Inúteis e sectários

Lembrando que já em Agosto de 2009, antes das últimas eleições legislativas, defendeu que perante a crise internacional “não devia ser constituído um Governo que não tivesse maioria no Parlamento”, Ferro Rodrigues sublinhou que mantém a mesma posição.

Contudo, ao contrário do que defendeu na altura, dizendo que se deveria tentar “um Governo à esquerda”, afirmou agora que isso será “completamente impossível”, porque ao longo do último ano e meio os partidos de “extrema-esquerda”, mais não fizeram do que “colaborar com a direita em relação à queda do Governo”.

Fonte

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Acresce a estas palavras de Ferro Rodrigues a constatação de que tanto BE como PCP evitaram criticar Cavaco Silva em variadas alturas de puro escândalo presidencial porque apreciavam a sua activa oposição ao Governo e respectiva estratégia de calúnia contra Sócrates.

Não há dignidade nesta esquerda inútil e sectária.

24 thoughts on “Inúteis e sectários”

  1. Gostei muito de ouvir esta noite M. M. Carrilho na TVI.
    Excelente a sua análise sobre a actuação do Governo e Sócrates governante/candidato.

  2. bom , assim em termos macro é mesmo giro ( triste mais bem ) verificar que o único campo feminino que os homens ocuparam foi o da coscuvilhice. à janela estão os homens a ver o que fazem os outros e cortam e costuram. entretanto as garinas vão fazendo caminho e assumindo cada vez maiores responsabilidades : guerreiras e caçadoras. nunca pensei que a assumpção de papéis por um sexo significasse a regressão à menoridade do outro.

  3. A frente anti Sócrates juntando a direita e a esquerda inutil, estendeu-se ao caso Freeport, ao caso PT/TVI, ao caso da asfixia democratica, às comissoes parlamentares de inquerito e de ética, enfim.. tudo serviu para (em conluio) essa grande coligaçao PPD+CDS+PCP+BE, fosse desgastando a credibilidade do governo e do primeiro ministro. A esquerda, sem pinga de vergonha ( da direita ja se esperava tudo) esqueceu principios basicos e civilizacionais universalmente aceites, como o direito ao bom nome e à presunçao da inocencia. Pelo contrario, insistiu e colaborou, numa postura de “inocentes” uteis, com a direita mais reaccionaria em diversos actos de um filme que estava a ser visto por toda a gente, e que culminou com a reprovaçao do PEC e a abertura para a vinda do FMI. Hoje quer o PCP quer o BE, fazem a cena que n pega: negam-se a reunir com a troika como se isso fizesse esquecer que a eles se deve uma grande parte das medidas anti populares que aí vem.

  4. Gostaria só de notar que encontrei primeiro estas afirmações, através do Sapo Notícias, no i, que as insere numa notícia com um título no mínimo desajustado, ora veja-se: “Ferro quer acordo com outros partidos, mas recusa que seja à esquerda”.
    Parece-me que a tentativa de manipulação da verdade, e da percepção desta, pelos media – os tais que supostamente são asfixiados – continua.

