Foda-se

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Adenda

Isto é uma vergonha, foda-se caralho:

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas num almoço na Quinta Vigia, residência oficial do presidente do Governo regional da Madeira, depois de o deputado do PTP na Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Coelho, ter desfraldado de manhã uma bandeira do autoproclamado Estado Islâmico na sessão solene do Dia da Região e das Comunidades.

"Quando votei a Constituição em 1976, votei uma Constituição para ser aberta e ecuménica, [e com] as manifestações mais criativas. Portanto, a nossa democracia tem acompanhado essa criatividade, o que quer dizer que valeu a pena votar a Constituição", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.


Marcelo diz que Constituição permite “criatividade” de José Manuel Coelho

8 thoughts on “Foda-se”

  1. Não te compreendo, Valupi.
    É perfeitamente apropriado. Aquela ilha tem sido governada por um tiranete.
    Talvez se tivéssemos tido um PR, um Governo da República, qualquer coisa, sei lá … talvez não tivéssemos chegado a isto. No fundo é como esta coisa da Europa …

  2. José Manuel Coelho

    Discurso do PTP na Sessão Solene do dia da Região

    Exmo Senhor Presidente da República, Exmo. Presidente da Assembleia, Exmo. Presidente do Governo, Senhores deputados e os todos os Exmos convidados aqui presentes.
    O Partido Trabalhista Português com a sua luta progressista contra o despotismo Jardinista tornou possível esta comemoração da Autonomia com o USO DA PALAVRA por parte de todos os partidos da ALRAM.
    Enquanto no passado os nossos deputados eram expulsos, maltratados por apenas pedir o uso da palavra numa comemoração que era da assembleia – outros partidos nada faziam para contrariar a situação antidemocrática em que se vivia.
    Entretanto o Partido do Governo usa e abusa desta casa para garantir os negócios e benesses das oligarquias, em prejuízo da nossa economia e bem-estar social.
    É impensável que após tantos anos de autonomia e muitos milhões gastos os madeirenses tenham de estar sujeitos a Hospitais de terceiro mundo.
    Escolheu-se o DIA 1 DE JULHO para celebrar a AUTONOMIA; o dia em que a Madeira foi descoberta.
    Seria importante a propósito lembrar ao sr. Bispo do Funchal, a necessidade de se reconciliar com o povo do Machico em especial com a igreja da Ribeira Seca e o senhor padre José Martins Júnior. O povo de Machico merece.
    O nosso povo ao longo da sua história pouco falou em Autonomia. Ostracizado pelo regime de Colonia, vítima do analfabetismo, permanecia imóvel e submisso à opressão quase esclavagista que durou séculos.
    A ideia da necessidade da Autonomia política partiu de madeirenses letrados, como foi o caso Dr. Nicolau Caetano, Betencourt Pita, Manuel Pestana Reis, Quirino de Jesus, Gregório Pestana Júnior e o padre Fernando Augusto da Silva.
    Mas esta autonomia foi tomada de assalto pelo PSD num longo reinado de 37 anos: foram anos de muitas obras públicas mas também de muita corrupção.
    A Madeira modernizou-se mas não se desenvolveu. Atualmente a emigração forçada é tábua de salvação para milhares de madeirenses escaparem à fome e à miséria.
    Hoje a Autonomia graças ao PSD pouco ou nada significa – estando nós submetidos a um garrote financeiro, o famigerado PAEF.
    Além da autonomia, também perdemos fundamentais liberdades democráticas, como a liberdade de expressão e de imprensa.
    Num verdadeiro Estado de Direito, existem vários órgãos que disparam alertas quando há ilegalidades ou falcatruas, como aliás acontece nos nossos carros, quando algo não está bem no motor acende uma luz vermelha no tablier.
    Em Portugal essa luz acendeu milhares de vezes, avisando que o “motor” político não estava a trabalhar bem, e as entidades que tinham esta função de vigilância, Ministério Publico e Tribunais, assobiaram para o lado e não cumpriram a sua missão, que era velar pelo interesse publico! E foi assim que o País gripou…
    No nosso caso, a situação ainda foi mais grave, a maioria dos magistrados e juízes do MP vêm para a Madeira e ficam aqui anos e anos.
    Lentamente vão sendo capturados pelo poder político, seja por um emprego que dão ao conjugue na administração local, seja por uma licença concedida à roda da pedra, seja por uma qualquer benesse, e com o passar dos anos, já não exercem a justiça em nome do povo, mas sim a justiça em nome da oligarquia laranja dominante. Quando tudo seria mais transparente, se voltasse-mos à figura do Juiz de fora ou a obrigatoriedade dos juízes não ficarem numa comarca, mais que cinco anos.
    É por isso, Exmo. Senhor Presidente, que a justiça nesta terra é uma farsa e onde não há liberdade de expressão! Há uns anos, eu mais uns camaradas fundamos um pequeno jornal de denúncia, chamado “Garajau”. Tivemos mais de 40 processos, alguns com pedidos cíveis superiores a 1 milhão de euros. Fomos logo trucidados pelos tribunais, e eu e os meus camaradas vimos logo os nossos salários e os nossos bens penhorados, e fomos obrigados a fechar o jornal. Também como deputado, tenho denunciado casos graves de corrupção, e tenho sido perseguido pela justiça como se fosse um malfeitor.
    É aquilo que chamamos de repressão refinada onde não é preciso recorrer à prisão nem agressões para o silenciar as vozes incómodas. A penhora dos bens e vencimentos faz o mesmo efeito e sem alarmar a comunidade internacional pela violação dos direitos humanos. Se o Presidente Angolano tivesse processado o activista Luaty Beirão por calúnia e difamação e retirado todos os seus bens em vez de prendê-lo, com certeza, não tinham sido alvo da censura da comunidade internacional.
    Senhor Presidente da República use a sua magistratura de influencia para nos libertar destes juízes fundamentalistas, jiadistas camuflados, que nos oprimem e levam o país rumo ao obscurantismo.
    Assim, exercendo o meu direito à resistência e à denúncia, e na defesa da liberdade e dos direitos cívicos do meu povo, vou usar esta bandeira do Estado Islâmico, como um grito de alerta, como uma chamada de atenção para o estado calamitoso do Ministério Publico e dos Tribunais no nosso País.

  3. não aprovo, como medida de protesto, o desfraldar deste repugnante estandarte. no entanto é absolutamente necessário alertar para a organização genocida mais tenebrosa que a humanidade já conheceu e cuja bandeira se calhar nem o marcelo conhecia. as pessoas em geral acham que o estado islâmico é uma “non existential threat” (ipsis verbis utilizando a expressão do calhorda obama) e pode ser contido com o almighty power da nato e do exército americano – que ultimamente anda mais preocupado em dotar o seu orçamento com verbas para integrar os transgénero. porém, o potencial destrutivo desta organização, que é impossível de combater com meios de guerra convencionais, pelo menos na parte em que atuam camuflados sob o manto do multiculturalismo, é inimaginável. podem ser os primeiros a lançar um ataque químico ou ou bateriológico em larga escala numa cidade e mandar para a morgue milhares de pessoas em um só take. e podem repetir isto em dezenas de outras cidades.

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