22 thoughts on “Finalmente”

  1. Quem muito dorme, pouco aprende. O dia… só se for por causa da fotossíntese. E eu passo bem sem ela.

  2. (Vai dormir vai, MQP, e desmoi bem o que não comeste…)
    Deves pensar que és mais inteligente que eu mas olha que também estou aqui firme e hirta como uma barra de ferro.

  3. (Tu bem que estavas a adivinhar que a garganta começou-te a doer inda antes até do atravessanço…)
    Fracos de cabeça, é o que são, vê lá se o outro que nem sabia quem era o Fellini não caiu a dormir em cima da mesa? Lá está, pouca inteligência…

  4. (E à medida que a hora avança estou a ficar com mais coisas atravessadas. Mas lá está… Estamos em casa alheia, não é?)
    Ele caiu a dormir, sim. Mas antes caiu-se-lhe o isqueiro e a carga de trabalho que foi para o moço o encontrar no banco do bar onde estava sentado?
    Só depois é que ele adormeceu. Fraco. Cansado. Eu diria que, neste caso, não foi falta de inteligência, mas sim o desalento do abandono a que foi submetido.

  5. Olha, a mim parece-me mal vir lavar roupa suja em casa alheia porque não fosse essa minha incapacidade e eu explicava-te que o problema não foi o isqueiro mas a falta de chuva e se moço, de tão tenra idade, adormeceu de cansaço, para além de pouco inteligente também devia ser mal nutrido.

  6. pois eu então declaro-me burro com uma costela fotossintética mas acontece que gosto do meu pau: herança de jegue! Ora um pau bem direito precisa de estar bem dormido.

  7. hum, tenho de fazer uma declaração política algures mas não sei onde. Primeiro é melhor acordar mais um pouco. Não sei se ponha a roupa a lavar, por falar nisso.

  8. ⅀, tinha escrito este texto e ao ler o jornal i, não me contive e vejo a situação do País assim:
    Estávamos no ano da graça de 2010, quando por anomalias cardíacas, o João do Paço, homem na casa dos sessenta anos, meu amigo íntimo, foi transportado para o hospital e ali ficou internado porque entrou em coma profundo.
    João do Paço foi sempre um gastador, melhor dizendo, gastava como ganhava, pois tinha um emprego onde auferia um bom ordenado assim como regalias sociais, o que não o preocupava para a vida futura, ou seja, na reforma.
    Nessa altura Portugal era governado por um incompetente – na boca dos “entendidos” – e teve-se de cortar em quase tudo para segurar o barco se não este ia ao fundo. Da boca da oposição, incluindo o principal partido, e dos jornaleiros de alguns pasquins, a crise era maior e da forma como comentavam, ainda agitavam mais os mercados assim como os corações de homens como João do Paço. Talvez por via disso foi o suficiente para o mandar para uma cama do hospital.
    Os dias e os meses iam passando e o João do Paço continuava agarrado à máquina porque era o elo que o ligava à vida se é que àquilo se podia chamar vida. Quem o visitava sentia dó. Antes, um homem que nunca se tinha visto triste em momento algum, agora um corpo inerte ali depositado. Por esse motivo sempre que o visitava vinha de lá triste e a imaginar se não foram estas notícias que para ali o mandaram.
    Entretanto realizaram-se as eleições Presidenciais e como tudo indicava ganhou Cavaco Silva, logo na primeira volta e com a diferença 25 pontos percentuais em relação ao segundo que foi Manuel Alegre, o eterno segundo, aqui faz-me lembrar o Jorge Corvo, antigo ciclista do Tavira. Em terceiro e último ficou Fernando Nobre com uma votação de 5 por cento. Os outros candidatos desistiram. Deles já se sabia que era para ganhar tempo de antena e alguns euros.
    A primeira medida de Cavaco Silva foi dissolver a Assembleia da República, e como o País não se podia dar ao luxo de marcar novas eleições, os gastos eram muitos, foi convidado o maior partido da oposição a formar governo, isto com a concordância do CDS, BE e CDU. Passos Coelho fez uma aliança com o CDS e Paulo Portas assim como Mota Soares e Nuno Magalhães foram desempenhar funções ministeriais. Paulo Portas foi para Ministro das Finanças, Nuno Magalhães, para Administração Interna e Mota Soares para as Obras Públicas, Transportes e Comunicações, as outras pastas foram para deputados do PSD, onde é de referir que as pastas mais importantes forem entregues a Pedro Duarte, Educação, Almeida Henriques na Agricultura, Fernando Negrão na Justiça e Marco António Costa no Trabalho. Quem ficou amuado foi Aguiar Branco e Paulo Rangel por terem sido preteridos o primeiro contava com a pasta da Justiça o outro como Ministro dos Assuntos Parlamentares mas, como em tudo, quem com ferros mata…

