Bizarro? Não, grotesco

Cavaco e Manela querem que o PSD se deixe de merdas e diga que aprova o Orçamento, enquanto o actual PSD recupera a cassete da Verdade e entrega a estratégia a cavalheiros de indústria que se imaginam especialistas em teoria dos jogos.

O PSD deixou de ser um partido, é uma marca que vive de glórias passadas – mas que agora já só vende produtos em segunda mão.

9 thoughts on “Bizarro? Não, grotesco”

  1. A Manela não deixou margem de manobra ao “imberbe” do Passos Coelho. E atirou-lhe sem dó nenhum. Fois mesmo «deixa-te de merdas e aprova lá isso».
    Tenho ouvido empresários “de peso” a afirmar que o OE tem de ser aprovado. Parece que os únicos que não se preocupam com o país são os partidos da oposição. Todos. E paga-se um ordenadão àqueles senhores! Outros que que andam a clamar pelo chumbo do OE e a dizer que mais vale viver de duódécimos e chamar o FMI são aquelas duas dúzias de ilustres economistas que não se conformam com o facto de Portugal não ter ido a pique como a Grécia, a Irlanda, a Islandia.Andamos sempre a disputar á cauda da Europa com a Grécia e de repente o Sócrates, com algum trabalho de casa em dia, aguenta o barco, apesar de uma tempestade com raios e coriscos, diária, em tudo o que é comunicação social, extensão pura, cega e dura de uma oposição unida no bota-a-baixo. Parece que os ouço a todos: não prendemos o gajo por ter atentado contra o Estado de Direito e agora temos de o aturar mais uns tempos!
    Bem feita!

  2. Concedendo que ao PSD faltam “tomates” e política de “oposição”, e mais umas quantas “coisitas” básicas, mas ainda gostava de um dia ver o autor deste blogue a ter um leve suspiro de coragem e ler um postezito que fosse sobre o que é o PS neste momento. Aqui deixo uma contribuição graciosa para início de “hospitalidades”:

    – sucedâneo de uma construção democrática histórica legítima, que se transformou num corpo amorfo, acéfalo (basta ler este aspirina socas) e parasitário dos recursos do estado, destituído de carácter, ideologia e alma que já só vende produtos chineses reconstruídos (em saldo) e cujas glórias passadas – algumas ainda vivas – já não sabem se o PSocialista alguma vez existiu. Define-se ainda muito bem pelo facto de perseguir um único objectivo: alimentação de uma nomenklatura apostada na sobrevivência e manutenção de um projecto insaciável de poder, ao serviço de uma clientela que se alimenta por via tentacular, protegida por algumas instâncias da Justiça –

    Esqueci-me de mais alguma coisa?

    PS – desejo sinceramente ver este Orçamento aprovado, nem que seja para assistir ao estertor psicótico do argumentário de “esquerda moderna solidária” e rábulas respectivas, para defender o mais bem urdido plano de esmagamento da classe média e destruição torpe e capciosa do capital de esperança em relação ao futuro que ainda subsistia. É lancinante a dor de sofrimento provocada por esta “matilha de algozes” que destruiu e depredou irresponsavelmente um dos mais cruciais recursos em democracia: a confiança e entusiasmo na democracia e na verdade.

    Como prazer adicional, fico à espera de continuar a ver este aspirina kissing hand GEL em gloriosos actos de contorcionismo e recalcamento auto flagelador, relativamente aos (incontáveis) actos incompetentes/falhados/arrogantes (muitos com traços criminosos) deste “infalível, superior e abnegado” governo.

  3. Estamos no chamado clímax da navegação: o PSD de Passos Coelho representa aqui o famoso Adamastor, o protótipo do monstro que não acredita em nada porque está preso à rocha e desdenha daqueles que ousam querer vencer as adversidades, aqueles que ousam navegar adiante, intrépidos e sem medo dos profetas da desgraça e do seu quanto pior melhor. Mas a verdade ligada à heroicidade dos portugueses está umbilicalmente ligado a isto: a coragem vence o medo e quando o Adamastor o vislumbra sacode e rabuja mas como o navegante não cede o Adamastor acabar por lhe abrir passagem.
    «Quem tiver ouvidos que oiça»

  4. sorry ninguém, mas se não te importares de traduzires por miúdos a tua prosa político-poética … um bocado empastelada com sabor a pastiche. Obrigado

  5. Do outro mundo
    Já se sabia que, na dura cabecinha do engº Sócrates, o mundo mudava, com alguma frequência, em dois ou seis dias, consoante os erros do Governo e os estados de alma do primeiro-ministro.

