Assumam-se, caralho

É um facto, como reafirmou José Sócrates, que o Governo apelou “ao diálogo, à negociação e ao bom senso”, mas não é menos verdade que a oposição e o Presidente foram, na altura, confrontados com um facto consumado. É certo que o País não precisava de uma crise política. É indesmentível que a queda do Governo agravou a já débil situação financeira de Portugal e que o empurrou, mais cedo que tarde, para o pedido de ajuda externa. Mas a responsabilidade pelo que aconteceu tem de ser partilhada por todos os agentes políticos.

(…)

Claramente, Sócrates teve de reorientar a estratégia para este congresso por causa dos acontecimentos da semana. Em vez de surgir como o líder que foi capaz de resistir à entrada do FMI em Portugal, terá agora de se apresentar como o melhor primeiro-ministro para governar com a agenda do Fundo Monetário Internacional.

Editorial do DN

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João Marcelino, por razões que desconheço, é apoiante de Passos Coelho – esse homem de uma vulgaridade invulgar – já desde o tempo da sua disputa com Ferreira Leite, em 2008. E é lamentável que não haja por cá a sadia e corajosa tradição dos órgãos de comunicação social assumirem as suas preferências em período eleitoral. O resultado são estes exercícios de auto-censura, deturpações e insinuações. Ou seja, o resultado é a manutenção de uma certa menoridade política e cívica da sociedade.

Veja-se o que se consegue escrever para leitura pública: que Sócrates tinha um plano para o congresso do PS, plano esse que consistia só no pormenor de ter evitado a catástrofe que se abateu sobre Portugal com o chumbo do PEC, mas que tal plano falhou porque apresentou a solução já devidamente aceite nas suas metas pela Europa a uma oposição e a um Presidente que não estavam para aprovar, sequer negociar, soluções preparadas pelo Governo com pleno êxito junto da difícil e exigente Alemanha e que, em simultâneo, eram uma parte essencial da estratégia europeia para lidar com a crise dos financiamentos.

O editorial do DN faz equivaler as partes na sua responsabilidade, como se não competisse ao Executivo ter a obrigação de governar e não nos esclarecendo qual teria sido a alternativa do Governo ao modo como acabou por apresentar as metas da actualização do PEC. Exactamente em que altura, e em que condições, é que o Governo devia ter chamado o PSD para a mesa das negociações? E qual teria sido o previsível resultado desse convite à luz das declarações dos responsáveis sociais-democratas que já tinham anunciado não querer mais acordos? E como é que tal publicitação da estratégia nacional e europeia iria favorecer os seus interesses respectivos, especialmente se a imagem dada fosse a de impasse político? E, finalmente, como é que o DN explica a opção pelo derrube do Governo, e inerente ruína absoluta do País, face à imediata disponibilidade de Sócrates para negociar tudo e mais alguma coisa no PEC, o qual só tinha de ser fechado para apresentação final em Abril?

Quando José Manuel Fernandes e Henrique Monteiro deixaram a chefia dos seus jornais, e entraram na sua nova encarnação de comentadores políticos, é que foi possível, para quem deles não tinha conhecimento pessoal, descobrir o seu baixíssimo nível intelectual e altíssimo ressabiamento político. Enquanto directores de jornais ditos de referência, a sua falta de talento ainda conseguia ficar algo disfarçada ou diluída no estatuto de jornalistas e no colectivo que dirigiam. Assim que puderam soltar a franga, viu-se do que a casa gastava e imaginou-se os bastidores de uma prática sempre tendenciosa, quando não insidiosa. João Marcelino vai bem lançado para se juntar à patética dupla.

16 thoughts on “Assumam-se, caralho”

  1. Encontrado no Blog “Cybercultuta e Democracia Online” , sobre um episódio onde figuram estas 3 personagens da Comunicação Social, entre outros.

