Freitas perguntou, Louçã calou

1) Qual é a ideologia do BE? É marxista ou não? Se é marxista, é-o apenas no sentido de adoptar a crítica de Marx ao capitalismo, ou é-o integralmente, e portanto preconiza a «revolução comunista» e a primeira fase necessária desta, a da «ditadura do proletariado»?

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Freitas do Amaral, na Visão de 21 de Maio de 2009, fez sete perguntas a Francisco Louçã. Se alguém souber onde se encontram as respostas, é favor avisar.

38 thoughts on “Freitas perguntou, Louçã calou”

  1. Mais uma vez na mouche Val. Sempre atento. De facto, o Louçã respondeu na semana seguinte com uma mão cheia de nada e outra completamente vazia. As perguntas exigiam respostas directas, as respostas para quem as leu, foram as do costume: bute lá apanhar estas moscas com mel… Só não vê quem não quer ver.

  2. Val, sei que foi na revista visão da semana seguinte e o que pretensamente seria uma resposta, ao invés, foi mais do mesmo.

  3. obviamente que são marxistas. não querem é que se saiba. vê-se isso no comentário do d. oliveira (que não respondeu à questão do freitas). é sintomático!
    antes o pc que o bloco. mais genuínos, nada de pedantismo. pena não haver proletários mas sempre se arranjam uns funcionários públicos.

  4. Quero crer que Freitas do Amaral não vai a eleições, nem tem partido….mas gosto de comentários à Gabriel Alves…

    Mas já esteve sitiado por uma chusma de comunistas e mais outros da extrema esquerda…

    O grupelho histérico que sitiou o parlamento…

    Têm vergonha da história…mas não a renegam…

    A maioria continua silenciosa..

  5. Freitas? Quem é esse?! Ah… Já «ma» lembrei! É o Amaral… É o «senador» do PS (Pinto de Sousa) e do partido «moderno» criado à sua imagem!
    Mas sendo criado à imagem do Pinto de Sousa, uma pergunta impõe-se: qual é a ideologia do PS? É mesmo socialista, ou não? Se é socialista, é-o no sentido de adoptar as críticas das diversas correntes e autores socialistas (Marx incluído) ao capitalismo, ou é-o só no sentido de aparentar ser de esquerda?
    Perguntas sem sentido, porque metafísicas, como diria Wittgenstein “I”. Daquilo que não se pode falar é melhor ficar calado. Até porque a impostura e o embuste assim o exigem. Os princípios ideológicos são algo que está fora do mundo do Pinto de Sousa, daquilo que acontece.
    Ora, o Pinto de Sousa é um «modernista» e «pragmático», e, como o Wittgenstein “II” nos disse, o sentido de tais palavras é indissociável do seu uso e contexto. Portanto, ser-se e dizer-se «socialista», para o Pinto de Sousa, faz parte do seu jogo de linguagem. E que jogo é esse? Bem, o Pinto de Sousa é um produto televisivo e de marketing. É este o seu mundo, o seu contexto, e portanto é no mundo da publicidade (e da sua linguagem)que está a resposta para o que significa ser «socialista» para o Pinto de Sousa. O seu «socialismo» é assim uma espécie de embalagem com que convém mascarar a sua prática neoliberal e o seu vazio ideológico. Porque é isso a «modernidade». Porque o seu «socialismo» é um mero anúncio, é apenas uma marca que se continua a utilizar com o objectivo de não perder os «clientes» mais antigos. É como o Omo, que lava mais branco!
    Enfim, para se perceber o «socialismo» do Pinto de Sousa não podemos esquecer qual é o seu jogo de linguagem. E qual é? É o jogo do embuste e da aldrabice!

  6. Ó valupi, diz-me lá uma coisa: o slogan «Avançar Portugal» do Pinto de Sousa, foi sugerido pelo Freitas do «Prá frente, Portugal», não foi?

  7. ds, tal como tinhas lido aqui https://aspirinab.com/valupi/novos-autores-no-jamais-goebbels/#comment-56459, não tenciono perder tempo contigo. A causa está na seguinte passagem:

    “Mas já agora, será que o escravo e prisioneiro Valupi não consegue perceber que a citação de Goebbels assenta na perfeição àquele impostor conhecido por usar e abusar da propaganda e publicidade? Há tipos que citam o Goebbels; há outros impostores que o põem em prática.”

