Jornalismo talibã

Tudo começou neste título:

Portugal deverá ter espiões militares no Líbano

O Ministro da Defesa, questionado a respeito de extensas e detalhadas declarações públicas do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, referiu que o CISMIL, de acordo com a intenção do general Valença Pinto, seria utilizado no Afeganistão e também, eventualmente, no Líbano. Da sua boca santa não saiu o vocábulo espião nem o respectivo plural. Foi o jornalista Gonçalo Venâncio que resolveu servir aos leitores a versão Casino Royale da entrevista ao ministro.

Daqui saltamos para um ex-i, o sinistro Paulo Pinto Mascarenhas, o qual fez o seu habitual cocó para os zerinhos brincarem de plasticina. Vejamos a borrada ao detalhe:

Ameaça: Portugueses em risco em teatros de guerra
Santos Silva põe espiões em risco
Tropas portuguesas tornam-se “alvo em movimento” com o anúncio do ministro da Defesa
General Garcia Leandro pede “contenção e silêncio” / Grande “contenção e silêncio” é o que exige o general Garcia Leandro a propósito das declarações do ministro da Defesa / Em declarações ao CM, o antigo director do Instituto de Defesa Nacional, general Garcia Leandro, sublinha: “tudo o que esteja relacionado com as informações militares deve ser tratado com uma grande contenção e em silêncio. […]”
As palavras do ministro, em entrevista ao jornal ‘i’, causaram também mal-estar no SIED, o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa […] diz uma fonte militar.
“O que o ministro disse é anormal e perigoso”, termina. [a fonte anónima]
MEDO E TERROR NO LÍBANO

A partir da grosseira manipulação das palavras do general Garcia Leandro – as quais são o equivalente de se dizer que quem anda à chuva molha-se, não passam de truísmos – o Mascarenhas inventa uma reprimenda ao Ministro da Defesa. E para a sujidade ficar entranhada, invoca uma fonte anónima no assassinato de carácter contra Santos Silva. O Mascarenhas, como se vê, até curte anónimos, servindo-se deles para amanhar a sua diabólica carcaça; são os pseudónimos na blogosfera que o deixam varado.

Que a bosta do Mascarenhas atingiria a ventoinha foi o que o Expresso se encarregou de provar:

“O que o ministro disse é anormal e perigoso.”

Valença Pinto, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas sobre a entrevista do ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, ontem ao jornal i em que afirmou que Portugal poderá passar a ter uma célula de espiões no Líbano. “Correio da Manhã”, 24/08/2010

A fonte militar perdia o anonimato, graças à super-investigação dos meninos de Balsemão, e revelava-se ao mundo quem tinha sido o valente a abrir a bocarra: nada mais, nada menos, do que o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, ao ataque para colocar o Ministro da Defesa em sentido. O cerco estava montado – e não fora um desmentido, minimalista lição de hermenêutica, do senhor na berlinda e teríamos hoje o Sol a publicar fotos de um dos raros Pandur a chegar à Avenida Ilha da Madeira para tomar posição frente ao Ministério da Defesa e dar voz de prisão ao anormal e perigoso Santos Silva.

Esta questão das células de informação militar é particularmente evidente se a colocarmos no quadro das operações da Nato e da UNIFIL, onde se planificam acções em cooperação internacional e há necessidade de ter a melhor recolha de informações possível por questões de segurança das forças que estão sempre expostas a ataques, não para dar golpadas hollywoodescas ou conquistar o território estrangeiro com agentes de turbante. Aliás, Portugal tem menos de 150 militares no Líbano, só esta dimensão já chega para contextualizar a referência à célula de informações militares. O principal método de investigação é o analítico sobre o caudal de dados partilhado pelas diferentes forças, o qual é feito em gabinetes e em grupos de trabalho, não na rua entre as forças hostis e a rezar para que não se descubra um sotaque de Viseu ao falar árabe com os facínoras.

