em 1974 (depois do 25 de Abril) é superior ao de hoje em termos reais. E no entanto em termos reais o PIB duplicou. A que se deve esta diferença de evolução entre o PIB e o salário minimo? Serão os tais «pressupostos»? Tens de mudar de cassete, pá!

  27. ESTÁS ENGANADO VAL; ELES AINDA CONTINUAM A SER NECESSÁRIOS E ÚTEIS AO GOVERNO E SUS MUCHACHOS E, COMO TAL, CONTINUAM AINDA A SUA CRUZADA ANTI SOCIALISMO DEMOCRÁTICO, EMBORA PAREÇA, SÓ PAREÇA, QUE COMBATEM O GOVERNO E AS SUA POLITICAS. ENFIM, CONTINUAM A SER OS CHAMADOS IDIOTAS ÚTEIS.

  28. nao estamo a falar de mim val , mas estamos a falar do ps e das suas politicas, e tu tentas desviar o assunto. Mas sim val: eu não acho que a flexibilidade e a liberalização e essas tretas são solucao para o pais, e acho que se devia ter taxado as graandes fortunas, redistribuindo melhor o esforço fiscal,Em suma uma politica que não
    viva da precarização e dos salarios baixos. E isto não é estar no sec XIX, é realismo e os actuais tempos estão a mostrar.

  29. ah outras coisa.Não é o be e o pcp que querem colaborar com o ps.Na verdade a situação real é o inverso.O ps é que ,sejamos realistas, nunca teve a menor vontade de colaborar com eles, pois este ps sempre se sentiu muito melhor com a direita. Podem falar mil vezes de um conceito paatético estapafúrdio e cinico da “coligação negativa”, mas foi o ps que ao longo destes 35 anos aliou-se com a direita. a verdade é esta

  30. jojoratazana, como vão as coisas lá no esgoto? Com o teu nome, arranjar namorada deve ser uma dor de cabeça. Nem com aspirina lá vais.

  31. ds dixit:

    “o salário minimo nacional instituido em 1974 (depois do 25 de Abril) é superior ao de hoje em termos reais. E no entanto em termos reais o PIB duplicou. A que se deve esta diferença de evolução entre o PIB e o salário minimo?”

    Olha pá, deve-se a que o SMN foi uma catástrofe para as pequenas e médias empresas em 1974-76, fechando milhares delas. Pouco tempo depois, no início dos anos 80, o SMN já estava 30 por cento abaixo do de 1974 em termos reais. Não é de hoje, meu. Muito menos do tempo do teu obsidiante Sócrates.

    Se queres comparar o SMN, não compares com o valor de 1974-75, que era completamente irreal e só deu merda. Aprende que não duro sempre.

  32. Claro que não é de hoje, ó meu: é de quase sempre. E assenta naquela ideia (ou «pressuposto»), tão do agrado da direita (e da «esquerda» que não negoceia com a esquerda), segundo a qual para sermos competitivos temos de baixar os salários e no limite abolir o salário mínimo.

  33. rr, estou a pressupor que estás a falar por ti quando emites a tua opinião a respeito seja do que for. Daí ter ficado curioso a respeito dos teus pressupostos e soluções.

    Quanto ao teu entendimento da política nacional, ficou claro: quem não alinhar com o ódio à democracia que define o PCP é aliado da direita. Está certo, camarada.

  34. rr, manda o tipo largar o vinho.
    Um tipo que diz «ter ficado curioso a respeito dos teus pressupostos e soluções», mas que não especifica quais são os tais «pressupostos» que impedem acordos entre o PS e a «esquerda imbecil», em matérias fiscais, laborais ou sociais, vê-se bem que não tem qualquer interesse em encontrar quaisquer pontos de convergência à esquerda.
    O gajo, como tu dizes muito bem, gosta de desviar o assunto, pois assim evita fundamentar e explicitar as suas posições. Porque se o fizesse a sua cassete de agitação do papão comunista deixava de ter efeito e ficava exposta no seu cinismo. Basta ver como ele acaba o seu comentário com a treta do «ódio à democracia» para perceber que o tipo não consegue ir para além desse chavão primário.

  35. valupi, que ódio é que o pcp tem á democraia hum? explica lá que treta é essa de uma vez por todas.É altura de explicares os teus pressupostos.Sim o ps pelas suas politicas e pelas votações que teve na assembleia é um aliado da direita.

  36. rr, estás a entrar no jogo do Valupetas! Não vás por aí, porque como é óbvio o gajo vai repetir a cassete primária do costume. Vai-te dizer que o PCP defende a ditadura do proletariado, que é contra o parlamentarismo e se for preciso também te diz que comem criancinhas. E assim evita especificar os tais «pressupostos» que tornam impossivel qualquer acordo no dominio fiscal, laboral ou social, que é desses que não lhe interessa falar.

  37. rr, constato que não lês as publicações do PCP nem ligas ao que dizem os seus dirigentes, especialmente nos congressos. Mas se porventura começares a dar atenção a essa literatura vais rapidamente descobrir que o PCP não reconhece legitimidade ao regime vigente por causa do 25 de Novembro.

