Curso rápido de Não Me Fodam

Em resposta aos deputados dos vários partidos que questionam o governante sobre as recentes medidas de austeridade anunciadas na semana passada pelo Governo antes da reunião de sexta-feira em Bruxelas, Teixeira dos Santos defendeu que “deve ser respeitada a autonomia e o poder de iniciativa” do Executivo.

Neste sentido, Teixeira dos Santos entende que “a Assembleia da República não tem o direito de limitar o poder de iniciativa do Governo“, pois “o Governo não está sob tutela e deve ser respeitada a sua autonomia e iniciativa“.

Fonte

*

O que Teixeira dos Santos diz faz parte do b-a-bá constitucional e da cidadania. Vale para qualquer Governo, independentemente da sua composição partidária. E não há situação onde melhor se aplique do que esta da governação europeia em que decisões colectivas afectam os Estados individuais, especialmente quanto está em causa encontrar uma solução para um problema que gravosamente tem ultrapassado a capacidade dessa mesma Europa para o resolver.

Aqueles que apodam esta necessidade de garantir condições de governabilidade como equivalendo a um situacionismo ou tirania estão a perverter o sentido da democracia. Pretender que um Governo legítimo continua a ter de se subalternizar ao Parlamento sem outro critério que não a vontade dessa assembleia é, isso sim, a instituição de uma ditadura – aquela da autocracia parlamentar já ao arrepio do próprio Estado de direito.

Se querem derrubar o Governo no respeito da Lei, façam-no quando vos der na gana. Se querem boicotar a governação porque na gana vos dá, vão-se foder.

20 thoughts on “Curso rápido de Não Me Fodam”

  1. Quem escreve assim não é gago!!! ;)

    Mas poderia ser o Gago como exemplo de ministro quem tem feito avançar Portugal!

  2. a minha mãe pergunta-me, muitas vezes, o que faz com que sócrates continue a aturar este bando de idiotas, a perder anos de vida com gente que não lhe reconhece o esforço e a preserverança.
    digo que não lhe sei responder. eu também sinto o mesmo que a minha mãe.

  3. Gostei desse raciocinio do santinho, destacado a negrito pelo Valupetas, e que pode ser reformulado desta forma: «a autonomia e o poder do Governo devem ser respeitados», porque «a autonomia e o poder do governo não devem ser desrespeitados», pois «a autonomia e o poder do governo devem ser respeitados». Isto é mesmo só conversa falaciosa para socretino ouvir…
    Mas se isto não bastasse para confirmar como os socretinos são idiotas, o Valupetas faz questão de os tratar abaixo de idiotas (ou seja, como idiotas úteis) dizendo-lhes que a separação de poderes traduz-se na subordinação do poder legislativo ao executivo, e não o contrário. Com esta inversão feita pelo Valupetas os deputados passariam a ser uns idiotas úteis de facto, na medida em que não teriam a função de fiscalizar a acção do governo e apenas existiriam para servirem como garantia de que governo faz e fará «o que lhe der na gana». Mas como os deputados representam os eleitores, a idiotice útil daqueles acaba por ser apenas um espelho da idiotice útil de quem os elegeu, isto é dos socretinos, até porque são estes quem aprova a «teoria» do Valupetas e quem concorda com a ideia de que os deputados devem ter muito respeitinho pelo Pinto de Sousa, pela sua vontade «soberana» e pelo seu «esforço». Isto é só rir…

  4. Irrita-me esta gente sempre a falar “os portugueses assim”, “os portugueses assado”. Eu sou Português, e a minha vontade ficou expressa em eleições democráticas. Ninguém fala por mim, nem pelos Portugueses que assim o decidiram. Não gostam ? Tenham tomates para tomar uma posição e assumam as responsabilidade.
    Esta posição de Passos Coelho “não me disseste nada? Não brinco mais !” está ao mesmo nível das birras de crianças. Dêem-lhe uma chupeta para ver se o homem se cala já que não está interessado na resolução dos problemas do País.
    A oposição ao governo é um autêntico vómito diarreico, mas surpreende-me que haja cada vez mais quem goste de lamber esta verborreia pastosa e tente convencer os outros, que sim, que é bom. Bom apetite.

  5. disso da governação , não sei , mas há aí uma parte que vejo ao contrário : decisões individuais de abuso de cartão de crédito de governos socialistas , grécia , portugal e espanha ( na irlanda não sei quem manda ) afectaram um colectivo que nunca pensou que alguns dos seus membros não batessem bem da bola e que achassem , como as crianças , que o dinheiro nasce no multibanco.