    0h30Nº de votos (1) Comentários (0)
    Por:Constança Cunha e Sá, Jornalista

    Foi assim que surgiu, subitamente, dando cabo do mundo em que ele vivia, o PEC II e o seu famigerado aumento de impostos. O plano, congeminado com o PSD, tinha, na altura, a superior vantagem de suprir as nossas necessidades para os anos de 2010 e de 2011.
    Quatro meses depois, ficamos a saber, pela voz do primeiro-ministro, que por força de um submarino o Governo não conseguiu sequer cumprir os objectivos que tinha anunciado para 2010. O mundo mudou? Aparentemente, sim. De repente, parece que deu à costa, vindo do nada, um submarino que o Governo só tencionava pagar em 2011 – e que seria de esperar, por isso, que estivesse incluído nas contas do PEC II, mas isso seria, de facto, esperar demasiado.
    Já no que toca ao ano de 2011, o mundo não mudou: deu uma pirueta tal que “convenceu” finalmente o primeiro-ministro a anunciar medidas que ele, no mundo em que vivia, sempre negou que tomaria.
    O preço desse convencimento tardio? Não existe. No seu mundo, o que conta são as responsabilidades dos outros: dos mercados, dos partidos da oposição, das previsões pessimistas, dos trabalhadores insatisfeitos, dos comentadores que o criticam e, por aí fora, numa lista infindável de culpados da qual, obviamente, ele não faz parte.
    No seu mundo, o engº Sócrates é apenas, na sua infinita clemência, uma vítima das circunstâncias, ou seja, uma vítima do mundo onde não vive há muitos e bons anos. Infelizmente, esse mundo que tanto o surpreende, obrigando-o a dar, todos os dias, o dito por não dito, é aquilo que muito prosaicamente se chama realidade – e a realidade, como já deu provas mais do que suficien-tes, não se compadece com os “convencimentos” do primeiro-ministro.
    Assim sendo, é natural que as garantias do primeiro-ministro se tenham transformado, com o tempo, numa série de palpites que têm o condão de nunca se realizarem. De palpite em palpite, de desastre em desastre, o engº Sócrates vai afundando o país num rol de medidas de austeridade, tomadas a eito, por imposição da União Europeia e dos mercados internacionais, sem que se consiga descortinar nelas uma linha de rumo minimamente credível.
    Por junto, o primeiro-ministro limita-se a garantir que o crescimento do PIB se vai manter em 0,5 por cento apesar de reconhecer o efeito recessivo das medidas que anunciou. Um palpite, aliás, que já foi desmentido pelo FMI e pelo Banco de Portugal. Como seria de esperar.

  6. Finalmente um Xuxa com tomates. Espero que seja uma inspiração para a profundissima e urgente reanimação do estado comotoso em que este PS entrou há muitoooooooo. Uma inspiração e um exemplo que pode ser extensivo aos lambe-botas e idiotas-úteis que campeiam em grande número e se aninharam alienadamente neste e em outros, muito conhecidos blogues.

    Vai um comentário do patrão Valupetas? Ou ainda não te operaram às cataratas mentais?

    Deputado socialista faz críticas ao Governo
    António José Seguro: portugueses “estão fartos de fazerem sacrifícios sem ver resultados”

    O deputado socialista António José Seguro lançou, na noite de terça-feira, fortes críticas ao Governo e às recentes medidas de combate à crise financeira. Para o presidente da Comissão de Assuntos Económicos da Assembleia da República é “inaceitável que quando se pedem sacrifícios aos portugueses, não sejam todos, em particular aqueles que mais têm, a dar esse exemplo e a fazer mais sacrifícios”.

    Numa cerimónia em Penamacor, onde nasceu e foi agraciado pela Assembleia Municipal na passagem dos 100 anos da implantação da República, Seguro afirmou ainda que “os portugueses estão fartos de fazer sacrifícios sem ver resultados.”

    “É preciso que os sacrifícios estejam ligados aos resultados”, acrescentou o deputado, apontado dentro e fora do PS como um dos mais fortes possíveis candidatos à sucessão de José Sócrates. Seguro, numa recente entrevista ao Expresso, admitiu mesmo que está disponível para se candidatar a líder do PS quando Sócrates sair.

    António José Seguro referiu ainda que “a trajectória das últimas décadas vem endividando o país”, o que vai sobrecarregar as gerações futuras “com os encargos do estilo de vida das gerações actuais”, o que considerou “inaceitável”.

  7. Afinal, erro meu, o patrão Valupetas já tinha comentado a notícia com um profundo e eloquente comentário:

    O mais activo candidato à sucessão de Sócrates já tem a receita: misturar BE com PSD, agitar até se dissolverem as diferenças e servir com um enfeite rosa.

    Esclarecedor da proficiência política e do grau de cegueira em olhar para o essencial da crítica do seu colega Xuxa, que, apesar de soft, fica para a história como o primeiro a ter algum arremedo de pensamento próprio e coragem política. E a começar a tocar na ferida.

  8. ESta história das sugestões avulsas dadas por «mail» em vez de ser o Gabinete de Estudos do Partido é de bradar aos céus. Safa!

  9. Se, em termos de previsões macro-económicas para Portugal, mudarem o nome Socrates para FMI, o acerto era maior? Para não falar da vintena de economistas ilustres que só fazem prognósticos no final do jogo. AH , já me esquecia, esta crise mundial não é um é um terramoto, é um abalozinho.
    Cegos ou malandros.

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