  38. val, sei o que disseram e apesar de alguns disparates, também houve vezes que foram ridicularizados e mais tarde veio-se a saber que tiveram razão.E sabes uma coisa?acho muito mais grave a merda de politicos que nos governaram nos ultimos 35 anos. Acho grave a desindustrialização, o declinio economico, a neoliberalização
    E por ultimo: deixa o discurso anti comunista.Se quiseres ser anti , se antes anti-neoliberal

  39. rr, até as Testemunhas de Jeová têm razão nalgumas coisas que dizem. Se deixares um macaco a teclar à toa numa máquina de escrever poderás ter a certeza que vai sair dali a obra completa do Shakespeare, é só uma questão de esperares uns milhares de milhões de anos.

    Tu insistes em ignorar o ponto central nesta questão: o PCP não tem defendido os trabalhadores e os mais pobres ao fazer do PS, e do modelo democrático pelo qual o PS se bateu, o seu inimigo preferido. Das duas, uma: se querem estar no Parlamento, então aproveitem para conseguir ir levando a água ao seu moinho através de alianças com o PS, posto que não têm obtido legitimidade eleitoral suficiente para serem Governo sozinhos; se acham que o Parlamento está ao serviço da direita, apenas servindo como garantia de terem tempo de antena, então mais valia saltarem para a rua e fazerem a revolução ou voltarem à clandestinidade e sabotarem o regime. Assim como empatas que nem aceitam o regime nem deixam de nele se alimentarem são os aliados favoritos da tal direita que dizem abominar. E o que se passou em Portugal a seguir às eleições de 2009 não pode esta sujeito a dúvidas: o PCP e o BE preferem ver a direita a governar do que o PS.

  40. Ratax
    Jojoratazana só por viver no meio de tantos ratos, de que tu és um exemplar.
    Quanto ao esgoto quem melhor do que tu para saberes o que lá se passa, uma vez que sempre viveste no esgoto do poder, da União Nacional do Tacho.
    Que por mais que queiram pintar, o PS nunca de lá saiu.

  41. e o ps defendeu os trabalhadores val.Eu lembro-me bem de na altura da lei laboral do bagão, terem dito que esta era uma lei contra os trabalhadores.Isto tudo na oposição.O que aconteceu foi que não só mantiveram como agravaram ainda mais no sentido da precarização.E se queres falar em alianças, então vamos lá falar da maior parte das votações em que a direita votou ao lado do ps.Quem é que votou por exemplo com o ps os pecs todos han?
    Eu não ignoro queatão nenhuma, apenas limito-me a afirmar que tal colaboração não aconteceu porque o ps está muito mais proximo da direita do cds e psd, do que dos partidos á sua esquerda.Nenhuma água foi levada ao moinho porque as ideias do ps nunca coincidiram com eles.É mais, continuaram as tais “reformas estruturais” que não serviram para nada. socrates e o ps nunca estiveram interessados em colaborar com be e pcp.
    Tu insistes em fazer disto uma questão de poder e de tachos,baseados num pressuposto absolutamente ridiculo de que o pcp e o be teerm inveja e odio, quando na verdade o que sucedeu foi que o be e o pcp não concordaram e bem com determinadas politicas “centristas” e desvios.É uma questão de ideias politicas e não de odio politico.
    É que isso não passa de uma cassete falsa e mentirosa

  42. rr, tu ignoras por completo o problema, embora acertes no diagnóstico: para o PCP e BE é preferível não negociar, nada alcançar no plano da governação que pudesse realizar parte dos seus programas. E como recusam qualquer negociação, dizem que o PS faz parte da direita. Ora, o PS nunca poderia abdicar do modelo democrático que defende, onde há variadas convergências com o PSD e CDS que também perfilham esse modelo. Daí ser ainda mais estranho ver o PCP e BE de braço dado com os direitolas.

    Não falei em tachos, essa é a tua forma decadente de descrever a democracia, onde os outros são sempre corruptos e só os nossos é que são puros. Mas podes ir perguntar aos grandes defensores do povo no PCP e BE se a política se faz sem poder, e logo ficarás com uma resposta que te irá fazer mudar o discurso.

  43. o problema é que o ps deixou para tras muitos dos seus principios val.Muita da crise actual aqui e na europa, é fruto do tal centrão reformista.E explica lá qual é o teu conCeito de modelo democrático.

  44. e já agora uma pergunta val? dizes tu que eles teem que aceitar os principios dos outros partidos.Será que podemos dizer o mesmo da direita e do ps? Porque é que a maior parte dos projectos de lei apresentados pelos partidos da esquerda foram muitas vezes chumbados pelo ps e pela direita? O que eu ao longo destes anos vi foi o ps a aliar-se em quase todas as votações com a direita e a abster-se agora no orçamento, foi isso que eu vi, agora se os outros estao de braço dado com a direita, pois isso confirma que aa tua cabeça se encontra a 1009983993 km da realidade

  45. rr, não sei a que princípios abandonados pelo PS te referes, nem o assunto a mim me interessa que não sou militante nem simpatizante do PS. O que é certo é que um partido que não governa, ou que não faz aprovar leis, não pode defender seja o que for. Assim, se o PCP e o BE querem manter-se num qualquer estado que considerem puro para não terem que suportar a responsabilidade de governar, tenho a certeza que estamos a lidar com empatas da democracia que só a eles próprios se conseguem governar.

    O meu conceito de modelo democrático é aquele onde estamos, onde o voto é livre e o eleitorado escolhe assim os seus representantes.