    “O jornalismo político reflecte os antagonismos sociais e políticos, até porque as suas fontes são geralmente políticas. O caso da suposta vigilância dos membros da Casa Civil da Presidência da República por parte do governo ou dos Serviços Secretos revela como os sectores conservadores procuraram manipular as notícias durante o período da campanha eleitoral, de modo a servir os interesses da Direita retrógrada, em especial do PSD. Os jornais da Direita – Público e Expresso – e os seus directores prestaram-se a servir os interesses da Direita conservadora: José Manuel Fernandes publica uma notícia que carece de fundamento factual, isto é, de prova – porque uma suspeita não prova a existência efectiva de vigilância -, e Henrique Monteiro, que recebeu o célebre email que revelava a fragilidade, ou melhor, a natureza ideológica dessa notícia, resolve não o publicar para não estragar o jogo da Direita, isto é, a campanha política do PSD montada em torno da acusação de que o governo socialista estava a promover a asfixia democrática. Ambos os jornalistas converteram um “suspeita ideológica” de um membro da Casa Civil do Presidente da República num “facto político” consumado: o estado de ânimo ideológico do assessor era e é a única “prova” da existência da vigilância, o que significa que não há verdadeiramente prova. A neutralidade do jornalismo corporativista defendida por José Manuel Fernandes e Henrique Monteiro revela a sua verdadeira face: um jornalismo que produz “factos ideológicos” com o objectivo de favorecer a ideologia dominante na sociedade capitalista, ajudando o PSD a conquistar o poder político.
    Ora, se uma fonte fabrica uma notícia falsa para prejudicar o adversário político, neste caso particular o PS, cabe ao jornalista crítico denunciá-la e foi o que fez João Marcelino quando decidiu publicar parte do email que o Expresso não quis publicar por razões puramente ideológicas. Quando são desmistificados e apanhados com as cuecas nas mãos, os conspiradores de Direita tendem a recorrer a argumentos de natureza jurídica e moral: José Manuel Fernandes e Henrique Monteiro acusaram o seu “colega” de profissão – João Marcelino – de ter violado a correspondência privada (argumento jurídico) e de não ter sido solidário com o director do Público (suplemento moral da ideologia jurídica). Henrique Monteiro recorre a um argumento de autoridade, que irritou profundamente Paquete de Oliveira, com o qual pretende inferiorizar o jornalismo desportivo que João Marcelino exerceu antes de passar para o jornalismo político: os seus 30 anos de carreira garantem-lhe a sua própria autoridade.”

  2. Há em ti, Valupi, qualquer coisa que me recorda o Caçador da Anedota do Urso: «Estava um caçador numa floresta quando vê um urso por de trás de uns arbustos. Ele pega na espingarda e atira. Como o urso era grande gasta todas as balas.
    Quando vai ver, não encontra o urso, desiste mas, quando vai a sair da floresta, sente alguém tocar-lhe no ombro. Era o urso, que olha para ele e diz:
    – Tu és mau, és mesmo mau. Por isso vais ser enrabado! – e pimba!
    No dia seguinte, o caçador volta à floresta com uma bazuca para se livrar do urso e saciar-se de vingança. Quando avista o animal atira, mas erra. Enquanto procurava o bicho, sente novamente alguém a tocar-lhe no ombro. Era o urso:
    – Tu não és mau. Tu és cruel. Por isso vais ser castigado, isso sim!
    E o urso repete a dose enrabando o caçador.
    No outro dia o infortunado homem volta novamente à floresta, desta vez mais furioso, levando consigo várias granadas. Mal avista o urso, quase destrói a vegetação com várias explosões.
    Mas quando vai à sua procura do animal, de preferência morto, não há sinal. De repente, aparece-lhe o urso pela frente:
    – Tu não és mau. Tu nem sequer és cruel! O que tu és é uma grande bicha, isso sim!»

  3. Valupi, só uma perguntinha. Tens algo a apontar ao PS? Ou vês apenas um lençol branco que nunca se suja?
    Comparar o Marcelino ao Zé Manel é cegueira.

  4. O marcelino é uma fraca figura.

    Eu sempre achei que o gajo fosse um socrista. ainda me lembro da vergonha da carta do Público.

  5. O PS sai renovadíssimo deste congresso.

    Tanta cara nova, é impressionante!

    Estamos tramados, tanto o PS como o país!

    Porra! como é possível tanta pobreza!