    Quem escreve isto, precisa de ajuda profissional, não de conversas comigo.

  8. O problema não é o marxismo, doutrina historicamente datada e útil para o progresso da História e das Ideias… o problema é o mau ou melhor, o desinteligente uso que daí pode resultar e de que o BE (por mais críticos do marxismo que venha agora citar) faz uso sem distanciamento nem explicação, num claro abuso de uma demagogia que pretendem apresentar como “pós-moderna”… ora, os caminhos da “moda” são voláteis como aliás se prova sempre que o BE é confrontado com o seu próprio programa… obrigado pelo post, Valupi… faz sempre bem refrescar a memória. Abraço :)

  9. Sem dúvida, Ana Paula, o marxismo é muito mais do que um projecto político ou ideologia, é também um marco teórico incontornável na História e no campo das Ciências Humanas. Todavia, a pergunta de Freitas dirige-se para a estratégia de ocultação que tem levado o BE a ganhar o eleitorado de protesto que é, na sua enorme maioria, desconhecedor das implicações ideológicas das suas escolhas. E, tal como com a matriz de Marx, um partido que recusa pactuar com o capitalismo está obrigado a recusar a democracia, mais tarde ou mais cedo.

  10. Hummm… Cá está! Um «socialista» moderno é aquele que pactua com o capitalismo e que por consequência é democrático. E eu acrescento que um capitalista moderno é aquele que pactua com o socialismo e que por consequência é democrático. «Lógico», «claríssimo», «transparente»… este «jogo de linguagem» da aldrabice.

  11. Claro que neste altura do campeonato e com esta classificação o Loução não quer descer de divisão, por isso cala-se, obviamente…
    Gostava que o Ds repondesse ao mesmo questionário, pois penso que seria muito esclarecedor.
    Ao Daniel OLiveira, penso que a ideologia do Freitas é a mesma que tinha em 1974, sem mutações.

  12. o Paulo Gorjão tem razão. o Louçã negou-se a dar uma resposta num artigo de opinião que publicou num dos números seguintes da revista.
    limitou-se a usar a cassete que tem utilizado de há muito tempo a esta parte para caçar votos. acenou com os gangs bancários, os lucros pornográficos do sistema financeiro, o papão do código do trabalho ou da reforma da segurança social, a besta do pacto de estabilidade mais as do BCE, a nacionalização dos bens essenciais e outras touradas do género. se a memória não me falha (e se for necessário vou à procura) até ensaiou uns passes com o Antero de Quental.
    tudo teorias pré globalização e resistência sistémica à realidade. obviamente sem um único esclarecimento sobre, ou exemplo de, como poderia pôr isso em prática. e o Daniel sabe isso muito bem. daí o seu comentário.

    este pessoal quer é votos em troca de sorrisos, beijinhos e abraços. esclarecer os eleitores é para palermas.

  13. “este pessoal quer é votos em troca de sorrisos, beijinhos e abraços. esclarecer os eleitores é para palermas.”

    Ora nem mais!

    Só falta enumerar “este pessoal”, mas desconfio que serão quase, quase todos menos o PM e seus acólitos, estou certo?

  14. mas já estás virado para a cartomancia, Ibn? ou lês as borras?

    e tu? consegues-me dizer onde é que o programa do PS não é claro? estratégias de desenvolvimento, apoios sociais, educação…

    também te irritam as mordomias? conta lá como é que vais taxar os telemóveis? parece-te que devemos nacionalizar primeiro a galp ou a edp? e porque não a pt? já escusavas de taxar o uso dos telemóveis, não? nacionalizar, uma gaita! onde é que vais buscar o dinheiro para as indemnizações? expropriar!

    gostas é de negritos e bitaites, Ibn. eu já sabia.