  46. começando pelo ultimo ponto, não vejo nenhum sinal em como o be e o pcp recusam esse modelo actualmente, pelo que isso é um preconceito que tu tens .E tal como ds já referiu tu nao referista os pressupostos que impedem o ps de ter acordos com os partidos á esquerda.
    Eu vejo tudo da seguinte maneira: todos partidos são de governo, só que todos teem ideias diferentes.Simplesmente o be e o pcp não concordaram com certas medidas que o anterior e o actual governo puseram em marcha.Acontece que tu partes dum pressuposto errado que as ideias do be e o pcp são erradas e estupidas e portanto não servem para o “governo”.Porque por muito que te custe, a austeridade seja qual ela for é inimiga do desenvolvimento economico.Nem o ps é obrigado a concordar com os outros partidos e vice-versa.Mas como eu já disse, nas anteriores legislaturas, os partidos da esquerda apresentaram inumeros projectos de lei que foram chumbados,para meu espanto é claro xD, pelo cds , psd e ps.Se eles teem que negociar? é certo, mas nunca vi o ps , psd e cds-pp a cederem aos partidos da esquerda.Se uns dum lado teem que dar o exemplo, os outros também teem.

  47. rr, os pressupostos que impedem o PS de ter acordos com o PCP e BE são aqueles que remetem para as posições desses partidos, nomeadamente as questões relativas à União Europeia, à NATO, à banca, à politica internacional (há quem no PCP considere a Coreia do Norte uma democracia, por exemplo) e à regulação da economia nacional.

    Eu não escrevi que as ideias do PCP e BE não servem para o Governo, mas sim que esses partidos se recusam a negociar, têm querido que seja o PS a concordar com eles em tudo.

  48. já eu val acho precisamente o contrário: o ps é que está-se a cagar para eles, e nao quer saber das suas ideias, e a prova disso é que o ps nao quis negociar o pec 4 com a esquerda( e não a esquerda com o ps), além de ter chumbado todos os projectos-lei que a esquerda apresentou.Recordo-me daquele dos dividendos, e do imposto sobre as fortunas.
    Quanto aos pressupostos,estás bastante enganada.Em relação á banca, tudo o que eles dizem está-se a confirmar.São estes que estão a determinar as politicas dos governos nacionais.Quanto á economia, a mesma coisa:as politicas neoliberais estão a dar cabo da economia.Finalmente dai percebemos em que lado é que o pinto de sousa esteve.
    Em politica internacional, o be não é eurocéptico, e o pcp é, e maais uma vez muitas das orientações que teve mostraram que este partido em determinadas matérias como a do euro, estava certo e que o euro era um carrosel desgovernado.
    E não, estes partidos não concordam com as guerras que tem havido,e que não são o método correcto para pacificar uma nação.

  49. Em que sustentas a afirmação de que o PS não quis negociar o PEC 4 com o PCP e o BE? Em nada, porque pura e simplesmente a intenção desses partidos nunca foi a de negociar fosse o que fosse e muito menos numa situação em que queriam derrubar o PS para colocar no Governo os seus amiguinhos do PSD. O que sabemos, porque isso é factual, é que o PS abriu negociações com todos os partidos da oposição a seguir às eleições de 2009 com vista a chegar a um qualquer tipo de acordo que permitisse ter estabilidade governativa. Nem tu nem ninguém conhece qualquer ideia do PCP e do BE que tivesse sido apresentada como condição para tal acordo. E não conheces porque pura e simplesmente não existe nenhuma, nem uma.

    Entretanto, escreveste que estou “enganada”. Olha que não, olha que não.

  50. Baseio-me no facto do ps ter chegado ao pe dos partidos da opoisção com um pacote de medidas decidido num determindo edificio em frankfurt,e ter dito que, ou aprovavam aquilo, ou então o governo caia.Isto com um documento com medidas draconianas.E quem APROVOU TODOS E TODOS OS PECS DO PS «FOI A DIREITA, pelo que eu questiono muito quem na verdade serão os verdadeiros amigos do psd.E o ps estava refém destes.É que essa tese da coligação negativa tem muitos buracos, muitas lagrimas de crocodilo.Pelo que também pergunto como é que sustentas essa tese obscura da coligação negativa.

  51. Todos os PEC do PS foram medidas que resultaram do poder em Portugal estar distribuído de uma forma onde o PCP e o BE se excluem de negociar com o PS. Logicamente, se o PCP e o BE não querem assumir pastas governativas em coligação com o PS, as políticas resultantes não têm qualquer influência do PCP e do BE. Portanto, se queres protestar, dirige-te ao PCP e ao BE e pergunta se tencionam continuar a ocupar cadeiras no Parlamento só para boicotar a democracia. É que quem vota PCP e BE já sabe que dali não virá nenhum governante.

  52. mas estão a bloquear a democracia aonde val? por não embarcarem na balsa neoliberal? e isso quer dizer que o ps queria negociar com eles era? alguma vez o ps aprovaria as politicas deles? não brinques por favor, isso é um desculpa esfarrapadissima

  53. O PS negociaria com eles se eles quisessem negociar com o PS. Mas quando a política se reduz à simplista e alucinada imagem da “balsa neoliberal”, é de esperar que quem assim pense não queira negociar nada com ninguém, apenas querem dizer mal dos outros. É que para se negociar alguma coisa há que ceder numa coisa qualquer, e o PCP e o BE afirmam que não pretendem ceder nada a esses “neoliberais”, o chavão preferido dos imbecis.

