4 thoughts on “Exactissimamente”

  1. não há problema, são escutas amigas que ajudam a branquear a fuga de informação da tecnoforma, tipo colestrol bom que compensa o mau. estes caralhos são especialistas em manobras de contra-informação e enchimento de xóriços para entreter o pagode enquanto vão comissionando os saldos da nação a coberto do silêncio de belém.

  2. dizia-me hoje uma “despedida” do Público, que a rede de informações/confianças/cumplicidades/troca de interesses e, por vezes, de $valores entre o jornalista batido e a fonte de informação – político (governante ou não) – e juíz (sim, juíz, não funcionário do tribunal) e PJs leva muito tempo a construir.E o jornalista que se espalhe, por inexperiência – como foi o caso da Maria José, do Público, que denunciou o caso Relvas-Secretas- está queimado, todas as fontes se secam perante o dito jornalista. E um jornalista seco/queimado perante as fontes é um jornalista que não interessa ao jornal.
    Acresce que, à excepção do detective mor do Público, o Cerejo, os seniores foram despachados e os estagiários não chegam lá. Se a Lusa for apagada, nem com isso podemos contar. Se a RTP for privatizada, então é o golpe final da informação em Portugal.

    Por isto e por outras, não me parece que este governo, nomeadamente Relvas, sejam tão incompetentes na prosecução dos seus objectivos como alguns desatentos querem fazer crer.

  3. by the way, não sei se se aperceberam, mas o Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 29/9 denunciou ter sido pressionado pelo relvas para se desdizer (deve ter levado com a habitual ameaça de processo) quanto às afirmações que fez relativamente à viagem deste ao Brasil, sua duração e afirmações que fez durante a mesma. O ponto do relvas é que não as fez no estrangeiro e esteve cá no Conselho de Ministros (um à parte: se esta pressão tivesse supostamente ocorrido no tempo do Sócrates era primeira página durante semanas, assim, é um mero P.S. no fim do artigo do MST).
    Cito:”Pede-me o ministro Miguel Relvas que esclareça que, infelizmente, não esteve dez dias no Brasil, mas apenas cinco, com as viagens. Que saiu de Lisboa no domingo, dia 9 e regressou na quinta, dia 13, ” a tempo do Conselho de Ministros”. Peço então desculpa por ter sido induzido em erro por uma notícia deste jornal que o dava no Rio no sábado, dia 8, e outra da SIC- Notícias que, na quarta-feira, dia 12, garantia que ” prossegue a visita do ministro Miguel Relvas ao Rio de Janeiro”, seguida por diversas reportagens televisivas nos dias seguintes”.

    O esperto do Miguel mandou-o ir pedir contas a todos os órgãos de comunicação social que andaram a “mentir” ao povo português. À parte esta pontinha de resistência sarcástica, o resto é o que nos espera no domínio da comunicação social e do dirieto à informação em Portugal. Objectivo: modelo coreia do norte à la droite ou então Rússia. Se não acabarem com a liberdade internética, ainda temos um pequenito ponto de apoio…

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