  15. Ibn, fizeste bem em não me responder porque já toda a gente sabe que o louçã é o nosso novo vasco da gama: descobriu o caminho virtual para o paraíso. repara que eu disse é, e não, será. como é virtual não precisa de governar, basta-lhe dizer que fazia assim e assado. é um caso típico em que a visão periférica e a estratégia lhe condicionam o enquadramento e as limites da acção.

    o teu caso é diferente. já aqui há uns dias estive para te perguntar como é que conseguias ser tão patético sem ser ridículo. agora penso se não estaria enganado. o teu passatempo preferido é andar a deixar suspeitas e a acusar pessoas aqui e ali, mas não és capaz de permitir liberdade aos outros para questionarem terceiros sobre como pretendem colocar as suas propostas em prática, sem puxares de carimbos ou ofensas.

    vais ver que essa tua postura de arruaceiro não é problema de maior. coisa natural da adolescência e dos processos de estruturação da personalidade. se, em vez disso, o que tentas é pôr em prática técnicas de dissuasão e tácticas de guerrilha para condicionamento da opinião que estão há muito fora de moda, o meu diagnóstico seria muito mais reservado. nem sei se alguma reciclagem te salvará.

  16. Uau, fiquei esmagado com tanta sabedoria, perspicácia, análise crítica e, digamos, inteligência.

    Eh pá não te preocupes comigo, deixa-te de rodriguinhos e enumera lá “este pessoal” vê lá se consegues contradizer-me.

    Podes fazer a fumaça que quiseres isso não altera nada, pode servir para distrair alguns, a mim não.

    Ouve, estou-me nas tintas para o Louçã e as suas propostas, compreendido?

    Confundes alhos com bogalhos, típico de quem quer desconversar, alguma vez escrevi acerca da clareza ou falta dela do programa do PS, cura-te!

    Carimbos e Ofensas, falas do quê? Disto? “…
    “como é que conseguias ser tão patético sem ser ridículo. agora penso se não estaria enganado…”

    Posso ser isso tudo, mas não sou lambe bota e sabujo.

  17. Ó Erriq, então vens com um “estou-me nas tintas para o Louçã e as suas propostas”, atirado assim de forma descomprometida, como quem não quer a coisa? Meu amigo, já o disse aqui mas repito: estás confundido! Olha, quem está confundido como tu estás só aumenta as possibilidades de disparatar por nada. Queres um conselho? Volta à madraça onde são formados os Louçãnitos. Comporta-te ali como o neófito que ouve a boa nova e faz perguntas ou ouve em silêncio essa novidade de como finalmente, após tanto sofrimento, e em Portugal, vai brotar leite e mel da terra para alimentar os famintos. Então, no dia 27, não precisas da consciência para nada, aliás, não precisas sequer de pensar e assim não estás confundido, estás em transe, e votas em transe…

  18. Ah esquecia-me de te dizer que o dinheiro das nacionalizações sairia o mesmo sitio de onde saiu o da nacionalização da COSEC, sabes de onde foi? LOL!

  19. não percebes sequer que o primeiro parágrafo que destacaste se refere à clareza das propostas de cada partido. enfim…
    quantas ofensas e carimbos queres que te transcreva das tuas últimas semanas de comentários que, aliás, só muito raramente conseguem passar disso?
    ter opinião para ti é ser lambe botas e sabujo. está muito bem visto! e enquadra-se lindamente com o não querer saber das propostas de ninguém para nada. é uma óptima conjugação de tons e padrões.
    atenção pessoal, o sócrates já nacionalizou todo o sector dos seguros e da banca. é só asfixia!

  20. “Ouve, estou-me nas tintas para o Louçã e as suas propostas, compreendido? ”
    Ibn Erriq.

    tens toda a razão em te teres vindo meter comigo, Ibn.
    bem vistas as coisas, o pessoal esteve sempre a falar de pirolitos nesta caixa.
    não é, Ibn Erriq?

  21. Traquinas, não percebeste a referência à COSEC certo? confessa lá! Também és daquelas que não compreendes a ironia!

    agora sem negritos!

    Fico então à espera das ofensas e carimbos, mas terás que ser isento, ok? Não sou dos que dá a outra face!

    O problema do paragrafo que destaquei tem a ver com o facto de falares “nestes tipos”, mas julgo que não queres concretizar quem são “estes tipos”. Se falares que são os representantes do PS, PSD, BE, CDU, CDS e mais os pequenitos, estão estamos de acordo, caso contrário, acho que estás a ser pouco sério. (ah isto não é nem carimbo nem ofensa, digo eu)!