  54. mas a cena é que eles querem val.Mas isso de não acreditares faz parte dos teus fantasmas só.E os atrasados mentais do centrão que nos governaram durante 37 anos não me parecem mais inteligentes. It´s all about the results, val, essa é que é a verdade, e não se deve tudo á crise internacional

  55. Não há qualquer possibilidade de diálogo frutuoso com esta gente, Val.

    Mas acho uma certa graça ao estribilho do “neoliberalismo”.

    Leio de tempos a tempos a imprensa comunista ou a newsletter do PCP, que fazem o favor de me enviar pontualmente. Passam meses, passam anos e a conversa é sempre a mesma: ódio aos banqueiros, aos grandes grupos económicos, ao “neoliberalismo”. Há realmente uma ténue mudança: agora têm vergonha de dizer “capitalismo”, vá lá saber-se porquê. Será indício de revisionismo? Isso no tempo do Estaline dava campo de concentração.

    Gostava que os comunistas (e os bloquistas) me explicassem um dia onde é que não há bancos, banqueiros ou grandes grupos económicos. Não os haverá na China, que ainda se diz comunista? E não será a China o exemplo mais extremo de neoliberalismo, país onde a exploração do trabalho é a mais desenfreada, onde os trabalhadores não têm quaisquer direitos, onde os eleitores não têm escolha, onde não existe liberdade de expressão e onde a poluição do ar, da água e do solo já atingiu os níveis mais altos do planeta?

  56. Não deixa de ser curioso ler comentários sobre hipotéticas possíveis negociações entre o PS e PCP ou BE. Estou a recordar-me do Bernardino Soares numa campanha eleitoral, quando foi questionado sobre o porquê de o PCP não aumentar a sua votação e se não seria bom o PCP ir ao encontro do que queria o eleitorado; a sua resposta foi taxativa: nós temos as nossas ideias e não alteramos uma virgula ao nosso ideário, quem quiser que se junte a nós. Perante esta posição que entendimentos poderá haver?

  57. oh tiago e se fizermos a pergunta ao contrario, isto é se a alguem do ps fosse interrogado isso, a resposta seria diferente por acaso? e que me dizes dos projectos de lei que o ps e o psd chumbaram hum? e depois quem não quer colaborar sao os outros ne?

  58. rr, estás num registo maniqueísta, por isso não consegues sequer conceber o que possa ficar entre aqueles que atacam o “neoliberalismo” e aqueles que se reclamam do “neoliberalismo”. O PS não está em nenhum desses territórios, o que te causa tanta confusão que só consegues repetir a cassete.
    __

    liberal dos antigos, exactamente. Também me pergunto pelo bom e velho capitalismo entretanto desaparecido da retórica comuna; será que o caso da China, mas também o que começa a acontecer em Cuba, levará o nosso PC para um dia destes ainda vir louvar os mercados?…
    __

    Tiago, o Bernardino é o exemplo perfeito da imbecilidade que prefere morrer só mas “honrada”. Os comunistas, com o seu feroz moralismo ideológico, são os grandes herdeiros do salazarismo.

  59. O rr não gosta do “centrão”.

    37 anos é muito ano, de facto.

    Já ultrapassa os 36 que Salazar foi ditador!

    Mas o rr deve largar o vinho. Incluiu o camarada Vasco Gonçalves na conta.

  60. uhuhuhuhuuh val, sim é o pc que governa a china. E que precisamente na prática está a governar á direita, portanto estás mais proximo deles do que eu.Não é a visão maniqueista, é a visõ realista, e e não é por acaso que todos os governo de terceira via cairam todos um a um val.O teu blair inventou um bluff.O proprio mario soares refere isto bastantes vezes.E sei o que é que o ps faz, o ps tal como o psoe aqui ao lado, andou a fazer trapézios e ginasticas com as ideologias.Mas receio bem que esses tempos tenham acabado

  61. rr, negociações e acordos políticos não se resumem a chumbos de projectos de lei. Se for por aí vai verificar que ao longo de uma legislatura são aprovadas propostas de lei vindas do PCP ou BE, seja com governos PS ou PSD/CDS. Quando falo de hipotéticas negociações estou a referir-me a algo muito mais profundo, que permitisse uma coligação pré-eleitoral ou um acordo parlamentar que viabilizasse um governo. é neste caso que tudo se desmorona e sabe porquê? É tão mais fácil estar na oposição…

  62. tiago, houve coisas aprovadas? se houve deve ter sido numa sessão secreta ahahha,eu reconheço que podiam ter tido uma atitude um pouco diferente sim, mas isso de eles não governarem é falacioso. Como se só se pudesse governar de uma única maneira, só através dos cortes e dos aumentos de impostos, quando há outra via para resolver a crise.De qualquer dos modos, eu não vi também entusiasmo nas outras forças politicas em acordos com os partidos á esquerda

  63. rr, é claro que existem várias maneiras de governar dentro de um sistema democrático e por isso digo, que para conseguirmos impor as nossas ideias temos que ceder nalguma coisa. Em governos de coligação nunca nenhum dos partidos consegue impor as suas ideias a 100%. No caso concreto do que fala, de cortes e aumento de impostos com forma de governar, será que o PCP ou o BE se formassem governo não teriam mais hipoteses de fazer valer as suas opções? Sim teriam que ceder nalguns casos, mas noutros… quem sabe não é? acho que nunca o saberemos.
    Em relação a propostas de lei apresentadas pelo PCP ou BE e uma questão de ir consultar o site da AR. Decerto que encontra exemplos.