  6. O Citroen de que falas, ò Shark, quer passar por DS mas não passa de um “dois cavalos” e daqueles a cairem de podres! O que este sujeito tem a lata de escrever diz bem da raiva doida que move esta gentalha imbecil e miserável. Da direita e da esquerda trauliteira!

  7. Um peixinho incapaz de se libertar da rede socretina e uma qualquer Associação Nacional de Incentivo ao Pinto e aos Ratos uniram-se para mostrarem que se reconhecem no retrato que eu fiz dos socretinos. Não me agradeçam, porque eu sempre gostei de animais…

  8. oh, Tubarão , tu não vás na conversa do virus propaganda que deu cabo do sistema democrático ( o virus maligno publicidade deu cabo da sociedade em geral , aproveitou-se do eu penso ,logo quero , dos animais racionais -animais , frizo-quie nunca perceberam que pessoa só é quem se autoconhece e se autocontrola ) estarás tu esquecido que a democracia representativa ( grande merda , é o que penso sobre ela , deu em partidocracia , mas é nela que tenho de lutar ) assenta no parlamento ? e que o governo é apenas uma derivação dele ?

  9. Eu ainda nem manifestei a minha opinião acerca de porra nenhuma, upss. Cheguei aqui, vi um boca de sapo a chamar idiotas aos outros e vesti a carapuça só para ele não pensar que isto é o da joana.
    Por isso não sei bem a que te referes no que me diz respeito…

  10. Agora que já me enquadrei melhor na tua perspectiva, e porque não danço conforme a música de governo ou partido algum, digo-te que o meu conceito de Democracia é muito parlamentar e por isso privilegio sempre o poder do Parlamento sobre os restantes.
    Contudo, qualquer Governo que não seja de iniciativa presidencial (mesmo que seja levado ao colo pelo PR até às eleições que o legitimem) resulta necessariamente da composição da assembleia que o eleitorado decidir.
    E nesse caso temos que presumir que a legitimidade de um Executivo lhe confere o direito a tomar as decisões que façam parte da sua área de influência. Como ainda não vi alguém afirmar que o Governo excedeu as suas competências no caso em apreço não sei de que estamos a falar em concreto.

  11. o V fala em autonomia e tal. parece claro que o Governo está a fazer o que lhe pede a senhora Merkel , a dona poupada da Europa ( e não duvido que uma dona de casa saiba mais da gerência de um país que uns rapazotes) , logo acho estranho e caricato que se fale de autonomia. autonomia perante o parlamento português ( aquele que foi eleito pelo povo ) e subserviência perante não sei quem ? é uma autonomia mesmo , mesmo relativa…digam então que precisam de ordens de uma mulher para poder flotar.
    e pode ser que seja mesmo preciso , mas este post está todo ele errado. cagança quando se pede esmola e ajuda é de animais que não se enxergam.

  12. Leio um comentador afirmar que “…decisões individuais de abuso de cartão de crédito de governos socialistas , grécia , portugal e espanha ( na irlanda não sei quem manda ) afectaram um colectivo…”
    Uma correcção: o governo grego não era socialista. Neste momento é pois entretanto houve eleições.
    Esta afirmação padece de um erro comum: confunde consequências com causas.
    Os actuais déficits são consequências de uma crise mundial provocada por excessos de agentes privados regados imcompetente e fraca regulação. Esta frase ignora olimpicamente que este foi o mm governo que apresentou o menor déficit de sempre em democracia.
    Dito isto reconheço que a existência de déficits recorrentes desde que me conheço não são possíveis manter todos os anos e nesse aspecto quase todos os governos partilham essa irresponsabilidade. Digo quase pois há alturas (a actual é um bom exemplo, mas teria de ser feito a juros mais baixos) em que recorrer ao déficit é a forma de correcta de estimulo a uma economia.

  13. O sonho dos que julgavam possível o “orgulhosamente sós” ruiu!
    Há por aí alguns tontos que julgam possível algum dos governos dos diversos Países da UE , quando se reunem para tomar decisões, estarem ligados aos respectivos Palamentos em tempo real e a receberem os bitaites de qq gato pingado das respectivas oposições?
    Já alguém pensou que até a Bélgica tem que discutir medidas e aceitar determinações da UE…,mesmo não tendo Governo há mais de um ano?
    Que raio de ideia de representação democrática reduzida é que o Governo de Portugal teria?
    O de pombo-correio?
    Ou era tudo tratado em directo, com uma imensa video-conferência que incluisse Belém, Bruxelas a AR e S. Bento?
    A ida ao pote, deve fazer-se sem partir a bilha!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.