Calicracia

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A palavra calicracia não existia antes de eu a ter inventado. É, pelo menos, uma ilusão que defenderei com unhas e dedos. E inventei-a para falar do reinado da candidata à Presidência francesa, Ségolène Royal. Quer ela vença ou perca a eleição, já ganhou. Ganhou a atenção dos jornalistas, dos homens, das mulheres e dos intelectuais de cepa clássica mais avessos a questões superficiais.

O que é novo na candidatura de Ségolène não é a temática do género. Mulheres com poder sempre existiram em alguns períodos da Historia, da mais antiga à mais recente. Nem sequer a coincidência de se ver a Alemanha, a França e os Estados Unidos com mulheres em posições cimeiras do sistema republicano será o que mais releva. A absoluta novidade, no caso da candidata socialista, consiste na primazia dada ao seu aspecto físico.


Vem da esquerda, parece aristocrata, tem 53 anos, parece ter menos 10 ou 15, apresenta umas ideias soltas, parece ter carisma. Por causa da notoriedade e simbolismo do cargo a que concorre, atingiu o estatuto de sex symbol. Aliás, começou por ser um objecto sexual ainda antes de se saber se virá a ser um animal político. Logo quando candidata a candidata, foi instantânea a reacção de agrado aparvalhado com o visual da senhora. Toda a minha gente achou saboroso aquele pudim Royal, até o nosso Eduardo Lourenço, do alto dos seus 83 anos — que em 7 de Dezembro, no PÚBLICO, deixou um panegírico, a raiar o assanhado, onde a tese era a de que, finalmente, a França tinha ali uma dona de casa com a qual também daria gosto dormir. Vindo de um dos mais circunspectos pensadores cá do burgo, é sinal de que o degelo não acontece só nas calotes polares.

Até agora, as mulheres têm vivido com o estigma dos 40 anos. Em Hollywood é até mais grave, os 30. O tic-tac do relógio biológico, as piadas das probabilidades de casamentos após os 40 serem mais baixas do que as de se ser vítima de acidentes variados e escabrosos, a discriminação inevitável quando todos os dias há meninas a fazer 19 anos e a oferecerem-se felizes para os seus ávidos admiradores, são pesadelos opressivos. A sociedade instalada no culto da beleza e da juventude, de modo obsessivo desde os anos 50, produz fornadas de solitários, indivíduos incapazes de estabelecerem relações de intimidade. Mulheres e homens não sabem o que fazer uns com os outros. E não conhecem quem ensine.

Paradoxalmente, reconhecer que uma mulher tem capital sensual aos 53 anos é pedagógico, libertador. Obriga a reorganizar os preconceitos e gera fenómenos de emulação, abrindo espaço para uma relação mais saudável com a mulher pós-40, reconhecendo-se nesta a legitimidade de uma afirmação integral da sua pessoa. O que pode também contribuir para a urgente demolição dos tabus que esmagam a terceira idade numa falsa segunda infância onde o sexo seria perigoso ou indigno. Ora, é precisamente ao contrário: sexo na terceira idade pode ser profiláctico, regenerativo e realizador da afectividade. Apenas depende da situação clínica de cada um, não da moralidade vexante.

Contudo, os tempos ainda são estes: estamos numa calicracia — o regime onde o poder é dado aos mais belos (do grego kalos, beleza). Segundo alguns, o fenómeno começou com Kennedy, o qual foi o primeiro político a ganhar umas eleições por causa da televisão. E há excelentes razões do foro antropológico e psicológico para se intensificar o processo. Os estudos revelam que esse tipo de discriminação positiva é norma no mercado de trabalho. E — todos o admitirão sem hesitar, para si próprios — é também esse tipo de discriminação positiva que cada um aprende a fazer na sua vida amorosa e sexual. Queremos possuir os mais belos, ser possuídos por eles, ou simplesmente aparecer ao seu lado e agarrar uma mísera oportunidade para debicar nas migalhas do banquete da beleza. Beleza (ainda por cima, para a humilhação ser completa no mundo dos feios) é sinal de saúde, de fertilidade. Irresistível o poder desse motor imóvel que é imago da eternidade.