  5. Á entrada da segunda década do milénio, com o país no estado em que está – e todos concordamos que não é brilhante – as esquerdas portuguesas têm uma pesadíssima herança de divergências, fantasmas, incompreensões, sectarismos, acusações, antagonismos, alianças contra-natura e ataques recíprocos, que tem impedido a quase 100% o estabelecimento de convergências e entendimentos.
    Este facto ( esta incapacidade de dialogarmos civilizada e construtivamente e de procurarmos incessantemente pontes e plataformas de entendimento ) não abona a nosso favor, enquanto cidadãos que de situam do mesmo “lado da barricada”, o lado da defesa dos interesses dos mais desfavorecidos, dos assalariados, dos trabalhadores por conta de outrem e do pequeno empresariado.
    O meu entendimento ( de simples cidadão / activista político-social da área do BE ) é o de que é nosso DEVER ousar, ( ou arriscar) incessantemente a busca dessas pontes de entendimento, na defesa e sustentação dos muitos pontos que continuo a considerar termos em comum, para além da genérica abordagem classista referida em linhas anteriores: A defesa de um estado social sustentável, a defesa dos serviços públicos e do importante papel do estado na regulação económica e social, a defesa da coesão social, da igualdade de oportunidades, de uma escola pública e de um SNS de qualidade e – com certeza – muito mais a definir e esclarecer.
    Defendo que, num quadro de grande ofensiva europeia e mundial da direita neo-liberal, o diálogo entre as esquerdas mais do que uma necessidade, é uma prioridade e um DEVER indeclinável que todos temos para com os nossos valores e princípios históricos primordiais e para com os mais desfavorecidos, frágeis e injustiçados da nossa sociedade, com quem julgo que todos os cidadãos de esquerda têm um compromisso.
    A constituição / activação de foruns permanentes onde o debate se faça ( entre as bases cidadãs de todas as áreas partidárias e independentes), desperconceituosamente, de forma respeitadora e democrática seria uma grande derrota para o sectarismo endógeno que nos manieta A TODOS, desde há décadas.
    Esse poderia ser o começo e o alicerce de alguma coisa maior.
    É notório que as direitas se preocupam e se agitam sempre que ensaiamos algum ( ainda que raro ) movimento de entendimento. Recentemente, no rescaldo da derrota eleitoral de Alegre, sucederam-se as sentenças de diversas personalidades que condenavam ao insucesso todas e quaisquer experiências de união das esquerdas.

    O que importa que percebamos é que os adversários da unidade das esquerdas estão no interior de todas as forças políticas de esquerda, como o estão nos partidos de direita.

    A primeira coisa que temos que provar uns aos outros é que O DIÁLOGO CONSTRUTIVO É POSSÍVEL (mesmo que inicialmente inconsequente), e que queremos mesmo derrotar a mentalidade sectária que enforma o pensamento de muitos de nós, dialogando sem provocações nem ataques, construtivamente.

    Gostaria que se percebesse que em todos os partidos e áreas de esquerda há cidadãos que se revêem no que aqui acabei de expôr, ( já os encontrei ) como há igualmente os que pensam o seu oposto. A questão é que esta segunda forma de pensar tem dominado a actuação dos partidos. Não seria altura de darmos voz à primeira?
    Vamos valorizar tudo que temos em comum.

  6. Infelizmente, tenho para mim que militantes do BE com discurso semelhante ao do Carlos Augusto Silva devem contar-se pelos dedos. É pena, é mesmo pena! Eu preferia ver o PS aliado à esquerda do que à direita. Desgraçadamente o mais provável é que seja isso que acabe por acontecer dada a irredutabilidade passadista tanto do BE como do PCP que, na mira demagógíca de mais uns tantos votos, continuam, ou pelo menos aparentam continuar, apreciadores do fado “ó tempo, volta para trás”.

  7. Caro Carlos Augusto da Silva,
    confesso que gostei de o ler e sinceramente acredito que anda pelo BE muita gente que pensa de modo idêntico só que, infelizmente, a voz que sai de dentro não é essa.
    Do mesmo modo, há nos restantes partidos ditos de esquerda, gente que não concorda com a linha que os seus líderes mantêm, mas esse é um problema a resolver no seu interior ou, se não forem capazes disso, façam-no na praça pública, pois foi para isso que se fez o 25 de Abril.
    Creio que a chamada direita conseguiu dirigir o Maquiavel mais rapidamente do que a eternamente egocêntrica esquerda, que prefere morrer à vista da praia, do que participar com quem não pensa da mesma forma na navegação do barco que os fará chegar a ela.

  8. Em primeiro lugar os meus parabéns a tod@s pelo clima aberto e agradável como esta conversa está a decorrer. É meu convencimento de que não há justificação para que assim não seja.