  6. Desconfio que a partir do momento em que estes jornalistas substituíram o papel higiénico pelo seu código deontológico deixaram de poder voltar atrás, funcionando apenas de acordo com a vontade de quem lhes paga.

  7. marcelino, tás tramado…
    tu que te portaste tão bem nestes anos todos, a imprimires a verdade a que o chefe diz que nós temos direito, pões-te agora a saltar do barco, ainda sem o outro ter chegado ao porto ou ao pote ou lá que é!
    mas não te safas, pá, o chefe já te topou e já te mandou uma cabeça de cavalo, aqui pelo Val, sempre atentíssimo. em julho já estás a editar o jornal de Queijas.

  8. Estava eu a ligar o aspirina b e a fazer zapping e apanho o combate de blogs, na tvi24, convidados o Rodrigo Moita de Deus, o outro do cachimbo que não me lembro o nome e o Nuno Ramos de Almeida. O Rodrigo com uma as suas “piadas” ao Sócrates coadjuvado pelo apresentador e depois este pede o contraditório ao Nuno e o Nuno, honestamente, responde “qual contraditório” e eu ao ouvir isso continuo com o meu zapping.
    É um momento tão…nem sei explicar. Vejam que vale a pena!

  9. Pois eu estou agradecido ao João Marcelino, por explicar que a estratégia eleitoral do PS, e de Sócrates, vai ser culpar o PSD pela crise e apresentar-se como a melhor escolha para liderar o pais. É algo de tão inédito em campanhas eleitorais que ainda me custa a acreditar. Sempre pensei que o plano fosse culpar a Apple e o Steve Jobs pelas falhas de comunicação do iphone4 do Teixeira dos Santos, que não permitiram dizer ao Passos e a Cavaco que a Europa exigia o PEC IV aprovado. Devia ter comprado um branco. Felizmente temos jornalistas argutos à frente da comunicação social.

  10. Rogério, apontar alguma coisa ao PS em que matéria? Ou seria apontar por apontar? Já agora, aproveito para recordar, ou informar, que não votei PS em 2009 nem em 2005.

    Quanto à equiparação do Marcelino com o Zé Manel, concordo no exagero se sairmos fora do âmbito da questão vertida no texto. Do que ali falo é do prejuízo em não se assumir um favor político quando de dirige um órgão de informação socialmente relevante.

  11. João Marcelino não é o único por essa comunicação social fora a responsabilizar o governo e o PSD, em igual medida, pelo agudizar da crise e pelo pedido de ajuda. Em geral, todos os que o fazem desejam que o PSD ganhe as próximas eleições, sendo obrigatório, para isso, responsabilizar o máximo possível o governo. E o máximo possível, neste caso, para não se parecer estratosférico como Barreto e outros alucinados, é atribuir aos dois protagonistas o mesmo nível de culpa.
    Ora, como bem dizes, essa equiparação de responsabilidades não faz qualquer sentido: o governo agiu bem e não podia ter agido de outra maneira. O PEC iria ser contestado e rejeitado por razões tácticas do PSD, como, aliás, já ficara claro desde a “crise” da aprovação do orçamento no Outono. Cavaco também já estava reeleito, portanto nenhuma condicionante (estratégico-partidária, claro) à abertura da crise política.

    Assim sendo, o governo decidiu, e bem, apresentar-se em Bruxelas com as grandes linhas do PEC sem ruído nem ameaças de chumbo na retaguarda e regressar de Bruxelas com um plano de austeridade aprovado pelos parceiros europeus sem que nenhum deles mencionasse nem pedidos de ajuda nem FMI ou afins. (Nunca é demais lembrar até que, na manhã do dia da discussão das linhas do PEC em Bruxelas, ainda Relvas dizia que só podiam estar de acordo com todas as medidas que contribuíssem para reduzir o défice!)