Compare-se o caso Ségolène com o de Angela Merkel, Chanceler da Alemanha. Angela, um ano mais nova do que a comadre parisiense, tem o erotismo de um conjunto de atoalhados. Ninguém quis saber do seu invólucro. Como consequência, terá mais dificuldade em ser ouvida, chegará a menos pessoas. Repare-se também no cuidado espontâneo com que a imprensa constrói a mitologia de Ségolène, escolhendo invariavelmente imagens que promovem a iconologia estética. Para a imprensa, interessa criar uma vedeta, seria um produto de marketing que reverteria em vendas. Porém, há fotografias onde a nossa musa se deixa ver nas marcas faciais dos 50 anos, e essas imagens são incompatíveis com a lenda. São, pois, excluídas automaticamente.

Será que os calicratas nos governam melhor ou pior? Eis uma falsa questão, pois o governo não acontece no Governo.

28 thoughts on “Calicracia”

  1. calinocracia – ficaria melhor – estes juizos de valor vivem das cócegas provocadas pelas emoções no Valupi – e pensava eu que a eleição de um presidente(a) de uma qualquer república era um problema politico. Afinal segundo as ilusões provocadas por uma associação parcial na interacção de neurónios dum qualquer voyer,,, parece que não é nada disso. Realmente é verdade: as eleições, hoje em dia, no panorama neoliberal, acabam por ser um problema de comichão pública

  2. Valupi,

    Ora aí temos uma menina que tem garantido um grau altíssimo na maçonaria pós-bonapartista, se é que já não o tem, e que ainda por cima tem cara e corpo de fazer o marido feliz. Mas talvez seja surpresa para alguns dos que te lêem saberem que as mulheres alemãs e dessas bandas, segundo estatísticas que talvez não sejam de fiar, continuam sexualmente mais activas depois dos cinquenta que as comadres doutras bandas com muita fama e pouco proveito, tipo Loren e Bardot.

    Isto não é desejo de me limpar lubricamente ao lençol de banho alemão, como o Sidónio Pais, pois até acho que a senhora devia ser deportada para o Estado Israelita das Oliveiras e cumprir lá uma pena mínima de cinco anos de trabalhos forçados a apanhar laranja para redimir a Alemanha dos pecados e crimes do hitlerismo, onde talvez também se curasse da mania de andar a vender banha da cobra pela Europa.. Mas não contes isto a ninguém porque a senhora pode pedir a minha extra adição, como anda a fazer com canadianos e americanos.

    Gostei muito do humor e do conjunto de saia e casaca e de me lembrares que o Eduardo Lourenço ainda endireita o paulino. E gostei ainda mais dessa do “governo não acontecer no governo”, mas o mais certo, com esta coisa do sexo à mistura, é andarmos desencontrados.

    TT

  3. É claro q o ‘piqueno’ nem se lembrou da ‘dama de ferro’– xiiiii, credo!, aquilo é q era um prodígio de sex-appeal :=> – qual quê!, ele adapta a realidade à medida dos seus desejos ‘literários’…ah valente!:=>

  4. Esta foi – e é – de antologia. O poder aos belos, pois. E porque não? Os inteligentes governaram melhor? Desculpem, não reparei.

    Para manter a leveza da reacção, bendirei o auspicioso nascimento de «calicracia» – e, de caminho, o de «calicratie», o de «calicracy».

    [O prestável Google fornece um caso de «calicratie», num texto em holandês. Falso alarme. É uma gralha por «calibratie», que tem a ver com automóveis…].

  5. e quando a popularidade assenta no carisma e beleza, aumenta a necessidade de agradar, pois o apoio popular tem laivos amorosos…
    não concordo com a asserção de haver um grupo crescente de solitários que resulte da fealdade dos indivíduos. basta irmos a uma qualquer escola para percebermos a quantidade de pais feios e mães feias, na correlação com esses padrões de que falas.