    Para que conste o País em lugar de progredir continuava a regredir e já havia uma onda de protestos, não era tão visível porque programas como a porqueira do Crespo, ponto e contra ponto, – aqui falta-me referir que Pacheco Pereira foi eleito Presidente da Assembleia da República, os votos do CDS, BE e CDU contribuíram para a sua eleição – o eixo do mal, quadratura do círculo e outros transmitidos pela TVI, RTP e RTPN foram banidos porque a partir que o PSD e CDS são governo não há razão para existir, a obra já tinha sido feita, para que gastar dinheiro se o País precisava dele e de acalmia.
    Uma das medidas de Pacheco Pereira foi reduzir o tempo de perguntas e respostas assim como acabar com os debates quinzenais que era tudo uma fantochada e parecia um banco da má-língua, – estas são as palavras dele. Foi pena porque nunca mais podemos assistir a debates como eram os de Francisco Louçã, Paulo Portas e quejandos. Há! Falta-me referir que Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa passaram para secretários de Estado o primeiro das finanças – os bancos a partir daqui nunca mais puseram dinheiro nas offshore – o outro, do trabalho – acabaram as greves, não porque acabaram as reivindicações mas sim porque Passos Coelho a primeira coisa que fez como primeiro-ministro foi o de dar novamente regalias às forças de segurança, incluindo exército, policia judiciária e os juízes. Com democracia assim quem era o herói que ousava manifestar-se a não ser o PS na Assembleia da República. Voltava o tempo da Ponte 25 Abril e dos secos e molhados.

    O meu amigo deixou o coma profunda e passados dias veio para casa onde o ia visitar assiduamente e falar da vida. Depois de o pôr ao corrente tanto na parte da política como da economia ele referiu-me que não há nada melhor como estar em coma profundo. Que muitos políticos deviam de estar assim que ao menos enquanto estivessem nesta situação o País podia resolver os seus problemas. Se os hospitais não tinham máquinas suficientes para tantos candidatos que as adquirissem, que entre o gastar com a aquisição e os prejuízos causados pelos seus disparates lucrava-se mais. Entre o ter e o haver saía beneficiado o haver.

    Passos Coelho e Cavaco Silva faziam tudo para levar a sua governação até ao fim mas o descontentamento era muito e já pediam o regresso de Sócrates, entre estes, figuravam nomes como Mário Crespo, Eduardo Dâmaso, António Ribeiro Ferreira, Ricardo Costa e muitos outros que eram unânimes em afirmar que o governo liderado por Sócrates ao pé deste era um menino de coro.

    Como Português e prestes a entrar em coma profundo, rogo para que Sócrates aceite o pedido e se recandidate nas próximas eleições, caso a democracia não seja posta de lado para toda a vida. A outra suspendia-a por seis meses mas parece-me que este quer que seja eternamente. Confio nos valores humanos de homens como Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes, para que tudo façam para voltarem a devolver-nos a Democracia. A maioria do povo está com eles.

  9. pois meu caro, isso do coma profundo deve ser um sossego, e entretanto que pachorra listar isso tudo! Não subscrevo uns nomes por aí, ainda assim não comento, preocupa-me mais o mecanismo de fundo…

    ou seja,

    eu só queria dizer o seguinte: vai toda a gente ficar calada perante o facto do BCE e a Alemanha entre outros e os consórcios de bancos internacionais de contornos para mim indefinidos estarem a mamar à grande os dinheiros dos Estados e dos cidadãos da Europa mediterrânica afora?

    é que se o BCE comprou dívida pública dos Estados devia tê-lo feito a taxas mais baixas do que empresta aos bancos, em nome das suas funções no sistema da Europa. Algures em vários tratados há-de estar escrito e rescrito que o BCE é um instrumento ao serviço de uma Europa de Estados solidários e cidadãos, direitos humanos e etc.

    Ou seja: o BCE deve anular parte da dívida que comprou aos Estados-membros mais empobrecidos para repôr equilíbrios dentro da variedade de equilíbrios. E assim desde logo diminui o serviço da dívida. É que o BCE tornou-se parte contratante do deficit dos Estados neste momento e isso recoloca os termos fiduciários do processo.

    mas eu realmente apetece-me mandar tudo para o caralho lembrando que também é um elogio: o carvalho era árvore sagrada para os deuses, símbolo de Zeus, ora tire-se o V e siga-se a pista,

    olho de Hórus e esticar patas.

  10. Que comentários! Ou deverei dizer que cumentários? Interessantes na mesma, mas ainda assim, que raio de comentários.

  11. Hummm. Ó p´ra mim completamente coruja! Um tormento desde sempre, o mundo inteiro contra mim. Só é pena eu não levar muito a sério esta “tiradas científicas”, senão ainda me entusiasmava .. eh eh eh

    :))

  12. Hmm. Estes artigos científicos… É capaz de haver outros tantos a defender o contrário e ainda outros a defender a neutralidade do tipo de luz utilizado na produção humana inteligente, n’é?
    Suspeitas de uma completa diurna…

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