Não sei quantos dos que escreveram e vocalizaram auto-enxovalhantes bacoradas, a começar pelo PSD (mas incluindo figuras do PS e próximas, tal o efeito intoxicante das difamações e calúnias), vão ler o que o general Loureiro dos Santos fez o favor de explicar. Muito menos sei quantos dos que o lessem conseguiriam juntar com sucesso os sujeitos aos predicados nas muitas e elucidativas frases daquele texto. O que sei é que há jornalistas para quem vale tudo, até brincar com a tropa. Como habitam em tocas muito fundas, julgam-se protegidos e passam o tempo a planear atentados contra o bem comum, a dinamitar a confiança entre cidadãos e governantes, cultivando um fundamentalismo político agendado que nada parece refrear. São os jornalistas talibã.

21 thoughts on “Jornalismo talibã”

  1. certas questões,
    nivel inflamado da sua discussão,
    deixam-me dúvidas sobre a sanidade mental da nossa gente…
    deus, na sua infinita misericordia,
    já os havia contemplado…
    coitados pobres em espirito,
    dizia ele então, gentil…

    a serio:

    é minimamente concebível accção armada, ou politica, semplano de informações correspodente?

  2. Lá está, é como tu dizes, muchachão: com a tropa fandanga do Zé não se brinca. E cuidado com o “fundamentalismo” das talibanas, ó gentes que ledes os jornais! Constante, obrigatório grito de aviso e ubíquo tiro da tua arma de cano curvo. E o que é que estão a fazer no Líbano as 150 pacíficas peidas de soldados portugueses? O Líbano é para os Libaneses, com ou sem métodos anal-íticos.

    Descobre-me outro caminho marítimo para o Quartel General, esse já tem barbas.

  3. Ontem naquela coisa do Crespo um dos temas em discussão era a medida anunciada pelo Governo para facilitar o licenciamento de pequenos negócios. Só visto o ar do Crespo quando de repente atira para o ar que a clínica algarvia onde cegaram os quatro utentes devia ter beneficiado desta medida. Tipo criança que faz uma patifaria e sabe que não vai ser punida, pelo contrário, até lhe acham graça. E com razão, neste caso, o Diogo Feio do CDS achou muita piada.

    Não tem a ver com o tema do post, mas que o Crespo é um bom exemplo deste jornalismo talibã sempre prontinho a dinamitar a confiança entre governantes e cidadãos disso não restam dúvidas.

  4. O que aconteceu no Algarve aconteceria sempre pois o indivíduo em causa é um bandido; nada tem a ver com o facto de haver ou não licença seja electrónica ou em papel selado.

  5. Bandidos, dinamitadores, patifes, talibãs, isto aqui, rapazes e raparigas, não se faz nada por menos. Aproveitem esta enchente – a mistura bem equilibrada da Revolução Mexicana do Pancho Vila, incluindo fogo de artifício, tiros pró ar e procissões com granadas escondidas sob os andores, com os efeitos psiquicos do abalo nervoso que o país sofreu com o 25 de Abril – para descançar os remos.

    Tenho que comprar uma pomada pra isto.

  6. Minha Pessoa,

    Bandidos, dinamitadores, patifes, talibãs, drogados…. vamos lá ver onde é que a lista acaba.

    Se, lá mais para a frente, um dos teus imitadores optar por “panascas”, ou qualquer outro epíteto com o radical “broch”, aviso-te imediatamente porque palpita-me que estás interessado nos produtos.

  7. Daniel Sousa e Silva, e que tal responderes tu a esse desafio? Se o assunto te interessa, partilha os teus pensamentos acerca da coisa. Terás, pelo menos, um leitor interessado no que escreveres.

  8. Giroflá,
    Esqueceste-te de gajos de ego inchado na tua listinha marota. Falhou essa. É favor acrescentar.

    Entretanto começo a perceber a admiração do Toute por ti. Consegues não só usar a palavra “epíteto” como ainda referir o radical numa piadola ao melhor estilo infanto-juvenil que faria certamente sucesso se proferida num qualquer recreio das nossas escolas preparatórias. Como ele diz, tens muita classe. Eu arriscaria acrescentar que pelo menos a quarta classe tens.

    Bom fds e não te esqueças das pastilhas em casa que hoje é sexta á night! (termino com uma palavrita em inglês para te ajudar nesses estudos para o First Certificate)

  9. Minha Pessoa,

    Vejo que continuas agarrada à gaja (a garrafa, pois) e acho bem. In Vino Veritas.