    Qual a percentagem de a) militantes e b) votantes que nos três partidos da esqª se mostram favoráveis a entendimentos com os restantes?

    Eis as grandes questões de partida, para quem como eu entende que as convergências começam por construir-se no dia-a-dia, entre as bases, nas assembleias de freguesia e municipais, em projectos autárquicos, em comemorações locais de eventos com que nos sentimos identificados e irmanados, como o 25 de Abril, o 5 de Outubro, ou o 1º de Maio, que não são propriedade de ninguém e é de todos nós, portugueses.

    Ao certo ninguém sabe quantos são os entusiastas do diálogo e das convergências à esquerda. Se alguém tiver alguns dados sobre a expressão desta sensibilidade, estou muito interessado em conhece-los.

    No BE, percepciono junto de aderentes e de votantes que são muitos os que se mostram receptivos a esse entendimento estratégico fundamental. Mas a amostra de que parto é circunscrita ao meu limitado universo de conhecimentos. Extrapolações serão sempre infundadas.

    Sem procurar vencer ou sequer concorrer no campeonato do diálogo à esquerda, quero lembrar que o BE apoiou a candidatura presidencial de um militante histórico e fundador do PS e independentemente das considerações objectivas ou especulativas que se possam fazer sobre essa opção, a verdade é que demos esse passo. Está dado e a história regista-o.Esse é um dado político objectivo.

    Ok, pode dizer-se muita coisa sobre o que esteve por detrás dessa decisão política, mas sinceramente acho o exercício tão especulativo quanto pouco útil a este diálogo, por envolver juizos de intenção impossíveis de provar.

    Convido a que se veja a realidade noutra prespectiva: Para um partido com apenas 12 anos de idade que continua a ter que trabalhar na consolidação da sua coesão, foi um passo com os seus riscos, para mais sabendo-se que na sua origem está um percurso convergente de diversas forças com ideias manifestamente heterogéneas. Aliás o BE autodefine-se nos seus estatutos como “um Movimento Político” e não como um partido, isto apenas para ilustrar o quanto esse passo teve os seus riscos para a organização.

    Houve um jornal que, no rescaldo das recentes presidenciais, estimou em 500 mil o nº de votos provenientes de habituais votantes PS, na candidatura de Alegre. Esta candidatura reuniu um total 831Mil votos. Poderão ser estes 500 Mil votantes (cerca de 1/5 dos votantes do PS), (nºs de rascunho) o eleitorado do PS, adepto da convergência à esquerda?

    Também recentemente, o BE deu um primeiro passo na abertura de um diálogo político com o PCP. Há quanto tempo não se via um partido de esquerda solicitar a outro a realização de conversações entre as respectivas direcções politicas? Só o simples facto de se dialogar já é um pequeno passo em frente!

    Dir-se-à que estes pequenos passos são pouca coisa, que se calhar são exercícios tácitos, que …etc. Não considero considerações seguras e fundamentadas as que assentam em juizos de intenção.

    Com isto estou apenas a tentar dizer que há alguns sinais e alguns passos do lado do BE, que mostram que há uma hipótese.

    Há alguma abertura.

    Registem-no.

    Também me parece que este diálogo na sua fase inicial só pode ter lugar à volta do que é o nosso património comum e não há volta do que sabemos de antemão que são temas fracturantes e polémicos. Não se trata com isto de ocultar coisa alguma, mas antes de seleccionar as áreas onde as pontes se afiguram possíveis.

    Tentando olhar desapaixonadamente para as relações entre forças de esquerda, parece-me que todos nos decepcionámos muito, uns aos outros.
    Todos esperávamos comportamentos políticos diferentes uns dos outros.
    E todos, entre nós clamámos aos quatro ventos a decepção, a mágoa e o olhar intransigentemente condenatório das escolhas políticas que os outros fizeram.
    Se calhar exageramos na diabolização uns dos outros (e das suas escolhas) porque concorremos (em parte) pelo mesmo eleitorado.