  6. … mesmo bem metida Valupi, é o único registro do Google. Eu já fiz três neologismos mas afinal só um é que era verdadeiro, os outros já tinham anterioridade. Chega-me um.

    Faz todo o sentido, nestes tempos em que deixou de haver factos puros para só haver factos (cada vez mais) interpretados, regressamos à ordem da evidência, onde o Kalos impera.

    kosmoscrator

    Kaloscrator?

  7. O marketing político está mesmo na hora do dia, vamos é ver se vem a lume que afinal ela é um mau produto de marketing. Sabe-se em determinados meios que o casamento de Segolene já acabou há mais de 3 anos e que ela actualmente partilha a vida com outra pessoa, apesar de publicamente ainda ser vista com o seu ex-marido. Tudo muito à francesa e muito virtudes públicas vícios privados. Fasz sentido que uma mulher de esquerda queira manter esta farsa, como o mon ami Miterrand? A ver vamos como decorre a campanha.

  8. Souvenez-vous du Bilderberg de l’année dernière où Angela Merkel avait été intronisée par la Synarchie comme leur candidate préférée pour gouverner au côté du SPD dans une grande coalition. La dissolution par Schröder ne devait rien au hasard. Ils nous refont cette année le même coup avec Segolène Royal choisie de toute évidence par les Loges comme la sucesseur de du laïcard franc-maçon Jacques Chirac pour présider aux destinées de la République. Pour ce faire ils lui ont retaillé un look sur mesure à l’image d’Angela Merkel qui d’une prof de physque au look RDA s’est métamorphosée en passonaria de la politique branchée au format Podcast. Ces gens de ne sont somme toute que des supports publiciataires chargés de duper l’opinion publique à grands coups de chirurgie esthétique doublée de conseil en communication. Remarquez aussi la tactique qui consiste à effacer les différences de programmes politiques entre la gauche et la droite. Une phrase bien ajustée à la télé, et hop “Ségolène c’est du Sarkozy en plus sexy”. Que voilà notre Jeanne d’Arc laïque intronisée patronne secondaire de la France…Pour ce qui est des idées, tout le monde sait que les Loges pensent pour les Français soumis à la dictature de la volonté générale incarnée par nos icônes de la politique. Sainte Ségolène priez pour nous! On croit rêver, mais non c’est le même programme depuis 1789: égalité, liberté, fraternité. L’Etat veille sur vous. Laissez vous dépouiller jusqu’au dernier centime. Devant un si beau sourire qui oserait résister. Pourtant il existe encore des Français qui détestent qu’on les prenne pour des cons. Il faut croire que l’escroquerie des politiques prend une dimension royale, auquelle saura répondre une réaction de même dimension dans un pays dévasté depuis trente ans par les sauterelles socialistes.

  9. Quando os dirigentes políticos são homens, sejam eles bonitos ou feios, gordos ou magros, louros ou morenos, estamos em democracia, ditadura ou coisa semelhante.

    Mas se uma mulher bonita se candidata a um cargo dirigente, aqui d’el rei, que isto ainda resvala para uma coisa até agora inominável: calicracia!

    Se um homem tem o poder de uma guerra em que morrem dezenas de milhar de pessoas, tudo bem, as coisas são assim mesmo.

    Mas se a uma mulher é dado o poder de decidir sobre a vida de um feto, aqui d’el rei, que estamos a excluir “os seres humanos portadores de útero da esfera da Lei, da Justiça, da Cultura e da Humanidade” (Valupi, “Borralho do Referendo — ‘as mulheres'”, fevereiro 24, 2007).

    Continua, Valupi.

  10. Alx

    Já somos dois.
    __

    Anonymous 11.26 AM

    Boa ideia. Começa tu.
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    Py

    E qual foi o neologismo que inventaste?
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    xatoo

    Parece-me que a tua fantasia das cócegas revela teres alergia ao pensamento.
    __

    Grande TT

    Fico honrado com a tua presença, sempre propícia para uma alma se salvar ou salivar (é opcional, como convém em matéria de almas).