    Sim de facto estou-me nas tipas para o Louçã e as suas propostas, o que te levaria a pensar o contrário?

  22. traquinas, não, ter opinião não é ser lambe botas nem sabujo, mas ser “yes man” acéfalo é ser lambe botas e sabujo. Qual é a dúvida acerca disso?

    Mas para ti chamar patético não é ofensa, é o quê? Ser patético porquê? Por ter opinião? De facto, podes falar dos outros. Sabes cá na minha terra diz-se: “vemos os argueiros nos olhos dos outros mas não vemos a trancas no nossos”

    Mas diz lá a quem é que eu chamei lambe botas e sabujo? Não lutes contra os moinhos que isso faz mal!

    Ou seja se eu não sou tu és. É esse o teu raciocínio? Mas se a carapuça de assenta quanto a isso nada posso fazer.

  23. Oh Sr. Dr. Ibn…,
    agora queres discutir prefixos e sufixos comigo?
    vais bardamerda, porque tenho mais que fazer.

    colocas-me questões relativas ao que está nos arquivos? que estupidez!
    só não te mando para o caralho porque vocemessê já me atribui tal tarefa e eu não tive coragem de te dizer que não ia porque o tinha sempre comigo.
    mas se te der felicidade, força!

  24. Pelos vistos tens dificuldade e discutir, tudo bem.

    Então e qual seria o problema de discutir prefixos e sufixos contigo? Tens alguns problema quanto a isso? Será superioridade intelectual ou moral?

    A única coisa que te digo é que tenhas em dobro aquilo que me desejas.

    Para que se auto intitula traquinas, deixa-se ira a baixo com muita facilidade.

  25. estou cheiiinho de medo, Ibn. não vês que estou todo a tremer das teclas?

    o pessoal a que me referia eram os políticos e ideólogos do bloco porque era do que se estava a falar. no seu discurso e propostas a demagogia atinge níveis particularmente interessantes e difíceis de comparar com outros partidos. como para ti é tudo igual, ou seja, tanto te faz, picaste o isco e quiseste fazer a tua gracinha do dia com desconfianças (suspeitas é o teu forte) sobre o parágrafo. e eu respondi-te. de resto, não me leste “estes tipos” em lado nenhum a não ser em transcrição. os prefixos e sufixos são só estes mas tu és daqueles que adoram levantar muita poeira para se puderem queixar que não vêm nada à sua frente.

    é engraçado tentares-me com elitismos intelectuais, morais ou outros. pensas que eu não sabia que ias afinar com os negritos? e neste país o racismo não é politicamente incorrecto. é típico. infelizmente na minha opinião. se existe algum sentimento de superioridade neste blogue encaixa-te que nem uma luva.

    uma das tuas técnicas preferidas é divertida mas rudimentar. atiras as pombinhas para o ar e elas ficam a avoar. quem as agarrar é pandeleiro. foi o que fizeste com o “estes tipos”, o “não sou lambe botas e sabujo” e os arquivos atrás de nós estão cheios disso. umas vezes dão-te resposta e outras não.

    quanto ao campeonato não posso fazer nada porque é sempre assim na internet. se calhar pensas que fui eu que inventei. desengana-te porque a maior parte do pessoal não vem para aqui para lamber nicknames no monitor. eu sou o silva às riscas de alcabideche e tu o astúcia pessegueiro de alguidares de baixo. pelo menos para mim.

    parece-te que ficou alguma coisa por esclarecer, Ibn Erriq?

  26. Medo, de que falas?

    Olha, são giros os filmes que fazes, só não não percebo se são comédias se filmes de terror.

    Se a técnica é assim rudimentar como dizes, porque cais nela?

    Pois de Al-Qabadac não serás certamente!

    Não percebi o que é que tu não inventaste, a Internet de facto não.

    Então e porque serei eu superior? Não percebi, se o fosse achas que estava aqui a gastar o meu tempo a responder-te?

  27. ah, já compreendi, e qual é a diferença?

    Gostas de dizer umas coisas, mas quando instado a explicar-te, moita carrasco, essa técnica é também muito conhecida!

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