    Após a fase das decepções, em que constatámos repetidamente as nossas diferenças – por vezes chocantes – temos que aprender a viver com essas diferenças e a contar com elas, mesmo quando elas quase nos provocam. Primeira lição da idade adulta: A realidade é o que é e não o que gostariamos que fosse. Quando atingirmos relações adultas entre nós, aceitaremos o que cada um é e somente partindo dessa aceitação poderemos caminhar para a valorização dos ainda existentes pontos de contacto e de identidade.

    Competimos pelas mesmas franjas do eleitorado, ok; Mas isso deve condenar-nos ao mutismo, à incomunicabilidade e este isolamento estanque?

    Não vale mais a pena carpir a decepção que possamos sentir por o outro ser como é, pelas escolhas que fez ao longo do seu percurso de vida. Cabe a cada um auto-definir aquilo que é, para o bem e o mal, esse é um território estrito de cada um dos partidos, onde os restantes não têm que se emiscuir.
    É assim também entre seres humanos adultos, podemos divergir mas tem que haver respeito pelas diferenças de cada um.

    Não podemos é continuar a confundir naturais diferenças de opinião e de ideias, com antagonismos irreconciliáveis, que têm por resultado a permanente incompatibilização ao longo de décadas.
    As circunstâncias da história não nos permitem esse luxo, que considero pouco adulto e pouco responsável. O povo, cujo interesse acredito que todos (cada um à sua maneira)queiramos defender, requer-nos outra atitude. Em 38 anos de democracia o eleitorado nunca teve um governo das esquerdas com um programa de esquerda.
    Num país com 2 milhões de pobres, meio milhão de desempregados, um nível de precarização altíssimo e os salários mais baixos da UE, governar à esquerda, (isto é: para os mais desfavorecidos), é um imperativo e uma necessidade.

    Uma relação de confiança, entre pessoas como entre partidos só se obtem com a abertura, o diálogo, a interacção continuada e o conhecimento recíproco.
    Isso pode fazer-se nas tais instâncias de base, nas autarquias, mas está longe de acontecer.

    A rés pública como a política deviam ser um território de cidadania mais do que de políticos profissionais. O déficite de participação cidadã na vida política encontra em parte a sua explicação nas más relações que desde há muito se instalaram entre partidos.

    As pessoas sentem mais necessidade de cooperação do que desta competição, deste permanente despique exacerbado de que é feita a cultura política hoje dominante em Portugal.

    Viva o 25 de Abril! Sinceras saudações democráticas!

  9. bora lá fazer uma vaquinha para pagar uma sondagem à convergência de esquerda. lá iam gerómino & loção de censura pelo cano da revolução.

  10. “COM O FMI QUEM PAGA ÉS TU”, berra o BE num berrante outdoor que por aí anda. Não posso deixar de dizer que é preciso não ter um pingo de vergonha na cara. Foram capazes de se juntar a “direita” mais reaccionária deste mundo e do outro para travarem o avanço do PEC que nos colocaria ao abrigo desta gente, e agora saiem-se com esta!

    No entanto, depois de ver o que o Carlos Augusto Silva aqui nos tem deixado tenho que reconhecer que a inteligência e o bom-senso não se perderam completamente por aqueles lados. Por isso daqui lhe lanço um apelo, veja lá se consegue fazer ouvir a sua voz e de forma que ela constitua um forte abanão naquelas mentes ensandecidas!

    Devo dizer também que um outro pequeno raio de esperança me tocou hoje quando vi, num outro “outdoor” do BE: “HÁ ALTERNATIVA: GOVERNO DE ESQUERDA”. Como lhe faço a justiça de não os julgar tão fora de realidade que possam estar a pensar num governo BE/PCP, só fica a hipótese de terem finalmente descido à terra e percebido que ou se entendem com o PS ou “isto” cai mesmo redondinho nas mãos da “direita”, até porque o Paulo Portas já vai dizendo que nunca fará governo só com o PS.
    Não vou entrar aqui em elocubrações sobre as consequências duma tal posição; mas não é necessária grande imaginação para as perceber.