  64. Os chineses são ultraliberais na economia, mas em matéria política e social são tão anti-liberais como os comunistas de sempre. Capitalismo puro e duro sem liberdade, uma espécie de neofascismo vermelho. Sempre é melhor que o maoismo, há menos fome e cortam menos cabeças.

  65. tiago, eu concordo que há que fazer cedencias nalguns pontos.Mas sucede 2 situações. em 1ºlugar, eu tenho muitas duvidas aind assim, de que a direita e o ps cedessem ás propostas dos partidos á esquerda,que como nós sabemos, são facilmente hostilizados e rotulados de loucos e atrasados.Isto é, para o pcp e be cederem, o cds psd e ps tinham de ter a mesma atitude.E infelizmente nunca vi sinais nesse sentido.
    Em 2º lugar, uma coisa que já muitas vezes chamei a atenção.Nos ultimos 6 anos, o ps em determinadas areas, considero que teve um desvio á direita, que agravou o problema com os partidos a sua esquerda.Porque se bem me recordo, nos tempos de ferro rodrigues havia uma certa concertação até.

  66. quanto ás votações,até pode haver algumas, mas chocou-me a posição que o ps teve no projecto-leio dos dividendos.Achei lastimável a posição do assis a defender os patroes ahahhaah

  67. Amigo rr, és inestimável. Ainda não percebi se és mesmo parvo ou se finges bem. No segundo caso, os meus parabéns, enganaste-me bem. No primeiro caso, tenta disfarçar, não tem solução.

    Para ti e outros como tu, o “desvio à direita” do PS data do dia em que o Soares saiu do PC. Saiu, não, foi expulso. Foi em 1950, há 61 anos. Para ti e outros como tu, o PS é todo ele um “desvio à direita”. Mesmo antes de nascer, o PS já era um “desvio à direita”. Para ti e outros como tu, um “desvio” significa não dar o rabinho ao PC. Dentro do PC, um “desvio” é não dar o rabinho ao secretário-geral.

    Agora que penso nisso, acho que o PC é um partido um bocado perverso.

  68. nao sou do pc, sou mais do be.E deve haver muita gente que pensa isso, mas eu pessoalmente penso que esse desvio notou-se mais a partir de que socrates entrou no poder.Mas a palavra “por o socialismo na gaveta” é mentira é?

  69. Depois de tanto blablabla do Valupetas confirma-se aquilo que eu disse: o tipo é incapaz de ir para além dos seus chavões primários que agitam com o papão comunista. Diz-se-lhe para explicitar os «pressupostos» sociais, fiscais e laborais que tornam impossivel qualquer acordo à esquerda do PS, mas a única coisa que se consegue retirar dos seus comentários básicos são as suas referências constantes à visão e postura «anti-democráticas» do PCP ou do BE. Ou seja, fala-se em alhos e o gajo responde com bugalhos.
    A sua retórica barata (ou cassete), em que acusa a «esquerda imbecil» de recusar o «modelo democrático», é uma velha retórica que cheira a mofo, mas que, mais de 20 anos após a queda da URSS, ainda serve de justificação para tudo nas cabeças incapazes de pensar para além da lenga-lenga que interiorizaram.
    Ou seja, que se saiba não há no horizonte qualquer ameaça da tomada do poder por forças «totalitárias e anti-democráticas comunistas», mas ao contrário aquilo a que se assiste é à neoliberalização progressiva das relações sociais, com a eliminação de direitos sociais, a precarização do trabalho e o desiquilibrio cada vez maior entre os rendimentos do trabalho e do capital (em beneficio deste). Mas, na ervilha cerebral do Valupetas, quem recorre a cassetes é quem questiona o rumo actual da sociedade, e não quem como ele reproduz um discurso que é habitual ouvir à direita (que como é óbvio não põe em causa e quer mesmo aprofundar esse rumo), ou naqueles que por incapacidade intelectual limitam-se a papaguear o que ouvem na televisão e na propaganda com cheiro a mofo (como eu já disse).
    Assim, não surpreende que no seu blablabla da treta o Valupetas tenha contornado as questões que estavam em causa: o que defende o PS em matérias fiscais, laborais e sociais que tornam impossivel o acordo à sua esquerda? Quando o rr apertou mais com o gajo nesse sentido, que disse o tipo? Disse que os «pressupostos» e «princípios» que o PS defende é assunto que não lhe interessa… Palavras para quê? Na sua não resposta já está tudo dito. O tipo é um cínico e impostor que apesar de tudo consegue fazer a cabeça aos socretinos.
    A seguir, ainda mais apertado, acrescentou que esse impedimento de acordo reside nas posições do BE e do PCP em relação à NATO, à União Europeia e à regulação da economia nacional. Finalmente, o Valupetas lá conseguiu «explicitar» qualquer coisa… Ficamos assim a saber que os acordos com a NATO são um factor determinante da impossibilidade de acordos de âmbito laboral, social ou fiscal do PS à sua esquerda, por um lado, o que revela que, de facto, os papagaios não têm consciência do que dizem. E, por outro lado, no que diz respeito à União Europeia e à regulação da economia ficamos sem saber o que é que o Valupetas quer dizer com isso. Será que o que ele nos quer dizer é que o PCP e BE são contra a desregulação da economia, contra o capitalismo selvagem, e que o PS é a favor? Será que o que ele nos quer dizer é que o PCP e o BE são contra o rumo monetarista da UE e contra as medidas que o Merkozy decidiu que Portugal e outros países devem seguir, e que o PS é a favor? Se é isso então o Valupetas tem razão: é impossivel qualquer acordo, pela simples razão de que o PS não segue quaquer projecto politico de esquerda, mas adoptou o projecto neoliberal. Quem aceita bovinamente e de forma fatalista este rumo é evidente que nunca estará disponivel para negociar uma legislação laboral anti-precariedade, nunca estará disponivel para alargar e aprofundar os direitos sociais, nem nunca estará disponivel para qualquer revisão fiscal. Mais: quem assim pensa só pode estar de acordo com o programa da troika e com o programa do PSD. Quem assim pensa só por cinismo é que diz que a responsabilidade por termos um governo de direita é da «esquerda imbecil», quando todo o seu discurso vai no sentido da aprovação da linha seguida pelo governo. Quem assim pensa gosta é de fazer os outros de imbecis…
    Estas são as questões e os problemas que o Valupetas procurou no seu blablabla da treta contornar e evitar ao máximo, preferindo vomitar, a propósito de tudo e de nada, os seus chavões primários do «espirito anti-democrático» do PCP ou do BE. Um chavão que, para ele, explica e justifica tudo, e por isso não explica nem justifica nada. A não ser o cinismo e a impostura do «centrista» e hermafrodita cá do sítio…

