22 thoughts on “From here to eternity”

  1. Quem tirou, desconheço. Quem é, Deborah Kerr, no filme From Here to Eternity.

    Alterei a foto original, estava muito grande. Daí os dois posts.

  2. não admira que as ondas batam nas rochas do lado direito: vê-se pela inclinação do horizonte que o mar está entornado.

  3. O filme é bom, mesmo tendo como pano de fundo uma das maiores conspirações da Segunda Guerra Mundial. Mas a beleza da senhora era indiscutível, pelo menos quando tinha esses trinta e dois escoceses anitos. Paz à sua alma. See you in Shangrila.

  4. É aqui! Meu Deus, é aqui que eu Kerr passar a eternidade, todinha, daqui até ao fim do mundo, ir e vir, chegar e voltar, é aqui..

    quero ficar-me para sempre a preto e branco, com o bater das ondas por trás e a salvo de todos os salpicos pela frente..
    Eternizado no celulóide que faz e fará a memória de gerações e gerações.. Igual aos outros homens de casaco sem racha atrás e chapéu a cobrir e compor, ora pois, que uma mulher coquette aime bien ses hommes comm’il faut..

    quero sinatra na telefonia ou mesmo um love me tender daquele rapaz por descobrir.. quero aventura, sedução..
    quero, enfim, gozar ao limite esta beleza perene e morredoira, estas carnes rijas e cheirosas de bálsamos por descobrir para além do meu tempo, antes que outro tempo as seque e resseque e pendure como abanos de presença, a avisar que o futuro chegou para todos e para mim também..

    quero morrer entrepernas numa diva assim, deborah de todos os escritos de todos os poemas, de todos os sonhos, molhados ou não, dos melhores anos da minha vida..

    daqui até à eternidade é isto que eu querr, tal e qual.. deborah forever..

  5. RVN,

    “quero, enfim, gozar … estas carnes rijas e cheirosas…”

    Conta-nos lá que coisa tens atravessada na pobre cloaca e que tanto afecta a tua sensibilidade de carapau de salmoira…

  6. Ó meu caro RVN, já reparaste na fila imensa que está à espera dos mesmos favores? Não dá para perderes a esperança?

  7. pica miolos de plantão,

    a coisa a que te referes não me atravessa o que pensas, meu caro;

    a cloaca continua pobre, confesso, mas o cara tem pau e o sal moira e moira e moira até mais não..
    é destino de navegante, meu amigo; voltar e encontrar no porto o escárnio e maldizer das gentes que não se atrevem ao mar..

    daniel,

    vejo daqui os teus cabelos brancos que espreitam a fila para tentar aquela cunha nos favores que julgas devidos aos escribas d’eleição.. ah, eu sei, oh se sei… mas de longe minha deborah espreita e sussurra ao assistente que baba por perto: “aquele grisalho dos óculos não, que mora na Maia e fica longe; traz-me o outro, o da esperança que querem que perca..” E não é que me vêm buscar a mim?
    O assistente ainda se vira para trás num esgar incrédulo: “é este gaijo, ó debra?” E ela, com aquele ar de Catarina Furtado dos 50’s, responde lânguida: “é ele que eu querr.. eu querr”..

    adormeci assim..
    achas mal, Daniel?

    rvn

  8. pica miolos de plantão,

    a coisa a que te referes não me atravessa o que pensas, meu caro;

    a cloaca continua pobre, confesso, mas o cara tem pau e o sal moira e moira e moira até mais não..
    é destino de navegante, meu amigo; voltar e encontrar no porto o escárnio e maldizer das gentes que não se atrevem ao mar..

    daniel,

    vejo daqui os teus cabelos brancos que espreitam a fila para tentar aquela cunha nos favores que julgas devidos aos escribas d’eleição.. ah, eu sei, oh se sei… mas de longe minha deborah espreita e sussurra ao assistente que baba por perto: “aquele grisalho dos óculos não, que mora na Maia e fica longe; traz-me o outro, o da esperança que querem que perca..” E não é que me vêm buscar a mim?
    O assistente ainda se vira para trás num esgar incrédulo: “é este gaijo, ó debra?” E ela, com aquele ar de Catarina Furtado dos 50’s, responde lânguida: “é ele que eu querr.. eu querr”..