    Também tomei conhecimento desse relatório sobre a actividade sexual das nossas vizinhas europeias, e teve graça ver os clichés de pernas para o ar.
    __

    amok

    O que escreveste é simplesmente brilhante. Brilhante.
    __

    victor ruas

    Então? Mas agora deste em mentiroso?!…
    __

    fv

    Agradeço, humilde, a bênção recebida.
    __

    Susana

    Há aí um qualquer equívoco. Eu não estabeleci essa relação, entre fealdade e solidão. Afirmei foi estar a solidão relacionada com a incapacidade da intimidade, esta com o culto da beleza e da juventude.

    De resto, quem feio ama, bonito lhe parece. E, também, todos se acomodam às oportunidades e todos cedem perante os instintos, mas essa é uma outra conversa.

    Uma coisa é certa: a mulher bela e o homem poderoso, têm muitos mais parceiros por onde escolher.
    __

    Sebastião

    Esse é um aspecto interessante, embora menor.
    __

    Têtê

    “Eles” é que mandam nisto tudo, pois é.
    __

    Anonymous 1.33 AM

    O teu comentário é curioso, porque é verdadeiramente aparvalhado. E agora, de tão parvo que é, até contemplo a possibilidade de ser uma parvoeira intencional. Um exercício de estilo, pois enquanto argumentação vale 0.

    Seja como for, tenho boas notícias para ti: continuo.

  11. percebi mal o sentido da frase, então. explicas-me porquê o culto da beleza e da juventude interfere na capacidade da intimidade?

  12. Susana

    Com todo o gosto. A beleza (corporal, facial, erótica) e a juventude (etária), por definição, são superficiais, efémeras, transitivas. A intimidade é, ao contrário, um aprofundamento, uma interioridade e, consequentemente, uma maturidade realizadora, aperfeiçoadora. É um movimento de crescimento ilimitado. Como habitamos em ambientes onde não se cultiva a vida interior e se valoriza o aspecto exterior, ninguém aprende dos outros (família, escola, amigos, vizinhos, colegas) a estabelecer relações de intimidade.

    O resultado é o que se vê: as dificuldades nas relações amorosas, os estados de ansiedade e depressão associados ao “amor”. Ora, se as experiências fossem, de facto, amorosas, alguns desses sinais seriam precisamente a anulação das ansiedades e depressões de origem narcísica.

    A intimidade é a descoberta de outros tipo de beleza e de juventude, os quais, ao contrário dos superficiais, não existem por exclusão, antes tudo incluem e a tudo se ligam em harmonia sapiente. É aquilo que se chama “espiritualidade”, e que pode ser dimensão acessível à criança e ao simples – pois não é um mentalismo nem um intelectualismo.

    A educação para a intimidade é uma educação para o carácter, para as virtudes, para a liberdade. A começar pela liberdade na relação com o nosso corpo. O que temos na sociedade consumista é o oposto, a estimulação das dependências, a começar pelas do corpo e da mente. Daí a paródia (ou doença) colectiva a que se dá o nome de “amor”.

  13. O meu comentário é “verdadeiramente aparvalhado”? “De tão parvo que é”, só pode “ser uma parvoeira intencional”?

    Tendo em conta a tua peculiar cosmogonia, deves achar que sou mulher, só pode ser isso.

    Mas se eu o fosse, reinvidicaria o meu inalienável a ser por ti discriminada: as mulheres não fazem “exercícios de estilo”, fazem exercícios de CALI-grafia; e as mulheres não utilizam argumentação que “vale 0”, dão CALI-nadas.

    Como vês, nem é preciso inventar nada, não são necessários neologismos, tens toda uma língua ao serviço da tua nobre missão de reencaminhar as fêmeas ao redil da Humanidade, e da Lei, e de todas essas coisas que se escrevem com maiúscula.

    Seja como for, tenho boas notícias para mim: fico-me por aqui.

    Anonymous 1.33 AM

  14. Anonymous 1.33 AM

    És um CALI-mero…

    Valupi

    Já estou a imaginar a 1ª página dos jornais franceses: La France a élu une présidente ROYAL!
    Belle et intelligente Segolene importe la victoire au 1er tour.