    Para que serviu esse acordo europeu, perguntam alguns, se o governo já sabia que haveria borrasca no regresso à pátria?
    Quem quiser ser inteligente, se ainda não tinha percebido, estará naturalmente a perceber agora bem o significado desse acordo e as implicações económicas, financeiras, políticas e, por último e não de somenos, eleitorais da sua rejeição. Trata-se de uma arma poderosa, obtida com inteligência, para a eventualidade de rejeição do PEC a nível interno. Tanto mais quanto ninguém de boa fé vislumbra alguma má intenção, desonestidade ou incompetência do governo ao lutar por mecanismos europeus de defesa do euro baseados certamente no rigor orçamental dos Estados mas também, um pouco que seja, na solidariedade e no entendimento de que as soluções impostas à Grécia e à Irlanda são excessivamente penalizadoras e de eficácia mais do que duvidosa.

  12. João Marcelino, note-se, não se pronuncia sobre o mérito do PEC IV, nem da sua aprovação, ainda que genérica, pelos diversos parceiros europeus.
    Interessa-se mais pela política. E a política só lhe interessa na justa medida em que possa atenuar os danos de imagem do partido a que pertence: ou o da Presidência da República, ou o ant- Sócrates. A carteira de jornalista tem, hoje em dia, a mesma credibilidade que o dólar do Zimbabwe.
    Um jornalismo independente, qualquer comentador de boa fé, fariam as perguntas que valupi faz : “Exactamente em que altura, e em que condições, é que o Governo devia ter chamado o PSD para a mesa das negociações? E qual teria sido o previsível resultado desse convite à luz das declarações dos responsáveis sociais-democratas que já tinham anunciado não querer mais acordos? E como é que tal publicitação da estratégia nacional e europeia iria favorecer os seus interesses respectivos, especialmente se a imagem dada fosse a de impasse político?…”
    Pois é valupi, a verdade, a tão apregoada verdade, já não pertence à racionalidade, antes se tornou um dogma de fé política, nascido da cobardia de quem tem medo da vida e do dia de amanhã. Às vezes compreendo-os, têm família. Mas a pré disposição para a antropofagia sempre me repugnou.
    Lembro-me de discursos enfatizando os “ SUPERIORES INTERESSES NACIONAIS” Mas ficamos a saber, também, que o que falta é gente “SUPERIOR”.
    O PSD poderá chegar ao poder, já em junho. Mas chegará sem líder e debilitado. Sem liderança, sem a voz da esperança, sem forte determinação, Portugal enfrentará a crise em estado de orfandade. Lembrar-me-ei, então, sempre do Joões Marcelinos da TV e jornais, hoje grandes educadores do povo, amanhã co-responsáveis políticos. Mesmo que se escudem em carteiras profissionais.

  13. Eu creio, contrariamente a um tendência quase dominante, que a escrita jornalistica depende mais do “patrão” do que do “singular” jornalista, mesmo quando Director.
    No caso em apreço, depende menos de João Marcelino, Director do DN, propriedade de Joaquim Oliveira, OLivedesportos, do que deste, verdadeiramente, à rasca.
    Vai, tudo o indica, perder o seu negócio maior, os direitos televisivos do S.L.Benfica, mais a Liga espanhola; não conseguiu ir sequer a jogo para o 5º Canal (do mesmo mal endémico sofreu a Impresa do Dr. Balsemão e o “professor” MRS bem avisou:’o engº Sócrates vai arranjar uma guerra do caraças com o dr. Balsemão se lançar este concurso’). Portanto, sonha com o retorno dos “amigos” do PSD ao poder!
    Cada um dos personagens referidos pelo Val é um caso.
    JMFernandes, ao tempo do VJS, no Público, era uma espécie de arrumador de páginas.
    Até chegar a Director, o tio Belmiro experimentou, já não me lembra bem, mas p’rá aí uns 4 Directores.
    Todos falharam, mas o Zé Manel quase levou à falência o Público. Ao desprestígio, seguramente.
    O Henrique Monteiro é outra coisa. Tem qualidade intelectual. É culto, mas tem um fobia em relação ao Engº Sócrates. Conheço-o, mas desconheço a razão essencial desse ódio, que o torna “cego” no juizo que emite sobre o nosso primeiro-ministro. Parece ter havido, entre eles, um desaguizado telefónico grave…
    A mudança de Director no Expresso (o actual é irmão, como se sabe, de António Costa) significou, da parte de Pinto Balsemão, um levantar o pé do acelerador da linha “monteirista” anti-socrática.
    Para disfarçar, lá puseram o Crespo, que, a propósito de tudo e de quase nada, adora “sovar” o eng.º Sócrates. Leia-se o último texto, comentário sobre o Conselho de Estado e a polémica com Bagão Félix…que já todos tinhamos esquecido.
    Veja-se a importância estonteante de Clara Ferreira Alves no NOVO, renovado Expresso (socrática em todo o espaço mediático que ocupa, e é muito…) logo na saída do Henrique Monteiro. Logo no primeiro número Ricardo Costa/Director: entrevista a Balsemão, reportagens na Revista, mantendo “a pluma caprichosa”, agora na página 4 daquela (no tempo de HM estava antes do “comendador”, quase nas últimas páginas, depois da Inês Pedrosa!…). No número deste Sábado, o HM publica nas centrais do 1º Caderno um trabalho sobre as várias crises que trouxeram o FMI a Portugal, mas com um texto “neutralizador” da Clara Ferreira Alves, esta com direito a foto e tudo…O HM, neste trabalho não tem foto e referido como ex-Director do Expresso. A coluna de opinião deste foi empurrada para a última página e com uma arrumação gráfica, cada vez menos relevante…
    A opinião do Director de um jornal é, sempre, importante (dá, em minha opinião, a sensibilidade e os melindres do patrão…naquela legislatura), mas não é a linha editorial por inteiro desse media.
    Veja-se o caso do Público, que, durantes anos a fio, teve um Director de direita, JMF e uma redacção, claramente, de centro-esquerda.
    Veja-se o caso actual do Expresso, com um Director de centro-esquerda, que substituiu logo uma série de comentadores da legislatura HM e promoveu Clara Alves (um velho património da casa…) a evidente ESTRELA!