  70. rr, a frase “pôr o socialismo na gaveta” pertence a Mário Soares e foi dita, muito bem dita por sinal, quando foi eleito pela primeira vez presidente da república em 1986. Quis com ela demonstrar que, após as mais disputadas eleições presidencias de sempre em Portugal, que dividiram eleitoralmente Portugal ao meio, ele passaria a ser o Presidente de todos os portugueses e não apenas da maioria que o elegeu. Estavamos com apenas 11 anos de democracia e era necessário unir os portugueses na sua defesa. E Mário Soares conseguiu-o

  71. Com «explicações» destas como a que o Tiago acabou de dar, a propósito do «socialismo na gaveta», não admira que a «esquerda» moderna desconheça por completo o que significa ser de esquerda ou o que significa ser socialista. Desconhecem a História e desconhecem os princípios que estão na base dos programas partidários. Depois é natural que andem confusos e chamem «esquerda» ao que é de direita, e social-democrata ao que é liberal (ou neoliberal)…

  72. Nada disso, Tiago, está muito mal informado. Que absurdo!

    Essa célebre frase de Mário Soares data de 1978, quando o PS, precisamente pelas dificuldades económicas do País já nesse tempo, se viu forçado a celebrar um acordo de Governo, ao tempo contra-natura e incompreensível para muitos socialistas, com o então CDS de Freitas do Amaral. Mário Soares, Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional, em maioria apenas relativa, deu aí a entender que as realidades políticas e económicas transcendiam em muito as questões ideológicas teóricas, o que levou o PS a ter de “meter o Socialismo na gaveta” para supostamente salvar o País, entendendo-se na Assembleia da República com um Partido de um campo ideológicamente adverso e não com o seu aliado “natural” ideológico, que seria o então PCP de Álvaro Cunhal.

    A discussão inútil que está aqui a decorrer ficou, de certa forma, encerrada logo aí em Portugal…

    Quanto ao que hoje em dia interessa, parece-me que esta brilhante tirada do Autor (Val) diz quase tudo: “- Mas podes ir perguntar aos grandes defensores do povo no PCP e [no] BE se a política se faz sem poder, e logo ficarás com uma resposta que te irá fazer mudar o discurso”.

    A crença no Comunismo, ou até no Socialismo, pertence já à História e hoje resume-se ao domínio da crendice. Só os princípios e os valores se mantêm válidos – Justiça, Democracia, Liberdade – e será com base neles que devemos procurar convergências sérias e frutíferas entre todos os que deles se reclamam. Sem necessidade de ninguém ter de abdicar das suas crenças íntimas, saliente-se.

    Por mim, gostaria muito que o PCP e o BE se entendessem com o PS em certos aspetos básicos da governação – incluindo a eficácia, claro – para pormos fim a esta inevitabilidade de termos de ser alternativamente governados por uma Direita reacionária e incompetente, mas espertalhaça e com jeito para o “negócio” político – convencer a maralha -, ou por uma Esquerda débil e sempre em guerra fratricida, para gáudio da Direita.

    Mas isso simplesmente ainda não foi possível, quanto a mim pelos fortíssimos (ediria mesmo irracionais) condicionamentos mentais das pessoas que se reclama de um marxismo “puro”, do qual o próprio Marx hoje certamente desdenharia. É uma tragédia, mas temos de aprender a suportá-la e a viver com tragédias, as naturais e também as humanas…

    E sim, é bem verdade que parte significativa das nossas élites anti-fascistas, de matriz ideológica não-democrática – os famosos intelectuais comunistas, onde incluo sem hesitação José Saramago e outros vultos da nossa melhor Cultura! -, carregará históricamente o fardo, para não dizer mesmo o “crime”, do nosso sub-desenvolvimento mental e civilizacional, a par do odioso salazarismo. Ainda que com muito menos crimes materiais cometidos, claro, e muito menos reconhecimento público deste facto histórico de importância descomunal para compreender o Portugal do último quartel do Século XX (que ainda perdura…).

