E mais valia estares calado

A crise, sim. E a pobreza, pois. Os políticos que não prestam, claro. E a legião de trafulhas, javardos, moinas e pilha-galinhas que nos oprimem e esmagam sem terem de mexer uma palha, basta aparecerem nas nossas desculpas. Mas história continua a mesma, exactamente igual há uns bons, excelentes, milhares de anos: saber é poder.

Se dizes que não podes, não sabes o que dizes.

20 thoughts on “E mais valia estares calado”

  1. Bom post Valupi,

    Não sei qual foi a ocasião, se é que houve uma, mas o que dizes esta certissimo : saber é poder, e vice-versa. Donde se depreende que :

    – de nada vale o saber que nada alcança ;
    – quem promete e não cumpre fa-lo porque existe um ignorante, por vezes o beneficiario da promessa, por vezes o autor, sendo que às vezes os dois se confundem ;
    – quem quer poder quer saber ;
    – quem quer saber quer necessariamente saber o que pode ;
    – quem quer saber procura saber o que não pode para medir melhor o que pode ;
    – quem se contenta com apontar nevroticamente para o que não pode não esta a dizer nada, esta so a falar
    – quem não sabe o que diz, sempre diz alguma coisa, sobre si mesmo.

    Sabias palavras e, por isso mesmo, um pouco mais que palavras.

    PS : bom dia

  2. O saber para ser poder tem de ser competência. E se a competência tem na base o saber, só se declara se houver mais uns ingredientes à mistura, que permitam realizar com êxito uma determinada acção. Obviamente que, entre os ingredientes tem de aparecer pelo menos uma pitada de ética, sob pena de o bolo não interessar nem ao menino Jesus, mesmo que com ingredientes de mercearia finíssima e alta tecnologia na cozinha!

    Digo eu de que…

    :))))

  3. Saber é poder
    Dizes que não podes
    Não sabes o que dizes

    Ora aí está um raciocínio falacioso! :)… (AOO) porque a conclusão não constitui um ponto de chegada que decorra com ‘necessidade’ das permissas.

    No entanto, como a lógica não é a vida ou a Vida, na Sua maior parte, não é lógica, este raciocínio, poderá ser parcialmente verdadeiro… ;)

    E, ironia, sendo parcialmente verdadeiro e também parcialmente falso. Pois a Verdade implica totalidade.

  4. Caro L*,

    Bem visto. De facto a ultima frase não esta enunciada de forma logicamente correcta porque “podes sempre dizer que não sabes x” (desde que x não seja a proposição “não sabes x”, sob pena de contradição).

    Ha uns meses (?) o Valupi tinha postado um grafico engraçado sobre a questão, mas que lhe tinha valido objecções (pelo menos da minha parte).

    Seria mais correcto concluir :

    “Se dizes que não podes, dizes que não sabes.”

    Mas (ascrescento eu), muitas vezes, nomeadamente nos casos a que alude o Valupi (tanto quanto percebo), o que queres dizer com isso é que não queres saber, ou seja, que não queres…

    Este é que é o problema, ético antes de ser logico.

    Como todos os problemas !

  5. Os belgas dizem, por acaso, “Désolé, Madame, je ne sais pas vous aider.” Ou ainda: “Tu sais ouvrir la fenêtre, s’il te plaît?”
    Mistura-se o saber, o poder e o querer. Só as circunstâncias, ou uma nova pergunta, poderão esclarecer o sentido…

  6. Diz lá Ó Eçagora num gostas? É que parece que gostas num é? Parece que andas mesmo atrás do cheiro a giroflé. Num me digas que és um gajo educado e num dizes que gostas do cheiro a giroflé…é que o cheiro a giroflé é tum vom que num queiras saver. E tu andas maluquinho de todo para ber num é ó Eçagora. Ora conta lá…

  7. Ó jardim da Celeste, pois não entendo a linguage de Vocemessê. Pois eu até acho que o dito do Giroflé tinha uns escritos engraçados e bué da giros. Portantos, não sei qual é o teue problema, tás a ber? Ai, que desconbersamos, é? Vai meter-te cum o bute do Jfrancisco das estrofes. Eçagora!

  8. E quem é que te disse que estabas a falar cum manganum? Toute a ber é a falares comigo e trata mas é de seres inducadinho óbiste?

  9. Ó Eçagora já num talembras o que é um “negócio de saias” ó MEU manganaoe? Queres que te expilique o que é um negócio de saias? Um negócio de saias é uma coisa que mete um cheiro muita vom. Daqueles que te dão a volta à caveça e num te deixam atolar aí numa bodega qualquer tás a ber

  10. Jardim, meu badalhocu, entãoe, cufundes-me, seu manganaoe, oube lá, tu é que ése o toute aber, seu vacalhau miudu, debes tere aíe uma time de rosase murxase a travalhare pra tie, pá, que tue bens-me a falare de xeiru.
    Parceves vem du métiêe , seue trambolhoe, buta daquie, cuando naoe boue a xamare o franciscu dos puemas de cambridje e olha que ele te corre a nomese muita feius, seu cara de nalga cum furunculuse.
    eçagora, a materes-te cumigo, olha láe, bai apanhare unde apanham as galinhase, seu porteiro de casa de xeirose.

    Bolta cá, bolta, keu amandu-me a tie bais a parar a velém e punho-te a cumer o vacalhaue do Caracu Silba, e ainda tobrigu a cumeres os gafanhotoses daquele cara de algu mole. Manganãoe bai a travalhare, e num mobrigueses a interrupere a cadeia da produçãoe.
    Eue só falu com o giruflée, meu manganãoe anaoe.

  11. Oube lá meu cara de cue á paisana, atãoe, tue queres amandar-me cum uma flore à caveça, seu camandru desconsoladue. Bai a mandare rosase ao gaju do péeche, pá, ou ao fedelho do passus. Eue soue fachista páe, e se mandasse nesta xoldra, punha-te a lambere os diários da repuvlica sempre que houbesse numeações dus boyes e das garles. Cabalaoe.

  12. Em homenage a tie, ó jardim da estrela, toma lá um sonetu do Hédois, pá, que bem mesmu a calhare pró teu negóciu de saiase xeirosase:

    O soneto da cagada

    Vai cagar o mestiço e não vai só;
    Convida a algum, que esteja no Gará,
    E com as longas calças na mão já
    Pede ao cafre canudo e tambió:

    Destapa o banco, atira o seu fuscó,
    Depois que ao liso cu assento dá,
    Diz ao outro: “Oh amigo, como está
    A Rita? O que é feito da Nhonhó?”

    “Vieste do Palmar? Foste a Pangin?
    Não me darás notícias da Russu,
    Que desde o outro dia inda a não vi?”

    Assim prossegue, e farto já de gu,
    O branco, e respeitável canarim
    Deita fora o cachimbo, e lava o cu

  13. Jardim, manganãoe,

    oubiste? Tu mateste-te cumigu, toma aíe pra decifrarese

    Qual é a cousa qual é ela, mas digu-te já ka tem que ber cum o teu negóciu de saiases

    Tamém é do Hédois!

    É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
    Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
    Dá leite, sem ser árvore de figo,
    Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:

    Verga, e não quebra, como zambujeiro;
    Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
    Brando às vezes, qual vime, está consigo;
    Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

    À roda da raiz produz carqueja:
    Todo o resto do tronco é calvo e nu;
    Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

    Para carvalho ser falta-lhe um U;
    Adivinhem agora que pau seja,
    E quem adivinhar meta-o no cu

    Se quiserese, pede ao balupi que ta faça o desenhu, que o gaju da beze em quando manda aí uns raviscus.

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