Good food for good thought

Judgments we make with a moral underpinning are made more quickly and are more extreme than those same judgments based on practical considerations, a new set of studies finds. Little work has been done on how attaching morality to a particular judgment or decision may affect that outcome. Our findings show that we make and see decisions quite differently if they are made with a morality frame.

“Our findings suggest that deciding to frame any issue as moral or not may have important consequences,” said co-author Ingrid Haas, an assistant professor of political science at the University of Nebraska-Lincoln. “Once an issue is declared moral, people’s judgments about that issue become more extreme, and they are more likely to apply those judgments to others.”

New Studies Show Moral Judgments Quicker, More Extreme than Practical Ones—But Also Flexible

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Tradução:

PCP e BE já eram sistemáticos na substituição da política pela moral, e isto desde que há memória. Esse estratagema permite-lhes a duplicidade de usufruírem dos direitos constitucionais e das benesses do regime democrático sem terem de assumir qualquer responsabilidade pela sua defesa ou melhoria. Diziam, e continuam a dizer, que não estão disponíveis para dialogar com partidos da “direita”, e metem o PS nesse saco para fugirem de qualquer negociação que levasse a uma solução negociada de compromisso. A esquerda do PS quer estar no Parlamento, receber o dinheiro dos votos, dar entrevistas e fazer comentários nos principais canais mediáticos. E chega-lhes. Caso o poder venha parar-lhe inteirinho às mãos, e só a uma delas porque as duas igualmente se detestam, então sim, concederão esse grande favor ao povo e formam um Governo puro e para puros. O racismo ideológico desta espécie de esquerda deleita-se na denúncia impotente do “centrão” e diz que Portugal tem estado entregue desde o fim do PREC a cidadãos moralmente indignos. Um discurso para desmiolados que tem imediatas vantagens, pois aumenta pela irracionalidade a coesão dos seus grupos, mas que é a antítese da democracia, o desperdício da liberdade.

A novidade dos últimos 5 anos foi a transformação do PSD num partido populista, indo ao encontro da retórica do CDS e ao espírito de um tempo de crises gigantescas e sem fim à vista. Enquanto Barroso ensaiou aparecer como o “Cavaco novo”, e Marques Mendes simulou estar disposto a morigerar levemente a S. Caetano, a partir de Menezes foi o fartar vilanagem da substituição da política pela moral. Para os sociais-democratas a situação era simples: eles não tinham ninguém à altura de Sócrates e da sua equipa, se o combate fosse travado no terreno do projecto social e do debate teórico, pelo que havia de recorrer às armas ancestrais da baixa-política, da calúnia, das campanhas negras e das conspirações. Foi isso que fizeram até conseguirem o que queriam: o pote. Contaram com o apoio do PCP e do BE que, permanecendo iguais a si próprios apesar de ser obscena a estratégia desta direita decadente, assim contribuíram para um ambiente generalizado e indomável de ódio e demência.

Num certo sentido acabando por ser algo ainda pior do que as disfunções atrás expostas, o PS elegeu um secretário-geral que igualmente abdicou da política e apostou tudo em jogadas moralistas. Isso significa que, e literalmente, não existe neste momento nenhum partido com representação parlamentar onde se pratique a política. Para a encontrarmos, temos de procurar no exemplo de integridade e coragem de alguns deputados. É neles que está refugiada a cidade.

8 thoughts on “Good food for good thought”

  1. “PCP e BE já eram sistemáticos na substituição da política pela moral”

    – Já a veu ver o PS/PSD/CDS sistematicamente substituem ambas, a política e a moral, pela corrupção.