  14. José Albergaria – a Clara Ferreira Alves “socrática” é um pouco exagerado, sobretudo tendo em conta as suas posições de há um ano para cá. O Ricardo Costa do centro-esquerda também me parece exagerado. Tenta ser um pouco mais independente do que o H Monteiro, mas, na minha modesta opinião, além do forçoso pacto de não agressão que tem de ter celebrado com o patrão, tem demasiadas vezes atitudes “espontaneistas” e algo imaturas.

  15. «Assumam-se, caralho»? Esta exigência, vinda do «Luís» Valupetas, deve ser para rir! Sim, porque um tipo que não se cansa de dizer que nem é esquerda nem de direita, e que é um adepto do centrão, só pode estar a fazer humor quando exige aos seus companheiros da indefinição centrista para se assumirem. Um tipo que defende que os partidos devem «libertar-se» das ideologias que estão (ou estariam) na sua base, e que se devem adaptar aos novos tempos da «modernidade» (ou melhor, da pós-modernidade) e do pensamento único neoliberal, só pode estar a fazer humor quando exige que os outros assumam as suas preferências em tempo eleitoral.
    «Preferências»? Mas estás a falar de quê, ó Valupetas? Da preferência pelos fatos Armani? De preferências musicais na campanha eleitoral que se avizinha? Da preferência pelos cortes de cabelo do Pinto ou do Passos? Deixa-te de tretas, pá! O Marcelino está a fazer pela vida, e, da mesma forma que tu, o que ele assume é a defesa dos seus próprios interesses, sendo-lhe, por isso, politicamente indiferente um governo do PS ou do PSD. Mas como o seu tacho está dependente de quem será de facto o próximo governo, as suas crónicas expressam, naturalmente, uma atitude «neutral» e «imparcial» em relação aos dois partidos gémeos, coisa que não aconteceu ao longo dos últimos 6 anos, pois como sabes, ele sempre esteve na linha da frente dos apoiantes do Pinto de Sousa. Ele e os vários opinadores do DN que ele «promoveu», como o FazFavores e a Cancro. Aliás, se não se tivesse ficado a saber que tu és o «Luís», eu quase que apostaria que eras o Marcelino, pois este jornalista foi sempre quem mais se aproximou de ti nos elogios e no lambe-botismo à socretinice…

  16. Não sou de comentar opiniões e análises, mas não resisto a este texto. Só uma palavra: Imaculado!

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