    Mas olha que o estilo, seja o de escrever como o de fazer cócó, parece-me, ou é de infante ou de jovem, não duma calda dos dois, ou tu andaste na creche com matulões que já as batiam a grilos e descobriste lá esse pendor para usares preservativos de borracha com sabor a morango como disfarce para responderes numa “segunda” e muito conveniente pessoa a comentadores que te provocam sobressaltos, consternações e desmaios?

    Ninguém com tino normal precisa da Primária antiga completa para te responder. Umas noções de aritmética e saber jogar às damas bastam. Do que precisa, às vezes, confesso, é dum pouco de “classe”, e de arrebitar o nariz perante o prepotente nas tuas opiniões de suposta trucidação do adversário sem fazer sangue. E considera isso um elogio, que já é admitir muito da minha minha parte.

    Nunca ouvi falar nessa do “First” Certificate. No salto em altura, só começo quando a fasquia chega aos dois metros. Antes disso estou a beber coca cola, e a ouvir crocodilos como tu todos excitados nas bancadas.

    E as pastilhas, isso é coisa para endireitar o Rei “dos” Paus? Cá o velhote é da geração do coco-óleo: dilatação dos vasos sanguíneos por intervenção do óxido nítrico.. Experimenta tu e usa no teu partner. O “partner” aqui é propositado. Dá para os dois bordos e não ofende ninguém.

  10. Minha Pessoa,

    Bamos aos mimus pá? Oube lá qual é a tua, estás a pôr em causa a minha admiração pelo GIROFLÉ? Bê lá como me mencionas, pá que eu sou polibalente e olha que tenho neurónios, dubidas «el cabron»?

    Agora vou falar-lhe a sério: tenho sinceramente admiração pelo GIROFLÉ e já por diversas vezes o expliquei, e você sabe que o HOMEM tem ESTILO, CLASSE,sabe escrever a sério, a gozar e em qualquer das situações fá-lo com GARRA. Ora estes são epítetos que certamente você não encontra em todos ou encontrará em poucos. O HOMEM simplesmente é uma PÉROLA neste blogue. Desculpe caro Valupi, mas você também sabe disso, porque o publica. O ser humano tende a reagir a quem lhe pode fazer frente e faz frente, por isso, já se leram aqui comentários maldosos, que ultrapassarm em muito o sentido literal.

    O GIROFLÉ expressa-se e CAGA em quem não concorda com ele. É livre na expressão.

    O GIROFLÉ mandou-o ir brincar com as maozinhas e os grilos de uma forma espectacular, entre outras das imensas que me fazem rir espontaneamente e porque o HUMOR, a Sátira dele é inteligente. Para além de ser um HOMEM experiente e com TOMATES de CHUMBO.
    Você lê o GIROFLÉ.

    GIROFLÉ,

    Atire aí um valente peido à filho da Nação, direccionado aos gajos que precisam de ser gaseados. Eu ajudo.

  11. BALUPIE, MEU BALUPIE,

    posso escrabere algu sovre justissa ordinária, vulgar, vagabunda? Temus tanto dissu no nosso dominio senhurial. Oube, ça subesses, o ka pra aí baie, adimirabas-te.

    Mas só escrebu se tu deixares, oube sempre escrebo malhor ku daniel pinto. Tás a bere. Se ele fizer o artigo estará a rapetir-se, porra, pá e o que é demais também cansa, num axas?
    O gajo bem lá cum a bentania dele, mas num avana nada, akilo é só bufitas de rabito açado. Um tromveteiro.

    Ciao Balupie

  12. Caro Giroflá (meu grande pastilhado),

    Quanto a trucidar outros ou trucidar, sem mais, a opinião de outros fica-te bem essa pose. Eu diria mesmo que é de aplaudir. Espero que a mantenhas para futuros comentários. O mesmo se aplica à referência que faz a opiniões prepotentes.

    E nada como uma piada sobre a sexualidade dos outros para nos fazer sentir bem conosco não é ? É de macho. Na escolinha onde andaste e no café onde comentas o Correio da Manhã deves ser o rei da cocada. Mas já vais na segunda leva de piadas de boiolada. Denota-se algum interesse teu na matéria. Creio que se leres ainda mais atentamente o Correio da Manhã poderás por aquelas páginas encontrar quem te satisfaça essa curiosidade. Com um pouco de sorte, porque também se denota interesse por essas bandas, ainda encontras joguinhos marotos com grilos.