  2. Ó menino João,
    Na democracia, mesmo na nossa e actual na Europa, se há corrupção a imprensa livre a pode denunciar, o parlamento onde senta o cu o pcp e o be a pode denunciar. E, algumas fezes, aliados do psd o têm tentado sem sucesso no caso do PS.
    Mas o que se passa nos regimes ditos comunistas que são o farol do pcp, como foi salientado no recém-congresso? Aqui, nestes paraísos também não há corrupção claro, mas também não há imprensa livre e por outro lado há presos por delito de opinião.
    Contudo a corrupção, em todos esses países em “que não há corrupção” publicada ou comentada, ela, a própria essência da corrupção está na génese institucional do poder e na cúpula organizativa dirigente detentora do poder. Esse poder é corrupto em absoluto porque dita as leis sem direito a contestação, como agora quer fazer o “irmão muçulmano” no Egipto.
    Esse poder é corrupto porque dita os sucessores e torna-se oligarquia monarquica.
    Esse poder é corrupto porque manda prender e matar quem se lhe opõe até pelas ideias.
    E ainda por cima um tal poder absoluto é corrupto porque, tal como nas democracias ocidentais, os homens do poder se deixam corromper pelos mesmos bens e valores (capital) obtendo para si, e pelo roubo ao Estado, fortunas colossais como acontece com quase todos os dirigentes chineses actualmente e, certamente acontece nos outros países que, para o pcp são faróis exemplares a seguir.
    Não há, aparentemente para o pcp e para a respectiva propaganda, corrupção porque ela, a corrupção, integra a filosofia do regime, está na sua constituição e organização social que permite que a corrupção do funcionamento do Estado seja apresentada como coisa necessária e inevitável (inevitável, onde é que nós ouvimos isto quase diariamente?) para se obter o paraíso. E para alguém que se atreva a dizer que o rei vai nu, então, existe a polícia política, outro exercício de feroz corrupção sobre o povo.
    Aqui sim, ao proporem o paraíso no fim dos sacrifícios sem fim, a vossa sociedade preferida é uma verdadeira moral ao serviço da vossa igreja (m-l).

  3. só tinha lido a primeira parte e é sobre essa que vou comentar. estava a pensar em como em tudo o que pensamos e opinamos tem ponta de moralidade. quero dizer que pensamos e expressamos, ou não, em forma de vida o que temos que, para nós, é o bem ou o mal. e é sobre esse pressuposto que assentam sempre os julgamentos. obviamente que errar é humano, e também selvagem, mas isso não faz de alguém um erro – dependendo se quando se erra não se erra para sempre.

  4. Os democratas de Abril foram ingénuos. Um parlamento é um lugar de debates, sim senhor, mas muito mais de decisões. Se aceitam um regime onde o debate é rei e a decisão é fortemente condicionada, o resultado só pode ser este a que chegamos: deputados que ganham a vida a empatar a decisão boa ou má e que se dâo ao luxo de ser muitissimo bem pagos para se limitarem a uma “vida-para-a-reforma-rica” (no nosso contexto), sem terem que assumir qualquer responsabilidade, por serem “minoria”.
    A democracia ingénua de Abril tem o que merece: alimentar um bando de parasitas, eleitos, supostamente, para nos reperesentar e governar. Governam-se, e muito bem, a si mesmos.
    Quem não aceita, sistematicamente, ir para o governo, sob o pretexto de que não pode implementar, na íntegra, o “seu programa”, exclui-se de ser parte integrante da democracia, porque a função de um eleito é governar e não empatar a vida inteira.

  5. joão.olha o dizia um proeminente comunista italiano, de sua graça ettore vanni, que viveu em espanha há mais de 70anos no tempo em que o” embuste! ainda era um criança sem direito a tv .explicava ele:” que a sua diciplina era aceite com um fanatismo que simultaneamente nos desumanizava e constituia a nossa força.a ideia determinista do socialismo cientifico,convencia os jovens militantes (como o joão) de que nada poderia deter o triunfo definitivo do marxismo.acreditavam que o PODER ABSOLUTO, era o unico meio para atingir, os seus ideais””. jõao,daqui a 70 anos temos os nossos bisnetos a escreverem o mesmo aos teus desconsolados e desumanizados bisnetos.isto não é da minha lavra mas de um reputado comunista nascido antes de 1917.os socialistas,como são homens normais,sabem que este tipo de regime,colide com a liberdade de cada um,como tal defendemos uma social democracia para o nosso pais,com uma economia de mercado efectivamente regulado.quanto aos outros paises cada um é livre de ter o regime que entender,e por isso não pagamos “a agentes” desumanizados tipo pcp para nesses paises tentarem impor o nosso regime.Um apelo: joão mantem as fezes…

  6. Isto tá mal. A rotavidade deu nesta porcaria,mas foram os” suspeitos do costume” que mais uma vez a promoveram, ao colocarem a direita no poder,com todas as consequencias que são visiveis.Para o deficite tambem dão o seu contributo anual,para satisfaçao dos seus associados nomeadamente no sector publico de transportes.no privado como convem, só os vemos a prestarem a homenagem funebre na altura da falencia.Hipocritas.

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