    adormeci assim..
    achas mal, Daniel?

    rvn

  9. Meu caro RVN, enganas-te. Eu não estou na fila. Prefiro a Natalie Wood. Mas só para admirar. E tenho a vantagem de nunca a ter visto velha, percebes? O mesmo não se pode dizer da Deborah Kerr, que morreu de Parkinson, feita um trapo, coitada, sem sombra sequer dessa mulher fatal a quem nem sequer os pés descalços ficavam mal. A Natalie, no próprio dia em que morreu, continuava linda. E ainda lá está, intocada na sua beleza magnífica. “Esplendor sobre a relva” ou sobre as nuvens do céu, tanto faz.

  10. Tutu-Marambá não venha mais cá
    Que a mãe da criança te manda matar”
    Tutu-Marambá não venha mais cá
    Que a mãe da criança te manda matar”

    Ai, como essa moça é descuidada
    Com a janela escancarada
    Quer dormir impunemente
    Ou será que a moça lá no alto
    Não escuta o sobressalto
    Do coração da gente

    Ai, quanto descuido o dessa moça
    Que papai tá lá na roça
    E mamãe foi passear
    E todo marmanjo da cidade
    Quer entrar
    Nos versos da cantiga de ninar
    Pra ser um Tutu-Marambá

    Ai, como essa moça é distraída
    Sabe lá se está vestida
    Ou se dorme transparente
    Ela sabe muito bem que quando adormece
    Está roubando
    O sono de outra gente

    Ai, quanta maldade a dessa moça
    E, que aqui ninguém nos ouça
    Ela sabe enfeitiçar
    Pois todo marmanjo da cidade
    Quer entrar
    Nos sonhos que ela gosta de sonhar
    E ser um Tutu-Marambá

    Boi, boi, boi, boi da cara preta
    Pega essa menina que tem medo de careta”

    Chico Buarque

  11. Daniel,

    Percebo-te pefeitamente. Estão verdes, certo meu amigo? Sibilino, o Aquilino…

    teresa,

    chico buarque, claro, gosto muito…e o seu recado é:

    a)homenagem ao malandro?
    b)olhos nos olhos?
    c)para todos?
    d)o cio da terra?
    e)meu caro amigo?
    f)apesar de você?
    g)acorda amor?
    h)ou será uma feijoada completa?

    seja como fôr, a resposta é só uma:

    pai, afasta de mim este cálice!

    rvn

  12. Vou para a cama. Não quero ficar aqui a testemunhar possvel briga. É que, nos filmes clássicos, estas cenas acabam quase sempre à bofetada.
    Ó Raio Viciado Nato, que queres dizer com isso de verdes? Tem que ver com… (É melhor não perguntar.)
    Um abraço. (Para a Teresa e o Lírio também? Com muito gosto.)

  13. Dorme, Daniel.

    E manhãzinha cedo (ou nem tanto), quando acordares, toma por mim a bica naquele cafezinho que abre mais cedo, a dez metros da tua casa e ao lado da fábrica do pão… em frente ao salão paroquial, sabes?
    Depois almoça no Grão de Areia e se vires passar o Mário Serpa dá-lhe por mim um abraço, que é gente boa.. Juntos, eu, ele e mais quatro, pescámos 135 kilos de cavalas em 4 ou 5 horas de mar (juro, pergunta-lhe!!)

    Com o resto do dia faz o que te aprouver. Mas cá do mirante da praia manda um olhar à casa do Antero e imagina que eu ainda lá estou, a ouvir bater ondas e a escrever. Por isto troco dez Deborah’s. Querrs?

    boa noite

    rvn

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.