    Respostas, por favor, só depois da quadra natalícia. Se acharem que vale a pena…

    E um abraço a todos (sim, que também tenho bons amigos no PCP e no BE…).

  73. Corrijo “(e diria mesmo irracionais) condicionamentos mentais das pessoas que se reclamam (…)”.

    E, já agora, saibam que também tenho bons amigos em todos os outros Partidos (sim, até mesmo no PSD), porque a amizade não tem de interferir com ideias, nem com crenças…

  74. Em resumo, os «socialistas» modernos já não alinham com as «crendices» do socialismo, mas continuariam fieis aos seus «princípios» abstractos desde que desligados da prática e da vida do dia-a-dia.
    Estabelecendo um paralelo com o mundo religioso, poder-se-à então dizer o seguinte: os liberais seriam os ateus que não acreditam em «deus» (porque têm outro, não esquecer, e portanto nem são ateus, mas sim judeus, hindus ou outra coisa qualquer); os comunistas seriam os crentes cristãos que acreditam em «deus» e que defendem a união da teoria com a prática (até porque o conceito marxista de alienação está de facto ligado à desunião destes dois dominios), e os «socialistas» seriam aqueles crentes cristãos que dizem acreditar em «deus», mas vivem a vida como se ele não existisse. Seriam aquilo que se pode chamar de «socialistas não praticantes» (ou «ateus» práticos). Ora, esta categoria do «não praticante» é reconhecidamente a categoria dos chamados hipócritas, daqueles que dizem uma coisa e fazem outra.
    O que se pode dizer dos «socialistas», portanto, é aquilo que hoje se diz da religiosidade popular: de manhã vão à missa, à tarde praticam o yoga, e de noite vão ler o horóscopo. São tudo e não são nada, são uma mistura de água com azeite.
    Mais: o «deus» dos comunistas até pode ser visto como uma ilusão (ou crendice) de acordo com os «socialistas» (ou com os liberais). Mas os «socialistas» também vivem numa ilusão: vivem na ilusão de que são socialistas, tal como os cristãos não praticantes vivem na ilusão de que são cristãos. Aliviam a consciência dizendo-se de esquerda, não sabendo que se estão a enganar a si próprios.
    Quanto ao Freitas, é isso mesmo: o tal oportunista «centrista» indesligável da história do PS, que o Valupetas sempre admirou mas que agora tem de aturar com os seus ataques ao Pinto de Sousa.

  75. Ora ora, temos aqui quem queira reescrever a história! Assim muito resumido e simples… Quando Soares formou uma aliança para formar governo com o cds, foi acusado de se vender à direita, enfim o discurso de sempre dos comunistas; A história do socialismo na gaveta foi bem metida pelos comunistas e claro com a comunicação social na altura altamente politizada e dominada pela extrema-esquerda, esta mentira foi sendo difundida, e eis que temos aqui pessoas que emprenham pelos ouvidos! Mais tarde em 86 Soares é entrevistado, se não estou em erro no expresso, o jornalista pergunta-lhe pelo socialismo na gaveta e ele aí sim diz que o vai guardar na gaveta por ser o presidente de todos os portugueses. Até penso que a expressão foi guardar na gaveta o cartão de militante do PS. Percebido ou é necessário fazer um desenho?

  76. Claro que está percebido. A expressão «socialismo na gaveta» remonta ao ano de 1978 e à aliança com o CDS. Se ela voltou a ser utilizada no contexto das presidenciais de 86 e com outro significado, isso já pouco importa.
    Por outro lado, tem piada ouvir dizer que o «vender-se à direita» é o discurso comunista de sempre, quando o tal Mário Soares que se aliou com o Freitas em 1978, passado 8 anos nas presidenciais já estava a acusar o Freitas de ser um perigoso direitista. E assim ganhou as eleições, porque os comunistas da altura, que não se venderam à direita em 78, continuaram a não se vender em 86.
    Por último, para o «socialismo na gaveta» ser uma mentira era preciso que ele estivesse bem vivo e posto em prática. Mas verdade é que, como eu disse no comentário anterior, do socialismo já não resta nada, a não ser a ilusão dos crentes «socialistas» de que são socialistas.

  77. ds, ainda bem que o Soares pôs aquele socialismo marxista de 1974-1975 na gaveta, mas o lugar mais adequado era mesmo, definitivamente, o caixote do lixo.

    O programa do PS de 1974, maioritariamente escrito por luminárias como Sottomayor Cardia e Manuel Alegre, era de facto marxista, pouco divergindo dos programas do PC, MES e companhia. Alguns socialistas desatinados gritavam então pelas ruas de Lisboa slogans como “Partido Socialista, partido marxista” e outras imbecilidades do género. Também tinham outros slogans, que falavam de “socialismo em liberdade” e enraiveciam os comunistas. O grande socialista sem aspas Soares varreu a porcaria toda da casa socialista sem aspas. A história das duas décadas seguintes veio dar-lhe toda a razão.

    Os socialistas, na sua história, têm cometido vários erros, mas têm um mérito indiscutível: tiram lições da experiência, reconhecem os erros e arrepiam caminho, contrariamente aos comunistas, que ficaram agarrados às velhas mentiras que oprimiram centenas de milhões de seres humanos, assobiando para o lado. Nunca ouvi os comunistas portugueses tirarem lições da estrondosa queda do regime e da ideologia comunistas. Apenas ficaram com um pó lixado ao Gorbatchov, por ter começado a pôr o comunismo na gaveta – como se um “traidor” (com aspas) explicasse o desabar final do comunismo. Mais lições não tiraram, porque querem continuar a ser comunistas. Por vontade do Cunhal, do Carvalhazzz e do Jerónimo, os russos, os polacos, os checos, etc. deviam ter continuado debaixo da pata da ditadura fascista vermelha. Sem aspas.