    Passemos agora aos devidos agradecimentos:

    Obrigado por partilhares pormenores referentes à dilatação dos teus vasos sanguíneos, assunto de grande interesse para outros que não tu. Espero não se tratar de um tema que provoque “sobressaltos, consternações e desmaios” por essas bandas. Pelo que escreves no final parece que não, espero que assim seja.

    Obrigado também pelo elogio que me diriges. Compreendo que não é fácil para ti tecer considerações desse teor sobre o que quer que seja. Entretanto, comentar a escrita dos outros como infantil, depois duma referência à tua piadola como infanto-juvenil é simplesmente genial. Desde já a devida vénia. Por aqui também se tecem elogios quando é preciso.

    Quanto ao First, não é por mim que passas ao lado dele: http://www.britishcouncil.org/portugal-exames-ingles-fce.htm É capaz de dar muito jeitinho para quem gosta de soar mais intelegente com uma expressão em inglês no fim do comentário. Depois contas?

    Relativamente à fasquia a dois metros de altura, tens aí um problema. Propões-te a fazer algo acima das tuas capacidades. Com um pouco de sorte os excitados “crocodilos” tentam avisar-te disso.

    PS – É na Coca-cola que metes as pastilhas? Malandro…

  13. «É capaz de dar muito jeitinho para quem gosta de soar mais intelegente com uma expressão em inglês no fim do comentário. Depois contas?»

    Ó pinto? olha lá, cá ma queria paressere ka tu num passaste do first certificate e pensas ka mesmu assie matas os cherifes menos os deputies. Isu é que soa «mais intelegente», num é?
    Tás a bere, cuntinuas a dabitare só intelegencias, ehehhehehe.

    Cuida-te pinto, num ta metas cum meu GIROFLÉ. Se ele dize mata, eu esfolo.

    Dá-lhe GIROFLÉ. Este gajo debe ser o daniel pintito. O Traques de tão inussente ki é já sacusoue.

  14. Pensas que afundas porta-aviões e é tudo água, toutatopar. Continua a tentar.
    Cuidado com os cácabutres. Eles andem aí!

  15. Mas TRAQUES ka foie agora? Nem seker ta dice nada. Oube lá se num gostas da mie, num ma respondas. tu bens aki só pra ma responderes. já ta dice ka num falu mais cuntigu. Tens cara de ravo e por isso, os teus peidus sãoe indecisos, num savem se hão-de sair por cima ou pur vaixo.

    Não ma moas o juízu, pá. baie a mater-te cum o balupie. Ele ka tature.

  16. Toute, meu grande intelegente,

    Topaste-me o erro ortográfico. Eu culpado me confesso. Mil perdões.
    Agora partes daí para, de forma intelegente deduzires que eu e o moço Pinto somos um e o mesmo. Pois não sabes tu, meu mui intelegente confrade, que a dedução é uma trapalhada? Ou intelegentemente intervieste apenas no intuito de saber se eu era ele ou ele era eu ou antes pelo contrário ou ambas as coisas?

  17. Olha, pinto, pois concerteza que eras tu, sabes porquê? Porque eu só troco mimos com dois, o traques e um outro o algarvio, e o primeiro descoseu-se logo, o segundo até podes ser tu. Então achas que eu perco tempo contigo a deduzir as tuas inteligências moreon? Continua inteligente para ires debitando mais asneiras. Eu preciso delas para fazer o exercício facial, que eu não topo os botoxes nem as rugas, tás a ver? E rir, meu caramelo, é o que me dá mais gozo na vida.
    Step on it asshole e mete as deduções no buraquinho.

  18. Ei little georgie, tu deves ser execelente para seres inquirido em tribunal. Desbocas-te de vaidade e tens a capacidade real de pores um peido indeciso, que não sabe se deve saír por cima ou por baixo. De qualquer forma, sai sempre merda. A causa tá ganha com depoentes como tu. É só pegarem-te no pontinho: vaidadem, arrogância e depois reduzir-te a dust. Queres talibans pá? jornalismo vadio? Bora, meu.

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