Joyce

Não ter berço afecta o destino do cidadão em vexantes modalidades e com vexantes consequências. Nas BASF LH de 60 minutos que os meus pais me serviram nepotista e imperialmente nos trajectos automóveis que fui obrigado a fazer no banco de trás de modestos automóveis, década de 70 e princípios de 80, não constava qualquer vestígio da cantora Joyce. Foram milhares de quilómetros desperdiçados, anos de ignorância que muito prejudicaram, até atrasaram, a minha vivência da puberdade. Que falta me fez essa mulher.

15 thoughts on “Joyce”

  1. Estás mesmo decidido a complicar a resposta à grande questão que levantas ali mais em baixo acerca de quem será a melhor cantora brasileira. Para mim, a escolha está cada vez mais difícil. :)

  2. Por falar em voz e canto.
    Gostaria de chamar a atenção para a estratégia actual do PSD e que é a seguinte: apresentar-se como uma onda de frescura, para o que começou por depor os velhos jarretas da anterior direcção e que, de facto, não faziam subir as sondagens.
    Depois, cavalgando algum lixo e teias de aranha que realmente existem na nossa Constituição (mas que, por favor, não são obstáculo a nenhumas boas soluções para a crise), apresentar um programa de revisão da mesma, que mais não é do que lançar as linhas do seu suposto programa de governo e ao mesmo tempo observar a reacção (com calma, até porque ainda estamos longe de eleições). Digo «suposto» programa, porque, uma vez conquistado o poder, não o iria executar por não fazer a mais pálida ideia de como. A meu ver, uma segunda edição do período Santana Lopes é de admitir (teria até graça ver Cavaco Silva a ter de dissolver o Parlamento, devido ao desnorte).
    Para assim se apresentar, diferente, teve que arranjar uma doutrina. A que pareceu estar mais à mão, porque não assumidamente explorada pelo CDS, foi a do liberalismo radical (para continuarmos na onda de frescura).
    Tudo isto tem por principal protagonista um melodioso barítono (mas que tem, começa a ver-se, potencial de manipulador). E pronto. Aqui, encaixa aquela célebre frase proferida no Parlamento e que, sem ser textual, diz o seguinte: elejam-nos e quando lá chegarmos saberão o nosso programa.
    O bendito do programa à parte, será que queremos isto?

  3. Primo, recomendar-te um disco é como tentar ensinar a missa ao padre, mas cá vai:

    Samba-Jazz & Outras Bossas com Tutty Moreno (2008) Far Out Recordings CD

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