  78. Socialista sem aspas, estás equivocado com o teu nome: és mesmo um socialista com aspas. Tens todo o direito de achar que o marxismo presente no programa do PS não passava de «lixo» e de «imbecilidades». Agora, por isso mesmo, não podes dizer é que és um socialista sem aspas. Tens de estudar melhor o que significa ser socialista (ou mesmo social-democrata), as suas raízes históricas, e vais ver que o teu nome não faz sentido nenhum.
    O «arrepiar caminho» de que tu falas traduz-se em o P«S», nos dias de hoje, seguir a doutrina liberal, ou neoliberal, como fazem os carneiros sem pensamento próprio. Portanto, talvez seja melhor mudares o teu nome para «liberal com aspas», e digo com aspas para assim te poderes diferenciar dos P«SD»s, que esses sim é que são os liberais (ou neoliberais) sem aspas, de facto.

  79. Ou melhor, o que tens a fazer, «socialista» sem aspas é adoptar o discurso do Valupetas. Já viste o gajo dizer que é socialista? Não. Já viste o gajo dizer que é social-democrata? Não. Já viste o gajo dizer que é liberal? Não, mas já o consegues ver a defender a democracia liberal (como de verificou neste post). E isto (esta adjectivação da palavra «democracia»), como ensinou o velho Marx, já quer dizer qualquer coisa: significa a interiorização de um determinado discurso dominante que quer passar por neutral, acima das ideologias, mas que tem muito de ideológico.
    Mas o que tu vês mesmo o valupetas defender é o «centrismo». E o que é isto do «centrismo»? Pois não é nada. É, por um lado, a forma que o gajo encontrou de não ficar associado à palavra «socialista», coisa que pelos vistos tu ainda não descobriste. E é também a forma de não se assumir como neoliberal, mas, como aquela adjectivação anterior revela, isso até já esteve mais longe.

  80. Não, seu ignorante atrevido, quem quer re-escrever a História és tu, como acabas patéticamente de demonstrar com desfaçatez: não faças mais figuras tristes e vai mas é aprender as lições, cabulão!

  81. Calma marquinho, isso de emprenhar assim tudo o que se ouve, dá nessa alteração toda de espirito. Vá, com calminha e mais devagarinho desta vez; Soares utilizou a expressão socialismo na gaveta, repare eu escrevi o Soares utilizou, não escrevi que outros tinham acusado o Soares de meter o socialismo na gaveta, em 1986 após ter ganho as eleições presidênciais. Como sabe, (vai na volta não sabe…), ao longo da sua vida política Soares foi acusado, mais pela extrema esquerda, mas também pela direita de tudo e mais alguma coisa.
    E sabe porquê? Vá, vamos pensar em conjunto… para a extrema esquerda, terá sido porque foi o grande responsável por Portugal não ter caído num regime autoritário semelhante ao bloco de leste?
    Tá a ver? Tá a ver? Vá, leia com calminha, junte as letras e vai ver que não doi perceber a realidade e esquecer a ficção.

  82. A resposta certa é: Soares utilizou pela primeira vez a expressão “meter o Socialismo na gaveta” em 1978, não em 86. Ponto. E este é o facto histórico que tu negas. Ponto. Apenas esta resposta daria direito à cotação total da pergunta. Vírgula. O resto que escreves é palha. Ponto final.

  83. oh Marquinho, você torna a situação insustentável… você é mesmo obtuso caneco! Sabe aquela coisa.. hum… como se chama… isso a Internet! sabe usar assim mais ou menos ou precisa de indicações?
    Mas deixo-lhe aqui a frase exacta que Mário Soares disse na tomada de posse do governo: “Não se trata agora de meter o socialismo na gaveta mas de salvar a democracia” Percebe agora ou não? se Mário Soares diz que não vai meter o socialismo na gaveta, como pode o marquinho dizer que ele o disse?
    Consegue perceber que depois Mário Soares foi atacado pela extrema esquerda por ter feito um governo de coligação com o CDS? percebe que adulteraram e desvirtuaram a frase de Mário Soares, precisamente para o atacar? Consegue entender isto ou quando lê jornais não consegue ver mais para além do que está escrito?

  84. E tu também, já que chegaste até aqui, podes ficar a saber que a crença cega na “internet” é um pau de dois bicos: tanto pode aumentar o conhecimento, como ampliar a ignorância, passando por graus intermédios, como disfarçá-la (mas sempre temporáriamente…).

    Uma única coisa é bem certa: saber apenas escarafunchar na “internet” não basta, nem bastará nunca (por mais que ela possa evluír…), para resolver problemas crónicos de incapacidade intelectual, vulgo burrice.

    Como aqui fica bem demonstrado neste episódio das declarações de Soares em 78, e não como se pretendia inicialmente, e pode ser também confirmado aqui (www.corporacoes.blogspot.com), a propósito de uma frase de Passos Coelho que, se fosse aluno do atual 5º Ano, chegaria para o pôr virado para a parede da sala com orelhas de burro…

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