euGoogle

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A popularidade do Google nasceu da relevância dos resultados, da simplicidade de utilização e de um ambiente visual minimalista. Por comparação com as páginas dos motores de busca da época (2000, o ano da vitória no boca-a-boca), pesquisar na caixa do Google era uma experiência de respeito absoluto pelo utilizador. Só a nossa pesquisa e os nossos resultados interessavam, não nos mandavam palha para cima dos cornos.

Hoje, Google é uma marca fornecedora dos mais variados e originais serviços. Um deles está nos antípodas da experiência inicial, embora mantenha o mesmo princípio: respeito absoluto pelo utilizador. Refiro-me ao iGoogle, o serviço de gadgets para personalização da página Google. A imagem supra mostra menos de metade dos meus. Eis um potencial problema: não conseguir parar com os acrescentos. Mas as vantagens são óbvias e demasiado importantes para abdicarmos do serviço.


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Na prática, está em causa construir uma página que seja o nosso canal informativo, lúdico e relacional preferido, o mais frequentado: autónomo, eventualmente único no conjunto dos seus componentes e de plasticidade ilimitada — um substituto do jornal, da televisão, da rádio e, passe o paradoxo, da própria Internet, pelo facto de ali se centralizar a informação requerida, deixando de ser necessário pesquisar e navegar. As possibilidades aumentam todos os dias, à medida da criatividade e produtividade da comunidade mundial. Vou só chamar a atenção para algumas escolhas, banais, da minha googlomania:

How to of the day – Sem qualquer dúvida, a fonte de conhecimentos mais importante de toda a Internet. Onde mais se pode encontrar a magistral lição sobre como convencer as pessoas de que histórias e factos ridículos são verdadeiros, os meios para criar anarquismo em pequena escala, o segredo para ganhar sempre no jogo da moeda ao ar e ainda as técnicas para arrefecer gatos no Verão? Fora o resto, onde se incluem alguns dos maiores segredos da Criação, em mais de 22.000 mil (a crescer, a crescer) sapientíssimas, ou delirantes, ou retintatemente imbecis, entradas.

Slow Leadership — Uma fonte de sanidade e preguiçosa revolução.

Clouds — Nuves por cima do Globo. Para quem se julga acima dos outros.

Reuters: Oddly Enough — Tem a relevância de ser irrelevante.

Interesting Thing of the Day — Tem a utilidade de ser inútil.

Aristotle Quote of the Day — Começar o dia com uma ideia (um fragmento de ideia, para sermos rigorosos) pensada, ou transmitida, por Aristóteles, tem algo de macedónico. De Grande.

6 thoughts on “euGoogle”

  1. Está a ser construído? Ali mais parece que muita coisa não funciona. Há que lembrar o facto: o Blackle não é Google.

  2. Ui, eu nem quero ver. Imagina que me deixa motivado! Lá se me vai o resto do pouco descanso.

    Eu quero voltar à caverna. Pliz, parem!

  3. No advertising please, meninas!

    “Speaking to the Alex Jones Show, Steele elaborated on his previous revelations by making it known that the CIA helped bankroll Google at its very inception!.

  4. Anonymous, foi a CIA que financiou o Google, que raptou a Madeleine, que colocou o engenheiro do penta a treinar o Benfica e que te roubou os neurónios para fazer ração para o gado. São tudo factos para quem tem os olhinhos abertos.

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