    Na política, melhor do que ser inteligente é ser belo e inteligente. Neste caso, bela.
    Aiii… já me doem os kalos!

  15. hmmmm-> nhak! Agora já posso ir xonar saciado (Sininho tenho ali um Pão de Rala que se recomenda, mas amanhã confirmo por causa dos efeitos secundários)

  16. “A sociedade instalada no culto da beleza e da juventude, de modo obsessivo desde os anos 50(…)”
    E não foi assim desde sempre? O culto da beleza não faz parte do património comportamental da humanidade desde tempos imemoriais? (na nossa espécie a fêmea mais bonita sempre teve maior probabilidade de acasalar com o macho mais forte, não foi?).

    “(…)estamos numa calicracia — o regime onde o poder é dado aos mais belos(…)” – como o provam, por exemplo, as eleições de G.W.Bush e Aníbal Cavaco Silva?

    “E — todos o admitirão sem hesitar, para si próprios — é também esse tipo de discriminação positiva que cada um aprende a fazer na sua vida amorosa e sexual.”
    Não é ao contrário? Não é a discriminação positiva, própria da espécie, que se faz na vida sexual e amorosa que acaba por contagiar essa mesma discriminação nos campos social e do trabalho?

    “Ninguém quis saber do seu invólucro. Como consequência, terá mais dificuldade em ser ouvida, chegará a menos pessoas.” Ou talvez não… simplesmente porque há uma certa dificuldade natural em conciliar olhar e ouvir, talvez Solégène seja mais olhada e Angela mais ouvida. Aliás, se fosse como dizes, muito provavelmente estaríamos aqui a discutir animadamente o que disse Royal e não a ruminar acerca do poder da beleza.

  17. Pol Pote

    Não e não.
    __

    Lia C

    – Não estás a respeitar o que eu escrevi. Eu falei do “culto da beleza e da juventude”. Se é verdade que a beleza é um paradigma universal (de raiz biológica, por significar fertilidade, saúde), tal só foi um culto onde havia condições materiais que ultrapassavam as necessidades básicas. Por isso, foi só nas aristocracias que se cultivou a beleza – posteriormente democratizou-se o acesso à beleza com a revolução industrial e o crescimento da burguesia. Quanto à juventude, não existia como categoria sociologicamente autónoma e relevante antes dos anos 50.

    – Estás, outra vez, a ler mal. Não se trata de uma afirmação para se entender literalmente (por exemplo, Ségolène poderá vir a perder as eleições), mas de uma tendência que explica o fenómeno da popularidade mediática da candidata. No entanto, de Kennedy disse-se que tinha ganho também por causa da sua juventude e visual. O mesmo se diz do nosso Sócrates, etc.

    – Ao contrário do quê? Em ambas as situações o impulso é igual: escolhem-se os mais belos por serem belos.

    – Estás a misturar alhos com bugalhos. Ségolène é mais olhada e mais escutada, porque tem acesso a um maior número de canais reprodutores das suas mensagens. Há mais gente interessada em ver ou ouvir o que ele diz, sendo que até aqueles que quereriam só olhar acabam também por ouvir alguma coisa. Quanto a Angela, tem muito menos audiência, logo é menos ouvida porque é menos vista. Mas todas estas relações são falaciosas, tal como as colocaste em raciocínio, pois são abstracções primárias. Na verdade, para quem conquistar a atenção pela sua beleza, não há nenhum obstáculo a impedir que a sua voz seja acolhida. Bem pelo contrário.

  18. Não sabia que se dizia isso do Sócrates… No meu conceito de beleza até soa despropositado – pencudo, olho esbugalhado, cabelo escovinha, boca grosseira e timbre de voz autoritário… bah!
    Não fui por aí…
    O Sócrates ganhou contra um pató (que em beleza ainda deixa mais a desejar), consequência da partida em vitesse do “Tubarão Rosso” e da estadia fugaz e medíocre do “Sentino Flopes”

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