    Portanto, meu caro Carlos Augusto, ponha-se em campo por favor, como pelos vistos já começou a fazer. Portugal precisa disso!

  11. … Há que distinguir quer o discurso quer os slogans pré-eleitorais, ( como sínteses de ideias genéricas que são e que todos os partidos utilizam) da reflexão, análise e de actos políticos. O eleitorado do BE quer uma governação de esquerda.

  12. Pois é, Carlos Augusto Silva. Eu também quero uma governação de Esquerda, embora desta vez não pense votar no B. E. (mas já votei, muitas vezes). Mas para isso é preciso que o B. E. dê passos de aproximação, não digo sequer ao P. S., mas em direcção a um maior realismo político! Frases utópicas como “À Esquerda do Possível” não fazem sentido nos dias de hoje. São infantis e revelam uma assustadora falta de maturidade. Eu tenho Filhos, porra! O B. E. poderia e deveria ser o “fermento” numa aglutinação política de Esquerda em que a “farinha” fosse dada pelo P. S., assim como um “CDS do PS”, só que funcionando bem (ao contrário do que sempre aconteceu com as aventuras e desventuras dos estarolas da Direita quando se coligam para governar)!

    Mas é o B. E. que tem de crescer e avançar nesse sentido. Então não é a “Esquerda com cabecinha”? Então prove-o. Ultrapasse a adolescência política e afirme-se inequivocamente como um projecto SEM MEDO DO PODER!

    Ou então saia de cena de vez (como aconteceu com o trôpego P. R. D. eanista) e dê o lugar a quem saiba e queira fazê-lo…

  13. Diz o mais elementar bom senso que nestas circunstâncias os encontros se devem realizar num ponto algures a meio caminho entre as duas partes.
    Não podemos ficar à espera que “o outro” não só dê o primeiro passo como também tenha que percorrer a maior parte da distância que separa os dois.
    O primeiro passo consiste em escolher foruns abertos e projectos políticos locais de utilizando-os para dialogar democráticamente.
    Essa nova prática e essa relação em termos novos, terá que ser um pouquito diferente do exercício de desferir sucessivas acusações e tentar provar os erros, insuficiencias, falhas e debilidades do outro, que tem caracterizado as relações ao longo das últimas décadas.
    Isso temos andado a fazer desde ha 30 anos com os resultados que se conhecem.

  14. “…meio caminho entre as duas partes…” pra começar não é mau negócio, vender 10 desvalorizados em 7 por 36 com valor actual de 33. dúvido que alguém compre, só se for o berardo para juntar às call option do pcp em 5 jun.

  15. Sim, mas o que é esse meio caminho entre as duas partes? Há algum juiz imparcial que o determine com rigor? É que, para o Bloco, o P. S. tem uma política de Direita, ou seja, para o Bloco, o P. S. estará na América, enquanto que, para o P. S., o Bloco está ainda na Albânia, ou por aí perto. Logo, o P. S. vai dizer que o tal meio caminho (entre Portugal e a Albânia) é talvez na Sardenha, enquanto que o B. E. vai pensar que o meio caminho (entre Portugal e a América) é talvez na Ilha do Corvo. Assim, quando ambos chegarem ao encontro só vão conseguir falar, eventualmente, por… tele-móvel! Como ainda por cima têm “redes” diferentes, a conversa não vai saír nada barata. Em suma, feitas as contas, mais vale acertar primeiro onde é que está mesmo o tal meio caminho, o que não se me afigura mesmo nada fácil, atendendo ao histórico de “desconversa”, sobretudo nos últimos dois anos…

  16. estes gajos drogam-se, agora sonham com alianças à esquerda, depois dos contributos democráticos do pcp+be para difamação do sócrates, derrube do governo e deslegislação. só faltou reabrir a maternidades e demolir o parque escolar. uma aliança com esta cambada de irresponsáveis era jackpot à direita e o desaparecimento do partido socialista.

  17. Como é óbvio “algures a meio caminho entre as duas partes” era apenas uma expressão. O “algures” devia ter sido sublinhado, mas esta aplicação não permite sublinhados. Não foi ao acaso que utilizei a expressão “algures”. Com isso quis dizer “num ponto a determinar”.

    Mas como entretantanto já estão a referir-se a mim aos meus camaradas como “cambada”, e a chamar-nos drogados, torna-se é claro que aquilo que estava a ser uma simpática e correctíssima conversa entre democratas deixou de o ser.

    É verdade que há que encontrar o tom certo, que não pode ser o das recriminações habituais ( temos anos disso e ja basta) mas sim o tom que valoriza o que há de comum.

    Respondendo ao Marco: Sim, há que apurar “o local” aceitável para ambas as partes, algures entre “a Ilha do Corvo” e a “Sardenha”, isso é bem verdade.

    É dificil e da trabalho? Sim claro que dará montes de trabalho. Mas o diálogo e a negociação não são esse trabalho paciente, perseverante, esse exercício de tolerância?
    Os portugueses merecem-nos isso e muito mais.

    Vou retirar-me desta conversa porque já vi que o tom está a azedar e a descambar para a desconstrução.

    Para isso não contem comigo.

    O ódio político é parte do mal que corroi o Portugal de hoje.

    Tenhamos a coragem de abandonar essa lógica, esse modo de estar.

    Continuem a realizar aqui a actividade válida de dialogar e a reflectir sobre portugal e os seus muitos problemas.

    Mesmo pensando muitas vezes diferente e oposto do que eu penso, considero isso positivo. Porque se preocupam com o país e reflectem sobre a complexa realidade que é a nossa.

    Saudações democráticas.

  18. olha! foice a convergência de esquerda e as berlengas aqui tão perto.

    ódio deve ser marca de loção de censura e desconstrução o processo de avaliação dos profes.

  19. o gerómino está a fazer convergência de esquerda na rtp1.
    ficou um bocado abananado com a pergunta de abertura: para o que serve o pcp? começou a enrolar e acho que não vamos ter resposta enquanto for secretário geral daquela porra.

  20. Gosto desta malta do BE. Agora que as sondagens lhes são desfavoráveis é que se lembram de “procurar entendimentos” e “diálogo” com o PS, deixando de parte o “ódio politico” e as “recriminações”. Mas atenção, será um “diálogo” e uma “negociação” com uma exigência prévia: temos, no PS, que esquecer tudo o que fizeram antes. Todas as rasteiras, todos os ataques ao carácter do primeiro-ministro, todas as sabotagens à governação, todas as insinuações de corrupção, todos os votos aliados à direita, o caso da comissão de inquérito PT/TVI, e finalmente, temos de esquecer a vergonha de terem derrubado o governo a mando do PSD e precipitado a vinda do FMI. Temos de deixar isso tudo para trás, senão não brincam. Era só mesmo o que faltava.

    Por mim, Carlos Augusto Silva, depois do belíssimo pontapé no rabo que levaram do PCP, podes ir “procurar entendimentos” com o PSD. Não são, é certo, os vossos “aliados naturais”, mas são os vossos aliados de facto, e são, no fundo, quem mais vos acarinha. Ou pensas que a proeminência que a malta do BE tem na imprensa, que estes controlam, era devido ao facto de serem pessoas muito inteligentes com coisas muito importantes e interessantes para dizer?

    Da minha parte, espero que o PS vos ponha no vosso devido lugar. Bem lá no fundo. Depois falamos.

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